Meditação para o Dia 25 de Novembro

Deus separa agora o que Ele uniu, mas para reunir tudo depois numa vida melhor e eterna. Logo se há de romper o véu que nos encobre a visão Divina, e no Senhor veremos os que choramos saudosos. Que pensamento consolador!

“Fico sempre comovido – escreveu Lamenais – quando leio, na Escritura Sagrada, aquelas histórias ingênuas dos dias antigos, no tempo dos patriarcas. Tempo feliz em que os homens viviam e morriam com tanta calma, como quem dorme depois de um dia fatigante e laborioso”

“Iam juntar-se aos pais” – e a morte era só isto. Por que também não fazemos assim? Por que, no dizer do Apóstolo, afligimo-nos tanto com os que não têm esperança? Veremos depois, na glória, os nossos mortos, naquele dia que já nos marcou a Divina Providência. E, naquela região da luz, da paz, do amor e da verdade, veremos também como Nosso Senhor foi misericordioso conosco, permitindo-nos sofrer neste mundo. Rezemos e muito, nas aflições. A oração consola e leva o coração para o alto.

“Sursum corda!” – “Levantai os corações!” diz-nos a Liturgia Sagrada a cada instante. Sim. Arranquemos este pobre coração dilacerado pela dor,arranquemo-lo da terra para o Céu. Quando se sofre e o golpe é profundo e dolorido, o pobre coração não tem outro recurso, outro alívio senão no Céu. “Sursum corda!” Vamos! Elevemos para o Alto, para a atmosfera dos pensamentos sobrenaturais, este pobre coração ferido!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 352)