Meditação para o Dia 11 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XI – L. II

Jesus Cristo tem agora muitos que amam o seu reino celestial, mas poucos que levam a sua cruz. Muitos desejam sua consolação e muito poucos desejam atribulação. Muitos companheiros acha de sua mesa e poucos de sua abstinência. Todos querem gozar de sua alegria, mas poucos querem sofrer alguma coisa por Ele. Muitos seguem a Jesus até o partir do pão, porém poucos até o beber o cálice da sua paixão. Muitos admiram seus milagres, mas poucos abraçam a ignomínia da cruz. Muitos amam a Jesus quando não há adversidade. Muitos O louvam e exaltam enquanto Dele recebem algumas consolações. Porém, se Jesus se lhes esconde e os deixa por algum tempo, logo se queixam ou demasiadamente desanimam. Aqueles, porém, que amam a Jesus por amor de Jesus e não por amor de sua própria consolação, tanto O louvam em toda tribulação e angústia decoração como nas mais doces consolações. E, ainda que nunca mais se lhes quisesse dar consolação, sempre O louvariam e Lhe dariam graças.

Oh! Quanto é poderoso o amor de Jesus, quanto é puro e sem mistura de interesse e amor próprio! Não são, porventura, mercenários os que sempre buscam consolações? Não se amam a si mais do que a Cristo os que de contínuo pensam em seus proveitos e comodidades? Onde se achará algum homem que queira servir a Deus de graça? Ainda entre pessoas espirituais raramente se encontra uma que viva inteiramente desapegada de tudo. Quem de cobrirá, pois,o verdadeiro pobre de espírito e desapegado de amor de todas as criaturas? “Pérola preciosa que é preciso buscar nas extremidades da terra”.

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 242)