Tag: perfeição cristã (page 1 of 2)

Tender sempre a Viver Melhor

Meditação para o Quinto Sábado depois de Pentecostes. Tender sempre a Viver Melhor

Meditação para o Quinto Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos dois outros princípios da vida cristã: o primeiro é que, qualquer que seja o grau de virtude que tivermos alcançado, cumpre-nos sempre julgar que estamos muito longe do que deveríamos ter alcançado; o segundo é que deixar de progredir na virtude, é retroceder.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De diligenciarmos fazer cada uma das nossas ações com toda a perfeição, de que somos capazes;

2.º De examinarmos, depois de cada ação, os seus defeitos, e de repará-los, fazendo melhor a ação seguinte.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apocalipse:

“Aquele que é justo, justifique-se ainda; e aquele que é santo, santifique-se ainda” – Qui justus est, justificetur adhuc; et sanctus sanctificetur adhuc (Ap 22, 11)

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Excelência do desejo da Vida Perfeita

Meditação para a Quinta Sexta-feira depois de Pentecostes. Excelência do desejo da Vida Perfeita

Meditação para a Quinta Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Continuaremos a meditar sobre o desejo da vida perfeita, e veremos:

1.° Que este desejo é um indício de predestinação;

2.° Que cresce na alma à proporção que se progride na virtude.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De aspirarmos incessantemente a uma mais alta perfeição;

2.° De nos lembrarmos muitas vezes do modo como os santos amavam e serviam a Deus, de nos envergonharmos de estar tão longe deles, e de nos excitarmos a amar e a servir a Deus como eles.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“Bem-aventurado aquele que resolveu no seu coração subir de virtude em virtude” – Ascenciones in corde suo disposuit (Sl 83, 6)

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Santo Afonso, modelo de Obediência

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Devoção a Santo Afonso como modelo das Virtudes Fundamentais.
Mês de Julho

Inveni… virum secundum cor meum, qui faciet omnes voluntates meas – “Achei… um homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades” (At 13, 22)

Sumário. Posto que o nosso Santo, na sua qualidade de Superior, tivesse menos ocasião para praticar tão bela virtude, a sua santidade industriosa soube contudo achar modos de se distinguir nesta virtude como em todas as outras, pela dependência contínua do seu Diretor espiritual e pela observância das Regras do seu Instituto. Procuremos, cada um na sua condição, imitar a Santo Afonso, guardando os mandamentos de Deus e da Igreja, e cumprindo os deveres do nosso estado. Sendo religiosos, lembremo-nos que a essência do nosso estado consiste exatamente na obediência.
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Santo Afonso, modelo de Castidade

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Devoção a Santo Afonso como modelo das Virtudes Fundamentais.
Mês de Junho

Erunt sicut angeli Dei in coelo – “Eles serão como os anjos de Deus no céu” (Mt 22, 30)

Sumário. A santa pureza nos faz de algum modo iguais aos anjos, e sob certo ponto de vista, mesmo superiores; porque por ela o homem se torna por virtude o que os anjos são por natureza. Por isso Santo Afonso tomou a bela virtude por companheira inseparável, e guardou-a ilesa, apesar das tentações mais horrorosas. Para este fim se serviu o Santo de diversos meios, mas o principal foi a oração e a sua devoção particular à Santíssima Virgem. Felizes de nós se soubermos imitá-lo!
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“Logo terei Tudo!”

Meditação para o Dia 07 de Março

Há sempre um vácuo no meu coração. Um abismo! Nada o pode preencher, nem a glória, nem o prazer, nem a ciência, nem a riqueza! No auge da glória, do prazer, da ciência, e da riqueza, ouço o pobre Salomão a gemer:

Vanitas vanitatem et omnia vanitas – “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”

Nada pode saciar um coração de ânsias infinitas, a não ser o Infinito, que sois Vós, só o Infinito, só Vós, meu Deus, que sois Tudo! Continue reading

A Cruz e a Eucaristia

Meditação para o Dia 01 de Março

Quereis a perfeição? Buscai-a nestas duas fontes: a Cruz e a Eucaristia. “Se alguém quer ser perfeito” – diz Nosso Senhor – tome “a cruz de cada dia” – “quotidie”. E não é a Eucaristia o pão da vida eterna, a memória da paixão de Jesus Cristo? A ideia do sacrifício da cruz é inseparável a do sacrifício do Altar. Não se vive neste mundo sem cruz, mas para nos ajudar a carregá-la, deu-nos o Senhor a Eucaristia. Ó bondade, ó misericórdia do Coração de Jesus! Sempre nos convida ao seu banquete de amor:

“Vinde a mim, vós que estais sobrecarregados e que tanto sofreis, vinde, Eu vos aliviarei”

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Necessidade da Castidade

Parte III
Capítulo XII

A castidade é o lírio entre as virtudes e já nesta vida nos torna semelhantes aos anjos. Nada há de mais belo que a pureza e a pureza dos homens é a castidade. Chama-se a esta virtude honestidade; e a sua prática, honra.

Denomina-se também integridade; e o vício contrário, corrupção. Numa palavra, entre as virtudes tem esta a glória de ser o ornamento da alma e do corpo ao mesmo tempo.

Nunca é lícito usar dos sentidos para um prazer impuro, de qualquer maneira que seja, a não ser num legítimo matrimônio, cuja santidade possa por uma justa compensação reparar o desaire que a deleitação importa. E no próprio casamento ainda se há de guardar a honestidade da intenção, para que, se houver alguma imperfeição no prazer, não haja senão honestidade na vontade que o realiza. O coração puro é como a madrepérola, que não recebe uma gota de água que não venha do céu, pois ele não consente em nenhum prazer afora o do matrimônio que é ordenado pelo Céu. Salvo isso, nem sequer nele pensa voluptuosa, voluntária e demoradamente.
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A Obediência

Parte III
Capítulo XI

A caridade sozinha nos faz realmente perfeitos, mas a obediência, a castidade e a pobreza são as principais virtudes que nos ajudam a adquirir a perfeição. A obediência, pois, dedica o nosso espírito a castidade, o nosso corpo a pobreza, os nossos bens ao amor e serviço de Deus. São como que três braços da cruz espiritual, em que estamos crucificados com Jesus Cristo e fundam-se ao mesmo tempo numa quarta virtude, que é a santa humildade.

Não pretendo falar-te destas três virtudes com respeito aos votos solenes da religião ou aos votos simples que mesmo no mundo se emitem por graves razões, porque, embora os votos tragam consigo muitas graças e merecimentos, a simples prática destas virtudes é absolutamente bastante para conduzir a perfeição. É verdade que esses votos, principalmente os solenes, elevam uma pessoa ao estado da perfeição; mas há uma grande diferença entre o estado da perfeição e a perfeição mesma, pois que todos os religiosos e bispos estão no estado da perfeição; mas nem todos são perfeitos, como é evidente. Continue reading

O Monge Santo

Meditação para o Dia 19 de Fevereiro

Não há necessidade, para a perfeição, de austeridades espantosas nem de obras maravilhosas. É muito simples a virtude e nada tem de complicado. Um ato de conformidade, um sim perene ou renovado a cada instante ao que Deus quiser. Nada perturba a alma verdadeiramente abandonada à vontade de Deus. Tem o paraíso da terra! Cesário conta de um monge simples, de uma vida nada mais austera do que a de qualquer de seus irmãos, e que não obstante, operava milagres estupendos. Continue reading

O Verme e o Serafim

Meditação para o Dia 18 de Fevereiro

Se a perfeição está em fazer a vontade de Deus, pouco importa, neste mundo ou no outro, o lugar que a Providência nos reservou. Os Santos, no Céu, amam a Deus com amor perfeito. E em que consiste esse amor? Na conformidade com a Vontade Divina. Nosso Senhor nos ensinou a pedir o cumprimento da Sua Santíssima Vontade na terra como no Céu. Não o dizemos todos os dias no “Pai Nosso”? Aceitemos, neste mundo, o que Deus quiser, o último ou o primeiro lugar. Continue reading

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