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Calvário

Calvário, Tesouros de Cornélio à Lápide

Segundo São Jerônimo, Adão foi sepultado no Calvário, no mesmo lugar em que foi crucificado Jesus Cristo. Deste fato, fazem derivar o nome do Calvário que tem a montanha da crucificação, nome devido a cabeça de Adão ali enterrada. Costumam dar essa mesma razão para explicar o costume dos pintores de colocar uma cabeça ao pé da cruz de Jesus Cristo[1].

Orígenes, Epifânio, Santo Atanásio, São Cipriano, Santo Ambrósio etc. participam também da opinião que Adão foi sepultado no Calvário. Continue reading

Do primeiro fruto da sétima palavra

Capítulo 32: Do primeiro fruto da sétima palavra
Desta última palavra e da morte de Cristo, que depois dela se seguiu, vamos, segundo o nosso costume, colher alguns frutos. Em primeiro lugar vejo, que de uma coisa que parece não poder indicar senão muita fraqueza e muita estultícia, se demonstra o poder, a sabedoria e a caridade de Deus no grau o mais subido, pois no grande brado, com que expirou, bem se deixa ver o Seu poder, e daqui se colige que Ele podia deixar de morrer, e que morreu, porque assim o quis. Os que morrem naturalmente vão pouco a pouco perdendo as forças e a voz, não podendo gritar na última respiração; foi por isto que o centurião, vendo que Jesus depois de ter derramado tanto sangue, expirara, bradando fortemente, disse não sem motivo:

“Na verdade este homem era filho de Deus” (Mc 15)

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Do terceiro fruto da sexta palavra

Capítulo 27: Do terceiro fruto da sexta palavra
Além daqueles frutos, há um terceiro que podemos colher da sexta palavra; aprendermos a oferecer nós mesmos, como sacerdotes espirituais, espirituais sacrifícios, como diz São Pedro (1Pd 2); ou como o Apóstolo São Paulo nos ensina (Rm 12) a oferecermos os nossos corpos como uma hóstia viva, santa, agradável a Deus; que é o culto racional que Lhe devemos. Pois se aquelas expressões: Tudo está consumado, significa que se concluiu na cruz o sacrifício do Sumo Sacerdote; justo é que os discípulos do Crucificado, desejando imitar o seu Mestre, ofereçam também a Deus sacrifício do modo porque podem, isto é, segundo o seu pouco e a sua pobreza. Ensina-nos o Apóstolo São Pedro que todos os cristãos são sacerdotes, não propriamente ditos, como os que são ordenados pelos bispos na Igreja Católica, para oferecerem o sacrifício do Corpo de Cristo; mas sacerdotes espirituais, isto é, como ele mesmo declara, para oferecerem sacrifícios espirituais, não vítimas propriamente ditas, como eram no Antigo Testamento, ovelhas, bois, rolas e pombas, e no Novo o Corpo de Cristo na Eucaristia; porém vítimas místicas que todos podem oferecer, como orações, louvores e boas obras, jejuns e esmolas, das quais diz o Apóstolo São Paulo:

“Ofereçamos, pois por ele a Deus, sem cessar, sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13)

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Felicidade que dá a Mortificação

Meditação para a Décima Oitava Segunda-feira depois de Pentecostes. Felicidade que dá a Mortificação

Meditação para a Décima Oitava Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Concluiremos as nossas meditações sobre a mortificação, considerando:

1.° A felicidade que goza a alma mortificada nas suas relações com o próximo;

2.° A felicidade que acha em si mesma.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não deixarmos um só dia de praticar algum ato de mortificação, seja da vontade, seja do gênio ou do amor-próprio; e fixaremos dois desses atos para o dia;

2.° De obedecermos ao Espírito Santo praticando todos os atos que nos sugerir, como sacrificar um capricho, um desejo, um prazer.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Imitação:

“Deixai tudo e achareis tudo. Abandonai a vossa concupiscência e tereis a paz” – Dimitte omnio et invenies omnia. Relinque cupodinem et invenies requiem (III Imitação 32, 1)

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Espírito de Penitência

Meditação para a Décima Quinta Quarta-feira depois de Pentecostes. Espírito de Penitência

Meditação para a Décima Quinta Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o espírito de penitência e veremos que consiste:

1.° Na dor e pesar dos nossos pecados e das nossas misérias presentes;

2.º No firme propósito de emenda.

— Tomaremos a resolução:

1.° De nos entregarmos de toda a alma ao espírito da penitência, chorando amargamente o nosso triste passado, e lamentando humildemente as nossas culpas e misérias presentes;

2.° De fazermos alguns atos particulares de penitência.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“O meu pecado diante de mim está presente” – Peccatum meum contra me est semper (Sl 50, 5)

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Ouçamos a Missa todos os dias

Ouçamos a Missa todos os dias

Capítulo XII

Os minutos de cada dia em que assistimos aos santos Mistérios são mais preciosos que todos os outros. São verdadeiramente minutos privilegiados e tudo aquilo que então fazemos torna-se um tesouro para nós. As outras horas do dia comparadas a estes minutos não são senão vil metal ao lado do ouro mais puro; pois que todos os bens temporais têm infinitamente menos valor que uma só Missa.

Oh! Se vós, Cristãos, refletísseis nisso como seríeis assíduos em assistir ao Santo Sacrifício! Quanto ganham durante meia hora, o camponês que cultiva o seu campo, ou a costureira dando pontos? Uns vinténs apenas. Insensatos, pois, se invocam os seus afazeres para fugirem à Missa! Por uma só Missa enriquecer-se-iam de tal forma que o ganho chegaria para comprarem o Céu, e sacrificam esta fortuna a um trabalho pago com duas ou três moedas de cobre! Digamos, porém, mais: beneficiariam por todos os lados, pois que, na sua liberalidade, Deus compensaria a meia hora de cada dia tirada ao trabalho tornando depois este mais proveitoso. Continue reading

Conselhos aos que assistem à Missa

Conselhos aos que assistem à Missa

Capítulo XI

A transubstanciação é a parte mais importante, o verdadeiro centro da Missa. Por isso, para que os fiéis nela pudessem tomar uma parte íntima, quis a Igreja que o Corpo de Jesus, oculto sob as Santas Espécies, fosse imediatamente, depois da Consagração, elevado aos olhos dos fiéis. Neste momento, todo o Céu se põe em festa, as fontes de salvação brotam da terra, as chamas do Purgatório amortecem o seu ardor, os espíritos infernais tomam-se de pavor. É que nunca dom mais tocante nem mais precioso foi oferecido ao Senhor.

Mas este Sacrifício sublime contém muitas outras maravilhas. A Humanidade de Jesus, espelho puríssimo e fidelíssimo da Santíssima Trindade, jóia infinitamente superior a todos os tesouros da terra, o sacerdote não a apresenta a Deus sob uma só, mas sob muitas formas. Entre as suas mãos o Verbo encarna de novo, de novo nasce, de novo sofre a Paixão, o suor de sangue, a flagelação, a coroação de espinhos, a crucifixão, a morte. De novo Ele Se interpõe entre a Santidade infinita e o mundo culpado, entre o justo Deus, e o pobre pecador. Se o coração de Deus Pai não havia de se comover-se perante este espetáculo! Continue reading

Como assistir à Missa

Como assistir à Missa

Capítulo X

Entramos na Igreja. O sacerdote sobe ao altar, revestido dos paramentos sagrados: formemos em nós mesmos a intenção de oferecer a Missa. Rezemos as orações próprias da Missa, que mais nos comovam o coração; rezemo-las até à Consagração, unidos ao celebrante por uma oração contínua. A partir este momento, apliquemo-nos a adorar Nosso Senhor e a oferecê-lO com o sacerdote ou por palavras nossas ou por meio do nosso livro.

É possível que alguém diga:

— Eu tenho escrúpulo em renunciar às minhas orações, prediletas pelas da Missa

Sossegai: as vossas orações ordinárias comparadas à Missa, são como o cobre comparado ao ouro. Nada impede, aliás, que as rezemos em seguida, a qualquer hora do dia, se tivermos ocasião de o fazer. Se um dia tivermos de faltar aos nossos exercícios de piedade, esta falta ser-nos-á menos prejudicial, que se faltássemos ao Divino Sacrifício. Continue reading

Devemos oferecer a Missa

Devemos oferecer a Missa

Capítulo IX

Nós devemos fazer o mesmo que o sacerdote faz. O Santo Sacrifício não é só propriedade do povo que assiste. Não é só o sacerdote que oferece a Deus o Sacrifício incruento. Os fiéis que assistem, devem fazer o mesmo, devem oferecer o Sacrifício com o sacerdote.

Na verdade que coisa mais oportuna poderiam eles fazer? Por isso ao depôr o cálice sobre o altar, o sacerdote, diz:

«Nós, Vossos servos e Vosso povo santo, oferecemos à Vossa sublime Majestade um Sacrifício puro, um Sacrifício santo, um Sacrifício sem mácula, o Pão sagrado da Vida eterna e o Cálice da eterna salvação»

«Em toda a Missa — diz o grande teólogo Sanchez — o sacerdote não profere palavras mais preciosas, porque nem ele nem nós podemos fazer coisa melhor que oferecer a Deus este augusto Sacrifício»

É, pois, um procedimento pouco conforme aos nossos interesses mesmo, se, depois da consagração, nos damos por satisfeitos com as nossas pobres e áridas orações e não nos unimos ao sacerdote, oferecendo a Deus o Seu Divino Filho. Continue reading

Ocupações da Alma durante a Missa

Meditação para a Quarta Segunda-feira depois de Pentecostes. Ocupações da Alma durante a Missa

Meditação para a Quarta Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre as o ocupações da alma durante a Missa, e veremos, quão conveniente é, que se ocupe em pensar:

1.º Na Paixão e morte de Jesus Cristo;

2.° Nos fins do sacrifício;

3.° No amor, que nos mostram neste mistério Deus Pai e Jesus Cristo seu Filho.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não assistirmos mais à Missa por hábito, sem um fim determinado, que fixe a mobilidade do nosso espírito;

2.° De nela nos ocuparmos nestas três considerações, que acabamos de indicar.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Concílio de Trento:

“Ali se imola de um modo incruento o mesmo Jesus Cristo que no altar da cruz, Se imolou de um modo cruento” – Idem ille Christus incruente immolatur qui in ara crucis seipsum cruente obtulit

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