Categoria: Meditações Diárias (page 1 of 45)

Jesus no Horto das Oliveiras

Meditação para a Terça-feira da Septuagésima. Jesus no Horto das Oliveiras

Meditação para a Terça-feira da Septuagésima

SUMARIO

Para nos conformarmos com a liturgia romana que honra Jesus no Horto das Oliveiras, meditaremos sobre este mistério, e aprenderemos:

1.° A evitar o pecado;

2.° A santificar as provações da vida.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos lembrarmos de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras para nos excitarmos à contrição das nossas culpas, quer de tarde no exame de consciência, quer preparando-nos para a confissão;

2.° De prevermos cada manhã as provações do dia, para nos animarmos a suportá-las cristãmente e sem murmurar.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras:

“Pai, não se faça a minha vontade, mas sim a tua” – Pater, non mea voluntas, sed tua fiat (Lc 22, 42)

Continue reading

Obrigação e recompensa do serviço de Deus

Meditação para a Segunda-feira da Septuagésima. Obrigação e recompensa do serviço de Deus

Meditação para a Segunda-feira da Septuagésima

SUMARIO

Continuaremos o mesmo objeto de meditação que ontem, e veremos:

1.° Que o Deus, que nos chama para O servir, tem direito de exigir tudo de nós, sem nos prometer coisa alguma;

2.° Que, todavia, recompensa magnificamente os que Lhe concedem tudo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não usarmos de reserva no serviço de Deus, e de concedermos à graça tudo o que nos pedir;

2.° De repetirmos muitas vezes a Deus, em forma de oração jaculatória, que Lhe pertencemos inteiramente, e que queremos viver unicamente para Ele.

O nosso ramalhete espiritual será o primeiro mandamento de Decálogo:

“Amarás ao Senhor teu Deus de toda a tua alma e de todas as tuas forças” – Diliges Dominum Deum tuum… ex tota anima tua et ex tota fortitudine tua (Dt 6, 5)

Continue reading

Deus convida-nos a servi-lO

Meditação para o Domingo da Septuagésima. Deus convida-nos a servi-lO

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 20, 1-16

«Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha. Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho, e disse-lhes: ‘Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.’ E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo. Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ Responderam-lhe: ‘É que ninguém nos contratou.’ Ele disse-lhes: ‘Ide também para a minha vinha.’

Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.’ Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um. Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um.  Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: ‘Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportamos o cansaço do dia e o seu calor.’ O proprietário respondeu a um deles: ‘Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustamos? Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?’

Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»

Continue reading

Santidade do tempo da Septuagésima

Meditação para o Sábado da 6ª Semana depois da Epifania. Santidade do tempo da Septuagésima

Meditação para o Sábado da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Como amanhã, nas primeiras vésperas, começa o tempo da Septuagésima, veremos:

1.° As razões que há para passar santamente esta época do ano;

2.° A maneira de a passar santamente.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos entregarmos especialmente ao espírito de meditação e de oração;

2.° De mortificarmos alguma coisa a vontade de comer e de beber.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Eis aqui agora o dia da salvação” – Ecce nunc dies salutis (2Cor 6, 2)

Continue reading

Necessidade e Felicidade do Padecimento

Meditação para a Sexta-feira da 6ª Semana depois da Epifania. Necessidade e Felicidade do Padecimento

Meditação para a Sexta-feira da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Temos, até aqui, considerado Jesus Cristo desde o momento da Encarnação até ao Seu Batismo por São João. Por toda a parte vimos o padecimento e o martírio. Meditaremos a profunda razão deste fato; é

1.° Porque padecer é uma necessidade;

2.° Porque padecer é uma felicidade.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De separarmos o nosso coração do amor do gozo e do prazer, e de o sacrificarmos a Deus, quando se oferecer a ocasião;

2.º De aceitarmos de boa vontade todas as penalidades da vida, sem murmurar nem queixarmo-nos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Evangelho:

“Bem-aventurados os que padecem” – Baeti qui… patiuntur (Mt 5, 10)

Continue reading

Batismo de Nosso Senhor

Meditação para a Quinta-feira da 6ª Semana depois da Epifania. Batismo de Nosso Senhor

Meditação para a Quinta-feira da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de ter passado largos anos retirado em Nazaré, Nosso Senhor, antes de começar o Seu ministério apostólico, encaminhou-Se para as margens do Jordão, onde recebeu o batismo de São João. Meditaremos este tocante mistério, e dele receberemos:

1.° Uma lição de humildade;

2.° Uma lição de zelo pela nossa perfeição.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De tratarmos sempre o próximo com atenção e de humilharmo-nos voluntariamente para o honrar;

2.º De prosseguirmos sem descanso na obra da nossa santificação como o negócio capital da vida.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra que o Pai celestial diz de Jesus Cristo:

“Este é o meu Filho amado, no qual tenho posto toda a minha complacência” – Hic est Filius meus dilectus, in quo mihi complacui (Mt 3, 17)

Continue reading

Vida retirada de Jesus em Nazaré

Meditação para a Quarta-feira da 6ª Semana depois da Epifania. Vida retirada de Jesus em Nazaré

Meditação para a Quarta-feira da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Terminaremos as nossas meditações sobre a vida de Jesus em Nazaré, considerando-a sob dois novos aspectos:

1.° Foi uma vida de retiro ou de separação do trato social;

2.° Foi uma vida oculta e obscura.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De amarmos o retiro, e de não frequentarmos a sociedade senão quando o exigirem os deveres do nosso estado;

2.º De nunca dizermos nem fazermos coisa alguma por amor-próprio, e de renunciarmos do fundo do coração a todo o desejo de nos mostrarmos e de dar que falar de nós.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Imitação:

“Desejo ser desconhecido e estimado em nada” – Ama nesciri et pro nihilo reputari (I Imitação 2, 3)

Continue reading

Vida obediente de Jesus em Nazaré

Meditação para a Terça-feira da 6ª Semana depois da Epifania. Vida obediente de Jesus em Nazaré

Meditação para a Terça-feira da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Continuaremos ainda a estudar a vida de Jesus em Nazaré, e veremos:

1.° Que a Sua vida foi uma vida toda de obediência;

2.° Como devemos imitá-la.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De termos uma vida regular, sem concedermos nada aos caprichos, aos gostos e às repugnâncias;

2.º De oferecermos muitas vezes a Deus o sacrifício da nossa própria vontade, por deferência para com a Sua.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra que o Espírito Santo disse da vida de Nosso Senhor durante trinta anos:

“Estava à obediência de Maria e de José” – Erat sudbitus illis (Lc 2, 51)

Continue reading

Vida pobre de Jesus em Nazaré

Meditação para a Segunda-feira da 6ª Semana depois da Epifania. Vida pobre de Jesus em Nazaré

Meditação para a Segunda-feira da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Continuaremos a estudar a vida de Jesus em Nazaré, e veremos:

1.° Que foi uma vida pobre;

2.° Como devemos imitá-la.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De escolhermos sempre para nós o que é de menos valor e mais incomodo, deixando o que é melhor aos outros;

2.° De gostarmos de ser pobres em tudo, no vestuário, no alimento, na morada, em tudo o mais.

O nosso ramalhete espiritual será a primeira das bem-aventuranças:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” – Beati pauperes spiritu, quoniam ipsorum est regnum caelorum (Mt 5, 3)

Continue reading

A Misericórdia de Deus

Meditação para o 6º Domingo depois da Epifania. A Misericórdia de Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 31-

Naquele tempo, Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.»

Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado.»

Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas.

Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta:

Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo.

Continue reading

« Older posts

© 2019 Rumo à Santidade

Theme by Anders NorenUp ↑