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A Eucaristia, modelo dos nossos deveres para com Deus

Meditação para o Sábado na Oitava do Santíssimo Sacramento. A Eucaristia, modelo dos nossos deveres para com Deus

Meditação para o Sábado na Oitava do Santíssimo Sacramento

SUMARIO

Depois de termos estudado a Eucaristia como uma obra-prima de sabedoria, de poder e de generosidade divinas, a consideraremos como um prodígio de vida perfeita e em particular como o modelo dos nossos deveres para com Deus. Compreendê-lo-emos considerando:

1.° As o ocupações de Jesus Cristo na Eucaristia;

2.° A parte que nos cumpre tomar nesta vida divina.

— As nossas resoluções serão:

1.° De nos unirmos aos obséquios que este divino Salvador presta a Deus seu Pai neste grande sacramento, e de diligenciarmos fazê-los passar para o nosso coração;

2.° De considerarmos em cada letra da palavra latina Ardor a inicial desses obséquios:

A, podendo significar adoração, admiração, amor;

R, reconhecimento;

D, deprecação;

O, oferta;

R, resolução; e de fazermos muitas vezes estes ato.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra que São Paulo nos diz de Jesus Cristo:

“Ofereçamos por Jesus Cristo a Deus sem cessar sacrifício de louvor” – Per ipsum offeramus hostiam laudis semper Deo (Hb 13, 15)

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A Eucaristia, mistério de Sabedoria, Poder e Generosidade

Meditação para a Sexta-feira do Corpo de Deus. A Eucaristia, mistério de Sabedoria, Poder e Generosidade

Meditação para a Sexta-feira do Corpo de Deus

SUMARIO

Consideraremos a Eucaristia, esse dom tão excelente em si mesmo, e na sua perpetuidade, como a obra prima da sabedoria, do poder, e da generosidade de Deus, segundo a bela palavra de Santo Agostinho:

“Deus, sendo sapientíssimo, não soube dar mais; sendo poderosíssimo, não pôde dar mais; sendo riquíssimo não teve mais que dar senão a Eucaristia” – Cum sit sapientissimus, plus dare nescivit; cum sit potentissimus, plus dare non potuit; cum sit dissimus, plus dare non habuit

— Tomaremos a resolução:

1.° De agradecermos muitas vezes a Nosso Senhor com aspirações de amor esta magnífica instituição;

2.° De Lhe fazermos no dia uma fervorosa visita de ação de graças.

As palavras de Santo Agostinho nos servirão de ramalhete espiritual.
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A Eucaristia

Meditação para a Quinta-feira do Corpo de Deus. A Eucaristia

Meditação para a Quinta-feira do Corpo de Deus

SUMARIO

Como não basta um dia para estudar o augusto mistério da Eucaristia, que honramos na quinta- feira santa, a Igreja consagrou-lhe uma nova festividade com oitava, em que ostenta em honra deste inefável mistério toda a pompa do seu culto. Para entrarmos no seu espírito, meditaremos:

1.º A excelência do dom, que Jesus Cristo nos faz concedendo-nos a Eucaristia;

2.° A perpetuidade deste dom.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos renovarmos, durante esta festa e a sua oitava, no amor da Eucaristia;

2.° De fazermos melhor as nossas comunhões e visitas ao Santíssimo Sacramento.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São João:

“Jesus, como tinha amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim” – Cum dilexisset suos qui erant in mundo in finem dilexit eos (Jo 13, 1)

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Meditação para a Solenidade de Corpus Christi

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

“Hoje a Igreja te convida:/ o Pão vivo que dá Vida/ vem com ela celebrar”.

Eis, caríssimos Irmãos, o sentido desta hodierna Solenidade: celebrar com a Igreja, celebrar como Igreja o Cristo, Pão vivo, Pão vivente, que nos dá a Vida divina, Vida que é o próprio Santo Espírito!

Nunca esqueçamos: no santíssimo Sacramento da Eucaristia, o próprio Senhor Jesus Cristo, imolado e ressuscitado, está realmente presente nas aparências do pão e do vinho, cheio de Espírito Santo, Espírito de Ressurreição, a ponto de a Escritura exclamar:

“O Senhor é o Espírito!” (2Cor 3,17)

Pois bem: quem comunga com o Corpo e Sangue do Senhor, recebe a Vida Eterna, isto é, o Espírito Santo, que nos cristifica, nos preparando para a Vida imperecível na Glória! Continue reading

Festa do Corpo de Deus

1. Jesus não quis ser só teu alimento na santa Comunhão, mas também o companheiro de tua vida, o amigo de teu coração, tua consolação no peregrinar. Por isso, mora dia e noite no tabernáculo. Mas ai! Que ingratidão e vergonha! Jesus é abandonado; muitas vezes está vazio o templo em que mora e em que espera Seus filhos. Ó! Fé fraca que paga com tanta ingratidão e que se priva de tantos méritos e de tantos progressos no bem! Ó! Falta de amor a um Deus! Continue reading

História da Igreja 4ª Época: Capítulo II

Santo Antonio de Pádua

Entre os primeiros discípulos de São Francisco sobressai Santo Antonio de Pádua, glória de sua ordem e esplendor de seu século. Nasceu em Lisboa, e aos quinze anos abraçou a ordem de santo Agostinho; porém chegando a Coimbra os corpos de cinco franciscanos, martirizados em Marrocos, sentiu-se arder em desejos de entrar na mesma ordem para conseguir mais facilmente a palma do martírio. Pondo-se em Viagem para ir pregar o Evangelho aos Sarracenos, so­breveio-lhe violenta enfermidade, que lhe fez tomar a resolução de voltar à Espanha. Mas Deus dispôs que fosse à Itália, e que depois passasse à cidade de Pádua, da qual tomou o nome. Começou a pregar ali e nos lugares circunvizinhos com tanta eficácia, que todos ficaram admirados do imenso poder de sua palavra. Conta-se que para ouvi-lo, saíam de noite os habitantes da cidade e iam apinhar-se na Igreja, e que os camponeses abandonavam seus campos, os empregados e trabalhadores suas ocupações para poderem ouvi-lo. Continue reading

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