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Do terceiro fruto da segunda palavra

Capítulo VII. Do terceiro fruto da segunda palavra
Um terceiro fruto se poderá colher da mesma palavra do Senhor, advertindo-se, que três foram os Crucificados, no mesmo lugar e na mesma hora; um inocente, Cristo, outro penitente, o bom ladrão; o terceiro obstinado, o mau ladrão: ou, se antes quiserem assim, que foram três os crucificados ao mesmo tempo; Cristo, sempre e excelentemente santo; um ladrão, sempre e excessivamente mau; outro ladrão mau numa época da sua vida, e santo na outra. Disto podemos entender, que não há neste Mundo ninguém, que possa viver sem cruz; e que baldados são os esforços dos que confiam, que podem absolutamente escapar-se a ela; e, que sensatos são os que aceitam a sua cruz da mão do Senhor, e, que até o fim da vida a levam não só com paciência, mas até com gosto. Continue reading

Fervor e Perseverança na Oração

Meditação para a Terça-feira das Rogações. Fervor e Perseverança na Oração

Meditação para a Terça-feira das Rogações

SUMARIO

Meditaremos duas outras condições da boa oração, que são:

1.º O fervor;

2.° A perseverança.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De apreciarmos melhor a excelência dos bens espirituais, que pedimos a Deus, e de acompanharmos por conseguinte as nossas petições com um maior desejo de sermos atendidos;

2.° De perseverarmos na oração, ainda quando não achemos gosto nela, ainda quando não obtenhamos o que pedimos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“O Senhor ouviu o desejo dos pobres” – Desiderium pauperum ex audivit Dominus (Sl 10; Hb 17)

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Mãe da Santa Perseverança

Meditação para o dia 16 de Maio. Mãe da Santa Perseverança

Meditação para o dia 16 de Maio

Sem Maria não alcançamos a graça da Perseverança

A perseverança final é um dom divino tão grande, que, como disse o santo Concílio de Trento, é um dom de todo gratuito que por nada podemos merecer. Contudo Santo Agostinho diz que alcança de Deus a perseverança todos aqueles que lhe pedem. E conforme diz o padre Suárez, infalivelmente a alcançam, sendo diligentes até o fim da vida em pedi-la a Deus. Por isso escreve São Belarmino:

“Peça-se perseverança todos os dias, para se obtê-la cada dia”

Ora, se é verdade — como eu o tenho por certo, conforme a sentença hoje comum, como depois mostrarei no capítulo VI — se é verdade, digo, que quantas graças Deus nos dispensa, todas passam pelas mãos de Maria, é também verdade que só por meio de Maria poderemos esperar conseguir esta sublime graça da perseverança. Esta mesma graça promete ela a todos aqueles que fielmente a servem nesta vida.

“Os que agem por mim não pecarão, aqueles que me esclarecem, terão a vida eterna” (Eclo 24 30)

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O Deserto que Chora

Meditação para o Dia 20 de Dezembro

Contam os viajantes, que à noite, quando os vendavais sopram furiosamente as areias do deserto, ouve-se ao longe como que um soluço, um gemido angustiado.

“Escuta – diz o árabe – escuta o deserto! Não ouves como ele chora? Chora, coitado, porque desejaria tanto ser uma campina, um prado verdejante!”

“Eis aí o coração do homem”, diz com felicidade um Autor. O pecado fez do nosso coração, outrora campo florido e embalsamado, um enorme, árido e triste deserto. Uma solidão horrorosa. Mas esse deserto vivo tem consciência de sua enorme desgraça e quer reverdecer e reflorir. E se queixa, e chora desolado. Continue reading

Cada dia, o que Deus quiser!

Meditação para o Dia 06 de Dezembro

O segredo de sofrer com paciência é não se inquietar nem com o passado, nem com o presente, e muito menos, com o futuro. Aceitai o que vier cada dia. Nosso Senhor nos manda tomar a cruz de cada dia para O seguir.

Tollat crucem suam… quotidie

Notai bem:

“A cruz de cada dia…”

Sufficit diet malitia sua – “Basta a cada dia a sua malícia”

Um sofrimento, um revés, uma doença, um golpe de coração. Aceitemos resignadamente tudo, tudo. Absolutamente tudo. Continue reading

Tentações de Blasfêmia

Meditação para o Dia 28 de Outubro

Até as almas mais santas sofrem tentações de blasfêmia. O pobre e santo Jó não foi cruelmente instigado pelo inferno a blasfemar contra o Céu? Santa Catarina de Sena e grande número de outras almas santas padeceram esse suplício. O próprio São Francisco de Sales, tão paciente, tão dócil e resignado à vontade de Deus, não poucas vezes teve ímpeto de blasfemar. É uma provação horrorosa e repugnante para um coração que ama ou deseja amar a Nosso Senhor! Como vencê-la? Continue reading

Entregue-se nas Mãos de Deus o Atribulado

Meditação para o Dia 28 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. L – L. III

A alma: Senhor, Deus Pai Santo, agora e para sempre sede bendito, porque se faz como Vós quereis e é bom o que fazeis. Alegre-se o vosso servo em Vós, não em si nem em algum outro, porque Vós só sois a verdadeira alegria, Vós só, Senhor, sois a minha esperança, minha coroa, meu gozo e minha glória. Que tem o Vosso servo senão o que de Vós recebeu? E, ainda, sem o ter merecido! Continue reading

Tempo de Merecer

Meditação para o Dia 06 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XX

“Quando estás atribulado e aflito, então é tempo de merecer. “Convém que passes por fogo e por água antes que chegues ao lugar de descanso”, diz o salmista. Senão te fizeres violência, não vencerás o vício. Enquanto estamos neste frágil corpo, não podemos estar sem pecado, nem viver sem fadiga e dor. De boa vontade queríamos o descanso sem miséria alguma. Continue reading

Oração dos que Sofrem

Meditação para o Dia 18 de Julho

Do Journal et Pensées de chaque jour, daquela alma escolhida que foi Elizabete Leseur, aqui reproduzo, sem comentar, a edificante página de 18 de julho de1912. É a oração dos que sofrem, tão sublime e consoladora. Eis a transcrição:

“Meu Deus, deponho a Vossos pés o meu fardo de sofrimentos, de tristezas, de renúncias; ofereço tudo pelo Coração de Jesus e peço ao Vosso Amor que transforme estas provas em alegria e santidade para os que amo, em graça para as almas, em dons preciosos para Vossa Igreja. Neste abismo de acabrunhamento físico, desgostos e de cansaço moral, de trevas, em que me lançastes, deixai passar um raio de Vossa triunfante claridade! Ou melhor – porque as trevas de Getsêmani e do Calvário são fecundas – fazei que todo este mal sirva para o bem de todos. Ajudai-me a ocultar o despojamento interior e a pobreza espiritual sob a riqueza do sorriso e os esplendores da caridade. Quando a cruz se tornar mais pesada, ponde a Vossa doce Mão sob o fardo que Vós mesmo colocastes sobre meu corpo dolorido. Senhor, eu Vos adoro e ainda sou e serei sempre a Vossa devedora, porque, como Divino contrapeso aos meus sofrimentos, Vós me dais a Eucaristia do Céu. Aleluia!”

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A Cruz de cada Um

Meditação para o Dia 17 de Julho

Cada um de nós tem a sua cruz. Dela não podemos fugir. E não se podem comparar as de uns com as de outros. Todos sofrem, variando a dor de coração para coração. O que para este é martírio é, para aquele, consolo. Um historiador de Mgr. Dupanloup conta que o Pe. Bougaud e o Pe. Lagrange, dois futuros ilustres bispos franceses, discutiam a questão: Quem sofreu mais, Maria Antonieta ou Maria Stuart? Mgr. Dupanloup os deixou falar um bom quarto de hora. Disse-lhes depois cheio de bondade:

“Meus amigos, meus bons amigos, as dores não se comparam!…” (1)

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