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Quinto Mistério Gozoso: Encontro de Jesus no Templo

Meditação para 20 de Outubro: Quinto Mistério Gozoso: Encontro de Jesus no Templo

Evangelho segundo São Lucas 2, 41-52

Ora, seus pais iam todos os anos a Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa. Chegando, pois, o Menino aos doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume, no dia desta solenidade. Voltando eles para Nazaré depois de terminada a festa, o Menino Jesus se deixou ficar em Jerusalém sem que os pais o percebessem. Pensando que Ele estivesse com alguém da comitiva, caminharam um dia inteiro e o procuraram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém a fim de procurá-lo. E aconteceu que ao terceiro dia o foram encontrar no templo, sentado entre os Doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam se admiravam da sua sabedoria e das suas respostas. Vendo-o, se admiraram, e sua mãe disse:
“Meu filho, por que procedeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procuramos aflitos. Mas Jesus lhes respondeu: “Porque me procuráveis? Não sabeis que me devo ocupar nas coisas que são do serviço de meu Pai?” E eles não compreenderam o que lhes dizia Jesus.
Descendo com eles veio Jesus a Nazaré e lhes era submisso. Sua Mãe conservava todas estas coisas no coração, e Jesus progredia em sabedoria, idade e em graça diante de Deus e dos homens.

Grande foi a dor de Maria ao perder seu Divino Filho. Há quem diga, escreve Santo Afonso, que esta dor foi uma das maiores, senão a maior. E a razão é que nas outras dores, Maria tinha Jesus consigo. Padeceu na fuga para o Egito e pela profecia de Simeão no Templo, mas sempre tinha Jesus, e, com Jesus. Agora porém sofre sem Jesus e sem saber onde Ele se encontra.

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Quarto Mistério Gozoso: Apresentação

Meditação para 19 de Outubro: Quarto Mistério Gozoso: Apresentação
A Apresentação no Templo e a Purificação de Maria

Evangelho de São Mateus 2, 13; São Lucas 2, 22-39

Depois que se retiraram os Magos, e chegado o tempo prescrito para a cerimônia da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém afim de apresentá-lo a Deus, em obediência ao que está escrito na Lei do Senhor: “Todo filho primogênito será consagrado ao Senhor”, e também para oferecer a hóstia, conforme ordenara a Lei do Senhor, isto é, duas rolas ou dois pombinhos. Ora, havia em Jerusalém um homem justo e temente a Deus, chamado Simeão, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. Tinha sido avisado pelo Espírito Santo que não havia de morrer sem que primeiro visse o Cristo do Senhor.

Conduzido pelo Espirito Santo, veio ao Templo, exatamente quando os pais de Jesus o traziam para cumprirem o que a seu respeito ordenava a Lei. E tomando-o nos braços louvou a Deus dizendo:

“Agora, Senhor, deixai morrer em paz o Vosso servo, segundo a Vossa palavra, porque os meus olhos viram o Salvador que nos destes, aquele que preparastes à face de todos os povos, como a luz que há de iluminar a todas as nações e a glória de Israel, vosso povo”

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados do que a seu respeito se dizia. Simeão os abençoou e disse a Maria sua Mãe:

“Este foi posto por Deus para ruína e ressurreição de muitos em Israel, e, como um sinal de contradição. Uma espada transpassará a Vossa alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações”.

Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da Tribo de Aser, a qual já estava muito adiantada em anos, e vivera sete anos, com seu marido, desde a sua virgindade. Tendo ficado viúva até a idade de oitenta e quatro anos, não se afastava do templo, onde servia a Deus, de dia e de noite, com jejuns e orações. Chegando também ela na mesma ocasião, louvava ao Senhor, e falava do Menino a todos os que esperavam a redenção de Israel.

Depois que José e Maria fizeram tudo o que prescrevia a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, e foram para a sua cidade de Nazaré.

Eis o que contemplamos no quarto mistério gozoso do Rosário. Que lições! A obediência de Maria e José a tudo. quanto prescrevia a Lei. A resignação de Maria ao ouvir a profecia: — uma espada de dor te há de traspassar a alma. Nossa Senhora via todo o martírio do seu Divino Filho!

Simeão, cheio de fé e de reconhecimento, agradece ao Senhor ter conhecido e visto com seus olhos o Salvador do mundo! E nós quanto mais venturosos somos que ele! Recebemos os frutos preciosos do sangue do Salvador e da copiosa Redenção! Ana mal conheceu a Jesus e foi logo anunciando a todos. Que modelo de uma alma apostólica e cheia de zelo!

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Fruto: A Castidade

Obedecendo à lei de Moisés, a Virgem Santíssima, concebida sem pecado, Imaculada, se sujeita à cerimônia da Purificação.

Maria, escreve o padre Monsabré, nos ensina, como devemos vigiar com cuidado e zelo a perfeita integridade de nosso corpo e de nossa alma, e nos propõe assim como fruto deste mistério — a Santa virtude da pureza.

“Esta virtude angélica, virtude vivificante, virtude generosa, virtude privilegiada de Deus” – Monsabré, Saint Rosaire

Virtude Angélica: ela nos faz viver numa carne sujeita à corrupção, uma vida de espíritos celestes: O vício impuro nos reduz à condição do animal. A pureza nos angeliza. E diz São Bernardo, temos ainda mais mérito que os anjos, pois estes não possuem a carne e estão livres da tentação.

Virtude Vivificante: — A pureza conserva a vida do corpo e a vida da alma. É saúde, e é força.

Virtude Luminosa: — Porque esclarece a inteligência, espiritualiza-nos e diz Santo Tomás de Aquino, nos torna bem dispostos para as operações intelectuais; como as almas puras compreendem bem as coisas de Deus! Elas veem a Deus na expressão do Evangelho!

Beati mundo corde quoniam ipsi Deum videbunt — “Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus”

Verão, sim, na eternidade e já o veem neste mundo através das criaturas e pelo espírito sobrenatural e a união íntima com o Senhor e Rei e Esposo das Virgens.

A castidade é generosa. Quanto sacrifício exige! E com isto dilata o coração e o prepara para qualquer sacrifício e dedicação. O que não fazem as almas puras para a Glória de Deus! Enfim, é uma virtude privilegiada. As almas puras são mais queridas de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo que quis nascer de Mãe Virgem, foi anunciado por um Precursor virgem e amou de premência o discípulo virgem, como não olhará cheio de amor as almas castas, os que lutam para conservar o tesouro da santa pureza! Peçamos a bela virtude a Maria, ao rezar e meditar este quarto mistério!

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A Intenção deste Mistério:
Orar pelos Sacerdotes

A grande honra do velho Simeão foi receber nos braços Aquele que os Sacerdotes da Antiga Lei não tiveram a felicidade de conhecer senão em figuras. Simeão foi o primeiro homem do templo que tocou Jesus. Este mistério do Rosário nos lembra uma intenção: — Orar pelos sacerdotes.

“Não é o padre o sal da terra e a luz do mundo? A nós compete, dizia Santa Teresinha, conservar o sal da terra pelas nossas orações e sacrifícios”

Como é necessário orar pelos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais! É a mais fecunda das preces porque um só padre, bem santo, representa legiões de almas salvas e conquistadas para o reino de Cristo. Orar pela multiplicação e santificação dos sacerdotes é fazer apostolado em alta escala. Dizia Santa Teresa:

“É pela cabeça atingir todos os membros”

É a melhor tática de guerra no combate ao inferno. Com o Rosário nas mãos e pela mais eficaz das orações à Maria, peçamos à Rainha do Clero numerosos e santos sacerdotes para o Brasil.

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EXEMPLO

Miguel Ângelo e o Rosário

Miguel Ângelo (Buonarotti), pintor, escultor, arquiteto e poeta, uma das mais poderosas organizações de artista que jamais existiram, cujas obras são uma espantosa, uma extraordinária manifestação do grandioso e do sublime, não achava que o Rosário fosse coisa mínima para o seu gênio portentoso.

Ainda hoje existem na casa da Via Ghibellina, ao lado dos seus manuscritos, dos seus bosquejos, dos seus quadros, dos seus maços de tintas e das suas muletas, dois grandes Rosários, de grossas contas de madeira e com aspecto de muito uso. De fato, o glorioso artista rezava-os muitas vezes e nos últimos anos de sua vida, já cegos os olhos onde se espelhara a sua grande alma, era àquelas contas pruídas que ia pedir conforto.

O seu quadro grandioso e terrível do Juízo final, que levou sete anos a concluir, de 1434 a 1441, mostra bem o conceito em que tinha o Rosário. A pintura representa o momento em que a terra se abre e todos os que vivem aguardam numa ansiedade tremenda a sentença do Juiz, que vai ser pronunciada. A Palavra definitiva não foi ainda proferida, todavia os homens debatem-se por subir para o alto. Em meio da estupenda composição há duas almas que se socorrem dum Rosário, que uma outra lhes estende. O pensamento do artista é evidente: aquelas duas almas, se escaparam às penas eternas, devem-no unicamente ao Rosário, que em vida rezariam, ou que uma pessoa amiga teria rezado por elas enquanto viviam afastadas de Deus.

Voltar para o Índice do livro Mês do Rosário, de Mons. Ascânio Brandão

(BRANDÃO, Monsenhor Ascânio. O Mês do Rosário, Edições do “Mensageiro do Santíssimo Rosário”, 1943, p. 151-158)

Terceiro Mistério Gozoso: Nascimento de Jesus

Meditação para 18 de Outubro: Terceiro Mistério Gozoso: Nascimento de Jesus
Evangelho de São Lucas 2, 1-20:

“Apareceu naquele tempo um edito de Cesar Augusto para que se fizesse o recenseamento dos habitantes de toda a terra. Este primeiro recenseamento foi feito por Cirilo, governador da Síria; e todos ia fazer-se inscrever, cada qual na sua cidade. Subiu, também, José da cidade de Nazaré, na Galileia, à cidade de Davi, que se chamava Belém, na Judeia, porque era da casa e da família de Davi, a fim de se alistar com Maria, sua esposa, que ia ser mãe. Estando nessa cidade, completaram-se os dias da maternidade de Maria, e ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em panos e reclinou num presépio, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, naquela mesma região, havia uns pastores que velavam, revezando-se durante a noite, na guarda dos seus rebanhos. Eis que lhes apareceu um Anjo do Senhor, envolvendo-os em uma claridade divina, e eles se encheram de grande temor. Mas o Anjo lhes disse: “Não temais, porque vos trago uma notícia que será de grande alegria para todo o povo: é que hoje, na cidade de Davi, vos nasceu um salvador que é o Cristo Senhor. E este é o sinal que vo-lo fará conhecer. Encontrareis o menino envolto em panos, reclinado em um presépio”. No mesmo instante uniu-se ao Anjo uma multidão da milícia celeste que louvava a Deus dizendo: Glória, a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos homens de boa vontade. Logo que os Anjos se retiraram e foram para o céu, os pastores começaram a dizer uns aos outros: “Vamos até Belém para vermos este prodígio que aconteceu”. Partiram, pois, a toda pressa, e encontraram Maria, José e o Menino deitado em um presépio. E contemplando-o reconheceram a verdade do que lhes fora dito a seu respeito. Todos aqueles que ouviram falar deste prodígio se admiraram do que lhes disseram os pastores. Maria, porém, conservava estas coisas todas, meditando-as no seu coração. E os pastores votaram, louvando e glorificando a Deus por tudo o que tinham ouvido e presenciado, conforme lhes anunciara o Anjo”

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Primeiro Mistério Gozoso: Anunciação

Meditação para 16 de Outubro: Primeiro Mistério Gozoso: Anunciação

Mistérios do Rosário

A beleza do Rosário está em ser uma completa oração, unindo à oração vocal, a meditação dos principais mistérios da nossa fé. Após havermos refletido sobre as grandezas, poder e vantagens do Rosário, passemos à consideração, ao estudo de cada um dos seus mistérios, e dos frutos que deles podemos tirar para nossa santificação e salvação eterna. O primeiro mistério é da Anunciação. Como o descreve o Evangelho? Continue reading

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