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Demônios

Demônios, Tesouros de Cornélio à Lápide

Há demônios

Não há dúvida que há espíritos malfeitores que se chamam demônios, pois a Sagrada Escritura no-lo testemunha e todas as nações o reconhecem unanimemente.

As nações pagãs acreditaram na existência de certos entes, uns bons e outros maus, deduzindo disto que era preciso ganhar o afeto dos bons com respeito, oferendas e orações. E apaziguar a cólera e a malignidade dos maus. Daí, nasceram a idolatria, o politeísmo, as práticas supersticiosas, a magia, a adivinhação etc. Esta crença também foi a dos filósofos pagãos.

A Revelação veio a esclarecer-nos sobre a existência dos demônios. Moisés diz-nos que a primeira mulher foi enganada e desobedeceu a Deus por sugestão de um inimigo pérfido oculto sob a forma de serpente (Gn 3, 1). Diz o livro do Deuteronômio que os israelitas imolaram seus filhos aos demônios (Dt 32, 17). O Salmista menciona o mesmo fato: Immolaverunt filios suos et filias suas demoniis (Sl 105, 37).

Jesus Cristo falou da existência dos demônios; os expulsava dos corpos dos possuídos. Também os Apóstolos falam-nos deles. A existência dos demônios é um dogma da Igreja Católica. Continue reading

Sobre a Soberba

Meditação para a Décima Quarta Quarta-feira depois de Pentecostes. Sobre a Soberba

Meditação para a Décima Quarta Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o vício mais oposto à humildade, que é a soberba; e veremos:

1.° O que é a soberba;

2.° Como nos deixamos dominar pela soberba.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos bem o nosso interior, para nos guardarmos das sugestões da soberba, da estima própria e do desejo de ser estimados;

2.° De detestarmos a soberba, e de procurarmos todos os dias corrigir-nos dela.

O nosso ramalhete espiritual será o conselho de Tobias a seu filho:

“Nunca permitais que a soberba domine nos vossos pensamentos ou nas vossas palavras, porque nela teve princípio toda a perdição” – Superbiam nunquam in tuo sensu aut in tua verbo dominari permittas: in ipsa enim initium sumpsit omnis perditio (Tb 4, 14)

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A Humildade, meio de conseguir a Felicidade

Meditação para a Duodécima Segunda-feira depois de Pentecostes. Décima Terceira razão de sermos Humildes: A Humildade, meio de conseguir a Felicidade

Meditação para a Duodécima Segunda-feira depois de Pentecostes

Décima Terceira razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos  sobre uma decima terceira razão do sermos humildes: é, que é esse o meio de conseguir a felicidade, até desde a vida presente; e para o compreender, veremos:

1.° Quão desgraçado é o homem sem humildade;

2.° Quão ditoso é o homem verdadeiramente humilde.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De sermos sempre atenciosos para com toda a gente, ainda para com os inferiores;

2.° De não exigirmos que sejam atenciosos para conosco, e de recebermos agradecidos, como coisa indevida, as atenções que tiverem conosco.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde, et invenietis requiem animabus vestris (Mt 11, 29)

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As Virtudes da Humildade e da Mansidão

Mês de Agosto: As Virtudes da Humildade e da Mansidão

Mês de Julho: A Virtude da Obediência

Mês de Agosto

Breve introdução sobre a humildade e mansidão e o Apóstolo Patrono

Sem a humildade não se pode agradar a Deus:

“Deus resiste aos soberbos, dá a Sua graça aos humildes” (Tg 4, 6)

A humildade de espírito consiste em nos termos por miseráveis como realmente o somos. Na prática:

1.º Desconfiemos sempre de nós mesmos;

2.º Não nos gloriemos de coisa alguma;evitemos até falar a nosso respeito;

3.º Não nos indignemos contra nós mesmos depois duma falta, mas levantemo-nos, contando com o socorro de Deus para não cairmos mais;

4.º Sejamos compassivos para com as quedas dos outros;

5.º Olhemo-nos como os maiores pecadores do mundo, pois tantas graças havemos recebido e tão pouco nos havemos aproveitado delas.

— A humildade de coração exige que folguemos de ser desprezados pelos outros. Na prática:

1.º Recebamos tranquilamente as admoestações, e agradeçamos a quem nos corrige;

2.º Quando recebemos alguma afronta, suportemo-la com paciência, e procuremos amar ainda mais aquele que nos despreza. Que de desprezos não padeceu Jesus por nós?

Dize, muitas vezes, com Santo Agostinho:

“Senhor, fazei-me conhecer quem Sois Vós e quem sou eu, para que Vos ame e me despreze”

Sabes quantos pecados cometestes; sabes que tua vida inteira é uma cadeia ininterrupta de faltas e que merecestes talvez mais castigo do que recompensa por tuas boas obras, visto estarem cheias de imperfeições. Persuade-te, pois, que ignomínia e desprezo é que mereces e alegra-te quando os tiveres de suportar.

Nunca fales coisa alguma em teu louvor, quer se trate de teus talentos, de tuas boas obras, de teres ilustre descendência ou de qualquer outra prerrogativa. Quando, porém, fores louvado por outros, humilha-te interiormente, lançando uma vista a teus pecados. Sendo criticado, não te irrites com isso, agradece antes a quem te repreende, pois seria muito injusto, como diz São Bernardo, se quisesses te irritar contra aquele que te mostra o caminho da salvação. Mesmo sendo a repreensão injusta, deves, por amor à santa humildade, renunciar à tua defesa, a não ser que a tua justificação seja necessária para evitar um escândalo público. Convence-te que, para chegares à perfeição, deves ser humilhado sensivelmente.

Ainda que todos que te circundam fossem santos, Deus saberia dispor as coisas de tal maneira que encontrarias toda a espécie de contradição, e serias desprezado, criticado e posposto aos outros. Por isso toma a peito a bela admoestação que o Pe. Torres dava a seus penitentes:

“Rezai todos os dias um Pai-Nosso e uma Ave-Maria em louvor da vida desprezada de Jesus e oferecei-vos para suportar não só com calma, mas até com alegria, toda a adversidade e desprezo que Deus vos enviar; pedi-Lhe ao mesmo tempo Seu auxílio para que possais executar a vossa resolução’’

Não te deixes dominar jamais peia ira, aconteça o que acontecer. Se às vezes te sentires internamente irritado, encomenda-te quanto antes a Deus, reprime tua língua e nada faças antes de se acalmar por completo tua irritação.

Se tiveres de dar alguma ordem a alguém, faze-o mais suplicando do que mandando. Se tiveres de agir com severidade, acautela-te contra todo o azedume, tão desaprovado por São Tiago; ajunta sempre à séria exortação algumas palavras de bondade.

Mostra-te benévolo e caridoso para com todos, em toda a ocasião e lugar, mas especialmente quando encontrares alguma contradição. Para esse fim prepara-te na oração para todas as contrariedades que te poderão suceder; assim praticaram os santos e essa prática levou-os a suportar com paciência todas as ofensas, e até pancadas e maus tratos. Não percas igualmente a coragem à vista de teus próprios defeitos, mas ergue-te com toda a tranquilidade de tua queda, humilha-te diante de Deus e continua resolutamente o teu caminho.

Sumário
I. A sua natureza
II. Da grande importância da Humildade
III. Da Humildade do Entendimento
IV. Da Humildade da Vontade
V. Da grande importância da Mansidão
VI. Do Exercício da Mansidão
VII. Meios contra a Raiva
VIII. A Humildade e a Mansidão do Redentor
IX. A Prática da Humildade e da Mansidão
X. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Agosto: As Virtudes da Humildade e da Mansidão. Apóstolo Patrono: São Bartolomeu

Mês de Agosto: As Virtudes da Humildade e da Mansidão. Apóstolo Patrono: São Bartolomeu

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Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania. Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de termos aprendido a humildade no berço do Salvador, iremos aprender:

1.° A mansidão;

2.° A necessidade da humildade para adquirir a mansidão: porque não se é manso sem que  se seja humilde.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos sobre nós, para nunca nos deixarmos vencer dos ímpetos de cólera;

2.° De nunca falarmos ou obrarmos nos momentos de emoção, mas de esperarmos o sossego e o sangue frio da mansidão.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salvador:

“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde (Mt 11, 29)

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Ainda há Esperança

Capítulo 59. Ainda há Esperança - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
O MUNDO de hoje está cheio de profetas da desgraça, e eu seria um deles se não acreditasse em Deus e na Sua Providência. Há trinta anos, a única palavra que andava nos lábios de toda a gente era a palavra «progresso». Agora falar de derrota e da bomba atômica. Esta atitude de pessimismo varia na razão direta e na proporção da frequência com que se seguem os noticiários do mundo. Não se dá isto, apenas, porque as notícias do mundo sejam desanimadoras, mas porque raramente há tempo para contrabalançar as notícias de guerra com outros fatores. Como resultado, a gente leva vida política, não vida espiritual.

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Por que não somos melhores

Capítulo 57. Por que não somos melhores - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
A RAZÃO por que não somos melhores é que não queremos ser melhores; o pecador e o santo diferenciam-se apenas por uma série de pequeninas decisões que se tomam no recôndito do nosso coração.

Em parte alguma se encontram os opostos tão próximos como no reino do espírito; um abismo separa o pobre do rico, o qual só se pode transpor com a ajuda de circunstâncias externas e de boa sorte. A linha que divide a ignorância da erudição é também profunda e extensa: tempo livre para o estudo e um espírito bem dotado são necessários para converter um ignorante num homem culto. Mas a passagem do pecado à virtude, da mediocridade à santidade não precisa de «sorte» nem ajuda das circunstâncias externas. Pode realizar-se por um ato eficaz da vontade, em colaboração com a graça de Deus.

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Vencedor, Mestre, Amigo e Herdeiro

Meditação para o Dia 13 de Julho

Saber sofrer é das artes a mais bela e a mais difícil. Quem a aprendeu é um herói, venceu a maior das batalhas. Combater, lutar com outros, bem pouco é em comparação com a luta que dentro de nós se trava entre o espírito e a carne, e com o combate às perseguições que, a cada momento, vêm-nos de fora: Lutas interiores, íntimos martírios cruciantes e perseguições de mil cruzes exteriores, semeadas pelo caminho de nossa vida. Por isso escreveu a espiritual e suave escritora russa Mme. Swetchine:

“Quem souber sofrer será vencedor de si próprio neste mundo, amigo de Jesus Cristo e herdeiro do Céu”

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Humildade

Capítulo 2. Humildade - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
A principal causa da infelicidade íntima é o egoísmo ou amor-próprio. Aquele que, jactando-se, se dá a si mesmo importância, está a apresentar credenciais da sua falta de valor. É o orgulho uma tentativa para criar a impressão de que somos o que, realmente, não somos.

Quão mais feliz seria a gente, se, em lugar de exaltar o seu eu até o infinito, o reduzisse a zero. Encontraria, então, o verdadeiro infinito, mediante a mais rara das virtudes modernas, a humildade. A humildade é a verdade de nós mesmos. Não é humilde o homem que, tendo de altura 1,80 cm, disser: «tenho 1,60 cm». Aquele que, sendo bom escritor, disser: «sou um escrevinhador», também não é humilde. Fazem-se tais afirmações com o fim de poder obter um desmentido e assim granjear louvores. Continue reading

Devemos ter um Espírito Justo e Razoável

Parte III
Capítulo XXXVI

Raro é achar homens verdadeiramente razoáveis, porque só somos homens pela razão e o amor-próprio a perturba muitas vezes e insensivelmente nos leva a praticar injustiças que, por menores que sejam, não deixam de ser muito perigosas. Assemelham-se as raposinhas de que se fala nos Cânticos, das quais não se faz caso por serem muito pequenas, e, por isso, elas causam grande dano a vinha, em vista de sua quantidade. Reflete um pouco e julga se os pontos que vou mencionar não são verdadeiras injustiças.

Nós costumamos acusar o próximo pelas menores faltas por ele cometidas c a nós mesmos nos escusamos de outras muito grandes. Queremos vender muito caro e comprar o mais barato possível. Queremos que se faça injustiça a outros e que se façam graças a nós. Queremos que interpretem as nossas palavras benevolamente e com o que nos dizem somos suscetíveis em excesso. Queremos que o vizinho nos ceda a sua propriedade e não é mais justo que a conserve, se o quiser? Agastamo-nos com ele se não no-la quer vender, e não tem ele muito mais razão de se zangar conosco, por o estarmos incomodando? Continue reading

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