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A Purificação da Virgem Santíssima

Capítulo 17: A Purificação da Virgem Santíssima

Obediência de Maria

A Mãe de Deus dá-nos neste mistério um grande exemplo de obediência, submetendo-se, como as outras mulheres, à lei da purificação a que não estava obrigada, porque, sendo Mãe de Deus e a mais pura das Virgens, não tinha necessidade de purificar-se. Maria observa com exatidão todas as cerimônias da lei, sem nenhuma excetuar, nem pretender dispensa alguma. Faz ainda mais do que deve; e nós, bem ao contrário, não fazemos a maior parte das vezes nem aquilo a que estamos rigorosamente obrigados! Quando obedecemos é quase sempre por força, de mau grado, com repugnância, o mais tarde que podemos, e, por consequência, sem merecimento aos olhos de Deus. Aprendamos de nossa divina Mãe a obedecer, e imitemo-la, quanto em nós couber, na prática de uma virtude que lhe é tão cara. Continue reading

A jornada de Nazaré a Belém

Capítulo 15: A jornada de Nazaré a Belém
Submissão de Maria Santíssima e São José às ordens do imperador

Como são diferentes os pensamentos de Deus dos pensamentos dos homens, e superiores os desígnios do Rei do céu aos de todos os grandes da terra! O imperador Augusto publica um edito para se fazer o recenseamento de todos os vassalos do seu império, sem ter nisto outro motivo, senão o de satisfazer a sua ambição e orgulho. Mas a Providência que tem mui diferentes desígnios, tudo dispõe em ordem a que sejam cumpridas as profecias, que anunciavam o nascimento do Messias em Belém. Maria e José não consideram no mandado do príncipe mortal senão a vontade de Deus: adoram os seus decretos impenetráveis; entregam-se aos cuidados da sua Providência; e, sem desanimarem com as dificuldades da jornada, só cuidam em obedecer prontamente à ordem que os chama a Belém. Oh! Quanto a obediência nos seria fácil e agradável, se, imitando a Maria Santíssima e a São José, víssemos sempre a vontade de Deus nas ordens dos superiores! Continue reading

Do último fruto da última palavra

Capítulo 36: Do último fruto da última palavra
Resta o último fruto, que se colhe da consideração, da obediência, manifestada nas ultimas palavras e mesmo na morte de Cristo, pois o que o Apóstolo diz:

“Humilhou-se até morte, e morte de Cruz” (Fl 2)

Cumpriu-se principalmente, quando o Senhor, proferidas aquelas palavras

“Meu Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito”

Imediatamente expirou. Será, porém conveniente ir buscar mais no seu começo o que pode e deve dizer-se da obediência de Cristo, para colhermos um fruto preciosíssimo da árvore da Santa Cruz, pois Cristo, Mestre e Senhor de todas as virtudes, prestou a seu Pai uma obediência tal, que não pode mesmo imaginar-se outra maior.

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A Virtude da Obediência

Mês de Julho: A Virtude da Obediência

Mês de Julho

Breve introdução sobre a Obediência e o Apóstolo Patrono

Se poucas almas há que se dão inteiramente a Deus, é porque poucas são as que se submetem inteiramente à obediência. Há pessoas tão aferradas à própria vontade, que a mesmíssima coisa que, fora da obediência, lhes seria de gosto para ser executada, amarga e difícil se lhes faz quando exigida por obediência, é unicamente por esta causa; tais pessoas tomam prazer somente com executar o que lhes dita a vontade própria. Este não é o proceder dos santos, os quais só ficam tranquilos quando obedecem. São Filipe Néri dizia:

“Os que desejam progredir no caminho de Deus devem submeter-se a um confessor instruído, e dar-lhe obediência como ao próprio Deus; quem procede assim, pode estar certo de que não dará a Deus contas do que faz”

Deve-se ter confiança no confessor, ajuntava o Santo, e crer que Deus não lhe permitirá se engane: não existe meio mais seguro para um desfazer os artifícios do inimigo que seguir no bem a vontade de outrem; ao contrário, nada mais perigoso do que querer dirigir-se pelos seus conselhos pessoais.

Se queres andar seguro no caminho da perfeição, deixa-te guiar por teus superiores, quanto às coisas externas, e obedece, em tudo que diz respeito a teu interior, a teu diretor espiritual.

Os negociantes, para se assegurarem de seus negócios, exigem que outros prestem fiança; do mesmo modo, para assegurar teu eterno ganho, deves procurar a fiança da obediência para tuas obras todas.

Persuade-te, por isso, vivamente de que é a Deus que obedeces quando obedeces a teus superiores. Se Jesus viesse pessoalmente para te encarregar de algum negócio ou ofício, recusar-te-ias talvez a obedecer-lhe ou desculpar-te-ias? Ora, é muito mais certo que é Deus mesmo quem te fala, quando teus legítimos superiores te mandam alguma coisa, do que quando Jesus, aparecendo-te, te incumbisse de alguma coisa, porque essa aparição poderia basear-se em um engano, ao passo que está fora de dúvida que Deus disse, em relação aos superiores:

“Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10, 16)

Esforça-te, portanto, para obedeceres em tudo que não for claramente pecado, com toda a prontidão, alegria e simplicidade. Não te faças muito rogar: um verdadeiro obediente não demora, não se desculpa, não mostra sua repugnância interna por um rosto enfadado, mas começa a executar imediatamente o preceito com alegria, nem sequer espera a ordem expressa do superior: basta saber que é sua vontade dirigir-se conforme isso.

Não desejes igualmente saber as razões por que te mandaram fazer isto ou aquilo, pois assim tua obediência seria muito imperfeita. Se quiseres ser muito agradável a Jesus Cristo, suplica a teus superiores que te tratem inteiramente conforme o seu parecer e sem consideração alguma por ti; o merecimento da obediência será então muito maior. Esforça-te para que tua obediência se origine sempre da intenção de cumprir com a vontade de Deus, porque, se a praticares com outro intenção, por exemplo, para granjear a benevolência de teus superiores, satisfarás aos homens, mas não a Deus.

Em casos duvidosos, faze aquilo que julgas que teus superiores ordenariam; e se não puderes resolver de forma alguma, faze aquilo que é mais oposto à tua inclinação.

Sumário
I. A sua natureza
II. Do Mérito da Obediência
III. Da Obediência dos Filhos a seus Pais
IV. Da Obediência dos Criados a seus Amos
V. Da Obediência ao Diretor Espiritual
VI. A Obediência do Redentor
VII. A Prática da Obediência
VIII. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Julho: A Virtude da Obediência. Apóstolo Patrono: São Filipe

Mês de Julho: A Virtude da Obediência. Apóstolo Patrono: São Filipe

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A Obediência de Maria

Meditação para o dia 27 de Maio. A Obediência de Maria

Meditação para o dia 27 de Maio

A Santíssima Virgem amava a obediência. Quando da embaixada de São Gabriel não quis tomar outro nome senão o de escrava.

“Eis aqui a escrava do Senhor”

Com efeito, testemunha São Tomás de Vilanova, essa fiel escrava do Senhor nunca o contrariou, nem por ações, nem por pensamentos. Obedeceu sempre e em tudo à divina vontade, completamente despida de toda vontade própria. Ela mesma declarou que Deus se tinha agradado de sua obediência.

“Ele olhou a baixeza de sua serva”

A humildade própria de uma serva é ser sempre pronta a obedecer. Por sua obediência, reparou Maria o dano causado pela desobediência de Eva, afirma Santo Irineu:

“Como a desobediência de Eva causou a morte ao gênero humano, assim pela obediência foi a Virgem, para si e para a humanidade, a causa da salvação”

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Obrigação de Lhe falar e de O Ouvir

Meditação para a Sexta-feira da 2ª Semana depois da Páscoa. Obrigação de Lhe falar e de O Ouvir

Meditação para a Sexta-feira da 2ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre o nosso terceiro dever para com Jesus Cristo, considerado como Bom Pastor, dever que consiste em ouvir a Sua voz (1); e veremos:

1.° Que este Bom Pastor nos fala;

2.° Que devemos ouvi-lO;

3.° Que devemos obedecer-Lhe e fazer o que Ele nos diz.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos conservarmos num habitual recolhimento de espírito, para ouvir a palavra interior de Jesus Cristo, evitando tudo o que distrai a alma;

2.° De nunca resistirmos às boas inspirações, e de obedecermos de pronto, generosamente e com amor, a quanto a Sua graça nos pedir.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Davi:

“Eu ouvirei o que o Senhor Deus me falar” – Oves vocem ejus audiunt (Jo 10, 3)

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Obstáculos à Palavra de Deus

Meditação para a Segunda-feira da Sexagésima. Obstáculos à Palavra de Deus

Meditação para a Segunda-feira da Sexagésima

SUMARIO

Meditaremos nos três obstáculos que impedem a palavra de Deus de produzir efeito nas almas. Nosso Senhor no-los indicou pelas três espécies de terreno em que cabe a semente. O primeiro obstáculo é a distração, figurada pelo caminho trilhado, aberto a todos os transeuntes; o segundo é a tibieza, figurada pelo terreno pedregoso, terreno estéril; o terceiro são as paixões, figuradas pelos espinhos que cobrem a terra.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos conservarmos durante o dia mais recolhidos conosco do que de ordinário, para aproveitar os bons sentimentos que o espírito de Deus nos sugerir;

2.° De não recusarmos nenhum sacrifício à graça.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“A terra que embebe a chuva do céu, e produz espinhos e abrolhos, é reprovada e está perto de maldição” –  Terra… bibens imbrem… et proferens spinas at tribulos, reproba est et maledicto proxima (Hb 6, 7.8)

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Vida obediente de Jesus em Nazaré

Meditação para a Terça-feira da 6ª Semana depois da Epifania. Vida obediente de Jesus em Nazaré

Meditação para a Terça-feira da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Continuaremos ainda a estudar a vida de Jesus em Nazaré, e veremos:

1.° Que a Sua vida foi uma vida toda de obediência;

2.° Como devemos imitá-la.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De termos uma vida regular, sem concedermos nada aos caprichos, aos gostos e às repugnâncias;

2.º De oferecermos muitas vezes a Deus o sacrifício da nossa própria vontade, por deferência para com a Sua.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra que o Espírito Santo disse da vida de Nosso Senhor durante trinta anos:

“Estava à obediência de Maria e de José” – Erat sudbitus illis (Lc 2, 51)

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Vida laboriosa de Jesus em Nazaré

Meditação para o Sábado da 5ª Semana depois da Epifania. Vida laboriosa de Jesus em Nazaré

Meditação para Sábado da 5ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de termos visto Jesus adolescente, em Nazaré, crescendo em sabedoria e em graça, o consideraremos hoje chegado à idade do homem feito; e veremos:

1.° Que Ele tinha na Sua pobre morada uma vida laboriosíssima;

2.° Como santificava o Seu trabalho.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não perdermos o tempo, mas de o empregarmos assiduamente no trabalho;

2.° De oferecermos o nosso trabalho a Deus, rogando-Lhe que o abençoe e nos ajude a fazê-lo bem;

3.° De unirmos o nosso trabalho e as nossas intenções ao trabalho e às intenções de Jesus Cristo.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra que Jesus Cristo disse de Si próprio:

“Tenho trabalhado desde a minha mocidade” – In laboribus a juventute mea (Sl 88, 16)

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Espírito de Obediência

Meditação para a Quinta-feira da 4ª Semana depois da Epifania. Espírito de Obediência

Meditação para a Quinta-feira da 4ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Aprendemos ontem de Jesus no templo o espírito de sacrifício; aprenderemos o espírito de obediência; e para nos dispormos a entrar neste espírito, veremos que nada há:

1.° Mais excelente do que a obediência;

2.° Nada mais edificante;

3.° Nada mais consolador.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De praticarmos todas as nossas ações por espírito de obediência à vontade de Deus;

2.º De nunca fazermos coisa alguma por atrativo ou gosto natural, assim como de nunca omitirmos coisa, alguma por desgosto ou repugnância.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor no dia de Sua Apresentação:

“Eis que venho para fazer, ó Deus, a vossa vontade” – Ecce veion, ut faciam, Deus, voluntatem tuam (Hb 10, 9)

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