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Diálogo entre a Sabedoria Eterna e um de seus servos

Capítulo 1. Diálogo entre a Sabedoria Eterna e um de seus servos - Bálsamo Espiritual
Sabedoria Eterna. — Não são discretos os que às vezes padece tribulações com pesar e queixas; pois meu paterno castigo e a vara com que os firo, procedem de profundo amor, o é suave e benigna, de forma que se pode considerar ditoso aquele que experimenta assim, pois sua aflição não procede de rigor e dureza, mas de meu terno amor; entenda-se isto, do qualquer gênero de cruz voluntariamente procurada, ou imposta, que gera virtudes; mas quando o aflito não se queira ver livre do mal contra minha vontade, antes o ofereça para minha glória eterna, com amorosa e humilde paciência; o grau desta é o quilate do seu prêmio. Grava o que te digo agora, escreve-o no íntimo do coração, e apareça sempre a teu espírito. Continue reading

A Eucaristia, Força e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira na oitava do Santíssimo Sacramento. A Eucaristia, Força e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira na oitava do Santíssimo Sacramento

SUMARIO

Consideraremos a Eucaristia:

1.º Como a força do cristão;

2.° Como sua consolação e a sua alegria.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De recorrermos ao Santíssimo Sacramento nas nossas tentações, nos nossos trabalhos e desalentos;

2.° De olharmos como os instantes da vida mais venturosos e mais bem empregados os momentos, que pudermos passar na presença do Santíssimo Sacramento.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“Quão amáveis são os vossos tabernáculos, Senhor dos exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor” – Quam dilecta tabernacula tua, Dominum virtutum! Concupiscit et deficit anima mea in atri, Domini (Sl 83, 2)

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A Cruz, Salvação e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira da Paixão. A Cruz, Salvação e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira da Paixão

SUMARIO

Meditaremos quanto devemos amar a cruz:

1.º Porque é a nossa salvação;

2.° Porque é a nossa consolação nas penalidades da vida.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos conservarmos habitualmente pelo pensamento ao pé da cruz durante estes santos dias e de a beijarmos muitas vezes;

2.° De recorrermos à cruz em todas as nossas tribulações.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Estou encravado com Cristo na cruz” – Christo confixus sum cruci (Gl 2, 19)

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Chorar diante de Deus

Meditação para o Dia 20 de Setembro

Santa Teresinha desejava a perfeição de suas noviças no amor desinteressado a Jesus. Dizendo-lhe certo dia uma delas que, quando sofria, costumava ir sem demora confiar suas mágoas a Jesus, no Tabernáculo, desabafando-Lhe, a chorar, o coração, ponderou-lhe a santa:

“Derramar lágrimas diante de Jesus! Ah! Não faças mais isto! Muito menos nos devemos mostrar tristes perante Ele do que perante as criaturas. Pois se é apenas com os nossos Mosteiros que Esse bom Mestre conta para o regozijo e alegria de Seu Coração, se Ele vem a nós para repousar e se esquecer das contínuas lamentações dos seus amigos do mundo – e neste exílio todos choram e gemem – como, em vez de reconhecer o preço da cruz, havemos nós de entristecê-Lo também com as nossas mágoas e queixas, como o comum dos mortais? Francamente, tal proceder não é de quem Lhe tem um amor desinteressado. Nós é que O devemos consolar e não Ele a nós. Com o Seu Coração tão compassivo, Ele nos enxugará as lágrimas, mas se retirará triste por não ter podido repousar em nossa alma” (1)

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Com Jesus no Deserto

Meditação para o Dia 19 de Setembro

A vida espiritual, após as consolações dos primeiros dias, transforma-se, às vezes, num deserto árido. Desaparece o amor sensível. É uma provação e das mais angustiosas. A Divina Providência nos prepara o Purgatório doce do Amor aqui na terra, nas trevas e no deserto. Santa Teresinha amou a Jesus, desinteressadamente, neste deserto. Ela só queria Jesus. Era o amor levado ao heroísmo. Continue reading

Por que Buscas Descanso?

Meditação para o Dia 17 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. X – L. II

Para que buscas descanso se nasceste para o trabalho? Dispõe-te à paciência, mais do que à consolação, e a levar a cruz antes do que ter alegria. Que homem mundano não receberia de boa vontade a consolação e alegria espiritual se delas sempre pudesse gozar? As consolações espirituais excedem a todos os prazeres do mundo e os deleites da carne. Porque todas as delícias do mundo ou são torpes ou vãs, e só as espirituais são alegres e honestas, geradas pelas virtudes e infundidas por Deus nos corações puros. Mas ninguém pode lograr continuamente estas consolações divinas à medida do seu desejo, porque breve é o tempo em que não há tentação. Continue reading

Consolação e Perturbações

Meditação para o Dia 16 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. IX – L. II

Quando Deus te der alguma consolação espiritual, receba-a agradecido,reconhecendo que é dom de Deus e não merecimento teu. Com ela não te desvaneças nem te alegres em excesso, nem presumas vãmente de ti, mas humilha-te pelo dom recebido e sê mais acautelado e timorato em todas as tuas obras, porque passará aquela hora de alegria e virá a tentação. Quando te for tirada a consolação, não desesperes logo, mas espera com humildade e paciência que volte esta alegria celeste, porque todo poderoso é Deus para dá-la de novo e ainda maior que a precedente. Isto não é novo nem estranho para os que têm experiência dos caminhos do Senhor. Continue reading

E Eu tenho Maria!

Meditação para o Dia 26 de Maio

Conta-se, na história do processo da beatificação de São Francisco de Sales, que em Chablais, um moço possesso havia mais de cinco anos, foi levado ao sepulcro do grande santo. Ali, submetido a um grande interrogatório, o demônio, furioso, uivava desesperado, e não deixava a sua pobre vítima. Então, a venerável Madre de Chaugy exclamou, com a sua proverbial e edificante piedade:

“Ó Santa Mãe de Deus, rogai por nós! Maria, Mãe de Jesus, ajudai-nos!”

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Ela Perdeu Mais!

Meditação para o Dia 20 de Maio

Quando sentimos o coração imerso num oceano de amarguras, cruentamente ferido pela saudade de um ente desaparecido, precisamos contemplar Nossa Senhora ao pé da cruz. É junto Dela, a consoladora dos aflitos, que encontraremos consolação. Continue reading

O Paraíso

Entrada do Céu

Capítulo XLVI

Oculus non vidit, nec auris audivit, nec in cor hominis ascendit quae praeparavit Deus iis qui diligunt illum – “O olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais veio ao coração do homem o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1Cor 2, 9)

O paraíso! O paraíso!… Ah! Deus meu! Ao só pensar nesta bela mansão, minha alma se inunda de consolações, meu coração desfalece de alegria e de amor, e meus olhos se convertem em duas fontes de lágrimas. Ao pensar no paraíso compreendo que não há proporção entre as penas desta vida e a recompensa que na outra nos está preparada.

Ao pensar no paraíso, os sofrimentos tornam-se-me delicias, as humilhações e desprezos revestem-se-me de encantos, e as mais pesadas cruzes me parecem fazer-se leves. Continue reading

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