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O Coração de Jesus, Centro dos Corações

Sagrado Coração de Jesus

Multitudinis autem credentium erat cor unum et anima una — “Da multidão dos que criam, o coração era um e a alma uma” (At 4, 32)

Sumário. O Coração de Jesus é todo caridade e quer que todos os cristãos se amem mutuamente. Amar o próximo é amar a Jesus, e fazer bem ao próximo é regozijar o Coração de Jesus. Os membros da Igreja devem, pois, ter um só coração em Jesus Cristo, que é o centro dos corações. Ó! Quanto é agradável ao Coração de Jesus uma alma verdadeiramente caridosa! Ao contrário, que espinho é para o Coração de Jesus a alma que lesa a caridade! Continue reading

Apostolado Perpétuo do Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus

Semper vivens ad interpelandum pro nobis — “Vivendo sempre para interceder por nós” (Hb 7, 25)

Sumário. O grande apostolado do Coração de Jesus se exerceu sobre a cruz, quando ofereceu por nós, a seu Pai, o seu sangue, a sua vida e os seus merecimentos. Mas o Coração de Jesus o exerce ainda continuamente sobre os nossos altares por meio da missa. Este apostolado redentor podemos exercê-lo com Jesus, quer celebrando, quer ouvindo a missa, unindo então as nossas intenções às intenções do seu adorável Coração. Ofereçamo-la ao Pai Eterno para nossa própria salvação e para a do próximo. Continue reading

O Coração de Jesus, Vítima Voluntária

Sagrado Coração de Jesus

Posuit Dominus in eo iniquitatem omnium nostrum — “Pôs o Senhor sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53, 6)

Sumário. Jesus Cristo sabia que todos os sacrifícios dos animais, oferecidos a Deus no passado, não tinham podido satisfazer pelos pecados dos homens. Eis que então o Coração de Jesus, a inocência, a pureza, a santidade mesma, é carregado de todos os crimes; ei-lo tornado, por nosso amor, objeto das maldições divinas, por causa dos nossos pecados. Ó caridade incomparável, ó caridade infinita e divina do Coração de Jesus! Continue reading

O Coração de Jesus, Amigo das Almas Castas

Sagrado Coração de Jesus

Beati mundo corde, quoniam ipsi Deum videbunt — “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5, 8)

Sumário. O Coração de Jesus consagra afeto especial às virgens e às almas puras: elas lhe são tão caras como os anjos. Uma alma casta é a esposa predileta de Jesus. Esta virtude é que formou a união mais íntima entre Jesus e Maria, a Virgem das virgens, que mereceu a São José a glória incomparável de ser escolhido para pai nutrício de Jesus. Se queres também tornar-te caro ao Coração de Jesus, e merecer as suas ternas consolações, procura primar na castidade. Continue reading

Coração de Cristo, coração do mundo

Dom Henrique Soares da Costa
Por Dom Henrique Soares da Costa

Hoje, a Igreja celebra a Solenidade do Coração do Cristo Jesus.
Trata-se de uma belíssima devoção, bíblica, profunda, de forte sentido para a vida cristã. Para não ficarmos numa devoção magra, anêmica, meramente individualista e sentimental, vejamos alguns aspectos mais teológicos desta invocação.

Na antropologia bíblica “coração” indica o interior do homem, a sede de seu caráter, de sua personalidade, ali onde nascem os pensamentos e sentimentos mais profundos. O coração é a sede das decisões do homem, é o núcleo mesmo da sua personalidade.

Dizer “coração” é referir-se ao homem como ser que reflete e toma decisões com conhecimento de causa. Em outras palavras: enquanto nas línguas modernas o coração é, sobretudo, o órgão dos afetos, na linguagem bíblica, o coração é, principalmente, o órgão do pensamento, da opção, da decisão, dos afetos medidos e comedidos: dizer que alguém não tem coração é dizer que não tem juízo, que não conhece os próprios pensamentos!

No salmo 85/86,11 o autor sagrado suplica:

“Senhor, mostra-me Teu caminho e eu me conduzirei segundo a Tua vontade. Unifica meu coração para que ele tema o Teu Nome!”

Sendo o coração órgão da decisão e da vontade, o salmista pede que ele seja unificado para Deus.

O sentido seria mais ou menos este:

“Unifica-me a mim para Ti: que meus pensamentos estejam em Ti. Estando em Ti, como o eixo de minha vida, que eu seja inteiro, íntegro, senhor de mim. Assim, com um coração unificado, que eu possa estar todo inteiro diante de Ti, o Deus Um, todo inteiro dado a mim”

Resumindo tudo isto: na antropologia bíblica, dizer coração é dizer “eu”: o meu coração é o meu eu!

Se assim é o coração humano, como se manifesta o Coração de Cristo?

Seu coração humano – Ele amou com um coração humano! – é imagem do Coração do Pai, de modo que podemos afirmar que o Coração de Deus se manifesta no Coração de Cristo:

“Como o Pai Me amou, Eu também vos amei!”

Ora, em toda a Sua existência humana – no Seu ministério, nas Suas palavras, nos Seus milagres, nos Seus encontros com tantas pessoas diversas, nas Suas caminhadas pela Terra Santa -, Jesus revela o Coração do Pai… Basta pensar na parábola do filho pródigo, na qual Jesus procura explicar aos Seus adversários que age com amor e misericórdia porque o Pai faz o mesmo…

Portanto, no Coração compassivo, manso e sereno do Senhor Jesus, podemos entrever o quanto Deus é para nós ternura e carinho, acolhimento e perdão!

A Igreja compreendeu isto tão bem que coloca a seguinte antífona de entrada para a Missa do Coração de Jesus:

“Eis os pensamentos do Seu Coração, que permanecem ao longo das gerações: libertar da morte todos os homens e conservar-lhes a vida em tempo de penúria” (Sl 31/32,11.19)

É este o pensamento, o projeto do Coração do Pai Eterno, manifestado no Coração de Jesus: libertar e dar a Vida!

Contemplar o Coração de Cristo, manso e humilde, aberto na cruz para que recebamos a água que nos vivifica e o sangue que nos lava, significa experimentar, crer e anunciar que Deus, o Pai de Jesus, é amor e fonte de amor.

Este anúncio é tanto mais urgente e necessário quanto mais vemos um mundo, o nosso, ferido de coração. Ou não é um mundo machucado pela incredulidade, pela banalização de todos os valores, pela destruição platina e sistemática de tudo quanto é sagrado, pela solidão, pela violência, a fome e a pobreza, este mundo nosso? Como é pobre, como é miserável um mundo que pensa que a maconha plenifica a vida, que a libertinagem sexual é expressão de liberdade e maturidade, que a destruição da família é um bem! Como é triste um mundo que esvaziou o sentido profundo e comprometido da palavra amor…

Por mais que muitos psicólogos tentem, não são eles quem salvarão a humanidade: somente o amor verdadeiro dá sentido a todas as coisas! E é precisamente isto que o Coração de Jesus revela: que Deus é Amor e fonte de amor, do amor que se dá, se entrega e, dando-se é pleno; o Coração do Cristo revela que a paternidade do Pai do Céu é cheia de compaixão e misericórdia e abraça todas as criaturas. Do Seu amor ninguém é excluído (a não ser que se exclua a si mesmo, fugindo de Deus), do Seu carinho ninguém é esquecido!

Quem dera que este mundo, que corre o risco de se tornar sem coração, mundo cão, encontre no Coração de Cristo o descanso, a inspiração e a paz! Quem dera que aceitasse o convite de Jesus, sempre atual e desafiador:

“Vinde a Mim, vós todos os que estais cansados sob o peso o vosso farto e Eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração… E encontrareis descanso…” (Mt 11,28ss)

O Mês do Sagrado Coração

Meditação para o Dia 01 de Junho

1. Junho é o mês do Sagrado Coração de Jesus. A devoção a este Sagrado Coração tem por fim assemelhar o próprio coração ao de Jesus. Bem ordenado o coração, o homem todo é bom. O coração é o símbolo dos afetos. Mau coração – mau homem; coração generoso, homem generoso. Deve-se adoração ao coração corporal de Jesus, porquanto é unido à Sua divindade. Nele se basearam os mais santos afetos que jamais houve e as mais sublimes virtudes que o mundo viu. Que fonte de bênçãos pode por isso ser a todos a veneração deste Sagrado Coração! Continue reading

Meio de nos unirmos ao Sagrado Coração: a Boa Intenção

Oculi eius sine intermissione inspicientes in viis eorum – “Os seus olhos se aplicam sem intermissão a considerar os seus caminhos” (Eclo 17, 16)

Sumário. A boa intenção é tão agradável a Jesus Cristo, que tem o poder de nos introduzir no seu Coração. Feliz aquele que se serve dela para ir habitar nesta morada de amor! Todas as obras exteriores que não procedem do coração e não são acompanhadas de boa intenção, não têm valor algum diante de Deus. Toda a glória de uma alma consiste em ser inteiramente unida pelo Coração de Jesus.
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Recompensa da devoção ao Sagrado Coração: a Perseverança

Neque creatura alia poterit nos separare a caritate Dei – “Nenhuma criatura nos poderá separar do amor de Deus” (Rm 8, 39)

Sumário. Pode-se dizer que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus é um penhor e sinal de predestinação, porque este Coração é o coração mais amante, mais reconhecido, mais misericordioso, mais desejoso da nossa salvação. É um Coração divino, criado de propósito para nos amar e ser amado por nós. Se os corações que se amam, buscam unir-se para não se separarem mais, o Coração de Jesus deve desejar imensamente unir-se às almas de uma maneira inseparável no céu.
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