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“Eis aí a tua mãe, eis aí o teu filho”

Capítulo VIII. "Eis aí a tua mãe, eis aí o teu filho"
Explica-se literalmente a terceira palavra de Cristo na Cruz

A última sentença das três, que particularmente dizem respeito à caridade do próximo, foi aquela:

“Eis aí a tua mãe, eis aí o teu filho”

Antes, porém de tratarmos dela, temos de explicar as palavras do Evangelista, que as precedem. Diz São João (Jo 19):

“Estava junto da cruz de Jesus sua Mãe, Maria mulher de Cléofas, e Maria Madalena: e vendo Jesus sua mãe, que estava em pé, e o seu discípulo predileto, diz para sua Mãe: Eis aí o teu filho, e depois diz para o discípulo: Eis aí tua Mãe; — e desde aquela hora o discípulo a tomou naquela conta”

Das três mulheres, que em grupo estavam junto da cruz do Senhor, duas são conhecidíssimas, Maria, sua Mãe, e Maria Madalena. A respeito de quem fosse Maria, mulher de Cléofas, não há certeza: geralmente, porém se diz que era irmã germana da Bem-aventurada Virgem, Mãe de Deus, filha de Ana, sua Mãe, que, dizem, também tivera uma terceira filha, chamada Maria Salomé, porém esta opinião não se pode admitir de modo nenhum, porque nem é crível, que três irmãs tivessem o mesmo nome, e tem fundamento o juízo de eruditos e pios, que dizem, que Santa Ana nenhuma filha mais tivera além da Virgem Maria, nem nos Evangelhos se faz menção de alguma Maria Salomé. Continue reading

Ocupações da Alma durante a Missa

Meditação para a Quarta Segunda-feira depois de Pentecostes. Ocupações da Alma durante a Missa

Meditação para a Quarta Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre as o ocupações da alma durante a Missa, e veremos, quão conveniente é, que se ocupe em pensar:

1.º Na Paixão e morte de Jesus Cristo;

2.° Nos fins do sacrifício;

3.° No amor, que nos mostram neste mistério Deus Pai e Jesus Cristo seu Filho.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não assistirmos mais à Missa por hábito, sem um fim determinado, que fixe a mobilidade do nosso espírito;

2.° De nela nos ocuparmos nestas três considerações, que acabamos de indicar.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Concílio de Trento:

“Ali se imola de um modo incruento o mesmo Jesus Cristo que no altar da cruz, Se imolou de um modo cruento” – Idem ille Christus incruente immolatur qui in ara crucis seipsum cruente obtulit

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Jesus no Calvário

Meditação para a Quarta-feira Santa. Jesus no Calvário

Meditação para a Quarta-feira Santa

SUMARIO

Hoje na nossa oração, acompanharemos Jesus Cristo:

1.° Subindo ao Calvário;

2.° Quando ali O crucificam.

A meditação destes dous mistérios nos fará tomar a resolução:

1.° De suportarmos de boa vontade todas as penalidades da vida;

2.° De nos renovarmos no amor de Jesus crucificado.

O nosso ramalhete espiritual será esta palavra de um santo:

“O meu amor é crucificado”

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O Amante da Cruz

Meditação para o Dia 24 de Novembro

São João da Cruz foi uma imagem viva de Jesus Crucificado. A Igreja o proclama “exímio amante da cruz”. Sofria ele um contínuo martírio. No corpo, longas e dolorosas enfermidades. No coração, golpes de desprezo e ingratidões de amigos e beneficiados seus. Quantas calúnias, insultos e desprezos não suportou em toda a vida! E, corajoso, alegre, por se assemelhar ao Divino Mestre Crucificado!

Ouvi estas palavras de tão grande mestre:

“Desejais gozar neste mundo. Se soubésseis como é glorioso para Deus e útil para vós sofrer; nunca havíeis de procurar em parte alguma o gozo, as alegrias desta vida. Ao invés, olharíeis a cruz que Deus vos põe aos ombros como de todas as graças a maior”

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O Alimento do Amor na Terra

Meditação para o Dia 06 de Outubro

“O sofrimento – diz Lehodey (1) – é o alimento necessário, substancial, do santo amor”

O Amor Divino cresce na dor. Quanto mais pungente é a dor, tanto mais vivas são as chamas do amor. É no Calvário que se ama verdadeiramente! Para se compreenderem bem certos segredos do amor, é necessário sofrer e sofrer muito. Os santos tinham fome do sofrimento e podiam dizer, com Santa Teresinha:

“Eu não poderia viver neste mundo sem o Amor e o sofrimento”

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O Pão da Dor e o Pão dos Anjos

Meditação para o Dia 05 de Outubro

Só o Pão dos Anjos nos sustenta e nos dá força quando nos chega o pão da dor. A Eucaristia e a cruz vivem unidas. A Eucaristia é o sacramento do amor e sem a cruz não se vive no amor. Não se ama sem sofrer. Ninguém precisa tanto da comunhão como o que padece. Dizia uma santa carmelita que a comunhão de tudo consola o penitente. Na primitiva Igreja, os primeiros cristãos comungavam cotidianamente nas catacumbas e, com o sorriso nos lábios, ofereciam generosamente a Deus todo sacrifício, todas as dores, o próprio sangue. A Eucaristia lembra-nos o Grande Sacrifício do Calvário e nos fala com eloquência da cruz, do sofrimento. Continue reading

Viver de Amor no Calvário

Meditação para o Dia 21 de Setembro

Cantava, numa de suas poesias, o Serafim de Lisieux (1):

“Viver de amor não é, neste degredo,
Fixar-se no Tabor: é, com Jesus,
Subir pelo Calvário, sem ter medo,
E olhar, como o maior tesouro, a Cruz.
Hei de viver, hei de gozar lá no Empíreo,
Então terá fugido, enfim, a dor,
Mas, cá na terra, quero, em meu martírio,
Viver de amor.”

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Mãe das Lágrimas

Meditação para o Dia 15 de Setembro

Diz o canto litúrgico que aos pés da cruz estava a MÃE DOLOROSA. Lágrimas benditas de Maria! Lágrimas redentoras, que, com o sangue de Jesus, livraram-nos da culpa e nos abriram as portas do Céu! Quanto é bela a suave invocação de NOSSA SENHORA DAS DORES! Consola saber que Jesus e Maria choraram como choramos nós, pobres mortais, neste mundo de exilados. Hoje nos convida a Santa Igreja a honrar as dores de Maria, Mãe querida, aos pés da cruz, lacrimosa. Jesus sofreu no corpo, e Maria, no coração. Enquanto das feridas abertas do Redentor corria o sangue que nos remiu, dos angustiosos olhos de Maria jorravam lágrimas, sangue do coração, essas pérolas riquíssimas e preciosas que nos foram dadas como penhor de salvação eterna. Sangue de Jesus e lágrimas de Maria, sois nosso tesouro, nossa vida, nossa redenção! Continue reading

A Exaltação da Santa Cruz!

Meditação para o Dia 14 de Setembro

A venerável Mechtilde do Santíssimo Sacramento escreveu:

“A invenção da Santa Cruz é uma festa comum para todos os cristãos, pois o sofrer é coisa que todo dia nos sucede. A exaltação da Santa Cruz é, pelo contrário, uma festa muito rara, porque poucas são as almas que louvam e exaltam a cruz, com cuja imposição lhes manifesta Deus o poder da sua graça.”

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“Quo Vadis?”

Meditação para o Dia 05 de Julho

Contam as tradições de Roma que São Pedro fugia, medroso, da perseguição de Nero quando encontrou Jesus no caminho, com a cruz às costas.

“Para onde vais, meu Senhor?”, pergunta o apóstolo. “Para Roma, diz Jesus, e para ser de novo crucificado”

Pedro compreendeu a lição. Voltou e sujeitou-se corajosamente ao martírio. Jesus continua ainda a sofrer. E até o fim dos séculos há de carregar, em seus ombros feridos, o peso enorme de nossos pecados. Continue reading

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