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Maneira de fazer as Visitas ao Santíssimo Sacramento

Meditação para a Quinta Quarta-feira depois de Pentecostes. Maneira de fazer as Visitas ao Santíssimo Sacramento

Meditação para a Quinta Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos a maneira de fazer a visita ao Santíssimo Sacramento, e veremos, que é necessário:

1.° A devoção exterior;

2.° A devoção interior.

— Tomaremos depois a resolução de fazermos as nossas visitas com esta dúplice devoção; e o nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“Quão amáveis são os vossos tabernáculos, grande Deus!” – Quam dilecta tabernacula tua, Domine virtutum (Sl 83, 2)

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Visitas ao Santíssimo Sacramento

Meditação para a Quinta Terça-feira depois de Pentecostes. Visitas ao Santíssimo Sacramento

Meditação para a Quinta Terça-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre a visita ao Santíssimo Sacramento, e veremos:

1.° Que esta vista é para nós um dever;

2.º Que os nossos mais preciosos interesses a isso nos convidam.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De fazermos cada dia uma visita ao Santíssimo Sacramento;

2.º De nunca passarmos por defronte de uma igreja sem nela entrar por alguns instantes, quando isso nos for possível.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Estai certos de que eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” – Ecce ego vobiscum sum omnibus diebus usque ad consummationem saeculi (Mt 28, 20)

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Jesus está contigo

Meditação para o Dia 04 de Maio

1. Eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos“. Jesus enviou seus discípulos como ovelhas entre lobos, expondo-os a enfrentar incômodos, desgostos, em perigos e perseguições. Consolava-os, porém, assegurando-lhes sua eterna assistência. Que ideia sublime! Deus está contigo, é testemunha de todas as tuas ações, de todos os teus sofrimentos. O mundo, parentes, amigos, teus íntimos, talvez não te compreendem; que mal fará isto, desde que Deus aprove o teu proceder! Nada faças, pois, que ofenda o seu divino olhar. Continue reading

Amor que nos testemunhou Jesus Cristo instituindo a Santa Eucaristia para nutrir e consolar nossa alma

Capítulo XVII

Sciens Jesus quia venit hora ejus et transeat ex hoc mundo ad Patrem cum dilexisset suos qui erant in mundo, in finem dilexit eos – “Sabendo Jesus que era cliogada a sua hora de passar d’este mundo ao Pai, como tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo 13, 1)

Accipite et comedite: hoc est corpus meumn – “Tomai e comei, este é o meu Corpo” (Mt 26, 26)

É no momento da morte quando urge separar-se das pessoas amadas, que cresce e redobra o afeto dos verdadeiros amigos; é então que mais que nunca procuram dar-lhe as ultimas lembranças do seu amor. Em todo o curso da sua vida mortal nunca Jesus cessara de nos dar testemunhos da sua ternura; por mil e mil maneiras nos mostrara quanto sabe amar-nos; mas chegada que foi a hora de voltar para o seu eterno Pai, não contente com o que por amor nosso já operara, não contente com derramar até à ultima gota de sangue, quis fazer mais ainda, quis deixar-nos mais extremosa prova do seu ardente amor para conosco. Prova mais extremosa!… Pois que! É possível dar mais que a vida para provar que se ama?… Ah! O que a nós é impossível, não o é à ternura de um Deus. Escutemos.

Era numa quinta-feira à tarde. Jesus depois de haver comido a ultima páscoa com os seus apóstolos, acaba de lhes lavar os pés; eles estavam ainda todos fora de si a um tão inaudito exemplo de humildade do seu bom Mestre. Sem duvida guardavam um religioso silencio; sem duvida anteviam que algum grande mistério ia realizar-se; sem duvida, se eles estavam atentos, divisavam no rosto do Salva¬dor o que quer que é de maior, mais majestoso, mais divino ainda que de ordinário… Continue reading

Visitas a Jesus?

Meditação para Dia 10 de Fevereiro

1. a) Jesus, para honrar seu Pai, não tinha nenhuma necessidade de ir ao templo de Jerusalém. Tinha, porém, a peito, dizer-te por seu exemplo que não desprezasses nenhum exercício de religião, pelo que fez, a pé, uma viagem de 30 léguas, mais ou menos. Qual é o teu zelo e quais os teus sacrifícios no serviço de Deus? Continue reading

História da Igreja 4ª Época: Capítulo II

Santo Antonio de Pádua

Entre os primeiros discípulos de São Francisco sobressai Santo Antonio de Pádua, glória de sua ordem e esplendor de seu século. Nasceu em Lisboa, e aos quinze anos abraçou a ordem de santo Agostinho; porém chegando a Coimbra os corpos de cinco franciscanos, martirizados em Marrocos, sentiu-se arder em desejos de entrar na mesma ordem para conseguir mais facilmente a palma do martírio. Pondo-se em Viagem para ir pregar o Evangelho aos Sarracenos, so­breveio-lhe violenta enfermidade, que lhe fez tomar a resolução de voltar à Espanha. Mas Deus dispôs que fosse à Itália, e que depois passasse à cidade de Pádua, da qual tomou o nome. Começou a pregar ali e nos lugares circunvizinhos com tanta eficácia, que todos ficaram admirados do imenso poder de sua palavra. Conta-se que para ouvi-lo, saíam de noite os habitantes da cidade e iam apinhar-se na Igreja, e que os camponeses abandonavam seus campos, os empregados e trabalhadores suas ocupações para poderem ouvi-lo. Continue reading

Solicitude maternal de Maria para com Jesus Cristo

Numquid oblivisci potest mulier infantem suum, ut non misereatur filio uteri sui? – “Pode acaso uma mulher esquecer-se de seu filhinho, de sorte que não tenha compaixão do filho de suas entranhas?” (Is 49, 15)

Sumário. Se em geral são indizíveis as solicitudes de uma mãe para com seus filhos, o que dizer das que a Santíssima Virgem teve para com Jesus Cristo, seu Filho e juntamente seu Criador? Se quisermos imitar a divina Mãe, nós também podemos ter as mesmas solicitudes para com nosso Senhor, não somente na pessoa do próximo que o represente, senão para com Ele mesmo, visto que está realmente presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Visitemo-Lo amiudadas vezes e recebamo-Lo em nossos corações.
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Senhor, fortificai a minha fé

Meditação para Dia 08 de Janeiro

1. Guiados por singular estrela, os Magos acharam o Messias num presépio. Foi sujeita a sua fé à mais dura provação. Tudo é pobre e humilde na morada do recém-nascido. Será Ele o Rei tão procurado? Nada se revela de sobrenatural, nada de milagroso que faça distinguir a jovem mãe das outras mães. Não obstante, prostrando-se, eles adoram o Menino! Oferecem-lhe incenso que só à divindade se costuma oferecer, reconhecendo-o assim por Deus. Fé vigorosa!
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Da amorosa presença de Cristo no Santíssimo Sacramento do altar

Jesus Eucarístico no Sacrário (Altar da Igreja São Vicente de Paulo)

Confira as importantes advertências de Santo Afonso para bem aproveitar esta obra!

CONSIDERAÇÃO XXXV

Venite ad me omnes qui laboratis et onerati estis, et ego reficiam vos. – “Vinde a mim todos os que vos achais sobrecarregados e atribulados, que eu vos aliviarei” (Mt 11, 28)

PONTO I

Ao partir deste mundo, depois de ter completado a obra da nossa redenção, o nosso amantíssimo Salvador não quis deixar-nos sós neste vale de lágrimas.

“Nenhuma língua pode exprimir — dizia São Pedro de Alcântara — a grandeza do amor que Jesus tem às almas; por isso, ao deixar esta vida, o divino Esposo, receando que sua ausência fosse ocasião de olvido, deu-lhes como recordação este Sacramento santíssimo, no qual ele mesmo permanece; e não quis que entre ele e nós houvesse outro penhor para manter viva a memória”

Esta preciosa dádiva de Nosso Senhor Jesus Cristo merece todo o amor de nosso coração e por esse motivo dispôs que nestes últimos tempos fosse instituída a festa do seu Sagrado Coração, segundo revelou à sua serva Irmã Margarida Alacoque, a fim de que lhe rendêssemos homenagem por sua presença amorosa sobre o altar, e reparássemos, ao mesmo tempo, os desprezos e as injúrias que neste Sacramento tem recebido e recebe ainda da parte dos hereges e dos maus cristãos.

Permanece Jesus no Santíssimo Sacramento: primeiro, para que todos lhe falemos sem dificuldade; segundo, para conceder-nos audiência; e terceiro, para dispensar-nos suas graças. Continue reading

A Santíssima Eucaristia, nossa força contra os nossos inimigos

Santíssima Eucaristia, força contra todas as ciladas dos inimigos

Parasti in conspectu meo mensam adversus eos, qui tribulant me – “Preparaste uma mesa diante de mim, contra aqueles que me angustiavam” (Sl 22, 5)

Sumário. Meu irmão, se te achas languido no bem, fraco no combate espiritual, põe a culpa sobre ti mesmo, porque não recebes a divina Eucaristia, ou a recebes sem as devidas disposições. Todos os Santos testemunham, e a experiência o confirma, que este divino Sacramento apaga o fogo das paixões, dá força e coragem para vencer o mundo com as suas vaidades, e debela todas as forças dos inimigos infernais. Numa palavra, os demônios, vendo uma alma incorporada no seu divino Chefe pela santa comunhão, ficam atemorizados e sem forças contra ela.

I. É com razão que a Santíssima Eucaristia foi simbolizada pelo pão milagroso que o Anjo preparou para Elias; pois, assim como o Profeta se sentiu de tal modo fortalecido, que pôde subtrair-se à fúria de Jesabel e chegar ao monte do Senhor, assim os cristãos fortalecidos por este pão divino terão força para vencer todos os formidáveis inimigos que lhes estorvam o caminho da perfeição.

Diz São Cirilo de Alexandria, e confirma-o Santo Tomás, que, “quando Jesus Cristo está dentro de nós, mitiga o ardor da nossa concupiscência, acalma as inclinações desregradas da carne, e robustece a piedade”. Este Sacramento, qual fonte de água, apaga o fogo das paixões que nos consomem; por isso, quem se sentir abrasado pelo fogo de alguma paixão, aproxime-se da Mesa sagrada e logo a paixão será morta ou amortecida. — Pelo que dizia São Bernardo:

“Meus irmãos, se alguém não sente tão frequente nem tão violentamente os movimentos da ira, da inveja, da incontinência, agradeça-o ao Santíssimo Sacramento, que operou nele tão salutar mudança”

Mais admirável ainda é a força que este alimento divino nos comunica para vencermos o mundo com as suas vaidades. D´onde credes que tiraram os primeiros cristãos aquela força heroica pela qual arrostavam a perda de todos os bens e mesmo a vida, entre os tormentos mais cruéis? Da recepção frequente da santíssima Eucaristia: Erant perseverantes in communicatione fractionis panis — “Eles perseveravam na comunhão do partir do pão”. Foi ali também que todos os santos acharam a força para se porem acima de todo o respeito humano.

Pelo seu entranhado amor a Jesus sacramentado, São Wenceslau, rei da Bohemia, não se contentava com a comunhão frequente nem com as visitas repetidas do Santíssimo Sacramento, também durante as noites e no mais rigoroso do inverno; mas com as suas próprias mãos colhia o trigo e as uvas, preparava as hóstias e o vinho para uso no sacrifício da missa, desafiando desta maneira o mundo, que não podia com os seus dictérios desviá-lo daquela boa obra que ao pé dos altares ele resolvera praticar.

II. A santíssima Eucaristia mostra sobretudo o seu poder irresistível em combater por nós e conosco o inferno e em repelir todos os assaltos do demônio. O Doutor Angélico diz que os demônios, quando, pela santíssima Eucaristia, nos vêem unidos e, por assim dizer, incorporados a Jesus, nosso Chefe e Mestre, eles tremem, fogem e deixam de nos molestar, ou se ainda voltam ao assalto, as tentações pouca força têm para nos vencer: Repellit omnem daemonum impugnationem.

Acrescenta São João Crisóstomo que, vendo-nos tintos com o sangue de Jesus Cristo na santa comunhão, os demônios põem-se em fuga e os anjos acodem para nos fazer companhia. De tal modo que nos levantamos da sagrada Mesa como leões, animados de um ardor santo, e longe de temermos os espíritos infernais, somos para eles terríveis e formidáveis: Tamquam leones ignem spirantes ab illa mensa surgamus, diabolo formidabiles. — Daí provém essa profunda paz interior, essa forte inclinação para o bem, essa prontidão na prática das virtudes, essa facilidade em andarmos no caminho da perfeição.

Portanto, meu irmão, se por desgraça te sentes languido no bem, fraco no combate espiritual, acusa-te a ti próprio dizendo com Davi: “Fui ferido como feno, e o meu coração se secou, porque me esqueci de comer o meu pão” (1), que é a santíssima Eucaristia; e ao mesmo tempo toma a resolução de seres mais diligente no futuro.

† “Eis aqui a que ponto chegou a vossa excessiva caridade, ó meu amantíssimo Jesus! Vós me preparastes uma divina mesa com a vossa carne e preciosíssimo sangue, para Vos dardes todo a mim. Quem pode impelir-Vos a tais transportes de amor? Foi unicamente o vosso amorosíssimo Coração. Ó Coração adorável do meu Jesus, fornalha ardentíssima do divino amor, recebei na vossa sacratíssima chama a minha alma, para que, nesta escola de caridade, aprenda eu a pagar com amor ao meu Deus que me deu provas tão admiráveis de seu amor.” (2)

— Fazei-o pelo amor de vossa e minha querida Mãe, Maria.

Referências:

(1) Sl 101, 5
(2) Indulg. de 100 dias.

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(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 290-292)

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