
Meditação para a Quarta-feira da Trindade
SUMARIO
Continuaremos as nossas meditações sobre o culto da Santíssima Trindade, e refletiremos sobre dois atos deste culto: o primeiro é o sinal da cruz; o segundo é a prática da caridade cristã modelada pela união das três Pessoas Divinas entre Si. — Tomaremos depois a resolução: 1.° De fazermos de ora em diante o sinal da cruz com grande respeito, de vermos neste sinal a nossa profissão de fé nos mistérios da Trindade, da Encarnação e da Redenção; e com esta consideração, de gostarmos de o fazer de manhã quando acordarmos, à noite quando nos deitarmos, e durante o dia nas nossas refeições e ações principais; 2.° De nos renovarmos na caridade para com o próximo, procurando fazer a felicidade dos que nos cercam e sofrer tudo aos outros sem causar o menor desgosto a pessoa alguma. O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:"Pai, sejam eles um, como também nós somos um" - Ut sint unum, sicut et nos unim, sumus (Jo 17, 22)



Por Dom Henrique Soares da Costa Vimos,
Por Dom Henrique Soares da Costa O Deus dos cristãos é diferente de todos os outros: é único, original. Nossa fé professa que Ele é uno e trino - Triuno -, um só Deus na Trindade das Pessoas divinas. E, no entanto, na prática, os cristãos não compreendem bem o que isto significa nem percebem o quanto isto é importante, fundamental, para a nossa fé. Basta dizer que sem a Trindade, se Deus não fosse trino, a criação não seria possível, a salvação não existiria e não haveria esperança para a história humana nem para o universo! “Como?” – perguntam os cristãos, admirados com tais afirmações... Todas estas assertivas podem parecer exageradas. Se for assim, se para você tais afirmações são muito radicais, então é porque você é um desses, que não compreenderam ainda o quanto é fundamental, essencial mesmo, que Deus seja uno e trino. É para que, juntos, possamos aprofundar nossa compreensão deste que é o Mistério central da fé cristã, vou apresentar algumas meditações sobre a Santa Trindade. E vou logo afirmando que nosso encontro com a Trindade Santa começou num Primeiro Dia da semana, que chamamos agora de Domingo. Isto mesmo: tudo começou num Domingo!