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Mortificação da Língua

Meditação para a Décima Sexta Quinta-feira depois de Pentecostes. Mortificação da Língua

Meditação para a Décima Sexta Quinta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre a mortificação da língua, e veremos:

1.º Quão nociva é a língua, quando se não sabe refreá-la;

2.° Quão útil é, quando refreada.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos lembrarmos, quando falarmos, de que Deus ouve todas as nossas palavras e nos obrigará a dar uma rigorosa conta delas;

2.° De nunca falarmos do próximo senão para dizer bem dele ou ao menos de nada dizermos que o ofenda;

3.° De falarmos pouco e com moderação: quem fala muito e fala alto, fala sem reflexão e sem prudência.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo São Tiago:

“Se algum cuida que tem religião não refreando a sua língua, a sua religião é vã” – Si quis putat se religiosum esse, non refrenens linguam suam… hujus vana est religio (Zc 1, 26)

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Contra a Língua dos Murmuradores

Meditação para o Dia 22 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XXXV – L. III

Jesus Cristo: Filho, não te escandalizes se alguns tiverem má opinião e disserem o que não quiseres ouvir. Tu deves pensar mais mal de ti e crer que és o mais imperfeito de todos os homens. Se andares recolhido dentro de ti, que te importarão as palavras que o vento leva? Não é pouca prudência saber calar no tempo adverso e voltar-se para Mim de coração, sem se inquietar do que dirão os homens. Continue reading

Alguns outros avisos acerca do Falar

Parte III
Capítulo XXX

Seja sincera tua linguagem, agradável, natural e fiel. Guarda-te de dobrez, artifícios e toda sorte de dissimulações, porque, embora não seja prudente dizer sempre a verdade, entretanto é sempre ilícito faltar a verdade. Acostuma-te a nunca mentir, nem de propósito nem por desculpa nem doutra forma qualquer, lembrando-te que Deus é o Deus da verdade.

E, se alguma mentira te escapar, por descuido e a podes reparar por uma explicação ou de algum outro modo, faze-o prontamente. Uma escusa verdadeira tem muito maior graça e eficácia, para justificar, que uma mentira meditada.

Conquanto se possa as vezes disfarçar e encobrir a verdade por algum artifício de palavras, só o devemos fazer nas coisas importantes, quando a glória e o serviço de Deus o exigem manifestamente; fora disso são estes artifícios muito perigosos, tanto assim que diz a Sagrada Escritura que o Espírito Santo não habita num espírito dissimulado e duplo. Continue reading

Honestidade das Palavras e Respeito que se deve ao Próximo

Parte III
Capítulo XXVII

Se alguém não peca por palavras, é um homem perfeito, diz São Tiago.

Tem todo o cuidado em não deixar sair de teus lábios alguma palavra desonesta, porque, embora não proceda duma má intenção, os que a escutam a podem interpretar de outra forma. Uma palavra desonesta que penetra num coração frágil estende-se como uma gota de azeite e as vezes toma posse de tal modo dele que o enche de mil pensamentos e tentações sensuais. É ela um veneno do coração, que entra pelo ouvido; e a língua que serve de instrumento a esse fim é culpada de todo o mal que o coração pode vir a sofrer, porque, ainda que neste se achem disposições tão boas que frustrem os efeitos do veneno, a língua desonesta, quanto dela dependia, procurou levar esta alma a perdição. Nem se diga que não se prestou atenção, porque Nosso Senhor disse que a boca fala da abundância do coração. E, mesmo que não se pensasse nada de mal, o espírito maligno o pensa e por meio dessas palavras suscita o sentimento mau nos corações das pessoas que as ouvem.

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As Conversas e, em primeiro lugar, como se há de falar de Deus

Parte III
Capítulo XXVI

Um dos meios mais triviais que tem os médicos para conhecer o estado de saúde de uma pessoa é a inspeção da língua; e eu posso afirmar que as nossas palavras são o indício mais certo do bom ou do mau estado da alma. Nosso Senhor disse:

Por vossas palavras sereis justificados e por vossas palavras sereis condenados

Muitas vezes e espontaneamente movemos a mão para o lugar em que sentimos uma dor e movemos a língua, a todo o amor que sentimos no coração.

Se amas a Deus, Filotéia, falarás frequentemente de Deus nas tuas conversas íntimas com as pessoas de casa, com teus amigos e vizinhos:

A boca do justo, diz a Escritura, meditará sabedoria e a sua língua falará prudência.

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