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O Santo temor de Deus que deve procurar a alma devota

Apêndice. O Santo temor de Deus que deve procurar a alma devota - Bálsamo Espiritual
«Suplico-vos, cara filha, para honra de Deus não O temais, pois nenhum mal vos quer fazer, amai-O bastante para que vos queira fazer muito bem», falava assim São Francisco de Sales a uma alma devota (em suas cartas espirituais). Palavras que se não fossem ditas por um Santo, poderiam escandalizar muito, principalmente aos devotos. Eles diriam: este Santo desaprova pois o temor de Deus, que é o princípio da sapiência, e dom do Espírito Santo? Pode ser Santo quem exorta e pede a uma alma devota que não tema a Deus? Todavia são palavras dignas de um Santo e tão célebre na ciência espiritual como é São Francisco de Sales, permita, pois que vo-las repita. Não penseis que ele desaprova o temor de Deus, que é o princípio da sabedoria, e dom do Espírito Santo, e sim o temor que nasce da desconfiança, produz inquietação, e em vez de honrar a Deus, O desonra, eis o que quero expulsar da vossa consciência, não vos faria bem nenhum, e poderia fazer-vos muito mal.

O temor de Deus é o fundamento e base da perfeição cristã por isso é essencial até ás almas mais devotas e santas, e justamente são condenados os falsos místicos que ensinam que o temor de Deus se opõem á perfeição da caridade, isto é, ao amor de Deus, por isso desejo que sempre vos acompanhe para vos livrar do pecado, mas convém ter dele justa ideia para vos ajudar a obter a perfeição, de outro modo sereis pusilânime, desconfiada, medrosa, privada da paz do coração, refleti como deve ser o temor reto. Continue reading

Do quarto fruto da última palavra

Capítulo 35: Do quarto fruto da última palavra
Segue-se o quarto fruto, que se pode colher da felicíssima atenção com que foi ouvida a oração do Senhor, para que nós, animados com tão lisonjeiro resultado, mais nos inflamemos em Lhe encomendarmos o nosso espírito, pois com toda a verdade o Apóstolo deixou escrito (Hb 5) que Nosso Senhor Jesus Cristo fôra atendido pela Sua reverência. Tinha o Senhor pedido a seu Pai, como acima demonstramos que não fosse demorada a ressurreição do Seu corpo, foi ouvida aquela oração, para que a ressurreição se não demorasse mais tempo do que o preciso para se acreditar, que sem dúvida o corpo do Senhor morrera, pois se não pudesse provar-se que assim fôra, a Sua ressurreição, e a fé cristã ficava sem base. Continue reading

Dom de Temor de Deus

Meditação para a Sexta-feira antes do Pentecostes. Dom de Temor de Deus

Meditação para a Sexta-feira antes do Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o Dom de Temor de Deus, e veremos:

1.° A excelência deste dom tão pouco compreendido;

2.° A desgraça daqueles que o não possuem.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De pedirmos hoje muitas vezes ao Espírito Santo o Dom de Temor de Deus, que nos fará praticar todas as outras virtudes;

2.º De nos conservarmos no respeito de Deus na oração, na igreja, em toda a parte.

Repetiremos frequentes vezes como ramalhete espiritual as palavras de Davi:

“Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor” – Beatus vir, qui timet Dominum (Sl 111, 1)

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Deus te Vê… Sempre!

Meditação para o Dia 26 de Junho

1. O pensamento perseverante na presença de Deus regulará os movimentos do coração, moderará as paixões e purificará as intenções. Não há tentação que a fé viva nesta continua presença divina não vença; fragilidade que ela não ampare, e, depois da queda, não há pecado do qual não inspire contrição. Ela, na boa ação, faz ponderar:

“Deus me vê, Deus me ouve, observa tudo o que faço, digo, penso, sinto e deixo de fazer”

Tendo Deus perante os olhos, a oração torna-se agradável, a mortificação, fácil, todas as virtudes serão mais a teu alcance. Continue reading

Deus te Vê

Meditação para o Dia 25 de Junho

1. O exercício de te pores na presença de Deus consiste numa fé viva e habitual nesta verdade que “Deus enche o céu e a terra”; que te vê nas trevas como em plena luz; que conhece os teus mais secretos pensamentos; que penetra teu ser, como a água à esponja, de modo que em Deus vives, te moves e existe. Esta fé viva deve ser acompanhada de profunda veneração das grandezas de Deus, de uma amorosa aquiescência à Sua adorável vontade, a Seus desejos e Suas graças, e de completo desapego dos prazeres sensuais. Madalena, junto ao sepulcro do Salvador, nem pelos anjos se deixa distrair de pensar em Jesus. Eis teu modelo! Continue reading

Sê Casto

Meditação para o Dia 23 de Junho

1. Puro é quem sujeita a carne ao espírito, subtraindo ao serviço das baixas inclinações a imaginação, a memória, o pensar, querer e sentir, olhos, ouvidos, boca e mãos. Virtude tão estimável é um vaso precioso, mas muito quebradiço. Não há nada para onde a natureza corrupta se incline, sem cessar, com tanta veemência, como para o lado dos prazeres sensuais. Talvez passem anos sem graves combates; de repente, desencadeia-se verdadeiro furacão. Além disto outros perigos ameaçam a santa pureza: o impetuoso combate do mundo, as más companhias, o próprio anjo impuro. Quantos cuidados por isso são precisos! Continue reading

Dom do Temor de Deus e da Fortaleza

Meditação para o Dia 10 de Junho

1. Excelente Dom do Espírito Santo é o Amor de Deus, temor inspirado pelo amor e pelo respeito das vistas de Deus, fixadas sobre nós. “Deus me vê!” é a máxima do temente a Deus. Este dom conserva em eminente pureza, dá horror pela menor ofensa a Deus; na oração faculta uma grande devoção; no lugar santo inspira uma atitude respeitosa e uma profunda adoração; nos trabalhos, verdadeira dedidcação; por toda a parte dá uma modéstia exemplar. Enfim, dá amor sempre crescente, porque sempre cresce a compreensão da grandeza das perfeições divinas. Continue reading

A fraqueza humana

Meditação para Dia 12 de Março

1. “Serei para todos vós uma ocasião de escândalo nesta noite”. Jesus predisse que os apóstolos não perseverariam na fidelidade. Uma coisa é pensar no perigo, na perseguição e na morte, outra é vê-la presente. Mil vezes fizeste o propósito de não ofender a Deus, por mais que te custasse, e, entretanto, por tão pouco caíste. Vive, pois, em santo temor; não confies nas próprias forças e em tua firme vontade, mas na graça de Deus. Humilha-te, sobretudo na confissão, em face dos pecados cometidos; aliás não deixes de agradecer a Deus, que te preservou de faltas ainda mais numerosas e mais graves. Continue reading

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