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A Visitação da Santíssima Virgem

Capítulo 12: A Visitação da Santíssima Virgem
Maria faz brilhar neste mistério

Fervor admirável

Apenas a bem-aventurada Virgem concebeu o Verbo Eterno, abrasada toda no fogo sagrado que Ele veio trazer à terra, parte apressadamente para o país das montanhas, onde morava sua prima Santa Isabel. Vede com que docilidade e ardor esta Virgem admirável obedece às inspirações da graça, às impressões do divino amor que transporta seu coração! A distância dos lugares, a fadiga da jornada, a certeza dos perigos, nada a suspende: as dificuldades não fazem mais do que animar o seu fervor e coragem. Logo que conhece a vontade de Deus, põe-se a caminho; não cuida senão em obedecer à voz d’Aquele que a chama, e em cumprir um dever de caridade para com a mãe do Santo Precursor. Eis aqui a imagem de uma alma fervorosa no serviço de Deus, de uma alma em que habita o Espírito Santo. Dócil às inspirações da graça, serve ao Senhor com santa alegria, caminha com empenho pelas veredas da justiça; enquanto a alma tíbia, não faz mais do que arrastar-se pelo caminho do céu, não se presta ao que é do serviço de Deus, senão com deplorável negligência. Examinemos em que estado nos achamos diante de Deus, e tremamos, se em nós sentirmos os tristes sinais da tibieza. Nada há mais perigoso para a salvação. Continue reading

Do quarto fruto da quinta palavra

Capítulo 23: Do quarto fruto da quinta palavra
Resta ainda um fruto, e docíssimo, para colher da palavra: Tenho sede. Santo Agostinho, explanando o Salmo 68, diz, relativamente a esta palavra, que ela mostrara não só o desejo de bebida corporal, mas também o ardente desejo de Cristo pela conversão e salvação dos Seus inimigos, nós, porém, pela ocasião que nos oferece a explanação de Santo Agostinho, podemos subir mais alto e dizer que a sede de Cristo era a sede da glória de Deus e da salvação dos homens; e que a nossa deve ser da glória de Deus, da honra de Cristo, da nossa salvação e da salvação do nosso próximo. Que Cristo teve sede da glória de seu Pai e da salvação das almas, não pode duvidar-se, pois isto o diz, clamando, todas as Suas obras, todas as Suas pregações, todos os martírios que sofreu, todos os Seus milagres. Devemos pensar de preferência a tudo, para não sermos ingratos a tamanho benefício, sobre o modo porque possamos de tal sorte inflamar-nos, que tenhamos verdadeira sede da honra de Deus, que amou os homens até sacrificar por eles o seu Unigênito (Jo 3); e termo-lO, juntamente e do mesmo modo da glória de Cristo, que nos amou e Se entregou a Si, mesmo por nós, oferenda e hóstia a Deus em perfume de suavidade (Ef 5), e para também nos compadecermos dos nossos irmãos de sorte que tenhamos ardentíssima sede da sua salvação. Continue reading

Zelo pela Salvação das Almas

Meditação para a Vigésima Quarta-feira depois de Pentecostes. Zelo pela Salvação das Almas

Meditação para a Vigésima Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o zelo pela salvação das almas, e veremos:

1.° Quanto Deus ama as almas;

2.° Quanto este amor de Deus para com as almas nos obriga a ter zelo em Ih’as ganhar.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De empregarmos todos os meios que pudermos para fazer voltar para Deus os nossos parentes, amigos ou conhecidos, que abandonaram as práticas religiosas;

2.° De trabalharmos nesta santa obra com as nossas orações, nossas meigas palavras, nossos bons exemplos, principalmente com o exemplo de um bom gênio tão próprio para conseguir que amem a religião.

O nosso ramalhete espiritual será o que os Atos dos Apóstolos dizem de São Paulo:

“O seu espírito se sentia comovido em si mesmo, vendo a cidade de Atenas toda entregue à idolatria” – Incitabatur spiritus ejus in ipso, videns idolatriae deditam civitatem (At 17, 16)

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Vida dos primeiros Cristãos

Meditação para a Terça-feira de Pentecostes. Vida dos primeiros Cristãos

Meditação para a Terça-feira de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos a ação admirável do Espírito Santo sobre os primeiros Cristãos de Jerusalém, e veremos que fez deles modelos:

1.° De abnegação;

2.° De piedade;

3.° De caridade.

—Tomaremos depois a resolução:

1.° De praticarmos durante o dia algum ato de mortificação ou de abnegação;

2.° De guardarmos em todo o nosso porte uma grande modéstia, como meio de nos acostumarmos ao recolhimento de espírito;

3.° De darmos provas da mais perfeita caridade a todos aqueles, com quem tivermos relações.

O nosso ramalhete espiritual será o belo elogio, que o Espírito Santo fez dos primeiros cristãos:

“Da multidão dos crentes o coração era um e a alma uma” – Multitudinis credentium erat cor unum et anima una (At 4, 32)

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O Apóstolo de Jesus Crucificado

Meditação para o Dia 25 de Janeiro

São Paulo é o Apóstolo da Cruz. Só quis conhecer e pregar Jesus Cristo crucificado. Por isso foi o Vaso de eleição para levar o nome de Jesus aos gentios.

“E eu lhe farei ver, disse o Senhor a Ananias, como é preciso sofrer pelo meu nome” (1)

O grande Apóstolo se gloriava nas suas dores, nas suas fraquezas, para ter a força Divina. “Libenter gloriabor in infirmitatibus meis ut maneat in me virtus Christi”. E não temia nem os ultrajes, nem as injúrias, perseguições, desprezos, açoites, por amor de Jesus Cristo, com quem vivia tão estreitamente unido, até à identificação, essa sublime identificação de que ele se fez o arauto. Continue reading

Meditação Final

Lições sobre as Almas do Purgatório

Lições do Purgatório

Meditação para o dia 30 de Novembro

Antes sofrer agora… depois… depois será terrível! Agora, nossas orações, sacrifícios esmolas têm um valor de certo modo infinito, pelos méritos do Sangue Preciosíssimo de Jesus Cristo. Podemos fazer por nós, isto é, ganhar para nossa alma aqui, e para as almas que sofrem no purgatório. Depois… ah!, quando nossa alma se separar do corpo, daremos contas até de uma palavra ociosa, como diz o Evangelho, e pagaremos até o último ceitil das nossas dívidas para com Deus. Agora quanto mérito e quanta riqueza para a vida eterna!

Aproveitemos o tesouro da misericórdia de Deus. Não abusemos da graça. Aproveitemos, sobretudo, o tesouro infinito da Santa Missa.

É o que melhor podemos dar às almas de nossos entes queridos. A Santa Missa é o primeiro e o maior dos sufrágios pelos mortos. Por ela se apagam nossos pecados e aliviadas são as almas do purgatório.

Afirma São Jerônimo, um dos grandes Doutores da Igreja: Enquanto a sacerdote celebra a Santa Missa, muitas almas são libertadas do purgatório.
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As Últimas Vontades dos Mortos

Funeral Católico: Respeitemos os Mortos!

Meditação para o dia 29 de Novembro

Somos obrigados a executar com justiça e consciência as últimas vontades dos nossos mortos. O que no leito de morte nos pediram, o que deixaram em testamento seja respeitado, porque daremos contas severas a Deus desta tremenda injustiça se lesarmos os direitos dos mortos e não cumprirmos suas últimas vontades.

As pobres almas do purgatório são vítimas da Justiça de Deus, porque devem expiar seus pecados, e muitas vezes também vítimas das injustiças dos homens. Herdeiros que defraudam os bens dos mortos e nem se lembram de lhes sufragar a pobre alma com uma só Missa! Filhos que discutem e se odeiam por uma miserável herança e cometem toda sorte de injustiças, lesando-se mutuamente numa louca ambição, ao invés de em paz honrarem a memória dos pais e cumprirem as cláusulas dos testamentos. É uma das mais tremendas injustiças. Lesar os vivos é um pecado, mas lesar os mortos tirando-lhes os sufrágios por injustiça, é um pecado que só pode atrair a vingança de Deus. Diz o Espírito Santo que haverá um juízo sem misericórdia para quem não usou de misericórdia.

“Que juízo tremendo e duro não há de ser o de quem defraudou os direitos dos mortos ? Lesar um pobre, disse o Quarto Concilio de Cartago, é se fazer assassino do pobre”

Que não será o que lesa o direito das pobres almas? Continue reading

Salva-te a Ti e a Outros

Meditação para o Dia 11 de Outubro

1. Sendo filho de Deus, nada deves desejar mais do que a realização do pedido “santificado seja o vosso nome“. Toda a criação é um hino à grandeza e à bondade infinita de Deus; pecando, causarás a mais dura dissonância. Oxalá teu proceder nunca fale outra linguagem o que a tua boca, quando esta reza: “santificado seja o vosso nome“! Esse pedido do Pai-Nosso exprime também o desejo de que todos que a Deus ainda não conhecem cheguem a conhecê-Lo, a servi-Lo e amá-Lo. O que fazes para que o nome de Deus seja por todos santificado? Converteste ao menos uma pessoa, por meio de orações, conselhos, humilhações e sacrifícios? Continue reading

Ser Apóstolo

Meditação para o Dia 09 de Setembro

1. Ser-te-á suficiente não escandalizar a ninguém e não concorrer para a perdição do próximo? Terás por meritório não ter precipitado a ninguém na água ou no abismo? Se alguém, lutando com as ondas, precisar do teu socorro, negar-lho-ás? Não! Tão pouco podes ser indiferente quanto à sorte de tantas almas. Ou ousarás dizer:

“Por ventura sou eu o guarda de meu irmão?”

Que seria de ti, se Jesus, se os apóstolos e teus diretores espirituais assim tivessem falado! Deves fazer, pela alma do próximo, quanto permitirem tuas forças. Continue reading

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