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A Igreja Católica e a Salvação

Muitos sustentam esta tese: “Aceito a Jesus Cristo, mas não a Igreja Católica” ou este simples jargão que tornou-se muito comum “Só Jesus Cristo salva!”. Tornando, portanto, a Igreja em algo secundário, descartável e não necessário. E a partir deste tipo de pensamento, podemos nos indagar ainda:

  • É preciso frequentar a Igreja para se salvar?
  • Qual a relação entre Jesus Cristo e a Igreja?
  • É possível alguém se salvar sem a Igreja?
  • É possível alguém se salvar sem nunca ter ouvido falar em Jesus Cristo?
  • E alguém, que conhecendo a Jesus Cristo e a Igreja instituída por Ele, pode conseguir a Salvação?
  • A Salvação fora da Igreja Católica Apostólica Romana é possível?

Examinemos a Palavra de Deus para buscar as respostas destas questões, tendo sempre como pano de fundo a relação entre Jesus Cristo e Sua Igreja. Continue reading

X. Salve, Roma Santa!

Salve, Roma Eterna!

Salve, Roma Eterna!

A cidade eterna, Roma, atrai constantemente uma multidão de peregrinos, vindos de todos os pontos do mundo. Na verdade, fora a Terra Santa, cujo solo foi pisado pelo Filho de Deus, e fora a nossa terra natal, em cujo seio repousam os restos dos nossos antepassados, não há em todo o universo, lugar tão santo, para os cristãos, como o solo de Roma.

Mas não é a vetusta capital do mundo antigo que nos entusiasma. Nem tão pouco é a cidade de incomparáveis obras-primas que nos inflama.

O que amamos é a pedra fundamental que está em Roma, e sobre a qual Cristo edificou a sua Igreja. Amamos o coração que pulsa em Roma, e faz circular a vida cristã nos membros da Igreja universal. Amamos a cabeça que, de Roma, dá as suas diretrizes, e promulga a doutrina cristã no mundo inteiro. Amamos a mão paternal que, de Roma, se eleva abençoando o mundo inteiro.

É nisso que consiste o atrativo misterioso da “Roma eterna”. Continue reading

IX. O Papado na balança da História

Pope Francis (L) embraces Emeritus Pope Benedict XVI before opening the Holy Door to mark opening of the Catholic Holy Year, or Jubilee, in St. Peter's Basilica, at the Vatican, December 8, 2015. REUTERS/Osservatore Romano/Handout via Reuters ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. REUTERS IS UNABLE TO INDEPENDENTLY VERIFY THE AUTHENTICITY, CONTENT, LOCATION OR DATE OF THIS IMAGE. IT IS DISTRIBUTED EXACTLY AS RECEIVED BY REUTERS, AS A SERVICE TO CLIENTS. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. NO RESALES. NO ARCHIVE.

Papa Francisco abraça Papa Emérito Bento XVI na abertura da Porta Santa, dando abertura ao Ano da Misericórdia

Quando um não católico quer insultar gravemente um católico, quando pensa na maneira como feri-lo vivamente em pleno coração, diz-lhe com um tom de superioridade e com um ar de desprezo: “Papista!”. E crê, assim, cobrir de vergonha o seu interlocutor, pois não pode imaginar maior injúria e ofensa do que chamar alguém de “papista”, isto é, um fiel do papa.

Realmente, é assim que fala todo homem sem reflexão. É assim que fala todo aquele que não sabe nada de História. Mas aquele que conhece, mesmo nas grandes linhas apenas, a História do mundo, – seja qual for a sua religião, seja ele judeu ou muçulmano, – esse não pode recusar o seu respeito ao papado, a essa instituição que tem feito o máximo no mundo, no interesse da civilização intelectual e material, da justiça e do direito.

Na verdade, para nós, católicos, não é esse o maior mérito do papado. Somos agradecidos ao papa, primeiramente e antes de tudo, porque ele conserva na sua pureza, sem alteração, a doutrina de Cristo, e porque ele é “a pedra” que sustenta inabalavelmente a Igreja de Cristo. Sim, eis ai, porque lhe somos gratos em primeiro lugar.

Mas vale a pena examinarmos também os méritos do papa em relação ao mundo, afim de ainda aumentarmos com isso o respeito que lhe tributamos. Vale a pena considerarmos agora o papado não só com os olhos de católico, mas ainda o estudarmos, colocando os seus méritos na balança da História, para encararmos, do ponto de vista puramente humano, se é realmente uma vergonha sermos chamados “papistas”, ou se, antes, não devemos bater ufanamente no peito, dizendo: “Deus seja louvado por ser eu um papista”.

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VIII. A Coroa de Espinhos do Papa

Crucificação de São Pedro (Caravaggio)

Crucificação de São Pedro (Caravaggio)

Como são misteriosas e cheias de significado as palavras que acabo de ler no Evangelho, e nas quais Nosso Senhor Jesus Cristo traçou o caminho ao primeiro papa! “Em verdade, em verdade, digo-te – diz Nosso Senhor a São Pedro, – quando eras mais moço, tu mesmo te cingias e ias aonde querias; mas quando ficares velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará aonde não queres” (Jo 21, 18).

Que curiosas e misteriosas palavras! Tê-las-ia São Pedro compreendido? Provavelmente não, naquele momento. Ele não via ainda diante de si, a cruz que, a 29 de Junho de 67, seria erguida na colina do Vaticano e à qual o primeiro papa seria pregado, de cabeça para baixo, para selar com a vida, a sua fidelidade a Cristo.

Ora, era nisso que Jesus pensava. No martírio do primeiro papa, e no dos outros papas. O evangelista São João faz esta observação: “Ele dizia isso indicando por que morte devia glorificar a Deus” (Jo 21, 19). Nosso Senhor Jesus Cristo bem via que seus inimigos atacariam no curso dos séculos, essa instituição com o ódio mais encarniçado, e que o destino da Igreja dependeria da conservação do papado. Bem sabia que a tríplice coroa, a tiara que deviam usar os papas, não seria uma coroa de soberano, mas um tríplice coroa de espinhos que havia de ferir até ao sangue a fronte dos pontífices. Já que presentemente estudamos, numa série de instruções, a importância do papado, vale a pena determo-nos sobre esta verdade, de que a tríplice coroa do papa, propriamente falando, é uma tríplice coroa de espinhos. Continue reading

VII. A Infalibilidade do Papa

Santo Padre, o Papa Francisco

Santo Padre, o Papa Francisco

Na instrução precedente ocupamo-nos do tríplice fim do papado. Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu São Pedro e seus sucessores como doutores, chefes supremos e sumos sacerdotes da sua Igreja; quer dizer, colocou nas mãos do papa a sorte da Igreja. O papa é, pois, o piloto responsável pela nave, que é a Igreja. Para essa tarefa sobre-humana, ele precisa dum auxilio sobre-humano. Com efeito, se o papa não estivesse certo da assistência do Espírito Santo, se pudesse enganar-se quando dá à Igreja de Cristo regras de fé ou de moral, abrir-se-ia na vida da Igreja uma ferida da qual mais cedo ou mais tarde, ela teria de perecer.

Mas Cristo quis que sua Igreja durasse até o fim do mundo. As “portas do inferno” não têm o direito de prevalecer contra a Igreja de Cristo. A Igreja de Cristo não deve cessar, enquanto viver na terra um homem quem ela deve transmitir os tesouros da redenção.

Se a Igreja de Cristo não deve nem cessar nem enganar-se, certamente também não o pode o seu chefe. Porquanto, se o piloto pudesse enganar-se e extraviar-se, a embarcação se esfaleceria contra um rochedo pérfido. Cumpre que o piloto da Igreja de Cristo seja infalível nas questões de fé e de moral. Continue reading

VI. “Tu és Pedro”…

Instituição da Igreja Católica por Jesus Cristo, sob São Pedro

Instituição da Igreja Católica por Jesus Cristo, sob São Pedro

Nas quatro instruções precedentes, ocupamo-nos das quatro marcas da Igreja de Cristo, e estabelecemos que a verdadeira Igreja de Cristo devia ser una, santa, católica e apostólica.

Mas a nossa Igreja não se chama somente Igreja “católica”; é chamada ainda “católica romana”, pelo fato de em Roma habitar o seu chefe. E esta consideração conduz-nos à pedra angular, ao rochedo da Igreja, isto é, à instituição mais notável da história do mundo: ao papado.

O que o papado significa para a Igreja Católica, o que lhe traz de força, de segurança, de unidade e de direção, não é necessário fazê-lo ressaltar perante os fiéis.

Mesmo alguém que não pertença à nossa santa religião, se for um observador imparcial da História, será obrigado a reconhecer naquele trono sem igual, de 19 séculos de idade, a aparição mais imponente da História universal: esse fenômeno único, desse trono que se ergue, desde o tempo de Nero, entre nós com uma solidez inabalável, enquanto as tempestades da História elevam e fazem desaparecer povos e dinastias. Ora, o papado sempre representou um símbolo, que tem suscitado contra ele a hostilidade e os ataques reunidos dos maus, – e, no entanto ele ainda está de pé. O papado nunca cedeu nem abandonou coisa alguma dos seus princípios, não fez conchavos – e, no entanto ainda está de pé.

Está de pé porque não foi um homem que o fundou, mas o Filho de Deus, que lhe fixou os fins para os quais ele deve subsistir, enquanto houver um homem na terra. Continue reading

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