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Instruções

Instruções

Assuntos variados a respeito da fé católica como: doutrina, dúvidas, notícias, textos escolhidos, palavras do Papa e escritos dos Santos e muito mais!

Meditação para o Domingo de Ramos e da Paixão

Dom Henrique Soares da Costa

Meditação para a Procissão dos Ramos

Este Domingo sagrado celebra dois mistérios: (1) a Entrada solene do Senhor Jesus em Jerusalém para viver Sua Passagem do mundo para o Pai e (2) o Mistério de Sua Paixão, Morte e Sepultura. Daí o título deste dia: Domingo de Ramos e da Paixão. A procissão é de ramos; a missa é da paixão.

Que significa a entrada de Jesus em Jerusalém hoje?

Ele é o descendente de Davi, o Filho de Davi e, portanto, o Messias prometido por Deus e esperado por Israel. Por isso o povo grita:

“Bendito o Rei, que vem em Nome do Senhor!”

Jesus é saudado como o Rei de Israel, novo Davi, Messias que chega à Cidade de Davi! E Jesus, de fato, é Rei, é Messias!

Meditação para o V Domingo da Quaresma

Dom Henrique Soares da Costa Caríssimos, às portas da Semana Santa, concentremos, neste Domingo, todo o nosso olhar no Senhor nosso, Jesus Cristo, e na Sua missão salvadora. A partir deste Domingo, o tema principal da Quaresma é Jesus, o Enviado do Pai, no mistério tremendo da Sua Paixão, Morte e Ressurreição! O nosso olhar, portanto, dirija-se a Jesus, nosso Senhor! Para isto, comecemos pelo belíssimo evangelho de hoje. Contemplemos o Senhor! Contemplemo-Lo com os olhos, contemplemo-Lo com a fé, contemplemo-Lo com o coração! Jesus estava no interior do Templo de Jerusalém, no pátio interno, chamado Pátio de Israel. Ali, nenhum pagão podia entrar, sob pena de morte. Os pagãos eram excluídos do culto do Povo de Deus! Pois bem, dois gregos, dois pagãos, aproximaram-se de Filipe, que certamente estava na parte mais externa, no chamado Pátio dos Gentios, até onde qualquer pessoa podia chegar... Dois gentios, que procuravam com fervor o Deus de Israel, tanto que “tinham subido a Jerusalém para adorar durante a festa”... Certamente, moravam na Galileia, em alguma das cidades habitadas pelos gentios, como Tiberíades, por exemplo... Com humildade, eles pedem:

“Gostaríamos de ver Jesus!”

Meditação para este IV Domingo da Quaresma

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

“Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações” (Is 66,10s)

Caríssimos em Cristo, estas palavras de Isaías dão o tom da liturgia deste Domingo, chamado pela liturgia de Domingo Laetare – Domingo “Alegra-te!”. Não se trata de um “Domingo da Alegria” – isto não existe na Liturgia... Por favor, nunca esqueçamos que a Liturgia não celebra temas, mas eventos salvíficos, acontecimentos realizados pelo Senhor para a nossa salvação! Pois bem, no meio da Quaresma, na metade do caminho para a solene celebração anual da Ressurreição do Senhor, a Igreja nos convida à uma atitude interior de alegria pela aproximação da Santa Páscoa. Daí hoje a cor rosa e até mesmo as flores na igreja. “Alegra-te, Jerusalém!” – Jerusalém é a Igreja, é o Povo santo de Deus, o novo Israel, é cada um de nós... Alegremo-nos, apesar das tristezas da vida, apesar da consciência dos nossos pecados! Alegremo-nos, porque a misericórdia do Senhor é maior que nossa miséria humana!

Meditação para o II Domingo da Quaresma

Dom Henrique Soares da Costa Surpreende-nos, caríssimos, que neste tempo quaresmal, de tanta sobriedade, a Mãe católica nos coloque diante dos olhos Jesus transfigurado. Não seria mais adequado este texto num dos domingos da Páscoa? Cabe tanta glória, tanta luz, tanto esplendor, neste tempo de oração, penitência, esmola e combate espiritual? Mas, não duvidemos: a Igreja tem seus motivos; motivos sábios, motivos de mãe que educa com carinho. Primeiramente, a glória de Jesus no Tabor, antegozo da Sua Ressurreição, anima-nos e alenta-nos neste caminho quaresmal. Ao nos falar da oração, da penitência, da esmola, ao os exortar ao combate aos vícios e à leitura espiritual, a Igreja, fazendo-nos contemplar o Transfigurado, revela-nos qual o objetivo da Quaresma: encontrar o Cristo cheio de glória e, com Ele, sermos glorificados.

Meditação para o I Domingo da Quaresma

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

Chegaram, para nós, os sagrados dias da Quaresma: dias de oração, penitência, esmola, combate aos vícios e leitura espiritual. Esses dias tão intensos nos preparam para as alegrias da Santa Páscoa do Senhor. Estejamos atentos, pois não celebrará bem a Páscoa da Ressurreição quem não combater bem nos dias roxos da Quaresma. A Palavra que o Senhor nos dirige já neste Primeiro Domingo é uma séria advertência neste sentido. A leitura do Gênesis nos mostrou como Deus é cheio de boas intenções e bons sentimentos em relação a nós: depois de haver lavado todo pecado da terra pelo dilúvio, como deseja nos purificar neste Tempo santo, misericordiosamente, o Senhor nosso Deus fez aliança com toda a humanidade e com todas as criaturas:

“Eis que vou estabelecer Minha aliança convosco e com todos os seres vivos! Nunca mais criatura alguma será exterminada pelas águas do dilúvio”

Meditação para o V Domingo Comum

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

Iniciemos nossa meditação da Palavra de Deus pela primeira leitura. O Livro de Jó, de modo dramático, mostra a vida humana:
“Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? Tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimentos. Se me deito, penso: quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde... Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. Lembra-Te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”
Eis, caríssimos, não são palavras negativas, desesperadas, essas de Jó. São, antes uma reflexão realista e dolorosa sobre o mistério da vida humana, mas uma reflexão cheia de esperança, porque feita à luz de Deus e, portanto, uma dor feita oração; um aperto de coração feito apelo ao Senhor! Uma coisa é pensar nas realidades negativas de nossa existência simplesmente contando com nossas forças. Que desespero, que desilusão, que vazio de sentido! Outra, bem diferente, é encarar a vida, também com seus trevas, à luz de Deus, o Amor eterno e onipotente! Que esperança que não decepciona, que paz que invade o coração, mesmo na dor!

Meditação para o 4º Domingo do Tempo Comum

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

“Todos ficavam admirados com o Seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas”

Caríssimos, hoje a Palavra a nós proclamada mostra o Senhor ensinando. O Evangelho nos dá conta de que Seu ensinamento causava admiração. E por quê? Porque Jesus não é um simples mestre, um mero rabi... Vós escutastes na primeira leitura o que Moisés prometera – ou melhor, o que Deus mesmo prometera pela boca de Moisés: “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar!” Eis! Moisés, o grande líder e libertador de Israel, aquele através do qual Deus falava ao Seu povo e lhe dera a Lei, anuncia que Deus suscitará um profeta como ele. E os judeus esperavam esse profeta. Chegaram mesmo a perguntar a João Batista: “És o Profeta?” (Jo 1,21), isto é, “És o Profeta prometido por Moisés?”. Pois bem, caríssimos: esse Profeta, esse que é o Novo Moisés, esse que é a própria Palavra de Deus chegou: é Jesus, nosso Senhor! Como Moisés, Ele foi perseguido ainda pequeno por um rei que queria matar as criancinhas; como Moisés, Ele teve que fugir do tirano cruel, como Moisés, sobre o Monte – não o Sinai, mas o das Bem-aventuranças – Ele deu a Lei da Vida ao Seu povo; como Moisés, num lugar deserto, deu ao povo de comer, não mais o maná que perece, mas aquele pão que dura para a Vida eterna. Jesus é o verdadeiro Moisés; e mais que Moisés, “porque a Lei foi dada por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,17). Jesus é a plenitude da Lei de Moisés, Jesus não é somente um profeta, mas é o próprio Deus, Senhor dos profetas, Senhor de Moisés! Moisés deu testemunho Dele no Tabor e cairia de joelhos a Seus pés se O encontrasse. Jesus, caríssimos, é a própria Palavra do Pai feita carne, feita gente, habitando entre nós!

Meditação para o 4º Domingo do Advento

Dom Henrique Soares da Costa Por Dom Henrique Soares da Costa Eis! Estamos no último dos quatro Domingos do santo Advento! Estamos já em plena Semana Santa do Natal, iniciada no dia 17 de dezembro; na verdade, encontramo-nos no limiar da Solenidade da Natividade do Emanuel! Logo mais, celebraremos as primeiras vésperas da Solene Manifestação do Salvador na nossas carne mortal! A Igreja, agora, é toda atenção, toda contemplação do mistério da Encarnação, preparando-se para celebrar o Natal do Senhor. Sua Vinda é a nossa salvação, Sua chegada é o anúncio da esperança a todos os povos, a toda a humanidade. A anual celebração do Seu Natal recorda-nos que nosso Deus não é de longe, mas de perto, de pertinho da humanidade toda e de cada um de nós.