Tag: sacrilégio

Do grande mal que fazem os que ocultam os Pecados na Confissão

Pro anima tua ne confundaris dicere verum —“Não te envergonhes de falar a verdade, quando se trata da tua alma” (Eclo 4, 24)

Sumário. O demônio, depois de obcecar tantas pobres ovelhas de Jesus Cristo, induzindo-as a pecar, faz como o lobo; apanha-as pelo pescoço, a fim de que não gritem por socorro, confessando-se sinceramente. E deste modo fazendo que cometam novo pecado, de ordinário mais grave que o primeiro, como é o sacrilégio, leva-as com segurança ao inferno. Oxalá que aquelas almas desgraçadas compreendessem o grande mal que causam a si mesmas, e o grande bem de que se privam pela maldita vergonha na confissão! Continue reading

A primeira Comunhão indigna

Meditação para Dia 04 de Março

1. a)Sou eu?” perguntou, na última ceia, o traidor a Jesus, e este respondeu, com toda a mansidão: “Tu o disseste“. Que cena, a verificação do traidor, na mesma ocasião em que os apóstolos pela primeira vez comungaram! Imitas o exemplo de Jesus, que fala com ternura aos próprios inimigos? Que os ama?

b) O infeliz Judas sacrilegamente recebe a Santa Comunhão. Dado um passo na estrada do pecado, seguem outros. Que incompreensível bondade e paciência a de Jesus, que nem agora se esgota! Com quanta ingratidão viu Jesus pago, desde a instituição, o sacramento do seu amor! Continue reading

Abuso da Divina Misericórdia

“O Senhor é bom; mas também é justo. Não queiramos considerar unicamente uma das faces de Deus”. (São Basílio Magno)

“O Senhor é bom; mas também é justo. Não queiramos considerar unicamente uma das faces de Deus”. (São Basílio Magno)

Confira as importantes advertências de Santo Afonso para bem aproveitar esta obra!

CONSIDERAÇÃO XVII

Ignoras quoniam benignitas Dei ad poenitentiam te adducit? – “Não sabes que a benignidade de Deus te convida à penitência?” (Rm 2, 4)

PONTO I

Lê-se na parábola do joio que, tendo crescido num campo essa má erva juntamente com a boa semente, os servos quiseram arrancá-la (Mt 13,29). O Senhor, porém, lhes objetou:

“Deixai-a crescer; mais tarde a arrancaremos para lançá-la ao fogo” (Mt 13,30)

Infere-se desta parábola, por um lado, a paciência de Deus para com os pecadores, e por outro o seu rigor para com os obstinados. Diz Santo Agostinho que o demônio seduz os homens por duas maneiras: “Com desespero e com esperança”. Depois que o pecador cometeu o delito, arrasta-o ao desespero pelo temor da justiça divina; mas, antes de pecar, excita-o a cair em tentação pela esperança na divina misericórdia. É por isso que o Santo nos adverte, dizendo:

“Depois do pecado tenha esperança na divina misericórdia; antes do pecado tema a justiça divina”

E assim é, com efeito. Porque não merece a misericórdia de Deus aquele que se serve da mesma para ofendê-lo. A misericórdia é para quem teme a Deus e não para o que dela se serve com o propósito de não temê-lo. Continue reading

Infeliz de quem peca contando com o perdão

Porta estreita e a porta larga

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos
para se fazer a Oração Mental proposta por Santo Afonso!

Effugium peribit ab eis, et spes illorum abominatio animae – “Não lhes ficará refúgio e a esperança deles será abominação de sua alma” (Jó 11, 20)

Sumário. Deus suporta, mas não suporta sempre. Quando se encheu a medida dos pecados que Deus quer perdoar, lança mão dos castigos mais formidáveis. Se Deus suportasse sempre, ninguém se condenaria, mas é opinião comum, que a maior parte dos adultos, incluindo os cristãos, se condenam. Infelizes de nós portanto, se pecarmos na esperança do perdão e abusarmos da misericórdia de Deus, para o ultrajar mais! Seremos irreparavelmente condenados para sempre, como se condenaram tantos outros nossos iguais. Continue reading

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