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Do último fruto da última palavra

Capítulo 36: Do último fruto da última palavra
Resta o último fruto, que se colhe da consideração, da obediência, manifestada nas ultimas palavras e mesmo na morte de Cristo, pois o que o Apóstolo diz:

“Humilhou-se até morte, e morte de Cruz” (Fl 2)

Cumpriu-se principalmente, quando o Senhor, proferidas aquelas palavras

“Meu Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito”

Imediatamente expirou. Será, porém conveniente ir buscar mais no seu começo o que pode e deve dizer-se da obediência de Cristo, para colhermos um fruto preciosíssimo da árvore da Santa Cruz, pois Cristo, Mestre e Senhor de todas as virtudes, prestou a seu Pai uma obediência tal, que não pode mesmo imaginar-se outra maior.

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O que se deve evitar para Conservar a Castidade

Meditação para a Vigésima Terceira Sexta-feira depois de Pentecostes. O que se deve evitar para Conservar a Castidade

Meditação para a Vigésima Terceira Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de nos termos excitado com duas meditações a amar a castidade, meditaremos sobre o que devemos evitar para adquirir ou conservar esta virtude. Devemos evitar:

1.° A vida ociosa e sensual;

2.° As companhias e relações perigosas.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De estarmos sempre ocupados em coisas úteis, sem perder o tempo a pensar e sonhar em coisas vãs, e de adotarmos um regímen de vida contrário à vida sensual;

2.° De nos abstermos das relações sociais, que expõem a perigo e enervam o coração.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Temos o tesouro da castidade em um vaso de barro” – Habemus thesaurum istum in vasis factilibus (2Cor 4, 7)

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Horror à Impureza

Meditação para a Vigésima Terceira Quinta-feira depois de Pentecostes. Horror à Impureza

Meditação para a Vigésima Terceira Quinta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos meditado sobre a excelência da castidade e o cuidado que devemos ter em conservá-la, consideraremos quanto é horrendo o vício contrário; e veremos:

1.° Que é infinitamente odioso a Deus;

2.° Que faz ao homem um mal incomparável.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos resguardarmos de todas as ocasiões perigosas, principalmente da ociosidade e demasiada liberdade da vista;

2.° De afugentarmos a tentação, logo que ela sobrevier, não combatendo-a diretamente, mas distraindo- nos dela.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo a Timóteo:

“Conserva-te a ti casto” – Teipsum castum custodi (1Tm 5, 22)

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Apreço e Amor da Castidade

Meditação para a Vigésima Terceira Quarta-feira depois de Pentecostes. Apreço e Amor da Castidade

Meditação para a Vigésima Terceira Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Das meditações sobre a modéstia passaremos às meditações sobre a virtude da castidade, que é como que sua irmã, e veremos:

1.° A estima e amor que devemos ter para com esta virtude;

2.° O cuidado com que devemos guardá-la.

— Tomaremos a resolução:

1.° De vigiarmos constantemente sobre o nosso coração e os nossos sentidos, para conservarmos a castidade;

2.° De evitarmos tudo o que expõe a perdê-la.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Sabedoria:

“Quão formosa é a alma casta” – Quam puchra est casta generatio cum claritate! (Sb 4, 1)

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Vantagens da Modéstia

Meditação para a Vigésima Terceira Terça-feira depois de Pentecostes. Vantagens da Modéstia

Meditação para a Vigésima Terceira Terça-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre as vantagens da modéstia, e veremos que esta virtude é:

1.° O encanto da sociedade;

2.° O caminho da perfeição.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De fazermos para o futuro maior apreço da modéstia, e de não a olharmos como só própria das pessoas simples, escrupulosas, tímidas, que não sabem viver;

2.° De conservarmos esta modéstia nas nossas vistas, privando-nos de olhar para o que não precisamos de ver; no nosso andar, nunca precipitando os nossos passos com ar irrefletido; nas nossas conversações, acedendo de boa vontade à opinião dos outros, quando a consciência o permite.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Revesti-vos da modéstia como escolhidos de Deus” – Induite vos ergo sicut electi Dei… modestiam (Col 3, 12)

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Modéstia Cristã

Meditação para a Vigésima Terceira Segunda-feira depois de Pentecostes. Modéstia Cristã

Meditação para a Vigésima Terceira Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos largo tempo meditado sobre os nossos deveres para com Deus e o próximo, meditaremos sobre os nossos deveres para conosco. Começaremos pela modéstia cristã, e veremos que exige que sejamos modestos:

1.° O respeito da presença de Deus;

2.° A edificação do próximo;

3.° O interesse de nossa salvação.

— Tomaremos a resolução:

1.º De apreciarmos a modéstia como uma virtude de alta importância;

2.° De conservarmos esta virtude não só em público e à vista dos homens, mas ainda em particular e quando não tivermos outras testemunhas senão Deus.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“A vossa modéstia seja conhecida de todos os homens : o Senhor está perto” – Modestia vestra nota sit omnibus hominibus: Dominus prope est (Fl 4, 5)

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Mortificação da Vista e do Ouvido

Meditação para a Décima Sétima Quinta-feira depois de Pentecostes. Mortificação da Vista e do Ouvido

Meditação para a Décima Sétima Quinta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Como todos os nossos sentidos são outras tantas portas por onde o pecado ameaça entrar na nossa alma, meditaremos sobre dois dos nossos principais sentidos: a vista e o ouvido.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De não perdermos o tempo a olhar e ver de uma porta ou janela os que passam, ou a visitar as vãs curiosidades do mundo;

2.° De evitarmos todas as novidades que sempre distraem, quando não causam algum desgosto.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Espírito Santo:

“O olho não se farta de ver, nem o ouvido se enche de escutar” – Non saturatur oculos visu, nec auris auditu impletur (Ecl 1, 8)

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A Virtude da Castidade ou da Pureza

Mês de Junho: A Virtude da Castidade ou da Santa Pureza

Nota: Quanto a esta matéria, recomenda-se vivamente a orientação e acompanhamento de um diretor espiritual/confessor. Isto inclui a leitura deste capítulo. Digo isto para evitarmos qualquer tipo de escrúpulo e medidas que podem prejudicar ao invés de fazer progredir a fiel alma que busca crescer nessa santa virtude.

Mês de Junho

Breve introdução sobre a Castidade e o Apóstolo Patrono

Quanto à santa pureza, nunca tenhas em conta de demasiada toda e qualquer precaução.

“O sábio teme e foge, diz a Sagrada Escritura; só o louco confia em si mesmo e sucumbe” (Pr 14, 10)

Quem se expõe voluntariamente à ocasião de pecado, dificilmente se preservará da queda. Evita, por isso, toda a familiaridade com pessoas de outro sexo, por mais piedosas que sejam elas, pois o demônio sabe prender entre si as pessoas piedosas por uma certa inclinação natural, que é contrária à pureza do coração; ele não as incita ao princípio a grandes pecados, mas condu-las, se elas não se acautelam, pouco a pouco, à beira do abismo. Por isso, logo que notares qualquer inclinação desregrada no teu corarão, procura sufocá-la imediatamente, porque, se a deixares crescer, será mais forde, dificílimo arrancá-la e destruí-la.

Guarda cuidadosamente tuas vistas, para que não sejas obrigado a exclamar, um dia, chorando e suspirando:

“Meus olhos perderam minha alma” (Lm 3, õl)

No falar observa a maior modéstia, e se tiveres de ouvir conversas inconvenientes, foge quanto antes e, se isso não te for possível, segue o conselho do Espírito Santo:

“Circunda teus ouvidos de espinhos e não queiras ouvir a língua perversa” (Eclo 28, 28)

Corrige aquele que entretém tais conversas ou, ao menos, dá mostras de que uma tal conversa te desagrada.

Procura repelir de teu coração todos os pensamentos desonestos logo que os perceberes. Não entres em questão alguma com o demônio, mas arma-te imediatamente com a oração. A experiência ensina que aquele que recorre a Deus nas tentações não cai, ao passo que consente no pecado quem então deixa de rezar. Por isso, logo que fores atacado por uma tentação impura, invoca os santos nomes de Jesus e Maria; esses nomes têm o poder de afugentar o inimigo e apagar o fogo da impureza. Se a tentação perdura, não te perturbes por isso. Entrega-te então com toda a humildade à vontade de Deus, que permite essa provação, e dize:

Senhor, por meus muitos pecados mereço ser molestado por tentações tão horrorosas; a Vós compete, porém, auxiliar-me. Renova o propósito de antes morrer que ofender a Deus

Persigna-te repetidas vezes com o sinal da Santa Cruz e toma a água benta; recebe os santos Sacramentos, ajoelha-te aos pés de teu crucifixo ou de uma imagem de Santíssima Virgem e pede e suplica até que venha o auxílio.

Habitua-te a rezar, de manhã, ao levantares, três Ave-Marias em honra da pureza imaculada da Santíssima Virgem e faze o mesmo de noite, ao te acomodares.

Sumário
I. A sua natureza
II. Excelência da Castidade
III. Da Vigilância sobre os Pensamentos
IV. Da Modéstias dos Olhos
V. Da Guarda do Coração
VI. Da Virgindade
VII. A Pureza do Redentor
VIII. A Prática da Santa Pureza
IX. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Junho: A Virtude da Castidade ou da Santa Pureza. Apóstolo Patrono: São Tiago, Menor

Mês de Junho: A Virtude da Castidade ou da Santa Pureza. Apóstolo Patrono: São Tiago, Menor

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Aviso para as Viúvas

Parte III
Capítulo XL

São Paulo instrui a todos os Prelados na pessoa do seu Timóteo, dizendo: Honra as viúvas que são deveras viúvas. Ora, para ser verdadeiramente viúva requerem-se estas coisas:

1. ° Que não somente a viúva seja viúva de corpo, mas também de coração, isto é, que seja decidida, com inviolável resolução, a conservar-se no estado duma casta viuvez. Porque as viúvas, que não o são senão enquanto esperam a ocasião de se tornar a casar, não estão separadas dos homens senão segundo o deleite do corpo, mas já estão juntas com eles segundo a vontade do coração. E se a verdadeira viúva, para se confirmar no estado de viuvez, quer oferecer a Deus em voto o seu corpo e a sua castidade, acrescentará um grande ornamento e atavio à sua viuvez, e porá em grande segurança a sua resolução: porque, vendo que depois do voto já não está na sua mão o poder deixar a sua castidade, sem deixar o Paraíso, será tão zelosa e desvelada pelo seu intento, que não consentirá nem por um só instante em seu coração os ma is simples pensamentos de casamento: de sorte que este sagrado voto porá uma forte barreira entre a sua alma e toda a sorte de projetos contrários a sua resolução.

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A Decência dos Vestidos

Parte III
Capítulo XXV

São Paulo quer que as mulheres cristãs (o que há de entender-se também dos homens) se vistam segundo as regras da decência, deixando de todo excesso e imodéstia em seus ornatos. Ora, a decência dos vestidos e ornatos depende da matéria, da forma e do asseio.

O asseio deve ser geral e contínuo, de sorte que evitemos toda mancha ou coisa semelhante que possa ofender os olhos; esta limpeza exterior considera-se como um indício da pureza da alma, a ponto de o mesmo Deus exigir dos seus ministros dos altares uma pureza e honestidade perfeita quanto ao corpo.

No tocante a matéria e a forma dos vestidos, a decência só se pode determinar com relação as circunstâncias do tempo, da época, dos estados ou vocações, da sociedade em que se vive e das ocasiões. É uso geral vestir-se melhor nos dias de festa, a proporção de sua solenidade, ao passo que no tempo da penitencia, como na Quaresma, se escusa muita coisa. Os dias de casamento e os de luto tem igualmente grande diferença e regras peculiares. Achando-se na corte de um príncipe, o vestuário terá mais dignidade e esplendor do que quando se está em casa. Continue reading

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