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Caracteres da verdadeira e sólida Virtude

Meditação para o 5º Domingo depois do Pentecostes. Caracteres da verdadeira e sólida Virtude

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 20-24

20Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.»

21«Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. 22Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar ‘imbecil’ será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar ‘louco’ será réu da Geena do fogo.

23Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta.

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Solidão Interior

Meditação para o Sábado depois da Ascensão. Solidão Interior

Meditação para o Sábado depois da Ascensão

SUMARIO

É costume das almas piedosas passarem em retiro o tempo da Ascensão até ao Pentecostes, para se disporem a receber o Espírito Santo, segundo o conselho de Nosso Senhor aos seus Apóstolos:

“Ficai de assento em Jerusalém, até que sejais revestidos da virtude lá do alto” (Lc 24, 49)

Meditaremos por conseguinte:

1.° Em que consiste esse retiro ou solidão preparatória;

2.° Quanto é necessário para receber o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De passarmos todos os nossos dias até ao Pentecostes no espírito de recolhimento o de oração;

2.° De sermos pontuais durante este tempo em fazer os nossos exercícios de piedade;

3.° De evitarmos tudo o que poderia distrair-nos, como certas companhias ou conversações.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra vinda do céu:

“Recolha-se a vossa alma consigo até á descida do Espírito Santo”

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Defeitos das nossas Orações

Meditação para a Quarta-feira das Rogações. Defeitos das nossas Orações

Meditação para a Quarta-feira das Rogações

SUMARIO

Depois de termos meditado as qualidades da boa oração, meditaremos os defeitos que a viciam e a tornam ineficaz. Santo Agostinho indica-os em três palavras:

“Nós não pedimos a Deus o que devemos pedir; pedimo-lo mal; pedimo-lo com más disposições” – Petimus mala, petimus male, petimus mali

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos prepararmos melhor para as nossas orações recolhendo-nos conosco antes de as começar, e penetrando-nos da grandeza do ato que vamos praticar;

2.° De orarmos muito mais pelos nossos interesses espirituais e eternos do que pelos interesses temporais.

O nosso ramalhete espiritual será as três palavras da nossa meditação:

“Nós não pedimos a Deus o que devemos pedir; pedimo-lo mal; pedimo-lo com más disposições”

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Meios de adquirir a Vida Interior

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Terminaremos as nossas meditações sobre a vida interior, considerando três meios de adquiri-la e de aperfeiçoá-la em nós, a saber:

1.° A vida regrada;

2.° A repressão dos sentidos;

3.° O uso frequente das orações jaculatórias.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não deixarmos ao capricho o emprego do nosso tempo, mas de seguirmos uma norma de vida que assine a cada dever o seu momento;

2.° De nos guardarmos dos pensamentos inúteis, da curiosidade que quer ver tudo e saber todas as novidades;

3.° De nos exercitarmos, de dia e de noite, na santa prática das orações jaculatórias.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do cântico de Zacarias:

“Sirvamos Deus em santidade e justiça diante d’ele por todos os dias da nossa vida” – Serviamus illi in sanctitate et justitia coram ipso omnibus diebus nostris (Lc 1, 74)

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Felicidade da Vida Interior

Meditação para a Sexta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa. Felicidade da Vida Interior

Meditação para a Sexta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Para nos penetrarmos cada vez mais da excelência da vida interior, consideraremos a sua influência na nossa felicidade, até neste mundo, e veremos:

1.° A felicidade da alma, que tem uma vida interior;

2.° A desgraça da alma que não tem esta vida divina.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos sobre os nossos sentidos, a nossa imaginação e os nossos pensamentos inúteis, para não cedermos à distração;

2.º De nos acostumarmos à prática das orações jaculatórias, que unem a alma a Deus.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra dos patriarcas:

“Viva o Senhor, em cuja presença estou” – Vivit Dominus… in cujus conspectu sto (1Sm 17, 1)

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Excelência da Vida Interior

Meditação para a Quinta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa. Excelência da Vida Interior

Meditação para a Quinta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre a excelência da vida interior, e para a compreender:

1.° A compararemos com a vida exterior, que é a vida mundana;

2.º Veremos que ela eleva o cristão à altura da vida divina em Jesus Cristo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De evitarmos tudo o que nos distrai ou atrai, como certas companhias ou certas conversações;

2.º De nos penetrarmos do espírito de Jesus Cristo, perguntando a nós mesmos muitas vezes:

É assim que falaria ou obraria Jesus Cristo?

É este o espírito ou a intenção que dirigiria as Suas palavras ou os Seus atos?

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São João:

“Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo para que nós vivamos por ele” – Filium suum unigenitum misit Deus in mundum, ut vivamus per ilium (1Jo 4, 9)

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Obrigação da Vida Interior

Meditação para a Quarta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa. Obrigação da Vida Interior

Meditação para a Quarta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Depois de termos aprendido do exemplo de Nosso Senhor em que consiste a vida interior, veremos que esta vida é:

1.° Um dever de razão;

2.º Um dever de fé.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De evitarmos tudo o que distrai, e de nos lembrarmos de tempos a tempos da presença de Deus com um momento de recolhimento de espírito e de reflexão;

2.° De juntarmos às nossas diversas ocupações o frequente uso das orações jaculatórias, e principalmente a prática de oferecer a Deus cada uma das nossas ações.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Jacó:

“Em verdade que o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia” – Vere Dominus est in loco isto, et ego nesciebam (Gn 28, 16)

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Princípios da Vida Interior

Meditação para a Terça-feira da 3ª Semana depois da Páscoa. Princípios da Vida Interior

Meditação para a Terça-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Continuaremos a estudar a vida interior de Jesus Cristo, e a consideraremos em seus dois princípios fundamentais, que são:

1.° O espírito de oração;

2.º O espírito de sacrifício.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De fazermos a nossa oração cada manhã antes de qualquer outra coisa;

2.º De fazermos de boa vontade os sacrifícios pequenos ou grandes, que a graça nos inspirar, ou que os acontecimentos nos pedirem.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Andai dignamente diante de Deus, agradando-lhe em tudo” – Ambuletis digne Deo, per omnia placentes (Col 1, 10)

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Vida Interior de Nosso Senhor

Meditação para a Segunda-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Como depois das nossas meditações da semana passada, devemos conhecer e imitar Jesus Cristo, estudaremos a Sua vida interior, que o olho humano não viu e que por isso não exige menos as nossas meditações. O autor da Imitação ensina-nos em poucas palavras o que é a vida interior. Consiste, diz ele, em conservarmos o nosso coração:

1.º Recolhido em Deus;

2.º Desprendido de qualquer outra afeição (1).

Veremos como a santíssima alma de Jesus satisfez estas duas condições.

—Tomaremos a resolução:

1.º De nos entregarmos de todo o coração à vida contemplativa e de união com Deus;

2.º De reprimirmos a desordem dos sentidos e da imaginação, que é o princípio da vida dissipada.

O nosso ramalhete espiritual será estas duas palavras, que resumem os dois pontos da nossa meditação: Deus só.
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Paz Interior

Meditação para o Domingo da Pascoela. Paz Interior

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 20, 19-31

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» 20Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. 21E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» 22Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. 23Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»

24Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. 25Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»

26Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» 27Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» 28Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» 29Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto!»

30Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nele.

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