Tag: amizade

Sempre Unidos

Meditação para o Dia 22 de Novembro

São Francisco de Sales considera a verdadeira amizade cristã um prelúdio e antegozo do Céu.

“Se a nossa amizade – escreve o santo – transforma-se em caridade, em devoção, em perfeição cristã, ó Deus! Quanto será preciosa! Oh! Como é bom amar, na terra, como se ama no Céu, e aprender a estimar-nos, nesta vida, como nos havemos de estimar e querer eternamente na outra”

Os corações unidos aqui pelos laços de uma amizade pura e sobrenatural,continuarão sempre unidos no Céu. São Vicente de Paulo teve uma consoladora visão na morte de Santa Chantal, a fundadora da Visitação. Continue reading

Os Amigos no Céu

Meditação para o Dia 21 de Novembro

Como há de ser doce a amizade no Céu, se, já neste mundo de misérias e contradições, é tão suave e confortadora! Aqui, nosso coração sofre para sustentar a amizade entre reveses e duros sacrifícios. Não choremos com desespero os nossos amigos que partiram. A morte, já o vimos, não separa os corações. A verdadeira amizade, a amizade cristã, é eterna. Escrevia São Francisco Xavier, lá das Índias, a Santo Inácio, seu pai espiritual e seu maior amigo: Continue reading

Migalhas e Iguarias

Meditação para o Dia 24 de Abril

Da mesa do Senhor, preparada para os seus eleitos, caem migalhas, que são as riquezas, a prosperidade, as honras e prazeres deste mundo. Há, porém, na mesa, iguarias finas, alimento substancial, que Deus só concede aos amigos mais íntimos e queridos, aos que, dedicadamente e cheios de gratidão, aceitam o seu convite. Essas iguarias finas da mesa Divina são as cruzes e provações da vida. Elas sustentam admiravelmente nossa vida espiritual. E Nosso Senhor convida todos ao Seu Banquete substancial de Amor, onde cada alma encontra a iguariado sofrimento que a deve sustentar e robustecer para a luta. Continue reading

As mais Perigosas Amizades

Parte III
Capítulo XVIII

Certas amizades loucas entre pessoas de diverso sexo, e sem intenção de casamento, não podem merecer o nome de amizade nem de amor, pela sua incomparável leviandade e imperfeição. São abortos ou, melhor ainda, fantasmas da amizade. Prendem e comprometem os corações dos homens e das mulheres, entrelaçando-os em vãs e loucas afeições, fundadas nessas frívolas comunicações de miseráveis agrados de que acabo de falar. E ainda que estes loucos amores por via de regra vão parar e despenhar-se em carnalidades e lascívias muito baixas e torpes, contudo não é este o primeiro desígnio dos que andam nestas conversas, aliás não seriam já amizades, senão desonestidades manifestas. Algumas vezes passarão até muitos anos sem que entre os que estão contagiados desta loucura haja algo diretamente contrário a castidade do corpo, porque se contentam unicamente com desafogar os corações em anseios, desejos, suspiros, galanteios e outras ninharias e leviandades deste teor, levados por diversos fins.

Uns não têm senão o desígnio de saciar o seu coração, dando e recebendo provas de amor, seguindo nisto a sua inclinação amorosa, e estes tais escolhem os amores, consultando apenas o seu gosto e propensão, de sorte que, apenas se lhes depara algum sujeito agradável, sem examinar o seu interior nem o seu procedimento, começam esta comunicação de namorados, e metem-se dentro das miseráveis redes, de que depois muito lhes custará sair. Outros deixam-se levar a isso por vaidade, parecendo-lhes que não é pequena glória agarrar e prender os corações com o amor. E estes, fazendo a sua escolha por ostentação, deitam os seus anzóis, e estendem as suas redes em lugares de bela aparência, elevados, famosos e ilustres. Outros são levados pela sua inclinação amorosa e ao mesmo tempo pela vaidade; porque, embora tenham o coração atreito e inclinado ao amor, não querem porém meter-se a ele senão com alguma vantagem de glória. Continue reading

A Amizade em geral e suas Espécies Más

Parte III
Capítulo XVII

O amor ocupa o primeiro lugar entre as paixões; ele reina no coração e dirige todos os seus movimentos; apodera-se de todos eles, comunicando-lhes a sua natureza e as suas impressões; torna-nos semelhantes àquilo que amamos.

Conserva, Filotéia, o teu coração livre de todo o amor mau, porque se tornaria imediatamente um coração mau. O mais perigoso de todos os amores é a amizade, porque os outros amores podem afinal existir sem se comunicar; mas a amizade é fundada essencialmente nesta redação entre duas pessoas, sendo quase impossível que as suas boas e as suas más qualidades não passem de uma para a outra.

Nem todo o amor é amizade, pois que podemos amar sem ser amados; neste caso só há amor, mas não há amizade; porque a amizade é um amor mútuo, e se o amor não é mútuo, não pode ser chamado amizade. E ainda não é bastante que o amor seja mútuo, é necessário também que as pessoas que se amam conheçam esta afeição recíproca, de modo que, se a ignorarem, têm amor, mas não têm amizade. Em terceiro lugar requer-se que haja alguma comunicação. entre as pessoas que se amam, a qual é ao mesmo tempo o fundamento e o sustentáculo da amizade.
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Amizade e Felicidade Eterna

Meditação para o Dia 03 de Novembro

1. Alegrai-vos e exultai, porque alto galardão vos espera no céu“. As alegrias do céu são tantas que não é possível encará-las devidamente de uma vez. Se amigos verdadeiramente bons já na terra muito contribuem para tornar mais intensiva a alegria, o que será no céu, na companhia dos anjos, dos santos, do próprio Deus? Difícil é achar-se na terra amigos de todo bons. O caráter, a educação, a maior ou menor ilustração, as ideias, a cobiça, etc., prejudicam a completa harmonia. No céu, porém, a união de vistas é perfeita, a amizade sincera e constante. Continue reading

O Anjo da Guarda

Meditação para o Dia 24 de Agosto

1. Quem te dera que se desvendasse uma vez a teus olhos o véu que encobre o sobrenatural. Um príncipe do céu, enviado por Deus para tua proteção, está sempre a teu lado.

“Vede, diz Jesus, que não desprezeis um só destes pequeninos; pois, eu vos digo que os seus anjos no céu veem incessantemente a face de meu Pai que está nos céus”

Quanto pode e deve influir para teu proceder a convicção e a lembrança constante da presença de teu anjo! Sua presença deve chamar-te a atenção para tua tarefa principal: salvar a alma. Continue reading

Festa de Santo Inácio de Loyola

Meditação para o Dia 31 de Julho

1. Passaram-se anos de tua vida, sem que tenhas feito muito por Deus, mas servido antes ao mundo? Santo Inácio de Loyola fez o mesmo, e, não obstante, tornou-se ainda um grande santo. Aproveitou a graça que o tocou ao ler a vida dos Santos, e que lhe dizia:

“Faze como estes, cuja vida lês”

O antigo guerreiro torna-se soldado de Cristo; deixa o mundo, renuncia ao que amava, condena-se a privações, e conserva a alma em uma santa contemplação, sempre unida a seu Deus. Da corte real passa para os hospitais; vence seu gênio, transformando-o, de colérico que era, em manso. Como esperas tornar-te santo, se não queres que te custe? Continue reading

Do bem inefável que é a graça divina e do grande mal que é a inimizade com Deus

"Caríssimos, não descuidemos de nossa salvação. Sabei que se alguém se entrega a Deus de todo o coração, Deus tem piedade dele e lhe concede o Espírito de conversão." (Santo Antônio Abade)

“Caríssimos, não descuidemos de nossa salvação. Sabei que se alguém se entrega a Deus de todo o coração, Deus tem piedade dele e lhe concede o Espírito de conversão.” (Santo Antônio Abade)

Confira as importantes advertências de Santo Afonso para bem aproveitar esta obra!

CONSIDERAÇÃO XIX

Nescit homo pretium ejus – “Não compreende o homem o seu preço” (Jo 28, 13)

PONTO I

Diz o Senhor que aquele que sabe distinguir o precioso do vil é semelhante a Deus, que reprova o mal e escolhe o bem (Jr 15,19).

Vejamos quão grande é a graça divina, e que mal mesmo é a inimizade com Deus. Os homens não conhecem o valor da graça divina (Jo 28,13).

Por isso é que trocam por ninharia, um fumo sutil, um punhado de terra, um deleite irracional. E, todavia, ela é um tesouro de valor infinito, que nos torna dignos da amizade de Deus (Sb 7,14); de modo que a alma no estado da graça é amiga do Senhor. Os pagãos, privados da luz da fé, julgavam impossível que a criatura pudesse manter relações de amizade com Deus; e, falando segundo o ditame de seu coração, não deixavam de ter razão, pois que a amizade — conforme diz São Jerônimo — torna os amigos iguais. Deus, contudo, declarou repetidas vezes que, por meio de sua graça, podemos tornar-nos seus amigos se observarmos e cumprirmos sua lei (Jo 15,14). Exclama São Gregório:

“Ó bondade de Deus! Não merecemos sequer ser chamados servos seus, e ele se digna chamar-nos seus amigos”.

Quanto se julgaria feliz aquele que tivesse a dita de ser amigo de seu rei! Mas, se a um vassalo fora temeridade pretender a amizade de seu príncipe, não obsta que uma alma aspire à amizade de Deus. Refere Santo Agostinho que, achando-se dois cortesãos num mosteiro, um deles começou a ler a vida de Santo Antônio Abade e, à medida em que ia lendo, seu coração se desprendia de tal modo dos afetos mundanos, que falou a seu companheiro nestes termos:

“Amigo, que é que procuramos?… Servindo ao imperador, que mais poderemos pretender do que conseguir sua amizade? E, mesmo que a tanto chegássemos, exporíamos a grande perigo a salvação eterna. Com grande dificuldade lograríamos ser amigos de César, enquanto desde já, se o quiser, posso ser amigo de Deus”.

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