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O Amor-próprio tira-nos todos os nossos méritos

Meditação para o Duodécimo Sábado depois de Pentecostes. Décima Oitava razão de sermos Humildes: O Amor-próprio tira-nos todos os nossos méritos

Meditação para o Duodécimo Sábado depois de Pentecostes

Décima Oitava razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma décima oitava razão de sermos humildes: é que o nosso amor-próprio nos tira:

1.° O mérito de nossas boas obras;

2.° Muitas vezes sem o sabermos.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De fazermos todas as nossas obras com a intenção de agradar a Deus;

2.° De afastarmos com cuidado qualquer outro intento que poderia viciar a nossa intenção.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Jeremias:

“Vede, Senhor, e considerai quão miserável sou” – Ego vir videns paupertatem meam (Lm 3, 1). Vide Domine, et considera quoniam facta sum vulis (Lm 1, 2)

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A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para o Sábado da Paixão. A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para o Sábado da Paixão

SUMARIO

Prosseguiremos nas nossas meditações sobre a cruz considerada como o grande livro que nos instrui; e veremos que ela nos ensina:

1.º A tomarmos um terno interesse em tudo o que respeita ao próximo;

2.° De nos separarmos de todo o espírito de egoísmo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De buscarmos em todas as coisas a glória de Deus e o bem do próximo;

2.° De desapegarmos o nosso coração de tudo o mais.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Julguei não saber coisa alguma entre nós senão a Jesus Cristo e este crucificado” – Non judicavi me acire aliquid inter vos, nisi Jesum Christum, et hunc crucifixum (1Cor 2, 2)

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Um Amor Brando, Sossegado e Terno

Meditação para o Dia 26 de Outubro

São Francisco de Sales, que é mestre incomparável na arte do Amor Divino, diz que o Senhor quer que O amemos, mas com um amor brando, sossegado e terno.Nada de inquietações e desespero! Caímos? Não é para admirar uma coisa tão comum à fragilidade humana. Esforcemo-nos por fazer tudo com perfeição. A confiança não dispensa o esforço – e um esforço grande – para a perfeição. Se, entretanto, cairmos, a despeito de nossos esforços e boa vontade, que fazer? Continue reading

Por que não somos melhores

Capítulo 57. Por que não somos melhores - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
A RAZÃO por que não somos melhores é que não queremos ser melhores; o pecador e o santo diferenciam-se apenas por uma série de pequeninas decisões que se tomam no recôndito do nosso coração.

Em parte alguma se encontram os opostos tão próximos como no reino do espírito; um abismo separa o pobre do rico, o qual só se pode transpor com a ajuda de circunstâncias externas e de boa sorte. A linha que divide a ignorância da erudição é também profunda e extensa: tempo livre para o estudo e um espírito bem dotado são necessários para converter um ignorante num homem culto. Mas a passagem do pecado à virtude, da mediocridade à santidade não precisa de «sorte» nem ajuda das circunstâncias externas. Pode realizar-se por um ato eficaz da vontade, em colaboração com a graça de Deus.

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A Vida: imenso dom de um Amor sem fim

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

Recentemente li que muitas mulheres estão congelando seus óvulos até que encontrem seu parceiro ideal ou até que se realizem profissionalmente. Então, sim, engravidarão.

É o ser humano que, tornando-se seu próprio deus, dono de si mesmo sem de si mesmo ser dono, termina por vilipendiar o próprio ser humano. Para quem crê, todos os seres merecem nosso respeito e, de modo particular, o ser humano, imagem de Deus! Continue reading

O Problema de Dar

Capítulo 44. O Problema de Dar - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
«TER» é o contrário de «dar» e, todavia, cada uma destas coisas é boa no seu devido lugar. Ter é estender a nossa personalidade: não contemos, dentro de nós próprios, todas as coisas essenciais à vida humana, e, portanto, o nosso «ser» deve ser completado também pelo «ter». A existência implica o direito de ter o necessário alimento e vestuário e um lugar para viver; não implica, contudo, o direito de ter um iate de passeio. O direito de possuir vai diminuindo à medida que os objetos se distanciam mais das nossas necessidades pessoais. Continue reading

Os Efeitos da falta de Amor

Capítulo 20. Os Efeitos da falta de Amor - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
NO MUNDO, há muito quem não seja amado. Alguns, por causa do seu egoísmo, não se tornam amáveis; outros não têm espírito cristão bastante para amar aqueles que os não amam. Como consequência, o mundo está cheio de corações solitários. Fala-se aqui não do amor no sentido romântico ou carnal, mas num sentido mais elevado de generosidade, perdão, bondade e sacrifício. Talvez possa ser útil conhecer alguns dos efeitos psicológicos de não amar os outros de um modo realmente nobre e desinteressado. Continue reading

O Subterrâneo

Capítulo 9. O Subterrâneo - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
TEM o mundo moderno um estranho amor ao subterrâneo… às caves profundas e escuras da existência humana, à introspecção, à análise das regiões subconscientes da nossa vida. Esta atração é, em parte, uma reação contra o extremo oposto. Há cem anos, julgavam os homens que a sua vida alcançara um novo e mais alto escalão. Falavam dum progresso fatal, da vitória sobre a morte, da transformação dos homens em deuses, da conversão da terra num Paraíso.

Agora, a presunção dos nossos antepassados deu lugar ao desespero atual. O homem, que sofreu a vertigem duma altura artificial, caiu no abismo do mais terrível desespero. O seu entusiasmo desmedido degenerou em tédio, a sua esperança em prazeres mais intensos deu lugar à saciedade, a sua demasiada complacência em inebriantes expectativas abriu caminho à náusea. Continue reading

Regresso ao Nada

Capítulo 8. Regresso ao Nada - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
FEZ-NOS Deus do nada… do nada absoluto… e é bom que lembremos, de vez em quando, este fato. Porque Deus nos fez, somos preciosos; mas, porque viemos do puro nada, jamais podemos vangloriar-nos de autossuficiência. E, porque viemos de Deus, temos um desejo insaciável de voltar a unir-nos com a Sua Vida, Verdade e Amor. Mas, como também somos filhos do nada, estamos tão dependentes d’Ele, como, os raios solares, do sol.

Quando São João Batista viu, pela primeira vez, Nosso Senhor, o seu sentimento do nada obrigou-o a dizer:

«Convém que Ele cresça, mas que eu diminua»

Esta atitude não implica qualquer humildade falsa, nem fingimento, desmentido pelos fatos, de que ele ou o seu trabalho fossem sem valor algum. Foi antes o simples reconhecimento de que até a estrela mais brilhante tem de se ofuscar ao raiar do sol nascente. Continue reading

Desprendimento

Capítulo 7. Desprendimento - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
PARECE banal e insípida a vida para muita gente. Admiram-se por que não progridem ou se desenvolvem, por que não se aperfeiçoam ou aprendem. Julgam ter caído em marasmo e gostariam de saber como sair dele.

É simples a resposta a este problema, embora a sua aplicação não seja fácil. É de desprendimento que tais homens e tais mulheres precisam.

O desprendimento é uma questão de quebrar todos os laços que nos prendem à terra, permitindo assim que a nossa alma voe livre para Deus. Somos como balões. E podemos estar presos à terra tanto por cabos de aço, como por débeis fios de teias de aranha; mas, se não são cortados, nunca estaremos livres da prisão das bagatelas, que, cá em baixo, nos prendem e escravizam. Continue reading

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