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Do quarto fruto da última palavra

Capítulo 35: Do quarto fruto da última palavra
Segue-se o quarto fruto, que se pode colher da felicíssima atenção com que foi ouvida a oração do Senhor, para que nós, animados com tão lisonjeiro resultado, mais nos inflamemos em Lhe encomendarmos o nosso espírito, pois com toda a verdade o Apóstolo deixou escrito (Hb 5) que Nosso Senhor Jesus Cristo fôra atendido pela Sua reverência. Tinha o Senhor pedido a seu Pai, como acima demonstramos que não fosse demorada a ressurreição do Seu corpo, foi ouvida aquela oração, para que a ressurreição se não demorasse mais tempo do que o preciso para se acreditar, que sem dúvida o corpo do Senhor morrera, pois se não pudesse provar-se que assim fôra, a Sua ressurreição, e a fé cristã ficava sem base. Continue reading

Do primeiro fruto da sétima palavra

Capítulo 32: Do primeiro fruto da sétima palavra
Desta última palavra e da morte de Cristo, que depois dela se seguiu, vamos, segundo o nosso costume, colher alguns frutos. Em primeiro lugar vejo, que de uma coisa que parece não poder indicar senão muita fraqueza e muita estultícia, se demonstra o poder, a sabedoria e a caridade de Deus no grau o mais subido, pois no grande brado, com que expirou, bem se deixa ver o Seu poder, e daqui se colige que Ele podia deixar de morrer, e que morreu, porque assim o quis. Os que morrem naturalmente vão pouco a pouco perdendo as forças e a voz, não podendo gritar na última respiração; foi por isto que o centurião, vendo que Jesus depois de ter derramado tanto sangue, expirara, bradando fortemente, disse não sem motivo:

“Na verdade este homem era filho de Deus” (Mc 15)

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Do terceiro fruto da sexta palavra

Capítulo 27: Do terceiro fruto da sexta palavra
Além daqueles frutos, há um terceiro que podemos colher da sexta palavra; aprendermos a oferecer nós mesmos, como sacerdotes espirituais, espirituais sacrifícios, como diz São Pedro (1Pd 2); ou como o Apóstolo São Paulo nos ensina (Rm 12) a oferecermos os nossos corpos como uma hóstia viva, santa, agradável a Deus; que é o culto racional que Lhe devemos. Pois se aquelas expressões: Tudo está consumado, significa que se concluiu na cruz o sacrifício do Sumo Sacerdote; justo é que os discípulos do Crucificado, desejando imitar o seu Mestre, ofereçam também a Deus sacrifício do modo porque podem, isto é, segundo o seu pouco e a sua pobreza. Ensina-nos o Apóstolo São Pedro que todos os cristãos são sacerdotes, não propriamente ditos, como os que são ordenados pelos bispos na Igreja Católica, para oferecerem o sacrifício do Corpo de Cristo; mas sacerdotes espirituais, isto é, como ele mesmo declara, para oferecerem sacrifícios espirituais, não vítimas propriamente ditas, como eram no Antigo Testamento, ovelhas, bois, rolas e pombas, e no Novo o Corpo de Cristo na Eucaristia; porém vítimas místicas que todos podem oferecer, como orações, louvores e boas obras, jejuns e esmolas, das quais diz o Apóstolo São Paulo:

“Ofereçamos, pois por ele a Deus, sem cessar, sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13)

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Do terceiro fruto da terceira palavra

Capítulo 11: Do terceiro fruto da terceira palavra
Em terceiro lugar aprendemos da cadeira da Cruz, e das palavras por Cristo dirigidas a sua Mãe e ao discípulo, quais são as obrigações dos bons pais para com seus filhos, e os deveres dos bons filhos para com seus pais. Comecemos por aquelas.

Devem os bons pais amar seus filhos; de modo, porém, que este amor não se oponha ao amor de Deus: e é por isto, que o Senhor diz no Evangelho:

“Quem ama seu filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim” (Mt 10)

Isto cumpriu com todo o rigor possível a Bem-aventurada Virgem; pois estava junto da Cruz, sofrendo a maior dor com a maior constância. Aquela dor era a prova do sumo amor a seu Filho, pendente da Cruz; aquela constância asseverava a sua muito submissa obediência a Deus: doía-se de que seu Filho inocente, que afetuosissimamente amava, fosse atormentado de cruelíssimas dores; mas nem por isso a elas obstaria por palavras ou por obras, ainda que pudesse, porque sabia que Ele padecia aqueles martírios por determinação e presciência de Deus Pai (At 2). Continue reading

Do primeiro fruto da terceira palavra

Capítulo IX. Do primeiro fruto da terceira palavra
Desta terceira palavra muitos frutos pode colher, quem atentamente a ponderar. O primeiro será o conhecimento do infinito desejo, que Cristo teve de padecer, para nos salvar, a fim de que a redenção fosse pleníssima e copiosíssima. Enquanto os outros homens providenciam, que na sua morte, e principalmente na morte violenta, desonrosa e infamante, lhes não assistam os seus parentes, para que não tenham de sentir dobrado sofrimento e tristeza, por eles estarem presentes; Cristo, não satisfeito com o próprio sofrimento atrocíssimo, cheio de dores e de desonra, quis além disso que Sua mesma Mãe, e Seu amado discípulo assistissem, e em pé permanecessem junto da Cruz, para que a dor da compaixão de pessoas que Lhe eram caras Lhe duplicasse o Seu sofrimento. Continue reading

Apreço e Amor da Castidade

Meditação para a Vigésima Terceira Quarta-feira depois de Pentecostes. Apreço e Amor da Castidade

Meditação para a Vigésima Terceira Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Das meditações sobre a modéstia passaremos às meditações sobre a virtude da castidade, que é como que sua irmã, e veremos:

1.° A estima e amor que devemos ter para com esta virtude;

2.° O cuidado com que devemos guardá-la.

— Tomaremos a resolução:

1.° De vigiarmos constantemente sobre o nosso coração e os nossos sentidos, para conservarmos a castidade;

2.° De evitarmos tudo o que expõe a perdê-la.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Sabedoria:

“Quão formosa é a alma casta” – Quam puchra est casta generatio cum claritate! (Sb 4, 1)

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Confiança em Deus

Meditação para o 23º Domingo depois do Pentecostes. Confiança em Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 18-26

Naquele tempo, 18enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, aproximou-se um chefe que se prostrou diante dele e disse: «Minha filha acaba de morrer, mas vem impor-lhe a tua mão e viverá.»

19Jesus, levantando-se, seguiu-o com os discípulos. 20Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, 21pois pensava consigo: ‘Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.’ 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada.

23Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: 24«Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele. 25Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. 26A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.

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Da Amabilidade Cristã

Meditação para o Vigésimo Segundo Sábado depois de Pentecostes. Da Amabilidade Cristã

Meditação para o Vigésimo Segundo Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Continuaremos a estudar a amabilidade cristã em Nosso Senhor, e veremos quanto Ele foi amável:

1.° Na vida doméstica;

2.° Para com os inferiores e aflitos;

3.° Para com os que tem defeitos;

4.° Para com os seus inimigos.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos mostrarmos sempre amáveis e atenciosos na vida doméstica;

2.° De acolhermos sempre cordialmente os meninos, os pobres e os aflitos;

3.° De opormos somente a bondade e caridade aos defeitos e erros dos outros.

O nosso ramalhete espiritual serà a palavra do Apóstolo:

“Em tudo procuro agradar a todos, não buscando o que me é de proveito, senão o de muitos – Per omnia omnibus placeo, non quaerens quod mihi utile, est, sed quod multis (1Cor 10, 33).

Sede nisto meus imitadores, bem como eu também o sou de Jesus Cristo” – Imitatores mei estote, sicut et ego Christi (1Cor 11, 1)

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A Caridade é sempre Amável

Meditação para a Vigésima Segunda Sexta-feira depois de Pentecostes. A Caridade é sempre Amável

Meditação para a Vigésima Segunda Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o oitavo caractere da caridade, que é a amabilidade cristã; e para formarmos dela uma exata ideia, a estudaremos no mesmo Jesus Cristo, nosso adorável modelo; e veremos quanto foi amável:

1.° Pelo seu gênio;

2.° Pelas suas obras;

3.° Pelas suas palavras.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De tratarmos toda a gente com urbanidade, sem nunca praticarmos uma só ação, nem dizermos uma só palavra contrárias à mais apurada polidez;

2.° De vigiarmos muito em particular o nosso gênio, para reprimirmos os seus ímpetos.

O nosso ramalhete espiritual serà a palavra do livro da Sabedoria:

“O sábio faz-se amável pelas suas palavras” – Sapiens in verbis seipsum amabilem facit (Ecl 20, 13)

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A Caridade é sempre Benévola

Meditação para a Vigésima Segunda Quinta-feira depois de Pentecostes. A Caridade é sempre Benévola

Meditação para a Vigésima Segunda Quinta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre outro caractere da caridade, que é a benevolência, e veremos:

1.° Em que consiste esta benevolência;

2.° As razões que nos obrigam a ser benévolos.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De procurarmos fazer a felicidade de todos os que nos cercam, e agradar sempre ao próximo;

2.° De nos abnegarmos a nós mesmos a ponto de nos alegrarmos com os que estão alegres, e de entristecermo-nos com os que estão tristes.

O nosso ramalhete espiritual serà a palavra do Apóstolo:

“Cada um procure agradar ao seu próximo no que é bom” – Unusquisque… proximo suo placeat in bonum (Rm 15, 2)

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