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Amor à Humildade (Julho, 1752)

2ª Carta Circular de Santo Afonso: Amor à Humildade (Julho, 1752)

Aos Padres e Irmãos da Congregação do Santíssimo Redentor

Nota: Nesta Carta Santo Afonso recomenda vivamente a humildade, o amor dos desprezos, e reprova o zelo indiscreto de certos espíritos irrequietos e críticos.

Nocera, 27 de julho de 1752

Padres e Irmãos caríssimos em Jesus Cristo. Peço a Deus que expulse quanto antes esses espíritos orgulhosos, que não podem e não querem suportar nenhuma repreensão ou desprezo na Congregação, nem dos superiores, nem ainda dos iguais o inferiores. Peço ao Senhor que me expulse a mim, em primeiro lugar, se jamais me dominar esse espírito de soberba. Continue reading

Sofrer e Perdoar

Meditação para o Dia 29 de Julho

Como é doce a paciência dos santos! Sabem sofrer e sabem perdoar! Um homem perverso e cruel atirou com violência uma pedra que foi ferir gravemente o santo e pobrezinho São Bento Labre. Inclinou-se humildemente o santo, tomou a pedra, beijou-a e colocou-a respeitosamente num muro do caminho. Prosseguiu a viagem a rezar todo o tempo pelo seu agressor. Que doçura e paciência! Isto é ser cristão, é ser verdadeiro discípulo de Jesus Cristo! Continue reading

Honestidade das Palavras e Respeito que se deve ao Próximo

Parte III
Capítulo XXVII

Se alguém não peca por palavras, é um homem perfeito, diz São Tiago.

Tem todo o cuidado em não deixar sair de teus lábios alguma palavra desonesta, porque, embora não proceda duma má intenção, os que a escutam a podem interpretar de outra forma. Uma palavra desonesta que penetra num coração frágil estende-se como uma gota de azeite e as vezes toma posse de tal modo dele que o enche de mil pensamentos e tentações sensuais. É ela um veneno do coração, que entra pelo ouvido; e a língua que serve de instrumento a esse fim é culpada de todo o mal que o coração pode vir a sofrer, porque, ainda que neste se achem disposições tão boas que frustrem os efeitos do veneno, a língua desonesta, quanto dela dependia, procurou levar esta alma a perdição. Nem se diga que não se prestou atenção, porque Nosso Senhor disse que a boca fala da abundância do coração. E, mesmo que não se pensasse nada de mal, o espírito maligno o pensa e por meio dessas palavras suscita o sentimento mau nos corações das pessoas que as ouvem.

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Jesus é conduzido diante de Herodes, que o despreza e trata como um insensato

Capítulo XXII

Sprevit illum Herodes cum exercitu suo, et illusit indutum veste olha, et remisit ad Pilatum – “Herodes e sua corte desprezou-o, e, tratando-o com irrisão, o revestiu de uma veste branca e o reenviou a Pilatos” (Lc 23, 2)

Tinha o nosso bom Mestre passado a noite no meio dos criados do sumo sacerdote: todos os insultos, todas as afrontas que é possível imaginar, sofrera em silêncio, sem se queixar, tudo oferecendo ao Pai para nos obter o perdão dos nossos pecados.

“Tendo chegado o dia, diz Santo Afonso de Ligório no Amor de Jesus, os judeus levam Jesus a Pilatos para que este o condene à morte; mas Pilatos declara-o inocente, e para se livrar das impertinências dos judeus, que continuam a pedir a morte do Salvador, envia-o a Herodes. Sumo prazer sentiu Herodes ao ver em sua presença Jesus Cristo; esperava que ele para se livrar da morte faria diante de si alguns daqueles prodígios de que tanto ouvia falar e assim começa a fazer-lhe muitas perguntas. Mas, porque Nosso Senhor não se queria livrar da morte, nem Herodes era digno de suas respostas, Jesus guardou silencio e nada respondeu. Então este rei soberbo, “com toda a sua corte o encheu de desprezos, e vestindo-lhe uma veste branca” para assim ser olhado como um ignorante e um insensato, o tomou a mandar a Pilatos.

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