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Natal

Meditação para o Dia 25 de Dezembro

1. Natal!… Abstraindo de tudo, tem hoje olhos e ouvidos só para Belém. A quem vês na obscura gruta? Teus olhos corporais divisam uma criancinha pobre, tenra, desabrigada, tremendo de frio; teus olhos espirituais veem “o Verbo que se fez carne e habitou entre nós“. A fé não se escandaliza pelas miseráveis faixas, pela falta de todo cômodo, pela ausência de sinais que manifestassem Sua divindade. Pobre veio Jesus, para que também O amem os que são pobres, em bens ou em virtudes; veio amável, para cativar os corações. Seu amor só com amor podes pagar. Continue reading

A Noite Santa

Meditação para o Dia 24 de Dezembro

1. Ao dia de hoje seguirá a mais bendita noite. Nasce o Salvador, há quatro mil anos esperado ardentemente. Nasce o Salvador; do presépio estende Seus bracinhos para aplacar a justiça de Deus ofendido; com Suas lágrimas lava as nossas culpas; com Seus gemidos pede para nós misericórdia. Trem de frio, sofrendo para nos salvar. Se em tal estado todo o menino recém-nascido te comove, o que deves sentir e fazer ao contemplar Jesus, que por ti desceu à terra, que por ti tanto padeceu e que quer ser todo teu! Continue reading

Maria e José sem cômodo decente

Meditação para o Dia 23 de Dezembro

1. Em toda a cidade de Belém não havia um único lugar para Maria, José o Deus Infante a nascer. Uma pobre e rude gruta, estábulo de animais, serviu de refúgio ao Criador do céu e da terra, à sua Mãe puríssima e a seu casto Pai nutrício. Eis como Deus permite serem tratados aqueles que lhe são mais caros no céu e na terra!

Sofrimentos e desgostos, aos olhos de Deus, são graças de valor incalculável; aproveita-os, em santa resignação, quando Deus com eles te favorecer. Consolar-te-á o exemplo de Jesus, Maria e José em Belém e o pensamento na eterna retribuição pela mão generosa de Deus. Continue reading

Jesus nasce em Belém

Nascimento de Jesus em Belém

A Luz veio ao mundo

O nascimento de Jesus (cf. Lc 2, 1-20) é contemplado pela Liturgia da Igreja sob o símbolo da Luz: «Ó Deus, que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz!»; «O povo que caminhava na escuridão viu uma grande luz»; «Hoje surgiu a luz para o mundo: o Senhor nasceu para nós».

Todas essas expressões são um eco das palavras do prólogo do Evangelho de São João:

No princípio era o Verbo […] e o Verbo era Deus. […] Nele estava a Vida, e a vida era a Luz dos homens. […] Era a Luz verdadeira, que vindo ao mundo, ilumina todo homem […]. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (Jo 1, 1 seg.)

Neste capítulo, a nossa meditação quer ser mais contemplativa: ajudar-nos a voltar os olhos e o coração para Jesus Menino, que repousa sobre as palhas do Presépio, envolto nos paninhos que a Mãe lhe preparou, de modo a sentirmos o impulso de agradecer-lhe a sua entrega «por nós, homens e para a nossa salvação», e de adorá-lo: Meu Senhor e meu Deus! Continue reading

As Portas de Belém

Menino Jesus reclinado em uma Manjedoura

Reclinou-O numa Manjedoura

Dos arredores de Belém, onde contemplávamos os pastores, vamos passar neste capítulo para a cidade, a cidadezinha onde Maria e José chegaram buscando pousada. Ao olhar para eles, procuraremos fazer uma meditação que seja, ao mesmo tempo, uma contemplação e um exame de consciência pessoal, como que um pequeno retiro espiritual de preparação para o Natal.

Há uma coisa que vemos em todos os presépios: o lugar onde Jesus nasceu é desamparado, um pobre estábulo onde se recolhe o gado. Umas vezes, tem a aparência de uma gruta – assim deve ter sido na realidade – e outras, a de um telheiro ou galpão de adobe e tábuas, chão batido e palha.

A tradição do presépio é fiel ao Evangelho (Lc 2, 1-7), pois nele se diz que Maria e José chegaram a Belém para se recensear, e

estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o numa manjedoura; porque não havia lugar para eles na estalagem.

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A Aurora do Natal: Maria

Virgem Maria: Aurora do Natal

O raiar da antemanhã

Depois de uma noite escura de séculos, um dia surgiu sobre o mundo a luz de um novo amanhecer: apareceu Maria, criatura em quem se refletia sem sombras a imagem de Deus, pois foi concebida livre da mancha do pecado original.

Quem é esta que avança como a aurora que desponta? – pergunta a Liturgia, com palavras do Cântico dos Cânticos (6, 10), e responde que é a Virgem Maria, preparada por Deus desde toda a eternidade para ser a digna Mãe do seu Filho, a aurora do Sol nascente, que é Cristo (Lc 1, 78).

Há uma oração em honra de Nossa Senhora, que reza assim: «A maternidade de Maria foi a aurora da Salvação». E o Bem-aventurado Paulo VI, comentando essa frase poética, dizia:

O aparecimento de Nossa Senhora no mundo foi como a chegada da aurora que precede a luz da salvação, que é Cristo Jesus. Foi como o abrir-se sobre a terra, toda coberta pela lama do pecado, da mais bela flor que jamais tenha desabrochado no vasto jardim da humanidade. (Homilia, 08.09.1964)

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Jesus Cristo quis nascer menino para assim mais facilmente se insinuar em nosso amor e confiança

Capítulo X

Parvulus natus est nobis, et filius datus est nobis – “Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado” (Is 9, 6)

A razão de haver querido o Filho de Deus nascer menino foi para se fazer acessível aos corações de todas as idades, e para mais facilmente roubar o nosso amor.

E por que razão, pergunta São Francisco de Sales, tomou Jesus esta tão doce e amável condição de menino, se não foi para nos obrigar a amá-lo e nele depositar toda a confiança? Já antes dissera São Pedro Crisólogo: Deus quis nascer menino, porque quis ser amado. Continue reading

Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo no presépio de Belém

Capítulo IX

Semetipsum exinanivit formam servi acciplens in similitudinem hominum factus – “A si mesmo se aniquilou tomando a forma e a natureza de escravo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fl 11, 7)

Extraordinário acontecimento é o que se está preparando. Todo o mundo vai ser testemunha de um prodígio grande e novo, de um mistério que jamais compreenderá, de um portento de humildade e amor que por toda a eternidade penetrará de pasmo os Anjos e Santos no céu. Vai nascer nesta nossa terra – um Deus feito homem. Santos anjos do paraíso, e vós, habitantes da terra, já, já sem demora, apressai-vos a dispor para este divino infante um palácio e um berço dignos de sua alta majestade. Eia! Que não haja demoras… mas o que?… Ó meu Deus! Ó meu Deus! Que admiráveis são os vossos desígnios! Oh! Que alheios são os vossos juízos do pensar do pensar humano! O nosso Redentor veio para o que era seu e os homens não o quiseram receber. Bem longe de ter palácios à sua disposição nem um lugar sequer puderam arranjar-lhe quando chegou. Continue reading

Encarnação do Verbo

Capítulo VIII

Et verbum caro factum est – “E o Verbo se fez carne” (Jo 1, 14)

Preenchidos eram os tempos, e Deus ia manifestar aos homens toda a plenitude de seu amor, para com eles. O Redentor tanto tempo desejado, tão ardentemente pedido, tão impacientemente esperado; esse Redentor, objeto de tantos votos e suspiros ia aparecer.

Tudo era disposto para a encarnação do Verbo. O Anjo Gabriel é enviado à terra pelo Rei dos reis.

Com a rapidez do relâmpago corta os ares, dirige-se a uma pequena cidade da Judéia, chamada Nazaré, e com profundo acatamento se apresenta diante de uma donzela pobre e do mundo ignorada; era porém modesta e humilde, era casta e sem mácula; Maria se chamava. Saúda-a, dá-lhe parte da sua embaixada, e pergunta-lhe se consente em ser mãe de Deus. Continue reading

Jesus envolto em faixas

Et pannis eum involvit – “Envolveu-o em faixas” (Lc 2, 7)

Sumário. Imaginemos ver a Maria que toma com reverência seu divino Filho, o adora, o beija e em seguida o envolve nas faixas. O santo Menino oferece obediente as mãos e os pés, e sentindo que lhe apertam as faixas, pensa nas cordas com que um dia será amarrado no Horto. Se um Deus assim se deixa enfaixar, não será por ventura justo que nos deixemos ligar também com os laços de seu amor, e nos desfaçamos de qualquer afeto terreno?
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