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Cegueira Espiritual

Cegueira Espiritual, Tesouros de Cornélio à Lápide

O que é a cegueira espiritual

A cegueira espiritual nada mais vem a ser do que certa estupidez, um embrutecimento do espírito que impede de ver e degustar as coisas divinas. A cegueira espiritual pertence particularmente à inteligência, e é um endurecimento da vontade. Uma e outra coisa são pecados, a pena do pecado e um princípio de pecado. A cegueira espiritual, que afasta somente a Deus, porque Ele é a verdadeira luz, segundo diz Sano Agostinho, é um pecado pelo qual se deixa de crer em Deus; é a pena do pecado, porque castiga o coração orgulhoso, atraindo para si, com justiça, o ódio de Deus; é um princípio de pecado, quando o coração, enganado pela paixão, leva a cometer o mal[1].

Assim, os judeus, cegos pelo erro e pelo endurecimento do coração, perseguiram a Jesus Cristo, e deram-Lhe a morte. Continue reading

A Visitação da Santíssima Virgem

Capítulo 12: A Visitação da Santíssima Virgem
Maria faz brilhar neste mistério

Fervor admirável

Apenas a bem-aventurada Virgem concebeu o Verbo Eterno, abrasada toda no fogo sagrado que Ele veio trazer à terra, parte apressadamente para o país das montanhas, onde morava sua prima Santa Isabel. Vede com que docilidade e ardor esta Virgem admirável obedece às inspirações da graça, às impressões do divino amor que transporta seu coração! A distância dos lugares, a fadiga da jornada, a certeza dos perigos, nada a suspende: as dificuldades não fazem mais do que animar o seu fervor e coragem. Logo que conhece a vontade de Deus, põe-se a caminho; não cuida senão em obedecer à voz d’Aquele que a chama, e em cumprir um dever de caridade para com a mãe do Santo Precursor. Eis aqui a imagem de uma alma fervorosa no serviço de Deus, de uma alma em que habita o Espírito Santo. Dócil às inspirações da graça, serve ao Senhor com santa alegria, caminha com empenho pelas veredas da justiça; enquanto a alma tíbia, não faz mais do que arrastar-se pelo caminho do céu, não se presta ao que é do serviço de Deus, senão com deplorável negligência. Examinemos em que estado nos achamos diante de Deus, e tremamos, se em nós sentirmos os tristes sinais da tibieza. Nada há mais perigoso para a salvação. Continue reading

Importância das Pequenas Coisas

Meditação para a Sexta Terça-feira depois de Pentecostes. Importância das Pequenas Coisas

Meditação para a Sexta Terça-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos o quarto princípio da vida cristã, que é, que no que respeita ao serviço de Deus devemos fazer muito caso até das mínimas coisas; e veremos que devemos:

1.° Estimar muito até os menores atos de virtude;

2.° Evitar com grande cuidado ainda as menores culpas.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos inclinarmos para toda a boa obra, para todo o ato do virtude, até pouco considerável; e de nos resguardarmos das menores culpas;

2.º De detestarmos a falsa máxima, que um espírito elevado não se detêm com as pequenas coisas, e se contenta de servir a Deus com as grandes.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Bernardo:

“Começam pelas pequenas culpas os que acabam nas grandes” – A minimis incipiunt qui in maxima proruunt (São Bernardo, De ord. vit. et mor. inform.)

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Da Comunhão Frequente

Meditação para a Quinta Segunda-feira depois de Pentecostes. Da Comunhão Frequente

Meditação para a Quinta Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre a comunhão frequente, e veremos:

1.° Que a comunhão frequente, fervorosa, é um grande bem;

2.° Que a comunhão frequente, tíbia, é um grande mal.

— Tomaremos a resolução:

1.° De vivermos tão santamente, que possamos comungar muitas vezes;

2.° De vigiarmos sobre nós depois das nossas comunhões, para tirarmos bom proveito delas. O nosso ramalhete espiritual será as palavras de Santo Agostinho:

“Vivei de modo que mereçais comungar todos os dias” – Si vive, ut quotidie merearis accipere

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O que devemos fazer na Desconsolação

Meditação para a Terça-feira da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre o procedimento que devemos ter no estado de desconsolação, e veremos, que então convém, que nos resguardemos:

1.° Da desanimação que nos-leva a relaxarmo-nos;

2.° Da perturbação que tira a paz da alma.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De aceitarmos de boa vontade o desgosto, o enfado, e a desconsolação, que nos sobrevierem no cumprimento dos nossos deveres;

2.° De nos conservarmos tranquilos e pacientes, não obstante as nossas dores interiores.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“Em terra deserta, e sem caminho e sem água; nela me apresentei a vós como no santuário” – In terra deserta et invia et inaquosa, sic in sancto apparui tibi (Sl 62, 3)

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Causas  da Desconsolação

Meditação para a Segunda-feira da 4ª Semana depois da Páscoa. Causas  da Desconsolação

Meditação para a Segunda-feira da 4ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos:

1.° Sobre as causas mais ordinárias das desconsolações espirituais;

2.° Sobre os meios de as evitar.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De conservarmos em nós o espírito de contemplação com frequentes orações jaculatórias e a oferta das nossas ações a Deus;

2.° De combatermos a distração, causa principal das nossas desconsolações, com a mortificação dos sentidos exteriores e interiores.

O nosso ramalhete espiritual será o conselho do Apóstolo a Timóteo:

“Olha por ti” – Attende tibi (1Tm 4, 16)

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A Desconsolação Espiritual

Meditação para o 4º Domingo depois da Páscoa. A Desconsolação Espiritual
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 16, 5-14

5«Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ 6Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza. 7Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei.

8E, quando Ele vier, dará ao mundo provas irrefutáveis de uma culpa, de uma inocência e de um julgamento: 9de uma culpa, pois não creram em mim; 10de uma inocência, pois Eu vou para o Pai, e já não me vereis; 11de um julgamento, pois o dominador deste mundo ficou condenado.»

Quinta promessa do Espírito – 12«Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. 13Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. 14Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer.

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O Pão sem Açúcar e o Açúcar sem Pão

Meditação para o Dia 24 de Fevereiro

Muita gente procura mais, na devoção, as consolações de Deus do que o Deus das consolações – diz o autor da “Imitação”. Como as crianças que não procuram um alimento substancial, contentando-se com as guloseimas, confeitos e doces, querem certas almas um fervor sensível, as doçuras da oração. Se Deus lhes retira as consolações, queixam-se, abatem-se e murmuram. E não é raro que cheguem até a deixar os exercícios de piedade. Continue reading

O que leva ao Purgatório?

Tibieza: é o hábito do pecado venial delibirado. É como que os grãos de areia

Tibieza e Pecado Venial

Meditação para o dia 10 de Novembro

A grande porta aberta para os tormentos do purgatório quando pela misericórdia não se precipitam muitas almas no pecado grave e no inferno, é a tibieza e o seu sintoma certo o pecado venial. Meditemos um pouco o mal da tibieza para vermos como é arriscado viver assim, sem procurar uma vida fervorosa, arriscando a própria salvação e preparando um horrível purgatório depois da morte. Vejamos o que é a tibieza:

A tibieza define-a Santo Afonso pelo que a caracteriza: o pecado venial.

A tibieza, diz o Santo Doutor, é o hábito do pecado venial plenamente voluntário.

A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só. É um hábito fundado num cálculo implícito:

— Esta falta não ofenderá a Nosso Senhor gravemente, não me há de condenar. Pois vou cometê-la.

É um hábito dificílimo de se desarraigar da alma. E um hábito muito espalhado, sobretudo entre as pessoas que fazem profissão de piedade e entre as almas consagradas a Deus”.

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Cegueira Espiritual

Meditação para o Dia 04 de Julho

1. Quão triste é ser cego! Seja jovem ou velho, tenha bens de fortuna ou não, é sempre um pobre. Mas, mais triste ainda é o cego de espírito, porque nem a si, nem a Deus conhece. Ainda, continuamente, à beira dum precipício; mais um passo, e precipitar-se-á infalivelmente no abismo. Duas ciências há que deves adquirir e sem as quais não te salvarás: conhecer-te a ti e a Deus. Aquela dar-te-á a verdadeira humildade, salutar confusão pelas repetidas ingratidões e forte estímulo de trabalhar pela salvação da alma; esta causar-te-á santo temor do Onipotente, filial amor e assídua imitação de Suas perfeições. Tens estas duas ciências para adquiri-las? Continue reading

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