Author: Gabriel (page 1 of 115)

Liturgia dos Funerais

Arte do Missal: Missa Requiem, Ofício dos Mortos

Arte do Missal: Missa Requiem, Ofício dos Mortos

Ofícios Fúnebres

Meditação para o dia 24 de Novembro

Funerais vem da palavra “funus”, que por sua vez deriva de “funalia”, tocha, porque outrora se faziam os enterros à noite, e eram acompanhados com tochas acesas ou archotes. O cristianismo purificou esta cerimônia pagã, santificando-a com as luzes empregadas nos ofícios fúnebres, mas as luzes agora simbolizavam, diz São João Crisóstomo, alegria e esperança na ressurreição da carne.

Nos primeiros dias do cristianismo, na época das perseguições, a cerimônia do sepultamento dos mártires era festiva e tinha uma nota de alegria e de triunfo. Era a festa da entrada do céu e da glorificação dos que sofreram e morreram por Cristo. Os mártires, dizia São Cipriano, passavam da prisão para a imortalidade. De carcere ad immortalitatem transibant. Assim, o dia da morte era celebrado como dia de festa. Adornava-se festivamente o vestíbulo da casa mortuária com guirlandas e coroas, escreve São Gregorio Nanzianzeno, e o interior era decorado com verduras, flores e tapeçarias e fachos de luz. Tal eram os funerais dos primeiros cristãos. Os de hoje são bem diferentes. Já não têm mais a nota festiva. Continue a ler

A Figueira sem Frutos

Meditação para o Dia 24 de Novembro

1. a) Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha e, indo buscar frutos nela, não os achou“. Esta figueira plantada na vinha do Senhor, isto é, Sua Igreja, é tua alma. Deus espera frutos que correspondam ao teu estado e à tua idade. Pobre alma, se Deus em ti não encontrar o que, com razão, procura!

b) Disse então ao cultivador da vinha: Há já três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os acho; corta-a, pois, pelo pé“. Talvez já por mais anos Deus procura frutos em tua alma e não os acha. Quanto não deves recear que ocupes inutilmente a terra, onde outros produziriam frutos abundantes! Continue a ler

As Almas do Purgatório nos Ajudam

Sufrágio das Almas do Purgatório: uma obra de Caridade

O Mérito do Sufrágio

Meditação para o dia 23 de Novembro

Que os sufrágios que prestamos às pobres almas sofredoras do purgatório seja uma obra muito meritória e receberá certamente grande recompensa de Deus, nenhum teólogo o contesta. É uma obra de caridade, e Nosso Senhor, que promete recompensa até a um copo de água dado em seu Nome, como não há de ser propício a quem socorre as mais miseráveis e infelizes e desprotegidas criaturas: as pobres almas, que nada podem fazer por si para se livrarem dos tormentos a que estão submetidas pela Divina Justiça e dependem da nossa caridade! É certo que as almas libertadas das chamas da expiação, no céu, intercedem por seus benfeitores, porque estão cheias da Divina Caridade e podem, como os Santos, nos valer neste mundo. Portanto, o mérito que adquirimos com a caridade do sufrágio será bem recompensado porque a ingratidão nunca entrou no céu e as santas almas salvas por nós serão nossas advogadas e tudo farão por nós junto de Deus.

São Francisco de Sales vê no socorro que prestamos às almas, todas as obras de caridade.

“Não é visitar os enfermos, diz o Santo Doutor, obter por nossas orações o alívio das pobres almas que sofrem no purgatório? Não é dar de beber aos que têm sede tão grande da visão de Deus, dar o orvalho da nossa oração às que estão entre as chamas? Não é dar de comer aos que têm fome, ajudá-las pelos meios que a fé nos oferece? Não é verdadeiramente libertar os prisioneiros? Não é vestir os nus e lhes dar uma veste de luz e de glória? Não é dar hospitalidade, dar entrada na Celeste Jerusalém e fazer as almas amigas de Deus e dos Santos, fazendo-as moradoras eternas da Eterna Sião?” (1)

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Os Bens da Terra

Meditação para o Dia 23 de Novembro

1. Então lhe disse um da turba: Mestre, dize a meu irmão que divida comigo a herança“. O amor desordenado aos bens da terra muitas vezes é a causa de discórdias mesmo entre aqueles que mais se devem amar. Valem, na realidade, tanto? Aquele homem, que a Jesus devia ter pedido a herança eterna, preferiu pedir os bens passageiros da terra. Que triste cegueira! Qual é o principal objeto de tuas orações? Negócios e desejos temporais ou a maior perfeição cristã? Amando demasiadamente riquezas e honras deste mundo, estás em perigo de ser pobre e desprezado na eternidade. Continue a ler

Os Pecadores ou as Almas?

Rezemos pelas Almas do Purgatório e pela Conversão dos Pecadores

A Questão

Meditação para o dia 22 de Novembro

Levanta-se a questão célebre — o que será mais útil e necessário: rezar pela conversão dos pecadores ou pela libertação das almas do purgatório?

A dizer a verdade, penso que não há escolha entre as duas obras. Ambas são necessárias e não é possível que quem ame a Nosso Senhor possa ficar indiferente à sorte de tantos miseráveis pecadores arriscados a se perderem eternamente. Que zelo não precisamos ter pela salvação das almas remidas pelo Sangue de Cristo!

“Os pecadores estão arriscados a se perderem, e no caminho da eterna condenação, dizem, e as almas estão já na segurança do céu”

Sob este aspecto parece mais necessária realmente a oração pelos pecadores. Todavia, sabemos que a glória de Deus exige a libertação das pobres almas, almas queridas, cuja sorte depende de nós somente. Que será delas sem nós? O pecador abusa da graça, está no tempo de poder lucrar méritos e graças e não aproveita, põe obstáculo aos nossos esforços, não aproveita muita vez o que fazemos por ele. Pela opinião de vários autores piedosos e teólogos, e entre outros o rei dos teólogos, Santo Tomás de Aquino com a sua autoridade de maior Doutor da Igreja, afirma que Deus acolhe com mais fervor a oração que Lhe fazemos pelos mortos do que a que Lhe dirigimos pelos vivos.
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Jesus em casa de Maria e Marta

Meditação para o Dia 22 de Novembro

1. a) Jesus entrou numa aldeia e uma mulher, chamada Maria, o hospedou em sua casa“. Marta sabia quanto os judeus odiavam a Jesus e que procuravam matá-Lo. Não obstante isso, ela, embora mulher fraca, corajosamente o recebe em sua casa, vencendo, por seu amor, todos os receios. Teu amor a Jesus deve ser semelhante. Nem favores, nem perigos deverão desviar-te de Deus.

b) Maria, ficando sentada aos pés de Jesus, ouvia sua palavra“. A irmã de Marta, aproveitando a ocasião, fica perto do Salvador. Amas assim a Jesus? Escutas a Sua voz? Ou foges dEle? Continue a ler

Maria Santíssima, Mãe e Consoladora do Purgatório

Nossa Senhora do Carmo e as Almas do Purgatório

Maria pode socorrer as Almas

Meditação para o dia 21 de Novembro

Um dia, escreve Santa Brígida nas suas Revelações, disse-me a Virgem Santíssima:

— “Eu sou a Rainha do céu, eu sou a Mãe de misericórdia, e o caminho por onde voltam os pecadores a Deus. Não há pena no purgatório que não se alivie e que por mini não se torne menor do que si o fora sem mim” (1)

Outra vez a Santa ouviu Jesus dizer à sua Mãe:

“Tu és minha Mãe, és a Rainha do céu, és a Mãe de misericórdia, és o consolo dos que estão no purgatório e a esperança dos pecadores na terra” (2)

A providencia maternal de Nossa Senhora se estende sobre seus filhos na terra e no purgatório. Ela nos socorre e ajuda até depois da morte nas chamas expiadoras. É uma verdade de fé que as almas do purgatório podem ser não só aliviadas em seus padecimentos, mas até libertadas das chamas expiadoras pelas orações, satisfações e boas obras, e pelo Santo Sacrifício da Missa, enfim, pelos sufrágios dos vivos. Todavia, a Igreja nada definiu sobre o socorro que possam os Santos do céu dar às almas padecentes. Não houve necessidade de uma definição, porque o que os hereges contestaram desde Lutero principalmente, foi o sufrágio dos vivos e até a existência do purgatório. Quem entretanto pode negar que a Igreja Triunfante possa auxiliar a Igreja Padecente? Continue a ler

O Sacerdócio na Igreja

Meditação para o Dia 21 de Novembro

1. a) E depois disto designou o Senhor ainda uns setenta e dois discípulos e os mandou de dois em dois adiante de si“. É Deus que nos dá os sacerdotes; não são eles que se revestem a si de sua dignidade. Tendo eles, pois, autoridade divina, merecem respeito particular. Não o esqueceste, às vezes, quando deles se falava ou quando com eles tratava?

b)A messe é na verdade grande, mas os operários são poucos; rogai, pois, ao Senhor da messe, que mande mais operários para a ceifa“. Costuma também rezar para este fim, como Jesus o quer? E, se não o fizeste, quando começarás? Continue a ler

As Almas mais Abandonadas

As almas do purgatório mais abandonadas

Os esquecidos…

Meditação para o dia 20 de Novembro

Como já dissemos, os mortos são muito esquecidos. Os vivos os choram pouco tempo e depois os abandonam para sempre ao esquecimento das sepulturas, e o que é mais doloroso, ao abandono e esquecimento no purgatório. Há no purgatório as almas que chamamos as mais abandonadas. Devem ser inumeráveis. Por elas nem uma Santa Missa, nem uma oração, nem um sufrágio sequer dos que elas amaram tanto neste mundo, e, quem sabe, encheram de benefícios e talvez estejam aproveitando o que deixaram aqui em herança e patrimônios. Que dura ingratidão! Como sofrem estas pobres almas! O esquecimento dói muito neste mundo. Que diremos no outro, no purgatório! Então, aquelas pobres almas parecem gemer, como o profeta Jó: Miseremini mei saltem vos amici mei, quia manus Domini tetigit me! Tende compaixão de mim, tende compaixão de mim, pelo menos vós, meus amigos, porque a mão de Deus me feriu!

Que gemido angustioso! Sim, a mão da Justiça de Deus fere as pobres almas para santificá-las e purificá-las, e elas só dependem de nós. E quando se veem abandonadas dos seus, clamam: pelo menos vós, meus filhos, meus parentes, meus amigos, meus beneficiados, vós que me amastes na terra!…

Em vão clamam tantas vezes! Não são ouvidas, porque seus amigos e parentes, preocupados com os prazeres, as honras, o dinheiro, as vaidades, nem querem pensar nos mortos, e nem se lembram num ato de fé, que podem seus parentes e seres muito caros estarem nas chamas expiatórias, a sofrer! Continue a ler

As Ovelhas do Bom Pastor

Meditação para o Dia 20 de Novembro

1. a) Eu sou o bom Pastor“. Três inimigos ameaçam as ovelhas de Jesus: o lobo, isto é, o demônio, que as quer devorar; o mercenário, isto é, o mundo, que as engana; e o ladrão, isto é, o egoísmo prejudicial. Deverás desanimar em face de tantos inimigos? Ó, não! Jesus permite que eles venham, para te dar ocasião de conhecê-los, vencê-los e assim ganhar louros eternos.

b) Conheço as minhas ovelhas… e dou minha vida por elas“. Que consolo! Em todo sofrimento poderás dizer:

“Jesus me conhece. Ele não me desamparará! Quanto me deve amar, se por mim nasceu, viveu, sofreu e morreu!”

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