Tag: modéstia

Aviso para as Viúvas

Parte III
Capítulo XL

São Paulo instrui a todos os Prelados na pessoa do seu Timóteo, dizendo: Honra as viúvas que são deveras viúvas. Ora, para ser verdadeiramente viúva requerem-se estas coisas:

1. ° Que não somente a viúva seja viúva de corpo, mas também de coração, isto é, que seja decidida, com inviolável resolução, a conservar-se no estado duma casta viuvez. Porque as viúvas, que não o são senão enquanto esperam a ocasião de se tornar a casar, não estão separadas dos homens senão segundo o deleite do corpo, mas já estão juntas com eles segundo a vontade do coração. E se a verdadeira viúva, para se confirmar no estado de viuvez, quer oferecer a Deus em voto o seu corpo e a sua castidade, acrescentará um grande ornamento e atavio à sua viuvez, e porá em grande segurança a sua resolução: porque, vendo que depois do voto já não está na sua mão o poder deixar a sua castidade, sem deixar o Paraíso, será tão zelosa e desvelada pelo seu intento, que não consentirá nem por um só instante em seu coração os ma is simples pensamentos de casamento: de sorte que este sagrado voto porá uma forte barreira entre a sua alma e toda a sorte de projetos contrários a sua resolução.

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A Decência dos Vestidos

Parte III
Capítulo XXV

São Paulo quer que as mulheres cristãs (o que há de entender-se também dos homens) se vistam segundo as regras da decência, deixando de todo excesso e imodéstia em seus ornatos. Ora, a decência dos vestidos e ornatos depende da matéria, da forma e do asseio.

O asseio deve ser geral e contínuo, de sorte que evitemos toda mancha ou coisa semelhante que possa ofender os olhos; esta limpeza exterior considera-se como um indício da pureza da alma, a ponto de o mesmo Deus exigir dos seus ministros dos altares uma pureza e honestidade perfeita quanto ao corpo.

No tocante a matéria e a forma dos vestidos, a decência só se pode determinar com relação as circunstâncias do tempo, da época, dos estados ou vocações, da sociedade em que se vive e das ocasiões. É uso geral vestir-se melhor nos dias de festa, a proporção de sua solenidade, ao passo que no tempo da penitencia, como na Quaresma, se escusa muita coisa. Os dias de casamento e os de luto tem igualmente grande diferença e regras peculiares. Achando-se na corte de um príncipe, o vestuário terá mais dignidade e esplendor do que quando se está em casa. Continue reading

A Modéstia – Grande Meio de Aperfeiçoamento

Meditação para o Dia 28 de Junho

1. A modéstia é uma escada que conduz à perfeição. Por ela expiam-se os pecados, pois, sem recorrer a graves penitências, ela serve de mortificação universal que afeta todos os sentidos, a vista, a língua, o gosto, o andar, as inclinações. É uma mortificação possível a todos, inofensiva para saúde, e que não esgota as forças, mortificação praticável em todos os lugares, particulares ou públicos, sagrados ou profanos; em todo o tempo, de dia e de noite, ao estar-se só ou em companhia; mortificação sempre prudente, em que os excessos não são para temer; mortificação que leva a passos largos ao desprezo das comodidades. Continue reading

Sê Modesto… Por Deus

Meditação para o Dia 27 de Junho

1. A modéstia cristã não consiste numa simples compostura do rosto, dos gestos, das maneiras. Isso só seria apenas uma virtude farisaica, que poderia encobrir um interior bem diferente. A verdadeira virtude tem sua origem no coração, e as aparências não devem ser senão o reflexo da piedade interior. Tal modéstia é a consequência do respeito da presença de Deus, que inspira grave decoro. Em toda parte está Deus, logo em toda parte deves respeitar quem faz tremer céu e terra, quem enche os próprios anjos de santo temor e quem, um dia, pedirá contas de tudo que houveres feito. Continue reading

Da nobreza da alma

A Modéstia é uma das formas de demonstrar a nobreza da alma

A Modéstia é uma das formas de demonstrar a nobreza da alma

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos
para se fazer a Oração Mental proposta por Santo Afonso!

Fili, in mansuetudine serva animam tuam, et da illi honorem secundum meritum suum – “Filho, guarda a tua alma na mansidão, e dá-lhe honra segundo o seu merecimento” (Ecle 10, 31)

Sumário. A nossa alma é, sem dúvida, mais preciosa do que todos os bens do mundo, não só pela sua nobre origem, senão também, e muito mais, pelo preço do seu resgate e pela sublimidade do seu destino. Por isso o demônio estima-a tão alto, que para se apoderar dela não descansa. Ora dize-me: se o inimigo vela sempre para perder a nossa alma, como podemos nós ficar dormindo o sono da tibieza? Continue reading

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