Meditação para o Dia 09 de Novembro

A morte veio arrebatar alguém que era tudo nos teus dias: teu pai, e pai carinhoso e terno. Olha para o Céu e lembra-te de que Nosso Senhor nos manda chamar a Deus de pai: Pater Noster – “Nosso Pai”. Vem de Deus toda paternidade e, como diz o Apóstolo, ninguém é tão pai como Ele: Tam nemo Pater! É o Senhor Pai de Misericórdias e Deus de todas as consolações! Na tua aflição, recorre a Ele.

“Os homens – diz Jó – são consoladores importunos. Quanto consola a só ideia de que Deus não me abandona, de que Ele é meu Pai, e o mais carinhoso dos pais!”

Mostrando à família a imagem do Sagrado Coração, exclamava um operário no leito da agonia:

“Meus filhos, vou morrer, mas não vos deixarei sem pai, porque, neste Coração Divino e misericordioso, achareis sempre o Pai dos que não têm pai!”

Belo testamento! Quando o poverello de Assis, perseguido pelo pai, deu-lhe tudo quanto possuía e, só e nu, viu-se despojado de todo laço terreno, levantou as mãos para o Céu e entregou-se a Deus, podendo exclamar:

“Agora sim, posso dizer em verdade: – Meu Pai que estás no Céu” – Pater Noster qui in caelis est

Quando nos fere o golpe da orfandade e a imagem tão doce de nosso pai desaparece nas sombras da morte, deixando-nos o coração vazio, triste, a sangrar. Ó meu Deus, como é preciso olhar para o Céu e invocar a vossa doce Paternidade!

Senhor, Pai dos que não têm pai, sede meu Pai, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 336)