Sumário. Consideremos o ardente amor que tinha a Deus esta seráfica santa. Parecia-lhe impossível que pudesse haver no mundo uma pessoa que não amasse a Deus, e chegou a dizer que não teria pena de ver outros no céu mais felizes do que ela, porém que não poderia consentir em ver alguém amar a Deus mais do que ela. Pondo os seus atos em harmonia com as suas palavras, esforçava-se por cumprir tudo que sabia ser agradável a Deus. Se, à imitação da santa, quisermos fazer progressos no amor, desapeguemos o nosso coração das criaturas, com a resolução de obrar e padecer por Jesus Cristo.Fulcite me floribus, stipate me malis; quia amore langueo — “Acudi-me com confortativos de flores, trazei-me pomos que me alentem, porque desfaleço de amor” (Ct 2, 5)
Meditação para o Dia 07 de Janeiro
São três os graus da conformidade com a vontade de Deus. No primeiro grau, a alma sofre com paciência; mas preferiria não sofrer. Não é isento de queixa,embora acompanhada sempre do estribilho: Não pode ser!... Paciência! Deus assim quis! Seja feita a Vontade de Deus! Já é agradável a Nosso Senhor a alma assim resignada, mas ela se acha ainda na via do temor e da imperfeição. No segundo grau, o sofrimento é acolhido como um hóspede do Céu, sendo reconhecido o seu valor e as vantagens que traz para o nosso adiantamento.Meditação para o Dia 15 de Outubro
1. Santa Teresa é a Santa da oração. Pela oração a alma entra em relações íntimas com Deus. Santa Teresa, já quando criança, teve por esse santo exercício tão ardente desejo do martírio, que tentou ir à Mourama para derramar seu sangue por Jesus. Fez em seguida do seu jardim um deserto, do seu quarto um oratório, do seu coração um altar, e do seu corpo e de sua alma as vítimas a oferecer cada dia a Deus. Nas tentações e nas necessidades recorria à oração, não a deixando nunca, nem quando nada sentia de consolações divinas. E tu?... Quanto te custa, às vezes, esperar o fim duma oração em comum!Concílio Tridentino (Concílio de Trento)
A guerra encarniçada que os protestantes tinham declarado a Igreja, e a necessidade urgente de reanimar no clero e no povo a santidade dos costumes, tornavam necessária a convocação de um concílio ecumênico. Convocou-o, efetivamente, o Papa Paulo III, em Trento, cidade do Tirol italiano, donde, tomou o nome de Concílio Tridentino. Este é o décimo nono concílio ecumênico. Durou mais de dezoito anos, por ter sido interrompido diversas vezes, por causa da epidemia ou das guerras. Abriu o concílio o Papa Paulo III, no ano 1545; foi continuado sob Júlio III, e levado a feliz termo, no ano 1563, no pontificado de Pio IV, graças ao zelo do infatigável São Carlos Borromeu.