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Outros Exercícios Públicos e Comuns de Devoção

Parte II
Capítulo XV

Nos domingos e dias de festa, que são dias consagrados a Deus por um culto mais particular e mais amplo, pensas muito bem, Filotéia, que te deves ocupar mais que de ordinário dos deveres de religião, e que, fora os outros exercícios, deves assistir ao ofício de manhã e à tarde, se o podes comodamente. Sentirás com muita doçura a piedade e podes crer a Santo Agostinho, que afirma em suas “Confissões” que, quando, no começo de sua conversão, assistia ao ofício divino, o seu coração se inundava de suavidade e seus olhos se arrasavam de lágrimas. Demais (direi uma vez por todas), tudo o que se faz na Igreja, publicamente, tem sempre maior valor e consolações do que o que se faz privadamente; porque Deus quer que no tocante a seu culto demos sempre a primazia à comunhão dos fiéis, de preferência a todas as devoções particulares.
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A Santa Missa e o melhor modo de Ouvi-la

Parte II
Capítulo XIV

1. Até aqui ainda não falei do Santíssimo Sacrifício e Sacramento do altar, que é para os exercícios de piedade o que o sol é para os outros astros.

A Eucaristia é, na verdade, a alma da piedade e o centro da religião cristã, a qual se referem todos os seus mistérios e leis. É o mistério da caridade, pelo qual Jesus Cristo, dando-Se a nós, nos enche de graças dum modo tão amoroso quão sublime.

2. A oração feita em união com este sacrifício divino recebe uma força maravilhosa, de sorte que a alma, Filotéia, cheia das graças de Deus, da suavidade de Seu espírito e da influência de Jesus Cristo, se acha naquele estado de que fala a Escritura quando diz que a Esposa dos Cantares estava reclinada sobre o seu Dileto, inundada de delícias e semelhante a uma nuvem de fumaça que o incenso mais precioso levanta para o céu, aromatizando o ar. Continue reading

Santo Afonso, modelo de Fé Viva

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Devoção a Santo Afonso como modelo das Virtudes Fundamentais.
Mês de Janeiro

Iustus autem ex fide vivit – “O justo, porém, vive da fé” (Rm 1, 17)

Sumário. Com razão se pode dizer que o Santo Doutor viveu da fé porque foi ela o sustento quotidiano de toda a sua vida espiritual. O Santo apreciava extremamente a felicidade de ser católico, continuamente dava por isso graças a Deus e protestava que estava pronto a sacrificar o sangue e a vida para a propagação e conservação da Religião Católica entre os fiéis. Imitando tão grande Pai, façamos nós também frequentes atos de fé; e se não nos é dado fazer mais pela propagação do Evangelho, roguemos ao menos por todos os Missionários.
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Na Adversidade se Prova a Devoção

Meditação para o Dia 28 de Janeiro

Há muitas almas cristãs que vivem e pensam como pagãos. Escandalizam-se coma cruz. Não se conquista o prêmio sem luta, sem sacrifício. Descanso, paz, gozo perfeito, só no Céu. A terra é lugar de combate. Disse-o o profeta Jó:

“A vida do homem neste mundo é um combate”

Aqui na terra não haverá descanso completo. Adoremos os desígnios de Deus, que assim permitiu para que mais meritória se tornasse a nossa conquista do Céu! Na adversidade é que se conhece quem tem verdadeira ou falsa devoção. Ser devoto fervoroso, quando tudo nos corre bem na vida, quando a fortuna nos sorri, quando as honras e a glória nos seguem, não é tão meritório nem pode dar bem a conhecer se a devoção é realmente sólida e sincera. Continue reading

Em seguida é necessário Purificar a Alma de toda a Afeição ao Pecado

"Há muitos penitentes que efetivamente saem do pecado, porém não lhe perdem o afeto; (...) a semelhança da mulher de Ló, que virou a cabeça para Sodoma"

Capítulo VII

Todos os israelitas saíram do Egito, mas muitos deixaram lá o seu coração preso; por isso é que no deserto se lhes despertaram desejos das cebolas e viandas do Egito. Assim também há muitos penitentes que efetivamente saem do pecado, porém não lhe perdem o afeto; quero dizer: eles se propõem não recair no pecado, mas com uma certa relutância e pesar de abster-se de seus deleites. O coração os denuncia e afasta de si, mas sempre tende novamente para eles, a semelhança da mulher de Ló, que virou a cabeça para Sodoma. Privam-se do pecado, como os doentes dos melões; é verdade que não os comem com medo da morte, de que o médico os ameaçara; mas aborrecem-se da dieta, falam dela com aversão e não sabem o que fazer; ao menos, querem cheirá-los muitas vezes e tem por ditosos os que os podem comer. Continue reading

Antes de tudo é necessário que a Alma se Purifique dos Pecados Mortais

Sacramento da Penitência: Confissão dos Pecados

Capítulo VI

Libertar-se do pecado deve ser o primeiro cuidado de quem quer purificar o coração, e o meio de fazê-lo se depara no sacramento da penitência. Procura o confessor mais digno que possas achar; toma um desses livrinhos próprios para ajudar a consciência no exame que se deve efetuar sobre a vida passada, como os de Granada, Bruno, Arias, Auger; lê-os com atenção, notando, ponto por ponto, tudo em que ofendeste a Deus desde o uso da razão e, se não confias em tua memória, assenta por escrito o que notaste. Depois do exame, detesta e abomina os pecados cometidos, pela contrição mais viva e perfeita que podes suscitar em ti, em considerando estes motivos valiosíssimos: que pelo pecado perdeste a graça de Deus, abandonaste os teus direitos sobre o céu, mereceste as penas eternas do inferno e renunciaste a todo o amor de Deus. Continue reading

A Devoção ao Sagrado Coração, Seta Reservada

Sagrado Coração de Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus: “Ó meu Deus, longe de me desencorajar à vista de minhas misérias, venho a vós com confiança…”

Meditação para a 1ª Sexta-feira do Mês de Janeiro

Totus desiderabilis, talis est dilectus meus – “O meu amado é todo desejável” (Ct 5, 16)

Sumário. Todas as criaturas são outras tantas setas de amor que devem inflamar o coração do homem de amor divino. Mas, como se não bastassem, o Padre Eterno chegou ao extremo de nos dar seu próprio Filho, seu Filho muito amado. Ó que seta de fogo Jesus Cristo! mas muitos corações ficaram frios. Então Jesus revelou a devoção especial para com o seu Sagrado Coração como uma seta de reserva até estes últimos tempos, como para dar o ultimo golpe e ferir com o seu amor os corações dos homens.
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Necessidade de Começar pela Purificação da Alma

Que flores são estas, para nós, ó Filotéia, senão os bons desejos?

Capítulo V

Apareceram as flores em nossa terra — diz o Esposo sagrado — chegou o tempo da poda. — Que flores são estas, para nós, ó Filotéia, senão os bons desejos? Logo que eles despertam em nossos corações, é preciso envidar todo o esforço para purificá-los de todas as obras mortais e supérfluas. Prescrevia a lei de Moisés que a donzela, noiva de um israelita, tirasse o vestido do seu cativeiro, cortasse os cabelos e aparasse as unhas. Serve isto de lição a alma que aspira a honra de ser esposa de Jesus Cristo, a qual se deve despojar do homem velho e se revestir do novo, deixando o pecado e em seguida ir cortando com os demais impedimentos acessórios que podem ser um empecilho para o amor. Continue reading

Necessidade dum Diretor Espiritual para Entrar e Progredir nos Caminhos da Devoção

A importância e necessidade de um Diretor Espiritual, segundo São Francisco de Sales

Capítulo IV

Querendo Tobias mandar o filho a uma terra longínqua e estranha, disse-lhe: “Vai em busca de algum homem que te seja fiel, que vá contigo”. É o que te digo também a ti, Filotéia; se tens uma vontade sincera de entrar nas veredas da devoção, procura um guia sábio e prático que te conduza. Esta é a advertência mais necessária e importante.

“Em tudo o que fazemos — diz o devoto Ávila — só temos certeza de estar fazendo a vontade de Deus, enquanto não nos apartamos daquela obediência submissa, que os santos tanto encomendaram e praticaram tão fielmente”

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A Devoção é Útil a todo Estado e Circunstâncias da Vida

A devoção é semelhante as abelhas que tiram todo o mel da flor, sem deixá-las murchar, e as deixa intactas e frescas como as achou...

Capítulo III

O Senhor, criando o universo, ordenou as árvores que produzissem frutos, cada uma segundo a sua espécie; e ordenou do mesmo modo a todos os fiéis, que são as plantas vivas de sua Igreja, que fizessem dignos frutos de piedade, cada um segundo o seu estado e vocação. Diversas são as regras que devem seguir as pessoas da sociedade, os operários e os plebeus, a mulher casada, a solteira e a viúva. A prática da devoção tem que atender a nossa saúde, as nossas ocupações e deveres particulares. Na verdade, Filotéia, seria porventura louvável se um bispo fosse viver tão solitário como um cartuxo? Se pessoas casadas pensassem tão pouco em ajuntar para si um pecúlio, como os capuchinhos? Se um operário frequentasse tanto a igreja como um religioso o coro? Se um religioso se entregasse tanto a obras de caridade como um bispo? Não seria ridícula uma tal devoção, extravagante e insuportável? Entretanto, é o que se nota muitas vezes, e o mundo, que não distingue nem quer distinguir a devoção verdadeira da imprudência daqueles que a praticam desse modo excêntrico, censura e vitupera a devoção, sem nenhuma razão justa e real. Continue reading

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