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Como se deve fugir à vã esperança e presunção

Livro I. AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

Capítulo VII

1. Insensato é quem põe sua esperança nos homens ou nas criaturas. Não te envergonhes de servir a outrem por Jesus Cristo, e ser tido como pobre neste mundo. Não confies em ti mesmo, mas põe em Deus tua esperança. Faze de tua parte o que puderes, e Deus ajudará tua boa vontade. Não confies em tua ciência, nem na sagacidade de qualquer vivente, mas antes na graça de Deus, que ajuda os humildes e abate os presunçosos. Continue reading

Sobre a Soberba

Meditação para a Décima Quarta Quarta-feira depois de Pentecostes. Sobre a Soberba

Meditação para a Décima Quarta Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o vício mais oposto à humildade, que é a soberba; e veremos:

1.° O que é a soberba;

2.° Como nos deixamos dominar pela soberba.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos bem o nosso interior, para nos guardarmos das sugestões da soberba, da estima própria e do desejo de ser estimados;

2.° De detestarmos a soberba, e de procurarmos todos os dias corrigir-nos dela.

O nosso ramalhete espiritual será o conselho de Tobias a seu filho:

“Nunca permitais que a soberba domine nos vossos pensamentos ou nas vossas palavras, porque nela teve princípio toda a perdição” – Superbiam nunquam in tuo sensu aut in tua verbo dominari permittas: in ipsa enim initium sumpsit omnis perditio (Tb 4, 14)

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O Amor-próprio é um muro de separação entre Deus e o homem, e é incompatível com toda a Virtude

Meditação para a Duodécima Sexta-feira depois de Pentecostes. Décima Sétima razão de sermos Humildes: O Amor-próprio é um muro de separação entre Deus e o homem, e é incompatível com toda a Virtude

Meditação para a Duodécima Sexta-feira depois de Pentecostes

Décima Sétima razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma décima sétima razão de sermos humildes; e é:

1.° Que o amor-próprio é um muro de separação entre Deus e nós;

2.º Que o amor-próprio não é compatível com nenhuma virtude.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De preferirmos sempre o que nos humilha ao que nos exalta;

2.º De evitarmos o máximo possível as ocasiões de ser vistos e distinguidos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Não nos façamos cobiçosos da vanglória” – Non efficiamur inanis gloriae cupidi (Gl 5, 26)

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A Humildade, meio de conseguir a Felicidade

Meditação para a Duodécima Segunda-feira depois de Pentecostes. Décima Terceira razão de sermos Humildes: A Humildade, meio de conseguir a Felicidade

Meditação para a Duodécima Segunda-feira depois de Pentecostes

Décima Terceira razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos  sobre uma decima terceira razão do sermos humildes: é, que é esse o meio de conseguir a felicidade, até desde a vida presente; e para o compreender, veremos:

1.° Quão desgraçado é o homem sem humildade;

2.° Quão ditoso é o homem verdadeiramente humilde.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De sermos sempre atenciosos para com toda a gente, ainda para com os inferiores;

2.° De não exigirmos que sejam atenciosos para conosco, e de recebermos agradecidos, como coisa indevida, as atenções que tiverem conosco.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde, et invenietis requiem animabus vestris (Mt 11, 29)

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Sexta razão de sermos Humildes: Estimamo-nos e Queremos ser estimados

Meditação para o Décimo Sábado depois de Pentecostes. Sexta razão de sermos Humildes: Estimamo-nos e Queremos ser estimados

Meditação para o Décimo Sábado depois do Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma sexta razão de sermos humildes, que é exatamente a nossa própria soberba, e veremos quão humilhante é para nós:

1.º Estimarmo-nos tanto;

2.° Querermos ser estimados, quando merecemos ser desprezados.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De dizermos muitas vezes a Deus: Senhor, tende compaixão de mim que sou um soberbo;

2.° De nunca dizermos nem fazermos coisa alguma por amor-próprio.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“A mim é-me bom, Senhor, que vós me humilheis” – Bonum mihi, quia humiliasti me (Sl 118, 71)

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O que é Humildade?

Meditação para o 10º Domingo depois do Pentecostes. O que é Humildade?

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 18, 9-14

9Disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais:

10«Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: ‘Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. 12Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.’

13O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.’ 14Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»

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Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania. Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de termos aprendido a humildade no berço do Salvador, iremos aprender:

1.° A mansidão;

2.° A necessidade da humildade para adquirir a mansidão: porque não se é manso sem que  se seja humilde.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos sobre nós, para nunca nos deixarmos vencer dos ímpetos de cólera;

2.° De nunca falarmos ou obrarmos nos momentos de emoção, mas de esperarmos o sossego e o sangue frio da mansidão.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salvador:

“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde (Mt 11, 29)

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Prosperidade – Castigo

Meditação para o Dia 27 de Julho

“Eu tremo – dizia Santo Ambrósio – quando vejo o pecador feliz”

É a prosperidade castigo. O homem feliz na terra se esquece do Céu, materializa-se, nada sabe. “Quem não sofre que é que pode saber?” – pergunta a Escritura. Os prazeres enervam e nos tornam incapazes de pensar nas coisas eternas. Diz São Paulo, e com razão, que o homem animal não percebe as coisas espirituais. Falai em Deus, alma e eternidade a um desses gozadores da vida. Ele não vos entenderá. Continue reading

O homem hidrópico e o cristão ambicioso

Soberba

16º Domingo depois de Pentecostes

Ecce homo quidam hydropicus erat ante illum – “Eis que diante dele estava um hidrópico” (Lc 7, 12)

Sumário. O hidrópico, de quem fala o Evangelho, é figura de um cristão que se deixa dominar por uma paixão qualquer e particularmente pelo desejo das honras. Com efeito, o soberbo nunca acha a paz, porque nunca se vê tratado conforme o vão conceito que faz de si mesmo. Se por desgraça nos achamos infectados desta hidropisia espiritual, representemo-nos Nosso Senhor, e contemplemo-Lo reduzido como foi por nosso amor a ser o último dos homens; e envergonhados da nossa ambição, digamos-lhe: Ó Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso. Continue reading

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