Meditação para o Dia 10 de Maio

1. a) Para fugir sempre do pecado, é preciso conhecê-lo em toda a sua repugnância. Amas o que é belo: o pecado, sob todos os pontos de vista, é o mais feio que se pode imaginar. Amas o que é grande e nobre: o pecado degrada até ao último grau, quebrando o selo da divina filiação.

b) O pecado rouba os maiores bens. Foste bom, talvez mesmo santo, cheio de méritos. Um pecado… e tudo perdido! Perdida mesmo a possibilidade de ganhar, neste estado, méritos para o céu. O pecado rouba ainda mias: a paz, envenena tua vida pelos remorsos da consciência e sujeita-te ao duro jugo do demônio.

2. O pecado separa de tudo que é bom; separa-te de Deus ofendido, em cuja posse tua alma acha, segundo a palavra de Santo Agostinho, a sua felicidade. O pecado mata a tua alma, fazendo-a perder a graça santificante que dá vida… Um cadáver, que aspecto repugnante! Mas intolerável é o aspecto de uma alma sem a vida sobrenatural, dada pela graça santificante! Com ela andarias tranquilo dias e semanas? E se a morte neste estado te surpreender, no outro mundo terás a morte eterna, a perdição certa. E ainda desprezarás o pecado?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 145)