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O Coração de Jesus, modelo de Mansidão

Sagrado Coração de Jesus

Discite a me, quia mitis… sum corde — “Aprendei de mim, que sou manso… de coração” (Mt 11, 29)

Sumário. Um dos caracteres mais atrativos e especiais do Coração de Jesus é a virtude da mansidão. O nosso divino Redentor foi chamado Cordeiro, não somente por causa do sacrifício da cruz, em que devia ser imolado, mas ainda por causa da mansidão que mostrou durante toda a sua vida e particularmente no tempo da sua dolorosa Paixão. Ó! Quanto agrada ao Coração de Jesus um coração manso, que sabe suportar as afrontas I As suas orações são sempre agradáveis a Deus. Continue reading

Santo Afonso, modelo de Mansidão e de Humildade

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Devoção a Santo Afonso como modelo das Virtudes Fundamentais.
Mês de Agosto

Discite a me, quia mitis sum et humilis corde — “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 29)

Sumário. Uma das razões pelas quais aprouve ao Senhor dispensar tantas graças ao nosso santo, foi vê-lo muito humilde. Inúmeras vezes foi maltratado e desprezado; mas suportou tudo em paz dizendo: Se me conhecessem melhor, tratar-me-iam pior ainda. Que vergonha para nós, que somos tão orgulhosos e ficamos ressentidos com o mais leve desprezo! Procuremos ao menos para o futuro imitar a Santo Afonso, e persuadam-nos de que a humildade se alcança mais pela prática do que por meio de mil teorias. Continue reading

Doçura ou Mansidão

Doçura ou Mansidão, Tesouros de Cornélio à Lápide

Necessidade da doçura

Cuidai de que não desapareça jamais a mansidão de vosso coração, diz Santo Agostinho: De corde lenitas non recedat (Medit.). Não vos vingueis por vossa própria conta, mas dai lugar a que passe a cólera, diz São Paulo: Non vos metipsos defendentes, sed date locum irae (Rm 12, 19).

Deixai passar a ira, isto é, guardai silêncio, cedei aquele que se enfurece, sede dóceis, sofrei com paciência a injúria, não digais nada até que a calma tenha modificado vosso coração para que caiba nele a doçura e a caridade.

Irmãos meus, diz São Paulo aos Gálatas, se alguém cair desgraçadamente em algum delito, vós que sois espirituais, cuidai de levantá-lo com doçura, refletindo naquilo que se passa com cada um de vós mesmos, e temendo cair, como ele, na tentação: Fratres, et si praeoccupatus fuerit homo in aliquo delicto; vos, qui spiritales estis, hujusmodi instruite in spiritu lenitatis, considerans te ipsum ne et tu tempteris (Gl 6, 1).

Jesus Cristo, diz Santo Agostinho, pronunciou estas palavras: Aprendi de mim, não a fazer um mundo, não a criar as coisas visíveis e invisíveis, não criar outras maravilhas aqui na terra, nem a ressuscitar os mortos; mas, sim, aprendei de mim como ser manso e humilde de coração: Discite a me, non mundum fabricare, non cuncta visibilia et invisibilia creare, non ipso in mundo mirabilia facere, et mortos suscitare; sed quoniam mitis sum et humilis corde (Serm. de Verb. Dom. in Matth.). Continue reading

Excelência da Mansidão

Meditação para o Vigésimo Primeiro Sábado depois de Pentecostes. Excelência da Mansidão

Meditação para o Vigésimo Primeiro Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre as vantagens da mansidão, e veremos que com esta virtude podemos tudo:

1.° Sobre o coração de Deus;

2.° Sobre o coração do próximo;

3.° Sobre o nosso próprio coração.

— Tomaremos a resolução:

1.° De reprimirmos, ainda quando estamos sós, até os menores impulsos de impaciência, de precipitação e descontentamento que nos sobrevierem;

2.° De termos para com todas as pessoas, sem exceção, maneiras e palavras brandas e afáveis.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Aprendei de mim que sou manso, e achareis descanso para as vossas almas” – Discite a me quia mitis sum… et invenietis requiem animabus vestris (Mt 11, 29)

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As Virtudes da Humildade e da Mansidão

Mês de Agosto: As Virtudes da Humildade e da Mansidão

Mês de Julho: A Virtude da Obediência

Mês de Agosto

Breve introdução sobre a humildade e mansidão e o Apóstolo Patrono

Sem a humildade não se pode agradar a Deus:

“Deus resiste aos soberbos, dá a Sua graça aos humildes” (Tg 4, 6)

A humildade de espírito consiste em nos termos por miseráveis como realmente o somos. Na prática:

1.º Desconfiemos sempre de nós mesmos;

2.º Não nos gloriemos de coisa alguma;evitemos até falar a nosso respeito;

3.º Não nos indignemos contra nós mesmos depois duma falta, mas levantemo-nos, contando com o socorro de Deus para não cairmos mais;

4.º Sejamos compassivos para com as quedas dos outros;

5.º Olhemo-nos como os maiores pecadores do mundo, pois tantas graças havemos recebido e tão pouco nos havemos aproveitado delas.

— A humildade de coração exige que folguemos de ser desprezados pelos outros. Na prática:

1.º Recebamos tranquilamente as admoestações, e agradeçamos a quem nos corrige;

2.º Quando recebemos alguma afronta, suportemo-la com paciência, e procuremos amar ainda mais aquele que nos despreza. Que de desprezos não padeceu Jesus por nós?

Dize, muitas vezes, com Santo Agostinho:

“Senhor, fazei-me conhecer quem Sois Vós e quem sou eu, para que Vos ame e me despreze”

Sabes quantos pecados cometestes; sabes que tua vida inteira é uma cadeia ininterrupta de faltas e que merecestes talvez mais castigo do que recompensa por tuas boas obras, visto estarem cheias de imperfeições. Persuade-te, pois, que ignomínia e desprezo é que mereces e alegra-te quando os tiveres de suportar.

Nunca fales coisa alguma em teu louvor, quer se trate de teus talentos, de tuas boas obras, de teres ilustre descendência ou de qualquer outra prerrogativa. Quando, porém, fores louvado por outros, humilha-te interiormente, lançando uma vista a teus pecados. Sendo criticado, não te irrites com isso, agradece antes a quem te repreende, pois seria muito injusto, como diz São Bernardo, se quisesses te irritar contra aquele que te mostra o caminho da salvação. Mesmo sendo a repreensão injusta, deves, por amor à santa humildade, renunciar à tua defesa, a não ser que a tua justificação seja necessária para evitar um escândalo público. Convence-te que, para chegares à perfeição, deves ser humilhado sensivelmente.

Ainda que todos que te circundam fossem santos, Deus saberia dispor as coisas de tal maneira que encontrarias toda a espécie de contradição, e serias desprezado, criticado e posposto aos outros. Por isso toma a peito a bela admoestação que o Pe. Torres dava a seus penitentes:

“Rezai todos os dias um Pai-Nosso e uma Ave-Maria em louvor da vida desprezada de Jesus e oferecei-vos para suportar não só com calma, mas até com alegria, toda a adversidade e desprezo que Deus vos enviar; pedi-Lhe ao mesmo tempo Seu auxílio para que possais executar a vossa resolução’’

Não te deixes dominar jamais peia ira, aconteça o que acontecer. Se às vezes te sentires internamente irritado, encomenda-te quanto antes a Deus, reprime tua língua e nada faças antes de se acalmar por completo tua irritação.

Se tiveres de dar alguma ordem a alguém, faze-o mais suplicando do que mandando. Se tiveres de agir com severidade, acautela-te contra todo o azedume, tão desaprovado por São Tiago; ajunta sempre à séria exortação algumas palavras de bondade.

Mostra-te benévolo e caridoso para com todos, em toda a ocasião e lugar, mas especialmente quando encontrares alguma contradição. Para esse fim prepara-te na oração para todas as contrariedades que te poderão suceder; assim praticaram os santos e essa prática levou-os a suportar com paciência todas as ofensas, e até pancadas e maus tratos. Não percas igualmente a coragem à vista de teus próprios defeitos, mas ergue-te com toda a tranquilidade de tua queda, humilha-te diante de Deus e continua resolutamente o teu caminho.

Sumário
I. A sua natureza
II. Da grande importância da Humildade
III. Da Humildade do Entendimento
IV. Da Humildade da Vontade
V. Da grande importância da Mansidão
VI. Do Exercício da Mansidão
VII. Meios contra a Raiva
VIII. A Humildade e a Mansidão do Redentor
IX. A Prática da Humildade e da Mansidão
X. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Agosto: As Virtudes da Humildade e da Mansidão. Apóstolo Patrono: São Bartolomeu

Mês de Agosto: As Virtudes da Humildade e da Mansidão. Apóstolo Patrono: São Bartolomeu

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A Eucaristia, modelo dos nossos deveres para com o Próximo e para Conosco

Meditação para o 2º Domingo depois do Pentecostes. A Eucaristia, modelo dos nossos deveres para com o Próximo e para Conosco

Meditação para o 2º Domingo depois do Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos visto como a vida perfeita de Jesus Cristo na Eucaristia nos ensina os nossos deveres para com Deus, veremos como ela nos ensina os nossos deveres:

1.° Para com o próximo;

2.° Para conosco.

— Tomaremos a resolução:

1.° De imitarmos, nas nossas relações com o próximo, a caridade, a mansidão e a paciência de Jesus no Santíssimo Sacramento;

2.° De nos aproximarmos o mais possível de Seu espírito de mortificação o e de humildade.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Dei-vos o exemplo, para que, como eu fiz, assim façais vós também” – Exemplum dedi vobis, ut quemadmodum ego feci vobis, ita et vos faciatis (Jo 13, 15)

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Mansidão e Humildade de Jesus Cristo ultrajado

Meditação para a Terça-feira da Quinquagésima. Mansidão e Humildade de Jesus Cristo ultrajado

Meditação para a Terça-feira da Quinquagésima

SUMARIO

Consideraremos quanto o mistério de Jesus ultrajado na Eucaristia faz sobressair:

1.° A Sua humildade;

2.° A Sua bondade;

3.° A perfeição do Seu recolhimento de espírito.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De tratarmos hoje toda a gente com bondade e urbanidade;

2.° No meio da distração geral, de nos conservarmos em um espírito de meditação e de oração.

O nosso ramalhete espiritual será o convite do Salmista:

“Vinde, adoremos e prostremo-nos diante do Senhor” – Venite, adoremus, et procidamus… ante Dominum (Sl 94, 6)

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Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania. Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de termos aprendido a humildade no berço do Salvador, iremos aprender:

1.° A mansidão;

2.° A necessidade da humildade para adquirir a mansidão: porque não se é manso sem que  se seja humilde.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos sobre nós, para nunca nos deixarmos vencer dos ímpetos de cólera;

2.° De nunca falarmos ou obrarmos nos momentos de emoção, mas de esperarmos o sossego e o sangue frio da mansidão.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salvador:

“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde (Mt 11, 29)

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Panegírico de São Francisco de Sales

Panegírico de São Francisco de Sales

São Francisco de Sales nasceu em 1567, no castelo de Sales, perto de Annecy. Completou os seus estudos em Paris e estudou direito em Pádua, foi advogado em Chambery, entrou nas ordens sacras e foi toda a sua vida um modelo de zelo e de piedade. Tendo-se feito missionário, converteu muitos protestantes do Chablais e do país de Gex. Depois, nomeado bispo de Genebra, cuidou zelosamente das suas ovelhas, e veio por várias vezes à França, onde pregou pela Quaresma com o mais brilhante triunfo. Fundou a confraria da Cruz e, em 1610 a Ordem da Visitação, confirmada por Paulo V. Era incansável na sua devoção sempre ativa. Três dias antes de morrer, ainda pregava, apesar do quebrantamento das forças. A sua festa celebra-se a 24 de Janeiro, no calendário litúrgico para o rito na forma Ordinária; e a 29 de Janeiro, para o rito na forma Extraordinária.

Pregado em Paris, no mosteiro da Visitação, 28 de dezembro de 1662.

SUMÁRIO

Exórdio.  Não parece ser difícil louvar um Pai tão venerável perante filhas tão respeitosas. Bossuet, porém, deseja que outrem faça o elogio do santo.

Proposição e divisão.  É muito natural quererem os homens elevar-se a lugares eminentes para ostentarem pomposamente o lustre de uma grandeza majestosa. Outro tanto se não dá com São Francisco de Sales, a quem o orador considera sucessivamente:

1.° Como doutor e Pregador;

2.° Como bispo;

3.° Como diretor das almas.

Sob estes três pontos de vista, mostra Bossuet como ele foi na Igreja de Deus um astro luminoso e vivificador.

1.º Ponto. — Como doutor e pregador, São Francisco procurou no Evangelho essa ciência que não só ilumina as almas, mas também lhes dá a piedade, ciência que fortifica o espírito e lhe dá luz, que sabe mostrar o caminho da virtude e conduzir a ele, que sabe ensinar a devoção e até obrigar os pagãos a amá-la.

2.º Ponto. — Como bispo, evitou todos os desvios da ambição, viu apenas no seu cargo eminente mais um meio para ensinar a ciência de Jesus Cristo, e não um degrau para se alcandorar as dignidades eclesiásticas. Insensível aos aplausos e ao favor do público, também o foi aos desagrados em que incorreu e as injustiças de que foi vítima.

3.º Ponto. — Como diretor das almas, insinuou-se ao mesmo tempo no coração e no espírito, e a brandura foi o seu principal meio de triunfo. De extraordinária caridade, teve compaixão e condescendência para com todos os pecadores, mas particularmente para com os hereges.

Peroração. Elogio e carácteres da caridade, segundo São Francisco de Sales e Santo Agostinho. A caridade é dispensada a todos.

Ille erat lucerna ardens et lucens
Ele era uma… luz ardente e resplandecente
(Jo 5, 35)

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A Mansidão para Conosco

Parte III
Capítulo IX

Um modo de fazer um bom uso desta virtude é aplicá-la a nós mesmos, não nos irritando contra nós e nossas imperfeições; o motivo, pois, que nos leva a sentir um verdadeiro arrependimento de nossas faltas não exige que tenhamos uma dor repassada de aborrecimento e indignação. É quanto a esse ponto que erram muitos continuamente, agastando-se por estarem agastados e amofinando-se por estarem amofinados, porque assim conservam aceso no coração o fogo da cólera e, bem longe de abrandar deste modo a paixão, estão sempre prestes a exasperar-se a primeira ocasião. Além de que esta ira, pesar e aborrecimento contra si mesmo encaminham ao orgulho, procedem do amor-próprio que se perturba e inquieta por nos ver tão imperfeitos. Continue reading

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