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Sermão sobre a Impenitência Final

Sermão sobre a Impenitência Final

SUMÁRIO ESCRITO POR BOSSUET

Exordio. — A vida e a morte são menos dissemelhantes do que se diz e pensa.

Proposição e divisão. 

1°. O homem mundano, insensível à miséria dos pobres e estranho ao pensamento da salvação, morre aterrorizado e cercado de dores cruéis;

2.° Cai nas mãos de Deus sem ter o espírito preparado;

3°. Vai à presença do Juiz sem ter quem o defenda.

1.º Ponto. — O habito de não nos contentarmos com o que é lícito conduz em breve a afouteza de perseguirmos o que é verdadeiramente ilícito. E para depois modificar tão profundas inclinações, seria preciso um milagre.

2.º Ponto. — As ambições, as inquietações e as curiosidades absorvem e tiranizam o homem mundano e o cortesão até ao último momento da vida.

3.º Ponto. — O homem desmedidamente egoísta não ama o próximo; é cúpido, avaro, sente-se dominado pela embriaguez das paixões satisfeitas, até ao dia em que seja entregue ao tribunal divino por aqueles de quem ele se não compadeceu.

Peroração. — Sejamos caritativos, principalmente numa época em que é mais horrível a miséria dos pobres.

Mortuus est autem et dives
O rico também morreu (Lc 16, 22)

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O Juízo

1º Domingo do Advento - II. O Juízo

II. Sermão para o 1º Domingo do Advento

Pregado em São Tomé do Louvre em 1668.

SUMÁRIO

Exordio. — A Igreja, sabendo que o receio vem antes do amor, mostra-nos Jesus Cristo terrível nos seus juízos antes de no-lo mostrar condescendente para com as nossas misérias.

Proposição, divisão. — Os que desprezarem a bondade do Senhor, hão de suportar a Sua justa cólera. Se se sublevarem contra o Seu poder, ela há de abatê-los; se desprezarem a Sua bondade, experimentarão os Seus rigores; se não quiserem viver num império suave e legítimo, ficam sujeitos a uma dura e insuportável tirania.

1.° Ponto — Devemos usar da nossa liberdade para nos submetermos filialmente a Deus a quem pertencemos absolutamente.

2.° Ponto — O amor de Deus enche-nos de favores, e se nós desconhecemos os benefícios do Senhor e as liberdades infinitas de Jesus Cristo, sofreremos as Suas terríveis consequências.

3.° Ponto — Visto que não quisestes servir o Senhor alegremente, haveis de sofrer o jogo do vosso inimigo. Não há império mais suave e mais legítimo do que o de Deus sobre o homem.

Peroração — Os nossos inimigos preferem antes corromper-nos do que atormentar-nos. Envergonhemo-nos de suportar a sua tirania e de sermos algemados, depois de Jesus Cristo nos ter feito reis.

Justus es Domine, et rectum judicium tuum
Senhor, vós sois justo e o vosso juízo é reto. (Sl 118, 134)

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A Justiça Divina e a Via da Infância Espiritual

Meditação para o Dia 29 de Setembro

A Justiça Divina, que amedronta as grandes almas, é motivo de alegria e confiança para as almas pequeninas. Deus é justo e, porque é justo, conhecendo profundamente nossa fraqueza, sabe avaliar com precisão o que somos e podemos. Como, pois, não há de usar de misericórdia para conosco? Não é justo também que, já que Nosso Senhor nos deu a sua misericórdia, manifeste-se esta onde há maiores e mais tristes misérias? Fiquemos sempre pequeninos e não temamos.

“Os pequeninos – diz o Espírito Santo – serão julgados com extrema doçura”

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O Testemunho dos Homens e o de Deus

Meditação para o Dia 30 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XLVI – L. III

Jesus Cristo: O testemunho dos homens muitas vezes é falso, mas o meu Juízo é sempre verdadeiro, ele subsistirá e não será revogado. A maior parte das vezes é oculto e poucas pessoas descobrem suas particularidades, porém nunca erra, nem pode errar, ainda que aos olhos dos néscios nem sempre pareça justo. A Mim, pois, deves recorrer em todos os juízos que se formam sobre a terra e não confiar no teu próprio. Continue reading

O Pecado Impune

Capítulo 34. O Pecado Impune - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
POR detrás de toda a tentativa de «se escapar», feito o dano, está a esperança de que nunca se será descoberto. Se há apenas uma inspeção aos livros, pode estar-se razoavelmente certo de que não se descobrirá o roubo; mas se há uma segunda inspeção por um guarda-livros superior, ser-se-á menos tentado a cometer o crime. Nada leva tanto ao mal como a crença de que este mundo é tudo, e de que, para além dele, não há um julgamento ulterior sobre o modo como vivemos e pensamos. Se este mundo é tudo, por que não tirar então dele o maior proveito possível, custe o que custar, contanto que se fique impune? Continue reading

Juiz e Pai

Meditação para o Dia 23 de Abril

Deus nos há de julgar! Este pensamento, que aterroriza tantas almas, deveria consolar-nos. Como poderemos pensar sem tremer no juízo Divino, quando santos como São Bernardo e São Jerônimo tremiam só à meditação dessa verdade eterna? Quem nos vai julgar? Um Deus, sim, um Deus de justiça, que encontra imperfeições até nos seus Anjos! Mas esse Deus é nosso Pai e Pai por toda a eternidade, Pai das misericórdias – “Pater misericordiarum”. Continue reading

Meditação sobre o Último Juízo

Capítulo XIV

PREPARAÇÃO

1. Põe-te na presença de Deus.
2. Pede a Deus que te inspire.

CONSIDERAÇÃO

I. Enfim, uma vez terminado o prazo prefixado pela sabedoria de Deus para a duração do mundo, daqueles inúmeros e vários prodígios e presságios horríveis, que consumirão de temor e tremor os homens ainda vivos, um dilúvio de fogo se alastrará pela terra afora, destruindo tudo, sem que coisa alguma escape às Suas chamas devoradoras.

II. Depois deste incêndio universal, todos os homens hão de ressuscitar, ao som da trombeta do arcanjo, e comparecerão em juízo todos juntos, no vale de Josafá. Mas — ah — bem diversa será a sua situação: uns terão o corpo revestido de glória e esplendor e outros se horrorizarão de si próprios. Continue reading

A Prestação de Contas

Meditação para o Dia 25 de Novembro

1. a) Dá conta da tua administração, porque já não poderás ser meu feitor“. Terrível palavra que um dia o Eterno Juiz há de dirigir a ti! Deus te deu ricos dons do corpo e da alma, não para que sejas seu dono absoluto, e sim para que os uses em Seu serviço, contribuindo assim para tua própria felicidade. Que uso fizeste deles? O que não é feito para Deus, é perdido. Faze, pelo menos desde agora, um bom uso dos dons do corpo: saúde, robustez, os cinco sentidos; dos dons de fortuna: honras, boa reputação, bens; e dos dons da alma: inteligência, memória e vontade. Continue reading

Não Julgues a Ninguém

Meditação para o Dia 17 de Outubro

1. Não vos arvoreis em julgadores, a fim de não serdes também julgados“. Não te compete julgar o procedimento e, menos ainda, a intenção de teu próximo, pois Deus te fez irmão, mas não juiz do seu semelhante. A justiça exige ter alguém por bom, enquanto o contrário não for evidente; a caridade requer desculpar pelo menos a intenção. Quem és tu, para condenares o teu próximo? Se ele cai ou se mantém de pé, a seu senhor compete julgá-lo, não a ti. Sê misericordioso, para que encontres misericórdia perante Deus, teu Juiz. Continue reading

Jesus Inocente e Calado

Meditação para Dia 26 de Março

1. Levado Jesus a Caifás, “os príncipes dos sacerdotes e todo o Conselho buscavam algum testemunho falso contra Jesus, para o entregar à morte“. Que ódio diabólico, que lança mão da mentira e da calúnia para conseguir seus fins perversos! Os juízes, cujo ofício era proteger o inocente, procuravam testemunhos falsos! A tanto leva o ódio, a paixão. Quantas vezes poderias e deverias defender teu próximo, se não atendesses à voz da paixão e do egoísmo!
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