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Deus deve ser o nosso único fim

Meus cibus est, ut faciam voluntatem eius qui misit me, ut perficiam opus eius — “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou, para consumar a sua obra” (Jo 4, 34)

Sumário. Pobre da alma que conserva apego a qualquer bem terrestre com desagrado de Deus! Ela nunca terá paz na vida presente, com grande risco de nem na outra a conseguir. Bem-aventurado, ao contrário, aquele que só busca ao Senhor e pelo amor dele renuncia a todas as coisas! Alcançará a verdadeira liberdade dos filhos de Deus, e mesmo cá na terra terá um antegosto dos bens que lhe estão preparados no céu. Procuremos, pois, em todas as nossas ações, não ter outra coisa em mira, senão o agrado do Senhor, e digamos muitas vezes: Meu Jesus, só a Vós quero, e nada mais. Continue reading

Do amor a Deus

Diliges Dominum Deum tuum ex toto corde tuo — “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração” (Mt 22, 37)

Sumário. Entre todos os amigos do mundo, onde encontraremos um mais fiel, mais amante do que Deus? Amemo-lo, pois, conforme o seu desejo, de todo o coração, e agradeçamos-lhe muitas vezes o obséquio que nos fez chamando-nos a seu amor. Estejamos certos de que Jesus Cristo não se deixará vencer em amor, e recompensará, cem por um, o que fizermos por amor dele. Cada ato intensivamente perfeito de amor para com Deus, faz-nos adquirir um novo mérito igual a todos os méritos dantes adquiridos. Continue reading

Quem ama a Deus, não deve temer a Morte

Moriatur anima mea morte iustorum, et fiant novissima mea horum similia — “Morra a minha alma de morte dos justos, e sejam os meus novíssimos semelhantes aos deles” (Nm 23, 10)

Sumário. É certo que, sem uma revelação especial, ninguém pode ter a certeza infalível acerca da sua salvação; mas pode ter dela uma certeza moral aquele que se deu deveras a Deus, detesta os pecados cometidos, persevera na vida devota, e está disposto a antes morrer do que perder a graça divina; e, sobretudo, aquele que tem um desejo ardente de amar a Jesus Cristo, deseja vê-lo amado dos outros, e sente tristeza de o ver ofendido. Longe de aborrecer a morte, deve amá-la, porque o porá em estado de ver Deus face a face, e de gozá-lo por toda a eternidade. Continue reading

Amor ao próximo

Amor ao próximo, Tesouros de Cornélio à Lápide

O que é a caridade

A caridade não é outra coisa que a boa vontade, diz Santo Agostinho: Quid aliud est caritas quam bona voluntas? (De Morib.). Por sua essência, a caridade, diz São João Clímaco, tem tanta semelhança com Deus, quanto podem perceber os mortais. Por sua eficácia, é uma espécie de embriagues da alma; enfim, suas propriedades são ser o fundamento da fé e o sustento de uma alma paciente (Grado 5°).

Necessidade da caridade

Amareis ao Senhor vosso Deus com todo vosso coração, com toda a vossa alma e todo vosso espírito, disse Jesus Cristo em São Mateus. Este é o maior e primeiro dos mandamentos (Mt 22, 37-38). Porém, eis aqui um segundo, semelhante àquele: Amareis a vosso próximo como a vós mesmos: Diliges proximum tuum sicut te ipsum (Mt 22, 40). Continue reading

Confiança em Deus

Meditação para o 23º Domingo depois do Pentecostes. Confiança em Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 18-26

Naquele tempo, 18enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, aproximou-se um chefe que se prostrou diante dele e disse: «Minha filha acaba de morrer, mas vem impor-lhe a tua mão e viverá.»

19Jesus, levantando-se, seguiu-o com os discípulos. 20Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, 21pois pensava consigo: ‘Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.’ 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada.

23Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: 24«Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele. 25Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. 26A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.

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Zelo pela Glória de Deus

Meditação para a Vigésima Terça-feira depois de Pentecostes. Zelo pela Glória de Deus

Meditação para a Vigésima Terça-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o sexto efeito do amor de Deus, que é o zelo pela sua gloria e veremos:

1.º A obrigação deste zelo;

2.° Os seus caracteres.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De impedirmos por todos os meios, que estiverem ao nosso alcance, principalmente com os nossos bons exemplos e conselhos, a ofensa de Deus, os males da religião e da Igreja;

2.° De contribuirmos para as boas obras, quanto for possível, com a nossa pessoa e o nosso dinheiro.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Santo Inácio:

“Para maior glória de Deus” – Ad maiorem Dei gloriam

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A Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para a Décima Nona Segunda-feira depois de Pentecostes. A Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para a Décima Nona Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Prosseguiremos as nossas meditações sobre a conformidade com a vontade de Deus; e veremos:

1.° Que esta perfeita conformidade é o segredo da felicidade, até mesmo neste mundo;

2.º Que fora disto não há senão desgraça.

— Tomaremos a resolução:

1.° De seguirmos unicamente a vontade de Deus, tanto na prosperidade como na adversidade, e de nunca nos deixarmos perturbar seja pelo que for;

2.º De pormos a nossa alegria em ser guiados em todas as coisas pela vontade divina, como o menino pela mão de sua mãe.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“Tomastes-me pela minha mão, Senhor, e me conduzistes segundo a vossa vontade” – Tenuisti manum dexteram meam, (Domine), et in voluntate tua deduxiste me (Sl 72, 24)

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Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para a Décima Oitava Sexta-feira depois de Pentecostes. Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para a Décima Oitava Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o terceiro efeito do amor de Deus, que é a conformidade com a vontade divina, e veremos:

1.º Em que consiste esta conformidade;

2.° Como é uma consequência lógica do amor de Deus.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De estarmos sempre contentes com Deus, com a posição que nos criou;

2.º De nada desejarmos, nada pedirmos, nada recusarmos, mas de querermos somente em todas as coisas a vontade de Deus.

O nosso ramalhete espiritual será a terceira petição da oração dominical:

“Pai nosso, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu” – Pater, fiat voluntas tua sicut in caelo et in terra

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Do amor de Benevolência

Meditação para a Décima Oitava Quinta-feira depois de Pentecostes. Do amor de Benevolência

Meditação para a Décima Oitava Quinta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos meditado sobre o amor de complacência ou de santa alegria, que excita na alma a contemplação das perfeições divinas, meditaremos sobre o amor de benevolência, que é um segundo efeito do amor de Deus no coração; e veremos:

1.° Em que consiste este amor;

2.° Qual deve ser a sua prática.

— Tomaremos depois a resolução :

1.° De promovermos em toda a ocasião a glória de Deus e da sua religião, da sua Igreja, e do seu culto;

2 Todas as vezes que virmos ou ouvirmos ofender a Deus, de Lhe fazermos reparação por isso com atos de amor.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Elias:

“Eu me consumo de zelo por vós, Senhor Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o vosso pacto” – Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercitum, quia dereliquerunt pactum tuum filii Israel (1 Rs 19, 10)

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Do amor de Complacência

Meditação para a Décima Oitava Quarta-feira depois de Pentecostes. Do amor de Complacência

Meditação para a Décima Oitava Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o amor de complacência ou de alegria em Deus. Consideraremos:

1.° Em que consiste esta alegria;

2.° As grandes vantagens que ela obtém à alma.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De meditarmos muitas vezes sobre as infinitas perfeições de Deus, sobre a sua imensidade, a sua bondade, a sua onipotência, e de pormos toda a nossa felicidade em nos perdermos nestes sagrados abismos, admirando quanto é grande e superior a todo o ser;

2.° De estarmos sempre contentes com Deus e com o governo da sua Providência para conosco, seja o que for o que nos acontecer em bem ou em mal.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Santo Agostinho:

“Deus está contente com quem está contente com Ele” – Ille placet Deo cui placet Deus (Santo Agostinho, in Ps. 32)

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