

“Dentre as associações não hesitamos em dar um lugar de honra à Confraria do Santíssimo Rosário. Na verdade, se considerarmos a sua origem, ela está em primeiro lugar pela sua antiguidade, pois a sua instituição é atribuída ao Patriarca São Domingos, e, além disso, pelos privilégios inúmeros de que a enriqueceram os nossos predecessores. A forma desta instituição, a sua alma é o Rosário. A eficácia do Rosário de Maria e o seu poder nos parecem ainda muito maiores quando estão em função da Confraria”Nestas palavras o Augusto Pontífice define a Confraria do Rosário e a coloca entre as primeiras e mais veneráveis Associações da Igreja. E quer o Papa que rezemos o nosso Rosário sim, mas unidos aos nossos irmãos, na oração comum que é mais eficaz e poderosa, e com as riquezas das indulgências e privilégios espirituais da Confraria.
Realmente. O que há no Rosário que não esteja no Evangelho, ou que pelo menos não tire dele a conclusão? Cada um dos mistérios corresponde a algumas das mais belas páginas do Evangelho. Pio XI afirma na Encíclica Ingravescentibus malis o valor do Rosário porque é um incentivo à prática das virtudes pregadas pelo Evangelho.“Só há um livro: — É o Evangelho. E o Rosário é precisamente a suma do Evangelho”
“O santo Rosário, diz o saudoso Pontífice, não só é útil para vencer os inimigos de Deus e da Religião; é também um estímulo e aguilhão que anima à prática das virtudes evangélicas que ele insinua e cultiva nas almas. Alimenta antes de tudo a fé católica que refloresce precisamente pela meditação oportuna dos santos mistérios e eleva o espírito às verdades reveladas por Deus. E todos podem compreender como é salutar o Rosário especialmente em nossos dias em que notamos até mesmo entre os fiéis um certo afastamento das coisas espirituais e um certo tédio da doutrina cristã. O Santo Rosário reaviva ainda a esperança nos bens imortais, quando ao meditar a última parte dele, os triunfos de Jesus Cristo e de sua Mãe, nos mostram o céu aberto e nos convidam à conquista da pátria sempiterna. A caridade que se resfriou torna a se acender na alma dos que relembram as torturas e a morte do Redentor e as aflições de sua Mãe dolorosa. E daí brota necessariamente o amor do próximo”
Aparece na gruta onde floresce uma rosa selvagem — a flor do Rosário. A Virgem não tinha nem colar, nem diadema, nem joias, nenhum adorno de vaidade, mas em cada um de seus pés desabrochava uma rosa cor de ouro, e de suas mãos juntas pendia um Terço de contas brancas como gotas de leite e cadeias douradas como as messes... As contas do Rosário deslizavam uma a uma dos dedos da Senhora. E no entanto os lábios da Rainha dos Anjos estavam imóveis como para nos dizer: Esta coroa não é minha, meus filhos, é vossa, ela vos pertence...“Maria, aparece a uma criança que só conhecia e sabia rezar uma oração — o Rosário.”
É um verdadeiro catecismo porque, diz ainda o Papa na Encíclica Magnae Dei Matris de 7 de Setembro de 1892, para preservar os seus filhos do grande perigo da ignorância religiosa, a Igreja não se descuida de meio algum dos que lhe sugere a solicitude vigilante. Entre os alimentos da fé em bom lugar figura o Rosário de Maria. Efetivamente o Rosário pela repetição regular das mais belas e eficazes orações e a contemplação sucessiva dos principais mistérios de nossa religião, torna-se um preservativo da ignorância religiosa. É um catecismo vivo, pratico e interessante.“O Rosário se recomenda pela sua forma, e ele oferece um meio prático de fazer penetrar nos espíritos os dogmas principais da fé cristã”
“Jesus meu amor! Maria minha esperança!”
São Boaventura ousou dizer:“Ó Senhora, diz São Germano, sois minha única consolação, guia da minha peregrinação na terra, fortaleza de minha fraqueza, riqueza de minha miséria, liberdade de minha prisão, esperança de minha eterna salvação”.
Trememos ao pensar na sorte que nos está reservada depois de tantos pecados e gravíssimas ofensas, abusos da graça e ingratidões sem número para com Deus.“Ó Maria, vós sois a esperança até dos desesperados!”