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Magna Lumen

Qual lâmpada do Sacrário eu quero ficar a esperar pela volta do meu Senhor. Quisera eu pudesse ser como a frágil, trêmula e persistente luz, que noite e dia, ilumina o tabernáculo do Senhor. Sempre rodeado por flores perfumadas, a vista de todos, santos e pecadores, que diante de Deus vão fazer-se contritos.

A lâmpada do Sacrário representa a esperança de tantos, que dia e noite, confiam suas preces ao Senhor. Diante dela o sábio dos sábios curva-se e os maiores dos homens ajoelham-se. Qual luz que iluminou o sepulcro onde repousou o Senhor por três dias, é hoje o indicativo de que Cristo vive e ali está presente.

A função da lâmpada nada mais é que a de iluminar, de clarear as trevas da inteligência humana, a escuridão da alma e trazer vida a noite escura. Mostrar que em meio às trevas da incerteza, há a Luz de Cristo a iluminar, a mostrar-nos o caminho que nos leva ao Pai.

A chama da luz do Sacrário é frágil, pois representa a humanidade com suas imperfeições e debilidades. Suas quedas, quando vem um vento forte e reerguimento quando vem a bonança. A vida é um eterno lutar contra os ímpetos dos ventos para manter-se aceso.

Entre as demais lâmpadas que nos iluminam, não pode haver maior que aquela que passa a eternidade a iluminar seu Senhor, que se gasta e consome-se para indicar a existência de Deus. Para dizer com seu brilho: “Ele está aqui”. É magna, porque indica a presença de Deus, é luz porque traz um brilho de esperança aos corações dos homens.

Pudera também eu, ficar ali, há esperar o dia tão ansiado em que meu Senhor retornará, e soprando sobre mim o hálito da vida me consumirá. E assim, Ele e eu, seremos uma só chama de amor.

Ir. André Luiz Oliveira – C.Ss.R.
Mariólogo e escritor

Jesus ilumina o mundo e glorifica a Deus

Menino Jesus, Rei do Universo

Creavit Dominus novum super terram – “O Senhor criou uma coisa nova sobre a terra” (Jr 31, 22)

Sumário. Antes da vinda do Messias, o mundo estava abismado na ignorância, e o Deus verdadeiro era apenas conhecido num cantinho da terra, na Judéia. De todas aquelas trevas livrou-nos Jesus Cristo, que desde o primeiro instante da sua conceição deu mais glória ao Pai Eterno do que lhe têm dado e darão todos os Anjos e Santos. Tomemos ânimo nós, os pobres pecadores, e ofereçamos a Deus Pai este Menino e ressarci-Lo-emos de todas as ofensas que Lhe temos feito.
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Tua luz invadiu minha vida!

Jesus, luz para nossa alma
Dos Escritos de Santo Anselmo de Cantuária (1033-1109), monge, bispo e doutor da Igreja

Ó bom Mestre Jesus Cristo, estava eu sem amparo, não pedia nada, nem sequer pensava nisso, e a Tua luz iluminou a minha noite.

Afastaste de mim a carga que me esmagava, afastaste os que me assaltavam, chamaste-me com um novo nome (Cf. Ap 2,17), emprestando-me o Teu, o nome de cristão.

Sentia-me oprimido e Tu reergueste-me. Tu disseste-me:

«Tem confiança, Eu resgatei-te, dei a Minha vida por ti. Se quiseres unir-te a Mim, escaparás ao mal e ao abismo para onde corres, e conduzir-te-ei ao Meu Reino.»

Sim, Senhor, fizeste tudo por mim!

Estava nas trevas e não sabia nada, descia para o abismo da injustiça, tinha caído na miséria dos tempos para descer ainda mais baixo.
Quando me encontrava desamparado, iluminaste-me. Sem eu Te ter pedido, iluminaste-me. Na Tua luz, vi quem eram os outros e aquilo que eu sou; deste-me confiança e a salvação, Tu que deste a Tua vida por mim.

Reconheço-o, ó Cristo, entrego-me inteiramente ao Teu amor!

Pior cego é aquele que não quer ver

Cegos guiando cegos

“Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).

Com essas palavras de Nosso Senhor se inicia a famosa obra, atribuída a Tomás de Kempis, Imitação de Cristo. Sobreditas palavras podem ser subestimadas por quem as lê. Algumas frases dos Evangelhos já foram tão escutadas por nós que acabamos não lhes dando a devida atenção. Tudo o que diz o Autor Sagrado, no entanto, é de uma profundidade que precisamos aprender a penetrar, para nosso próprio proveito espiritual. Continue reading

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