Meditação para o Dia 12 de Dezembro

“Nossa confiança – diz o Pe. Paulo de Jaeguer, S.J. – é, infelizmente, como um barômetro: abaixa com a chuva e sobe com o tempo bom” (1)

Sentimos na oração, na santa comunhão, um fervor delicioso, um recolhimento doce, lágrimas de ternura: sobe nossa confiança. Depois, vêm logo, muitas vezes, uma aridez torturante, fadiga, distrações na oração, provações, etc. Que frieza! Julgamo-nos tíbios e indiferentes. A tempestade, a chuva, a borrasca, as trevas. Nossa confiança desce e desce muito. Bradamos como os apóstolos na barca, à hora da tempestade: Senhor! Senhor! Salvai-nos, que perecemos! Nosso Senhor permite, em nossa vida espiritual, essas borrascas e trevas, para experimentar nossa confiança e firmá-la cada vez mais. Quer ver-nos humildes e bem desconfiados de nossa fraqueza. Quer que por Ele brademos na hora do perigo e sejamos forçados, por experiência própria, a reconhecer nossa fraqueza, a sondar o abismo de nossa miséria. Não tenhamos medo das provações. Fazem bem à nossa pobre alma. Não nos deixemos influenciar pelas securas e misérias e mil tentações. Seja nossa confiança firme, inabalável. E mais do que nunca, nessas horas de provação, peçamos ao Coração Misericordioso de Jesus nos livre da confiança-barômetro.

Referências:

(1) Paul de Jaeguer – Confiance, Tomo I, c. VI.

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 371)