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Endurecimento

Endurecimento, Tesouros de Cornélio à Lápide

O que é endurecimento

O que é um coração endurecido? – pergunta São Bernardo – É aquele que não tem horror de si mesmo, porque já não sente; é aquele que não se abre à compunção, não se abranda pela piedade, nem se comove pelas orações, nem se intimida pelas ameaças; é aquele que se endurece sob os golpes quer da graça, quer das vinganças de Deus.

Não mostra reconhecimento pelos benefícios, é infiel aos bons conselhos, desapiedado para condenar aos outros, sem vergonha ao tratar das coisas mais desonestas, intrépido nos iminentes perigos de salvação, inumano no que diz respeito ao seus semelhantes, temerário frente a Deus, esquecendo o passado, perdendo o presente, e carecendo de previsão para o porvir. Do passado, recorda-se somente das injúrias recebidas; mata o presente, fecha os olhos ao tratar do futuro, e não os abre mais senão para vingar-se. Para expressar, em uma palavra, todos os horrores de um coração endurecido, basta dizer que é um coração que não teme a Deus, nem respeita aos homens[1]. Continue reading

A Desconsolação como um meio de crescer no amor de Deus

Meditação para o Sábado da 4ª Semana depois da Páscoa. A Desconsolação como um meio de crescer no amor de Deus

Meditação para o Sábado da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Consideraremos as desconsolações como um meio de crescer no amor de Deus:

1.° Porque fazem sobressair a Sua bondade;

2.° Porque dispõem a alma a que Lhe tenha um amor mais vivo;

3.° Porque fazem que Lhe tenha um amor mais puro.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De bendizermos a Deus nas desconsolações, e de exaltarmos o Seu amor, que desce até à nossa miséria;

2.° De O chamarmos a nós com santos desejos muitas vezes repetidos, tais como estes:

“Vinde a mim, ó Jesus! Vinde em meu auxílio; ame-Vos eu, Senhor” – Veni, Domine Jesu,… Deus, in adjutorium meum intende… Diligam te Domine

Estas palavras nos servirão de ramalhete espiritual.
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Outras vantagens da Desconsolação

Meditação para a Sexta-feira da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Consideraremos as desconsolações debaixo de um novo ponto de vista:

1.º Como um corretivo do amor-próprio;

2.° Como uma lição de humildade.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos humilharmos diante de Deus por essas desconsolações nos nossos exercícios;

2 De nos humilharmos diante dos homens, reputando todos os outros melhores do que nós, e aceitando todos os desprezos ou faltas de atenção.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Senhor em Isaías:

“Para quem olharei eu senão para o pobrezinho e quebrantado de espirito?” – Ad quem respiciam, nisi ad pauperculum et contritum spiritu? (Is 66, 2)

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Vantagens que devemos tirar na Desconsolação

Meditação para a Quinta-feira da 4ª Semana depois da Páscoa. Vantagens que devemos tirar na Desconsolação

Meditação para a Quinta-feira da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre as vantagens que podemos tirar das desconsolações; e veremos que podemos tirar:

1.° Os maiores méritos;

2.° As mais sólidas virtudes.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° Nos tempos de desconsolação, de sermos tão exatos no cumprimentos dos nossos deveres como nos dias de consolação;

2.° De nos aproveitarmos com alegria desses dias de prova, para nos acostumarmos pela renuncia e pelo sacrifício à pratica das sólidas virtudes.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Evangelho:

“O reino dos céus padece força, e os que fazem violência são os que o arrebatarão” – Regnum caelorum vim patitur, et violenti rapiunt illud (Mt 11, 12)

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Outros modos de proceder na Desconsolação

Meditação para a Quarta-feira da 4ª Semana depois da Páscoa. Outros modos de proceder na Desconsolação

Meditação para a Quarta-feira da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Continuaremos a meditar sobre o procedimento que devemos ter no estado de desconsolação, e veremos que então convém:

1.° Que sejamos mais exatos que nunca aos nossos exercícios de piedade;

2.° Que nos conservemos na união com Deus.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De não cercearmos as nossas práticas de piedade, apesar do pouco gosto que nelas acharmos;

2.° De perseverarmos, ainda que sem atrativo, no espírito de recolhimento e de união com Deus.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Santo Agostinho:

“Deve-se ser fiel a Deus nas mínimas coisas” – In minimis fidelem ecce maximum est

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O que devemos fazer na Desconsolação

Meditação para a Terça-feira da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre o procedimento que devemos ter no estado de desconsolação, e veremos, que então convém, que nos resguardemos:

1.° Da desanimação que nos-leva a relaxarmo-nos;

2.° Da perturbação que tira a paz da alma.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De aceitarmos de boa vontade o desgosto, o enfado, e a desconsolação, que nos sobrevierem no cumprimento dos nossos deveres;

2.° De nos conservarmos tranquilos e pacientes, não obstante as nossas dores interiores.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“Em terra deserta, e sem caminho e sem água; nela me apresentei a vós como no santuário” – In terra deserta et invia et inaquosa, sic in sancto apparui tibi (Sl 62, 3)

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Causas  da Desconsolação

Meditação para a Segunda-feira da 4ª Semana depois da Páscoa. Causas  da Desconsolação

Meditação para a Segunda-feira da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos:

1.° Sobre as causas mais ordinárias das desconsolações espirituais;

2.° Sobre os meios de as evitar.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De conservarmos em nós o espírito de contemplação com frequentes orações jaculatórias e a oferta das nossas ações a Deus;

2.° De combatermos a distração, causa principal das nossas desconsolações, com a mortificação dos sentidos exteriores e interiores.

O nosso ramalhete espiritual será o conselho do Apóstolo a Timóteo:

“Olha por ti” – Attende tibi (1Tm 4, 16)

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A Desconsolação Espiritual

Meditação para o 4º Domingo depois da Páscoa. A Desconsolação Espiritual
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 16, 5-14

5«Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ 6Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza. 7Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei.

8E, quando Ele vier, dará ao mundo provas irrefutáveis de uma culpa, de uma inocência e de um julgamento: 9de uma culpa, pois não creram em mim; 10de uma inocência, pois Eu vou para o Pai, e já não me vereis; 11de um julgamento, pois o dominador deste mundo ficou condenado.»

Quinta promessa do Espírito – 12«Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. 13Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. 14Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer.

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Com Jesus no Deserto

Meditação para o Dia 19 de Setembro

A vida espiritual, após as consolações dos primeiros dias, transforma-se, às vezes, num deserto árido. Desaparece o amor sensível. É uma provação e das mais angustiosas. A Divina Providência nos prepara o Purgatório doce do Amor aqui na terra, nas trevas e no deserto. Santa Teresinha amou a Jesus, desinteressadamente, neste deserto. Ela só queria Jesus. Era o amor levado ao heroísmo. Continue reading

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