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Bondade de Deus

Bondade de Deus, Tesouros de Cornélio à Lápide

Deus é a própria bondade por natureza

O próprio Deus é a bondade, é fazer o bem… Não é Deus quem nos impõe os males, e os suplícios que sofremos; somos nós quem os atraímos.

São Paulo chama a Deus “Pai das Misericórdias”: Pater misericordiarum (2 Cor 1, 3). E o é com justiça, diz São Bernardo; porque Deus não e o Pai das condenações, e dos castigos. É Ele o Pai das Misericórdias, porque, por natureza, é causa e origem do bem. Os juízos severos e os castigos vêm de nós; nossos pecados no-los atraem (Serm. V, in Nativ. Dom.).

Deus é o Pai das Misericórdias. Nossas misérias são tão grandes e multiplicadas, que o real profeta Davi não pede a Deus que nos trate segundo sua misericórdia, senão segundo a multidão de suas misericórdias: Secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquitatem meam (Sl 4, 3).

Eis que o Senhor sairá de sua morada, e descendo de seu trono atropela as grandezas da terra, diz o profeta Miqueias: Ecce Dominus egreditur de loco suo, et descendet, et calcabit super excelsa terrae (Mq 1, 3). Continue reading

Amor a Deus

Amor a Deus, Tesouros de Cornélio à Lápide

Há dois amores

Há dois amores: o amor à concupiscência ou amor imperfeito; e o amor de pura caridade ou amor perfeito. Por meio do amor de concupiscência ou imperfeito, dedicamo-nos a agradar a Deus somente para que nos dê a recompensa da glória eterna. Este amor é bom, porém trata-se muito mais de um ato de esperança que de um ato de caridade.

O amor perfeito, pelo qual nos esforçamos a agradar a Deus e queremos nos submeter à sua vontade, consiste em amar-lhe unicamente por ser Ele quem é, e não pela recompensa que aos bons promete. Este amor é propriamente a caridade perfeita. Continue reading

Gozo de Maria Santíssima na descida do Espírito Santo

Capítulo 25: Gozo de Maria Santíssima na descida do Espírito Santo
Como se preparou para O receber

Depois que Jesus Cristo subiu ao céu, elevando-Se por virtude própria à vista de Sua bendita Mãe e saudosos discípulos, recolheram-se todos ao cenáculo, e no silêncio do retiro se prepararam pelo exercício da oração para receberem o Espírito Santo, que o Divino Mestre lhes havia prometido enviar. Juntos todos no mesmo lugar, concordes de coração e vontade, formaram os votos mais ardentes para chamarem a si aquele divino Paráclito. Maria principalmente solicitava com maior eficácia a vinda deste Consolador divino, pelo fervor de suas súplicas, pureza de seus desejos e ânsias do seu amor.

Imitemos tão excelentes disposições para receber o Deus da caridade, que se apraz em comunicar-Se às almas fervorosas que O buscam fora do tumulto do mundo, e Lhe dirigem ardentes e sinceros votos. Continue reading

Ainda sobre a Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para o Décimo Oitavo Sábado depois de Pentecostes. Ainda sobre a Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para o Décimo Oitavo Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Continuaremos as nossas meditações sobre a conformidade com a vontade de Deus, e veremos:

1.° Que esta conformidade é o resumo de todas as virtudes;

2.° Que é o mais alto grau de perfeição.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nunca nos queixarmos dos males ou contratempos que nos sobrevierem, e de os recebermos em paz, como vindos da poderosa mão do Deus;

2.º De bendizermos a Deus, tanto na adversidade como na prosperidade.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Jó:

“O Senhor m’o deu, o Senhor m’o tirou, bendito seja o nome do Senhor” – Dominus dedit, Dominus abstulit… sit nomen Domini benedictum (Jó 1, 21)

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A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus

Mês de Março: A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus

Mês de Março: A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus

Mês de Março

Breve introdução sobre a Caridade e o Apóstolo Patrono

Para obter o grande tesouro do amor a Jesus Cristo, é necessário:

1.° Desejá-lo ardentemente;

2.° Pedi-lo muitas vezes;

3.º Dar-lhe lugar, expelindo do nosso coração todo o apetite desordenado;

4.° Fazer frequentes atos de amor;

5.° Meditar assiduamente na Paixão de Jesus Cristo.

A Caridade é a rainha das virtudes, as quais a seguem onde quer que entre para lhe formarem vistosa corte.

Persuade-te que nem teu pai, nem tua mãe, nem homem algum te dedica maior amor que Deus, teu Senhor. Consequentemente, não deves amar a ninguém mais do que a Deus. Deves dizer-Lhe:

Meu Deus se deu inteiramente a mim; também eu me entrego a Ele sem restrição. Ele escolheu minha alma para Sua amiga; eu O escolho dentre todos para meu único amigo. Ó meu Deus, por que me amais tanto? Que bem vedes em mim? Já Vos esquecestes das ofensas que Vos fiz? Visto que me tratastes tão amorosamente, em vez de me condenardes ao inferno, e me concedestes tantas graças, como poderei amar, no futuro, outra coisa fora de Vós, meu Deus e meu tudo?

Além disso, deves nutrir um grande desejo de progredir cada vez mais no amor de Deus. Os santos desejos são as asas com que nos elevamos a Deus. Pede muitas vezes ao divino Salvador Seu santo amor. Logo que despertares, de manhã, faze um ato de amor a Jesus e, de noite, não te esqueças de fazer, antes de dormir, um ato de contrição. Deves igualmente desejar e te esforçar para que outros amem também a Jesus e, para isso, deves falar muitas vezes a teu próximo do amor de Deus.

Quem muito ama a um amigo, sente, muitas vezes, maior alegria com seu bem-estar do que com o próprio. Por isso deve causar-te especial consolação o pensamento de que Deus é infinitamente feliz. Dize-Lhe muitas vezes:

Meu Senhor e Deus, alegro-me de vossa felicidade, muito mais do que meu bem-estar, porque eu Vos amo mais do que a mim mesmo

Não te esqueças também de suspirar muitas vezes pelo céu. Anela por deixar este lugar de desterro, esta região de pecado e de perigo para a alma e entrar na pátria do amor, onde amarás a Deus com todas as tuas forças. Dize-lhe muitas vezes:

Ó Senhor, enquanto eu vivo, estou no perigo de tornar-me infiel a Vós e perder o Vosso amor; quando poderei deixar esta vida, na qual Vos ofendo incessantemente, para Vos amar de toda a minha alma?

Esforça-te continuamente para conformares perfeitamente tua vontade com a vontade de Deus; esse deve ser o fim de todas as tuas ações, desejos, meditações e orações. Oferece-te, pois, a Deus amiúdo durante o dia, dizendo-lhe:

Senhor, eis-me aqui: fazei de mim o que Vos aprouver. Que devo fazer? Dizei-me, que estou pronto para tudo

Sumário
I. A sua natureza
II. Da Natureza e Importância do Amor de Deus
III. Da Obrigação de Amar a Deus
IV. Meios para Alcançar o Amor de Deus
V. Da Maneira de Exercer o Amor de Deus
VI. Sinais certos do Amor de Deus
VII. A Caridade no Redentor
VIII. A Prática do Amor de Deus
IX. Aspirações Amorosas
X. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Março: A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus. Apóstolo Patrono: São Tiago Maior

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Apresentação de Jesus no Templo

Meditação para a Quarta-feira da 4ª Semana depois da Epifania. Apresentação de Jesus no Templo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 2, 22-32

Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogênito varão será consagrado ao Senhor» e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas.

Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito.

Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos, Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.»

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Quinta Consideração: o Amor Eterno de Deus por nós

Parte V
Capítulo XIV

Considera o amor eterno que Deus tem tido por nós. Antes da encarnação e da morte de Jesus Cristo a Majestade divina te amava infinitamente e te predestinava para o Seu amor. Mas quando é que Ele começou a te amar? Começou a fazê-lo quando começou a ser Deus. E quando começou a ser Deus? Nunca, porque sempre o foi sem começo nem fim; e Seu amor por ti, que nunca teve começo, preparou-te desde toda a eternidade as graças e favores que tens recebido. Continue reading

O Senhor Deus somente age por amor!

Dom Henrique Soares da Costa
Reze o Salmo 119/118,49-56
Agora, leia com piedade, com atenção e um coração que escuta Dt 23 – 24

Dt 23, 2«Nem o castrado nem o que for mutilado sexualmente serão admitidos na assembleia do SENHOR. 3O filho ilegítimo não será admitido na assembleia do SENHOR; nem mesmo a sua décima geração poderá ser ali admitida. 4Um amonita ou um moabita não serão admitidos na assembleia do SENHOR; nem mesmo a sua décima geração poderá jamais ser ali admitida, 5porque não vos ofereceram pão e água no caminho, quando saístes do Egipto; além disso, porque aliciaram contra ti Balaão, filho de Beor, de Petor, em Aram-Naaraim, para que ele te amaldiçoasse. 6Mas o SENHOR, teu Deus, não quis escutar Balaão e transformou a maldição em bênção, porque o SENHOR, teu Deus, te ama. 7Não te interesses jamais pelo bem deles nem pela sua prosperidade, em toda a tua vida. Continue reading

O Amor de Deus e o Amor do Bem

Meditação para o Dia 02 de Março

Há sofrimentos inevitáveis aos que lutam no campo do apostolado: contradições, ciúmes, perseguições. Quem tem a pureza de intenção e trabalha com os olhos fitos em Deus, tudo vence e não se abate. O apóstolo imperfeito, de uma virtude medíocre, desanima. Continue reading

Meditação sobre os benefícios de Deus

Capítulo XI

PREPARAÇÃO

1. Põe-te na presença de Deus.
2. Pede a Deus que te inspire.

CONSIDERAÇÃO

1. Considera, com respeito ao corpo, todos os dotes que tens recebido do Criador: este corpo, duma conformação tão perfeita, esta saúde, estas comodidades tão necessárias à manutenção da vida, estes prazeres se ligam naturalmente ao teu estado, esta cooperação e assistência de teus inferiores, esta companhia suave e agradável de teus amigos. Compara-te então com outras pessoas que talvez mereçam mais do que tu e que no entanto não as possuem; pois quantas pessoas têm uma figura ridícula, um corpo disforme, uma saúde débil! Quantos não estão a gemer, abandonados de seus amigos e parentes, no desprezo, no opróbrio, em enfermidades longas ou nas angústias da pobreza. Deus assim quis uma sorte para ti e outra para eles. Continue reading

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