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Da alegria da boa consciência

Livro II. EXORTAÇÕES À VIDA INTERIOR

Capítulo VI

1. A glória do homem virtuoso é o testemunho da boa consciência. Conserva pura a consciência, e sempre terás alegria. A boa consciência pode suportar muita coisa e permanece alegre, até nas adversidades. A má consciência anda sempre medrosa e inquieta. Suave sossego gozarás, se de nada te acusar o coração. Não te dês por satisfeito, senão quando tiveres feito algum bem. Os maus nunca têm verdadeira alegria nem sentem a paz interior; pois não há paz para os ímpios, diz o Senhor (Is 57,21). E se disserem: Vivemos em paz, não há mal que nos possa acontecer, e quem ousará ofender-nos? – não lhes dês crédito, porque de repente levantar-se-á a ira de Deus, e então as suas obras serão aniquiladas e frustrados seus intuitos. Continue reading

Da consideração de si mesmo

Livro II. EXORTAÇÕES À VIDA INTERIOR

Capítulo V

1. Não podemos confiar muito em nós, porque freqüentemente nos faltam a graça e o critério. Pouca luz temos em nós e esta facilmente a perdemos por negligência. De ordinário também não avaliamos quanta é nossa cegueira interior. A miúdo procedemos mal e nos desculpamos, o que é pior. Às vezes nos move a paixão, e pensamos que é zelo. Repreendemos nos outros as faltas leves, e nos descuidamos das nossas maiores. Bem depressa sentimos e ponderamos o que dos outros sofremos, mas não se nos dá do que os outros sofrem de nós. Quem bem e retamente avaliasse suas obras não seria capaz de julgar os outros com rigor. Continue reading

Do humilde sentir de si mesmo

Livro I. AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

Capítulo II

1. Todo homem tem desejo natural de saber; mas que aproveitará a ciência, sem o temor de Deus? Melhor é, por certo, o humilde camponês que serve a Deus, do que o filósofo soberbo que observa o curso dos astros, mas se descuida de si mesmo. Aquele que se conhece bem se despreza e não se compraz em humanos louvores. Se eu soubesse quanto há no mundo, porém me faltasse a caridade, de que me serviria isso perante Deus, que me há de julgar segundo minhas obras? Continue reading

O Homem Massa

Capítulo 50. O Homem Massa - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
ESTÁ a multiplicasse, no mundo moderno, um novo tipo de homem. Se algum leitor vier a reconhecer aqui o seu próprio retrato, que pare, reflita e mude. O novo homem é o homem-massa, que já não preza a sua personalidade, mas pretende submergir-se na coletividade ou multidão. Continue reading

Uma rápida Psicanálise

Capítulo 38. Uma rápida Psicanálise - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen

A PSICANÁLISE significa, etimologicamente, exame da alma; esta espécie de psicanálise, levada a efeito pelo próprio indivíduo, é valiosa. Ao examinar a sua própria alma, qualquer um de nós pode aprender cinco verdades gerais acerca de todos os seres humanos:

I. Há uma dualidade em todos nós; temos consciência de uma tensão entre os nossos ideais elevados e a sua tênue realização, do conflito  entre o que devemos fazer  e o modo como agimos, de uma luta entre o nosso eu, com o seu anseio pela supremacia, e as restrições impostas à nossa vontade pelas outras pessoas, com os seus desejos opostos aos nossos. Há conflito entre o nosso desejo de sermos isentos de toda a restrição e a escravidão dos maus hábitos a que nos teremos de sujeitar se nos libertarmos de restrições; entre o anseio de sermos nós próprios, e o fato de que os nossos melhores prazeres constantemente nos alheiam de nós próprios. Este estado de tensão é endêmico no homem.

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Alegria Interior

Capítulo 11. Alegria Interior - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
CADA um de nós é que dá cambiantes sombrios ou luminosos ao que nos rodeia. Podemos, por um esforço criador, inundar a nossa alma de tal luz que torne esplendentes os acontecimentos que se cruzarem com o nosso caminho. Por outro lado, podemos cair num estado de depressão íntima tão profunda e tão cheia de melancolia que só os mais intensos impulsos externos dos sentidos serão capazes de nos despertar da apatia. Continue reading

A necessidade de Revolução

Capítulo 10. A necessidade de Revolução - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
NIETZSCHE, filósofo do século XIX, tentou exprimir a índole da sua época, afirmando:

«Deus morreu»

E, com isto, quis dizer que, neste período, os homens iam perdendo a fé. Lançou também olhar profético para o futuro e predisse que o século XX seria de guerras e revoluções. Estas duas afirmações estão ligadas por lógica mais profunda do que o inventor da filosofia do «super-homem» imaginava. Na verdade, os homens que deixaram de amar a Deus, não amarão, por muito tempo, o próximo, e encontrarão particular dificuldade em procurar amar este próximo especial, que é o seu inimigo. Continue reading

Necessidade de Purificar a Alma mesmo das Imperfeições Naturais

O vício da Ira

Capítulo XXIV

Possuímos ainda, Filotéia, algumas imperfeições naturais, que, embora se originem dos próprios pecados, não são pecados mortais nem veniais: chamam-se imperfeições, e os atos resultantes daí tem o nome de defeitos ou faltas. Santa Paula, por exemplo, como nos conta São Jerônimo, era de natureza tão dada a melancolia, que, a morte de seu marido e seus filhos, pensava morrer de tristeza.

Era isso uma grande imperfeição, mas não um pecado, porque era contra a sua vontade. Existem algumas pessoas que são ele um espírito leviano e outras de um caráter ríspido; muitas há de um ânimo indócil e difícil de aceder aos conselhos e as palavras de amigos; outras que tem a bílis fácil de inflamar-se, e muitas outras que possuem um coração por demais terno e suscetível a amizades humanas. Numa palavra: quase que não existe pessoa alguma em que não se note uma imperfeição semelhante. Continue reading

Bom Exemplo e Humildade

Meditação para o Dia 07 de Outubro

1. Luza assim também a vossa luz diante dos homens, para que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está no céu“. Não é possível fazer tudo em segredo; as ações públicas devem ser boas não só na aparência, mas na essência, para que sirvam para teu bem, para a maior glória de Deus e para bom exemplo ao próximo. Examina se teu proceder, tua linguagem, tuas ações e relações, em vez de servirem de bom exemplo, não escandalizam, com razão, ao próximo. Continue reading

Vantagens da Humildade

Meditação para o Dia 17 de Agosto

1. O humilde goza de grande paz e tranquilidade. Que é que poderia roubar-lhas? Censuras, em vez de o entristecerem, alegram-no, porque julga merecê-las, ou, pelo menos, tê-las merecido em outras ocasiões. Injúrias e calúnias não o perturbam; os bens da terra e a prosperidade não o ensoberbecem; a preferência dada a outros não o aflige; faltas de atenção não o abatem, não havendo nada que lhe possa roubar a tranquilidade. Se não gozas desta paz constante, examina-te se não é por falta de humildade. Continue reading

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