Salve Maria!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, encontrei esta belíssima proposta para aprofundarmos nos estudos do Catecismo da Igreja Católica ao longo do Ano Litúrgico e, ousei facilitar e complementar ainda mais, trazendo comentários e os próprios parágrafos já nesta página, assim, desta maneira, àqueles que não possuem o Catecismo podem usufruir de todo o seu conteúdo já organizado aqui mesmo. Ademais, estou adicionando comentários nas partes importantes, ou seja, nos tempos que marcam os ciclos do Ano Litúrgico, a fim de contribuir na preparação e formação. Para tal finalidade, estou usando o Missal de Dom Beda OSB, que há instruções belíssimas e profundas para as mesmas.

Se você tem dúvidas ou ainda fica perdido quanto ao Ano Litúrgico, convido-lhe a ler nosso artigo aprofundado: como funciona o Ano Litúrgico, boa leitura!

TEMPO DO ADVENTO

I Semana do Advento

Domingo: A esperança dos céus novos e da terra nova (1042-1047)

Segunda-feira: A esperança dos céus novos e da terra nova, II parte (1048-1050)
Terça-feira: O homem, imagem de Deus (1701-1709)
Quarta-feira: As bem-aventuranças (1716-1717)
Quinta-feira: O desejo de felicidade (1718-1719)
Sexta-feira: A bem-aventurança cristã (1720-1724)
Sábado: As virtudes (1803-1804)

II Semana do Advento

Domingo: A Eucaristia, penhor da glória futura (1402-1405)

Segunda-feira: Distinção das virtudes cardeais (1805-1809)
Terça-feira: As virtudes e a graça (1810-1811)
Quarta-feira: As virtudes teologais: a fé (1814-1816)
Quinta-feira: A esperança (1817-1819)
Sexta-feira: A esperança, II parte (1820-1821)
Sábado: A caridade (1822-1826)

III Semana do Advento

Domingo: A preparação da vinda do Cristo (522-524)

Segunda-feira: A caridade, II parte (1827-1829)
Terça-feira: Dons e frutos do Espírito (1830-1832)
Quarta-feira: Abraão, o pai de todos os que têm fé (144-147)
Quinta-feira: Maria, bem-aventurada a que acreditou (148-149)
Sexta-feira: Maria, imagem escatológica da Igreja (971-972)

Dia 17 de dezembro: Concebido pelo poder do Espírito Santo (484-486)
Dia 18 de dezembro: Nascido da Virgem Maria (487-489)
Dia 19 de dezembro: O tempo das promessas (702-704)
Dia 20 de dezembro: O Espírito da promessa (705-706)
Dia 21 de dezembro: A Lei de Moisés, as promessas e a aliança (707-710)
Dia 22 de dezembro: A expectativa do Messias e do seu Espírito (711-713)
Dia 23 de dezembro: A expectativa do Messias e do seu Espírito, II (714-716)
Dia 24 de dezembro: Ave, cheia de graça (721-726)

TEMPO DO NATAL

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo
O mistério do Natal (525-526)

Oitava do Natal do Senhor

Dia 26 de dezembro: Deus enviou o seu Filho (422-424)
Dia 27 de dezembro: Anunciar a insondável riqueza de Cristo (425)
Dia 28 de dezembro (Santos Inocentes): Batizados pela sua morte por Cristo (1258)
Dia 29 de dezembro: Um Salvador, que é o Cristo Senhor (436-437)
Dia 30 de dezembro: Um Salvador, que é o Cristo Senhor, II (438-440)
Dia 31 de dezembro: Por que o Verbo se fez carne (456-460)

Sagrada Família de Jesus, Maria e José (domingo na Oitava do Natal)
Os mistérios da vida oculta de Jesus (531-534)

Dia 1º de Janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus
A maternidade virginal de Maria no desígnio de Deus (502-507)

Dia 2 de janeiro: O santíssimo nome de Jesus (430-435)
Dia 3 de janeiro: A Encarnação (461-463)
Dia 4 de janeiro: Verdadeiro Deus e verdadeiro homem (464-469)
Dia 5 de janeiro: De que maneira o Filho de Deus é homem (470-475)

Epifania do Senhor (6 de janeiro, ou domingo entre 2 e 8 de janeiro)
A manifestação de Jesus como Messias (528)

Dia 7 de janeiro: O Batismo de Cristo (1223-1225)
Dia 8 de janeiro: O Batismo na Igreja (1226-1228)
Dia 9 de janeiro: Os mistérios da vida de Cristo (512-515)
Dia 10 de janeiro: Os mistérios da vida de Cristo, II (516-518)
Dia 11 de janeiro: Os mistérios da vida de Cristo, III (519-521)
Dia 12 de janeiro: Cristo é o centro da catequese (426-429)

Batismo do Senhor (13 de janeiro ou dom. entre 9 e 13 de janeiro)
O Batismo de Jesus (535-537)

TEMPO DA QUARESMA

Quarta-feira de Cinzas: A penitência interior (1430-1433)
Quinta-feira depois das Cinzas: A conversão dos batizados (1425-1429)
Sexta-feira depois das Cinzas: O sacramento da Penitência e Reconciliação (1440-1449)
Sábado depois das Cinzas: Os atos do penitente (1450-1460)

I Semana da Quaresma

Domingo: As tentações de Jesus (538-540)

Segunda-feira: A realidade do pecado (386-387)
Terça-feira: O pecado original (397-401)
Quarta-feira: O duro combate contra o mal (407-409)
Quinta-feira: Deus não abandonou o homem ao poder da morte (410-412)
Sexta-feira: A misericórdia e o pecado (1846-1848)
Sábado: A definição do pecado (1849-1851)

II Semana da Quaresma

Domingo: A Transfiguração (554-556)

Segunda-feira: A diversidade dos pecados (1852-1853)
Terça-feira: A gravidade do pecado – pecado mortal e venial (1854-1860)
Quarta-feira: A gravidade do pecado – pecado mortal e venial, II (1861-1864)
Quinta-feira: A proliferação do pecado (1865-1869)
Sexta-feira: O Reino de Deus está próximo (541-542)
Sábado: O anúncio do Reino de Deus (543-546)

III Semana da Quaresma

Domingo: Os sinais do Reino de Deus (547-550)

Segunda-feira: A justificação (1987-1991)
Terça-feira: A justificação, II (1992-1995)
Quarta-feira: A graça (1996-2000)
Quinta-feira: A graça, II (2001-2003)
Sexta-feira: A graça, III (2004-2005)
Sábado: A santidade cristã (2012-2016)

IV Semana da Quaresma

Domingo: Jesus, o Senhor (446-451)

Segunda-feira: Era preciso que Cristo padecesse (571-573)
Terça-feira: Jesus e Israel (574-576)
Quarta-feira: Jesus e a Lei de Moisés (577-579)
Quinta-feira: Jesus e a Lei de Moisés, II (580-582)
Sexta-feira: Jesus e o Templo (583-584)
Sábado: Jesus e o Templo, II (585-586)

V Semana da Quaresma

Domingo: Jesus e a sua rejeição pelos judeus (587-589)

Segunda-feira: Jesus e a sua rejeição pelos judeus, II (590-591)
Terça-feira: O processo de Jesus (595-596)
Quarta-feira: A responsabilidade dos judeus pela morte de Jesus (597)
Quinta-feira: Todos os pecadores, autores da Paixão de Cristo (598)
Sexta-feira: Jesus, entregue segundo o desígnio de Deus (599-601)
Sábado: A subida de Jesus a Jerusalém (557-558)

SEMANA SANTA

Domingo de Ramos: A entrada messiânica de Jesus em Jerusalém (559-560)
Segunda-feira: “Deus o fez pecado por causa de nós” (602-603)
Terça-feira: O amor redentor universal de Deus (604-605)
Quarta-feira: Toda a vida de Cristo é oferenda ao Pai (606-607)

TRÍDUO PASCAL

Quinta-feira Santa: A instituição da Eucaristia (1337-1340)
Sexta-feira Santa: A oferta livre da vida de Jesus (608-614)
Sábado Santo: Cristo desceu aos infernos (631-635)

TEMPO PASCAL

Oitava da Páscoa
Páscoa da Ressurreição do Senhor: No terceiro dia, ressuscitou dos mortos (638)

Segunda-feira: A Ressurreição de Jesus, fato histórico (639)
Terça-feira: O túmulo vazio (640)
Quarta-feira: As aparições do Ressuscitado (641-644)
Quinta-feira: A Ressurreição de Jesus, acontecimento transcendente (645-647)
Sexta-feira: A Ressurreição, obra da Santíssima Trindade (648-650)
Sábado: Sentido e alcance salvífico da Ressurreição (651-655)

II Semana do Tempo Pascal

Domingo: O mistério pascal, centro do ano litúrgico (1168-1171)
Segunda-feira: O sacramento do Batismo (1213-1216)
Terça-feira: As prefigurações do Batismo na Antiga Aliança (1217-1222)
Quarta-feira: A iniciação cristã (1229-1233)
Quinta-feira: Mistagogia da celebração do Batismo (1234-1245)
Sexta-feira: O Batismo dos adultos (1246-1249)
Sábado: O Batismo das crianças (1250-1252)

III Semana do Tempo Pascal

Domingo: Fé e Batismo (1253-1255)

Segunda-feira: A necessidade do Batismo (1257-1261)
Terça-feira: A graça do Batismo (1262-1266)
Quarta-feira: A graça do Batismo, II (1267-1271)
Quinta-feira: A graça do Batismo, III (1272-1274)
Sexta-feira: Um só Batismo para a remissão dos pecados (977-980)
Sábado: A virgindade por causa do Reino (1618-1620)

IV Semana do Tempo Pascal

Domingo: O sacramento da Ordem (1536-1538)

Segunda-feira: O sacerdócio da Antiga Aliança (1539-1543)
Terça-feira: O sacerdócio único de Cristo (1544-1547)
Quarta-feira: O sacerdócio ministerial (1548-1553)
Quinta-feira: O Matrimônio no desígnio de Deus (1601-1605)
Sexta-feira: O casamento no Senhor (1612-1617)
Sábado: A celebração do Matrimônio (1621-1624)

V Semana do Tempo Pascal

Domingo: O consentimento matrimonial (1625-1632)
Segunda-feira: Os efeitos do sacramento do Matrimônio (1638-1642)
Terça-feira: Os bens e as exigências do amor conjugal (1643-1651)
Quarta-feira: A abertura à fecundidade (1652-1654)
Quinta-feira: A igreja doméstica (1655-1658)
Sexta-feira: O sacramento da Confirmação (1285-1289)
Sábado: Os sinais e o rito da Confirmação (1293-1296)

VI Semana do Tempo Pascal

Domingo: A celebração da Confirmação (1297-1301)

Segunda-feira: Os efeitos da Confirmação (1302-1305)
Terça-feira: Creio no Espírito Santo (683-684)
Quarta-feira: Creio no Espírito Santo, II (685-686)
Quinta-feira: Creio no Espírito Santo, III (687-688)
Sexta-feira: A missão conjunta do Filho e do Espírito (689-690)
Sábado: Jesus subiu aos céus (659-661)

VII Semana do Tempo Pascal

Ascensão do Senhor: Está sentado à direita do Pai (662-664)

Segunda-feira: O Espírito Santo e a Igreja na liturgia (1091-1092)
Terça-feira: O Espírito Santo prepara para acolher a Cristo (1093-1098)
Quarta-feira: O Espírito Santo recorda o mistério de Cristo (1099-1103)
Quinta-feira: O Espírito Santo atualiza o mistério de Cristo (1104-1107)
Sexta-feira: A comunhão do Espírito Santo (1108-1109)
Sábado: Vinde, Espírito Santo (2670-2672)

Domingo de Pentecostes: O Espírito Santo, Dom de Deus (731-736)

Santíssima Trindade (domingo depois de Pentecostes)
As obras divinas e as missões trinitárias (257-260)

Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo (quinta-feira depois da Santíssima Trindade)
O Sacramento da Eucaristia (1322-1327)

Sagrado Coração de Jesus (sexta-feira após o 2o domingo depois de Pentecostes)
O corpo e o Coração do Verbo encarnado (476-478)

TEMPO COMUM

I Semana do Tempo Comum

Segunda-feira: Sei em quem pus minha fé (150-152)
Terça-feira: A fé e a inteligência (156-159)
Quarta-feira: A liberdade, necessidade e perseverança na fé (160-162)
Quinta-feira: A fé, começo da vida eterna em nós (163-165)
Sexta-feira: A fé, ato pessoal e eclesial (166-171)
Sábado: Uma só fé (172-175)

II Semana do Tempo Comum

Domingo: Os Símbolos da fé (185-197)

Segunda-feira: Creio em um só Deus (198-202)
Terça-feira: Deus revela seu nome (203-209)
Quarta-feira: Deus revela seu nome, II (210-213)
Quinta-feira: Deus, “Aquele que É”, é Verdade e Amor (214-221)
Sexta-feira: O alcance da fé no Deus único (222-227)
Sábado: O Todo-Poderoso (268-271)

III Semana do Tempo Comum

Domingo: O mistério da aparente impotência de Deus (272-274)

Segunda-feira: O Criador (279-281)
Terça-feira: A catequese sobre a criação (282-289)
Quarta-feira: A criação, obra da Santíssima Trindade (290-292)
Quinta-feira: O mundo foi criado para a glória de Deus (293-294)
Sexta-feira: O mistério da criação (295-301)
Sábado: A Divina Providência (302-314)

IV Semana do Tempo Comum

Domingo: O mundo visível (337-341)

Segunda-feira: O mundo visível, II (342-349)
Terça-feira: O homem, criado à imagem de Deus (355-358)
Quarta-feira: O homem, criado à imagem de Deus, II (359-361)
Quinta-feira: O homem, corpo e alma (362-368)
Sexta-feira: Homem e mulher os criou (369-373)
Sábado: O homem no Paraíso (374-379)

V Semana do Tempo Comum

Domingo: Por que a liturgia? (1066-1068)

Segunda-feira: Que significa a palavra “liturgia” (1069-1070)
Terça-feira: A liturgia como fonte de vida (1071-1075)
Quarta-feira: A liturgia, obra da Santíssima Trindade (1077-1083)
Quinta-feira: O Cristo glorificado (1084-1085)
Sexta-feira: Liturgia terrestre e liturgia celeste (1088-1090)
Sábado: Os sacramentos de Cristo (1113-1116)

VI Semana do Tempo Comum

Domingo: Os sacramentos da Igreja (1117-1121)

Segunda-feira: Os sacramentos da fé (1122-1126)
Terça-feira: Os sacramentos da salvação (1127-1129)
Quarta-feira: Os sacramentos da Vida Eterna (1130)
Quinta-feira: Os celebrantes da liturgia celeste (1137-1139)
Sexta-feira: A comunidade que celebra (1140-1141)
Sábado: A diversidade de ministérios (1142-1144)

VII Semana do Tempo Comum

Domingo: Sinais e símbolos: Sinais do mundo dos homens (1145-1149)

Segunda-feira: Sinais cristãos (1150-1152)
Terça-feira: Palavras e ações (1153-1155)
Quarta-feira: Canto e música (1156-1158)
Quinta-feira: As santas imagens (1159-1162)
Sexta-feira: O tempo litúrgico (1163-1165)
Sábado: O dia do Senhor (1166-1167)

VIII Semana do Tempo Comum

Domingo: Liturgia e culturas (1204-1206)

Segunda-feira: A Unção dos Enfermos (1499-1502)
Terça-feira: Cristo médico (1503-1505)
Quarta-feira: Curai os enfermos (1506-1510)
Quinta-feira: Um Sacramento dos Enfermos (1511-1513)
Sexta-feira: Como é celebrada a Unção dos Enfermos (1517-1519)
Sábado: Os efeitos da Unção dos Enfermos (1520-1523)

IX Semana do Tempo Comum

Domingo: O santoral no ano litúrgico (1168-1171)

Segunda-feira: O desejo de Deus (27-30)
Terça-feira: As vias de acesso ao conhecimento de Deus (31-35)
Quarta-feira: O conhecimento de Deus segundo a Igreja (36-38)
Quinta-feira: Como falar de Deus? (39-43)
Sexta-feira: Deus revela seu desígnio benevolente (50-53)
Sábado: As etapas da Revelação (54-58)

X Semana do Tempo Comum

Domingo: As etapas da Revelação, II (59-64)

Segunda-feira: Deus tudo disse no seu Verbo (65-67)
Terça-feira: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (232-237)
Quarta-feira: O Pai revelado pelo Filho (238-242)
Quinta-feira: O Pai e o Filho revelados pelo Espírito (243-248)
Sexta-feira: A formulação do dogma trinitário (249-252)
Sábado: O dogma da Santíssima Trindade (253-256)

XI Semana do Tempo Comum

Domingo: Os nomes da Eucaristia (1328-1332)

Segunda-feira: Os sinais do pão e do vinho (1333-1336)
Terça-feira: Fazei isto em memória de Mim (1341-1344)
Quarta-feira: A Missa de todos os séculos (1345-1347)
Quinta-feira: O movimento da celebração (1348-1351)
Sexta-feira: O movimento da celebração, II (1352-1355)
Sábado: A ação de graças e o louvor ao Pai (1356-1361)

XII Semana do Tempo Comum

Domingo: O memorial sacrifical de Cristo e da Igreja (1362-1367)

Segunda-feira: O memorial sacrifical de Cristo e da Igreja, II (1368-1369)
Terça-feira: O memorial sacrifical de Cristo e da Igreja, III (1370-1372)
Quarta-feira: A presença real de Cristo na Eucaristia (1373-1375)
Quinta-feira: A presença real de Cristo na Eucaristia, II (1376-1379)
Sexta-feira: A presença real de Cristo na Eucaristia, III (1380-1381)
Sábado: O banquete pascal (1382-1383)

XIII Semana do Tempo Comum

Domingo: A comunhão (1384-1390)

Segunda-feira: Os frutos da comunhão (1391-1395)
Terça-feira: Os frutos da comunhão, II (1396-1397)
Quarta-feira: A oração como dom de Deus (2558-2561)
Quinta-feira: A oração como aliança e comunhão (2562-2565)
Sexta-feira: A revelação da oração (2566-2569)
Sábado: A promessa e a oração da fé (2570-2573)

XIV Semana do Tempo Comum

Domingo: Moisés e a oração do mediador (2574-2577)

Segunda-feira: Davi e a oração do rei (2578-2580)
Terça-feira: Elias, os profetas e a conversão do coração (2581-2584)
Quarta-feira: Os salmos, oração da assembléia (2585-2589)
Quinta-feira: Jesus ora (2598-2602)
Sexta-feira: Jesus ora, II (2603-2604)
Sábado: Jesus ora, III (2605-2606)

XV Semana do Tempo Comum

Domingo: Jesus ensina a orar (2607-2612)

Segunda-feira: Jesus ensina a orar, II (2613-2615)
Terça-feira: Jesus ouve a oração (2616)
Quarta-feira: A oração no tempo da Igreja (2623-2625)
Quinta-feira: A bênção e a adoração (2626-2628)
Sexta-feira: A oração de súplica (2629-2633)
Sábado: A oração de intercessão (2634-2636)

XVI Semana do Tempo Comum

Domingo: A oração de ação de graças (2637-2638)

Segunda-feira: A oração de louvor (2639-2643)
Terça-feira: As fontes da oração (2650-2655)
Quarta-feira: As fontes da oração, II (2656-2660)
Quinta-feira: O caminho da oração (2663-2669)
Sexta-feira: Uma nuvem de testemunhas (2683-2684)
Sábado: Servidores da oração (2685-2690)

XVII Semana do Tempo Comum

Domingo: Lugares favoráveis à oração (2691)

Segunda-feira: A vida de oração (2697-2699)
Terça-feira: A oração vocal (2700-2704)
Quarta-feira: A meditação (2705-2708)
Quinta-feira: A oração mental (2709-2712)
Sexta-feira: A oração mental, II (2713-2719)
Sábado: As objeções à oração (2725-2728)

XVIII Semana do Tempo Comum

Domingo: A humilde vigilância do coração (2729-2733)

Segunda-feira: A confiança filial (2734-2737)
Terça-feira: De que maneira é eficaz nossa oração? (2738-2741)
Quarta-feira: Perseverar no amor (2742-2745)
Quinta-feira: A oração da Hora de Jesus (2746-2751)
Sexta-feira: A oração do Senhor: Pai nosso (2759-2760)
Sábado: O resumo de todo o Evangelho (2761-2764)

XIX Semana do Tempo Comum

Domingo: A oração da Igreja (2767-2772)

Segunda-feira: Pai! (2777-2785)
Terça-feira: Pai “nosso” (2786-2793)
Quarta-feira: Que estais nos céus (2794-2796)
Quinta-feira: Os sete pedidos (2803-2806)
Sexta-feira: Santificado seja o vosso nome (2807-2815)
Sábado: Venha a nós o vosso Reino (2816-2821)

XX Semana do Tempo Comum

Domingo: Seja feita a vossa Vontade (2822-2827)

Segunda-feira: O pão nosso de cada dia (2828-2833)
Terça-feira: O pão nosso de cada dia, II (2834-2837)
Quarta-feira: Perdoai-nos as nossas ofensas (2838-2841)
Quinta-feira: Como nós perdoamos a quem nos tem ofendido (2842-2845)
Sexta-feira: Não nos deixeis cair em tentação (2846-2849)
Sábado: Nas livrai-nos do mal (2850-2854)

XXI Semana do Tempo Comum

Domingo: A doxologia final (2855-2856)

Segunda-feira: A vida em Cristo (1691-1698)
Terça-feira: Liberdade e responsabilidade (1730-1738)
Quarta-feira: A liberdade humana na economia da salvação (1739-1742)
Quinta-feira: A moralidade dos atos humanos (1749-1756)
Sexta-feira: A consciência moral (1776-1782)
Sábado: A formação da consciência (1783-1785)

XXII Semana do Tempo Comum

Domingo: As escolhas da consciência (1786-1794)

Segunda-feira: O caráter comunitário da vocação humana (1878-1885)
Terça-feira: A conversão e a sociedade (1886-1889)
Quarta-feira: A autoridade (1897-1904)
Quinta-feira: O bem comum (1905-1912)
Sexta-feira: Responsabilidade e participação (1913-1917)
Sábado: O respeito à pessoa humana (1929-1933)

XXIII Semana do Tempo Comum

Domingo: Igualdade e diferença entre os homens (1934-1938)

Segunda-feira: A solidariedade humana (1939-1942)
Terça-feira: A lei moral (1950-1953)
Quarta-feira: A Nova Lei ou Lei evangélica (1965-1974)
Quinta-feira: Os Dez Mandamentos (2052-2055)
Sexta-feira: Adorarás o Senhor teu Deus e o servirás (2084-2094)
Sábado: O nome do Senhor é santo (2142-2149)

XXIV Semana do Tempo Comum

Domingo: O dia do Senhor (2174-2179)

Segunda-feira: O quarto mandamento (2197-2200)
Terça-feira: O respeito à vida humana (2258-2262)
Quarta-feira: O aborto e a eutanásia (2270-2279)
Quinta-feira: A paz (2302-2306)
Sexta-feira: Homem e mulher os criou (2331-2336)
Sábado: A vocação à castidade (2337-2347)

XXV Semana do Tempo Comum

Domingo: O amor dos esposos (2360-2365)

Segunda-feira: A fecundidade do Matrimônio (2366-2372)
Terça-feira: O dom do filho (2373-2379)
Quarta-feira: O adultério e o divórcio (2380-2386)
Quinta-feira: Outras ofensas à dignidade do Matrimônio (2387-2391)
Sexta-feira: A destinação universal e a propriedade privada dos bens (2401-2406)
Sábado: O respeito aos bens do outro (2407-2414)

XXVI Semana do Tempo Comum

Domingo: O respeito pela integridade da criação (2415-2418)

Segunda-feira: A Doutrina Social da Igreja (2419-2425)
Terça-feira: A atividade econômica e a justiça social (2426-2436)
Quarta-feira: Justiça e solidariedade entre as nações (2437-2442)
Quinta-feira: O amor aos pobres (2443-2449)
Sexta-feira: Viver na verdade (2464-2470)
Sábado: As ofensas à verdade (2475-2487)

XXVII Semana do Tempo Comum

Domingo: O respeito à verdade (2488-2492)

Segunda-feira: O uso dos meios de comunicação social (2493-2499)
Terça-feira: Verdade, beleza e arte sacra (2500-2503)
Quarta-feira: O nono mandamento – a purificação do coração (2514-2519)
Quinta-feira: O combate pela pureza (2520-2527)
Sexta-feira: A desordem da cobiça (2534-2540)
Sábado: Os desejos do Espírito (2541-2543)

XXVIII Semana do Tempo Comum

Domingo: Quero ver a Deus (2548-2550)

Segunda-feira: Creio na santa Igreja católica (748-750)
Terça-feira: Os nomes e as figuras da Igreja (751-752)
Quarta-feira: Os símbolos da Igreja (753-757)
Quinta-feira: Origem da Igreja (758-762)
Sexta-feira: A Igreja, instituída por Cristo Jesus (763-766)
Sábado: A Igreja, manifestada pelo Espírito Santo (767-768)

XXIX Semana do Tempo Comum

Domingo: O mistério da Igreja (770-771)

Segunda-feira: A Igreja, mistério da união dos homens com Deus (772-773)
Terça-feira: A Igreja, sacramento universal da salvação (774-776)
Quarta-feira: O povo de Deus (781-782)
Quinta-feira: Um povo sacerdotal, régio e profético (783-786)
Sexta-feira: A Igreja, corpo místico de Jesus Cristo (787-791)
Sábado: Cristo é a cabeça da Igreja (792-795)

XXX Semana do Tempo Comum

Domingo: A Igreja é a Esposa de Cristo (796)

Segunda-feira: A Igreja, Templo do Espírito Santo (797-798)
Terça-feira: A Igreja é santa (823-829)
Quarta-feira: A Igreja é católica (830-831)
Quinta-feira: As igrejas particulares (dioceses) (832-835)
Sexta-feira: Quem pertence à Igreja católica? (836-838)
Sábado: Fora da Igreja não há salvação (846-848)

XXXI Semana do Tempo Comum

Domingo: A Igreja é apostólica (857)

Segunda-feira: A razão do ministério eclesial (874-879)
Terça-feira: O Magistério da Igreja (888-892)
Quarta-feira: Os fiéis leigos (897-900)
Quinta-feira: A participação dos leigos no múnus sacerdotal de Cristo (901-903)
Sexta-feira: A participação dos leigos no múnus profético de Cristo (904-907)
Sábado: A participação dos leigos no múnus régio de Cristo (908-913)

XXXII Semana do Tempo Comum

Domingo: A vida consagrada (914-924)

Segunda-feira: A vida consagrada, II (925-933)
Terça-feira: A comunhão dos santos (946-948)
Quarta-feira: A comunhão dos bens espirituais (949-953)
Quinta-feira: Creio na ressurreição da carne (988-991)
Sexta-feira: Revelação progressiva da ressurreição (992-996)
Sábado: De que maneira os mortos ressuscitarão? (997-1001)

XXXIII Semana do Tempo Comum

Domingo: Ressuscitados com Cristo (1002-1004)

Segunda-feira: Morrer em Cristo Jesus (1005-1014)
Terça-feira: Creio na vida eterna. O juízo particular (1020-1022)
Quarta-feira: O Céu (1023-1029)
Quinta-feira: A purificação final ou Purgatório (1030-1032)
Sexta-feira: O Inferno (1033-1037)
Sábado: O Juízo Final (1038-1041)

XXXIV Semana do Tempo Comum

Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo: Cristo já reina pela Igreja (668-670)

Segunda-feira: À espera de que tudo lhe seja submetido (671-672)
Terça-feira: O advento glorioso de Cristo (673-674)
Quarta-feira: A provação derradeira da Igreja (675-677)
Quinta-feira: Para julgar os vivos e os mortos (678-679)
Sexta-feira: A Igreja – consumada na glória (769)
Sábado: Amém (1061-1065)

Dia 30 de novembro: Santo André Apóstolo
A Tradição Apostólica (75-79)

Dia 8 de dezembro: Imaculada Conceição de Nossa Senhora
A Imaculada Conceição (490-493)

Dia 26 de dezembro: Santo Estêvão Protomártir
É preciso confessar a Cristo (1816)

Dia 27 de dezembro: São João Evangelista e Apóstolo
Deus é Amor (218-221)

Dia 2 de fevereiro: Apresentação do Senhor
A apresentação de Jesus no Templo (529-530)

Dia 19 de março: São José
Jesus, concebido por obra do Espírito Santo (496-501)

Dia 25 de março: Anunciação do Senhor
“Faça-se em mim segundo a tua palavra” (494-495)

Dia 24 de junho: Natividade de São João Batista
João, Precursor, Profeta e Batista (717-720)

Dia 29 de junho: São Pedro e São Paulo, Apóstolos
O colégio episcopal e seu chefe, o Papa (880-887)

Dia 3 de julho: São Tomé Apóstolo
As características da fé (153-155)

Dia 25 de julho: São Tiago Maior, Apóstolo
Os bispos, sucessores dos Apóstolos (861-862)

Dia 10 de agosto: São Lourenço, diácono e mártir
Os três graus do sacramento da ordem (1554)

Dia 15 de agosto: Assunção de Nossa Senhora
Maria, nossa Mãe na ordem da graça (966-970)

Dia 24 de agosto: São Bartolomeu Apóstolo
Anúncio do Evangelho (2-3)

Dia 8 de setembro: Natividade de Nossa Senhora
A oração em comunhão com a Santa Mãe de Deus (2673-2679)

Dia 21 de setembro: São Mateus Evangelista e Apóstolo
O Espírito, intérprete da Escritura (109-114)

Dia 29 de setembro: São Miguel Arcanjo
Cristo com todos os seus anjos (331-333)

Dia 28 de outubro: São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos
O Cristo enviou os Apóstolos (1086-1087)

Dia 1o de novembro: Todos os Santos
A comunhão dos santos (954-959)

Dia 2 de novembro: Fiéis Defuntos
As indulgências (1471-1479)


Tempo do Advento

Nós nos preparamos para a vinda de Jesus Cristo

O tempo de preparação de 3 a 4 semanas que precedem a festa do Natal é chamado Advento. Isto quer dizer que o Redentor do gênero humano está, por assim dizer, em caminho para vir até nós, enquanto nós nos preparamos para recebê-lO. A consciência dos nossos pecados nos faz desejar ardentemente e esperar a vinda do Redentor e Salvador do mundo.

Qual o significado do Tempo do Advento?

Estas quatro semanas recordam-nos a primeira vinda do Salvador, em carne, e levam-nos a pensar numa segunda vinda, no fim do mundo.

As partes próprias das Missas destes quatro domingos põem esses pensamentos diante dos nossos olhos. Vemos o Salvador que há de vir, como O viram em espírito os Patriarcas: Salus mundi – o Salvador do mundo. Como O anunciaram os Profetas: Lux mundi – a Luz do mundo que dissipa as trevas e ilumina as nações. Como O designou São João Batista, o precursor: Agnus Dei qui tollit peccata mundi – o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo. Como, finalmente, Maria Santíssima contemplou, durante meses, o seu Filho, criança pequenina e meiga que será chamada: Filius Altíssimi – Filho do Altíssimo.

Este tempo diz-nos ainda que Ele virá novamente no fim do mundo (Evangelho do primeiro Domingo). Virá não mais como em Belém, com as mãos cheias de misericórdias, mas como Juiz dos vivos e dos mortos, no furor dos elementos desencadeados e num aparato tão terrível que os homens ficarão mirrados de susto. Hora incerta que devemos temer e para a qual, segundo o aviso do Senhor, cumpre estarmos preparados. E como nos prepararemos? Lembrando-nos da primeira vinda do Senhor e aproveitando-lhe os frutos.

Como devemos celebrar o Advento?

Tenhamos em primeiro lugar, um grande desejo do Salvador, desejo esse que nasce da convicção firme da necessidade absoluta da Redenção, não somente para a nossa pessoa, mas, acima de tudo, para toda a Santa Igreja, a Comunhão dos fiéis. Isaías, profeta do Antigo Testamento, coloca em nossa boca as palavras: “Enviai, ó céus, o Justo“. E a Santa Igreja faz-nos exclamar nas orações: Veni, Dómine, et noli tardare – Vinde, Senhor, e não tardeis.

Em segundo lugar, devemos manter em nós o espírito de penitência. São João Batista exorta-nos: “Fazei dignos frutos de penitência“. A salvação só se aproximará de nós, se afastarmos o pecado e o apego ao pecado, se fizermos penitência pelas faltas cometidas. Preparai, pois, os caminhos do Senhor, porque o Reino de Deus está próximo. Passemos, por fim, este tempo, em doce expectação com Maria, Mãe de Jesus. A Santa Igreja, de maneira toda especial, lembra-se dela neste tempo, acrescentando nas Missas uma segunda oração em sua honra, e festejando, logo nos primeiros dias, a sua Imaculada Conceição. Felizes somos nós, porque com a Mãe de Deus, já nos podemos preparar para a festa do Natal. Cada uma das Missas é uma Encarnação do Filho de Deus, e cada uma das santas Comunhões que fazemos neste tempo, faz nascer o filho de Deus em nós, auxiliando-nos para que possamos dignamente celebrar a festa de Natal.

I Semana do Advento

A esperança dos céus novos e da terra nova (1042-1047)

Domingo

1042. No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo final, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado:

Então a Igreja alcançará «na glória celeste, a sua realização acabada, quando vier o tempo da restauração de todas as coisas e, quando, juntamente com o género humano, também o universo inteiro, que ao homem está intimamente ligado e por ele atinge o seu fim, for perfeitamente restaurado em Cristo» (II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS 57 (1965) 53).

1043. A esta misteriosa renovação, que há de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama «os novos céus e a nova terra» (2 Pe 3, 13) (Cf. Ap 21, 1). Será a realização definitiva do desígnio divino de «reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há nos céus e na terra» (Ef 1, 10).

1044. Neste «mundo novo» (Cf. Ap 21, 5), a Jerusalém celeste, Deus terá a sua morada entre os homens.

«Há de enxugar-lhes dos olhos todas as lágrimas; a morte deixará de existir, e não mais haverá luto, nem clamor, nem fadiga. Porque o que havia anteriormente desapareceu» (Ap 21, 4) ( Cf. Ap 21, 27).

1045. Para o homem, esta consumação será a realização final da unidade do género humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrina era «como que o sacramento» (II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 1: AAS 57 (1965) 5). Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos resgatados, a «Cidade santa de Deus» (Ap 21, 2), a «Esposa do Cordeiro» (Ap 21, 9). Esta não mais será atingida pelo pecado, pelas manchas (644), pelo amor próprio, que destroem e ferem a comunidade terrena dos homens. A visão beatífica, em que Deus Se manifestará aos eleitos de modo inesgotável, será a fonte inexaurível da felicidade, da paz e da mútua comunhão.

1046. Quanto ao cosmos, a Revelação afirma a profunda comunidade de destino entre o mundo material e o homem:

«Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus […] com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza […]. Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo» (Rm 8, 19-23).

1047. Assim, pois, também o universo visível está destinado a ser transformado, «a fim de que o próprio mundo, restaurado no seu estado primitivo, esteja sem mais nenhum obstáculo ao serviço dos justos» (Santo Ireneu de Lião, Adversus Haereses 5, 32. 1: SC 153, 398 (PG 7, 1210)), participando na sua glorificação em Jesus Cristo ressuscitado.

A esperança dos céus novos e da terra nova, II parte (1048-1050)

Segunda-feira

1048. «Ignoramos o tempo em que a terra e a humanidade atingirão a sua plenitude, e também não sabemos como é que o universo será transformado. Porque a figura deste mundo, deformada pelo pecado, passa certamente, mas Deus ensina-nos que se prepara uma nova habitação e uma nova terra, na qual reinará a justiça e cuja felicidade satisfará e superará todos os desejos de paz que se levantam no coração dos homens» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 39: AAS 58 (1966) 1056-1057).

1049. «A expectativa da nova terra não deve, porém, enfraquecer, mas antes ativar a solicitude em ordem a desenvolver esta terra onde cresce o corpo da nova família humana, que já consegue apresentar uma certa prefiguração do mundo futuro. Por conseguinte, embora o progresso terreno se deva cuidadosamente distinguir do crescimento do Reino de Cristo, todavia, na medida em que pode contribuir para a melhor organização da sociedade humana, interessa muito ao Reino de Deus» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 39: AAS 58 (1966) 1057).

1050. «Pois todos os bens da dignidade humana, da comunhão fraterna e da liberdade, ou seja, todos os frutos excelentes da natureza e do nosso esforço, depois de os termos propagado pela terra, no Espírito do Senhor e segundo o seu mandato, voltaremos de novo a encontrá-los, mas então purificados de qualquer mancha, iluminados e transfigurados, quando Cristo entregar ao Pai o Reino eterno e universal» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 39: AAS 58 (1966) 1057: cf. Const. dogm. Lumen Gentium, 2: AAS 57 (1965) 5-6).

Então, Deus será «tudo em todos» (1 Cor 15, 28), na vida eterna:

«A vida subsistente e verdadeira é o Pai que, pelo Filho e no Espírito Santo, derrama sobre todos sem exceção os dons celestes. Graças à sua misericórdia, também nós, homens, recebemos a promessa indefectível da vida eterna» (São Cirilo de Jerusalém, Catecheses illuminandorum 18, 29: Opera. v. 2. ed. J. Rupp (Monaci 1870) p. 332 (PG 33, 1049)).

O homem, imagem de Deus (1701-1709)

Terça-feira

1701. «Cristo, […] na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, manifesta plenamente o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042).

Foi em Cristo, «imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15) (Cf. 2 Cor 4, 4), que o homem foi criado «à imagem e semelhança» do Criador. Assim como foi em Cristo, redentor e salvador, que a imagem divina, deformada no homem pelo primeiro pecado, foi restaurada na sua beleza original e enobrecida pela graça de Deus (Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042).

1702. A imagem divina está presente em cada homem. Resplandece na comunhão das pessoas, à semelhança da unidade das Pessoas divinas entre Si (cf. Capítulo segundo do Catecismo).

1703. Dotada de uma alma «espiritual e imortal» (Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 14: AAS 58 (1966) 1036) a pessoa humana é «a única criatura sobre a tema querida por Deus por si mesma» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 24: AAS 58 (1966) 1045). Desde que é concebida, é destinada para a bem-aventurança eterna.

1704. A pessoa humana participa da luz e da força do Espírito divino. Pela razão, é capaz de compreender a ordem das coisas estabelecida pelo Criador. Pela vontade, é capaz de se orientar a si própria para o bem verdadeiro. E encontra a perfeição na «busca e no amor da verdade e do bem» (Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 15: AAS 58 (1966) 1036).

1705. Em virtude da sua alma e das forças espirituais da inteligência e da vontade, o homem é dotado de liberdade, «sinal privilegiado da imagem divina» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 17: AAS 58 (1966) 1037).

1706. Mediante a sua razão, o homem conhece a voz de Deus que o impele «a fazer […] o bem e a evitar o mal» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 16: AAS 58 (1966) 1037). Todos devem seguir esta lei, que ressoa na consciência e se cumpre no amor de Deus e do próximo. O exercício da vida moral atesta a dignidade da pessoa.

1707. «Seduzido pelo Maligno desde o começo da história, o homem abusou da sua liberdade» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 13: AAS 58 (1966) 1034).

Sucumbiu à tentação e cometeu o mal. Conserva o desejo do bem, mas a sua natureza está ferida pelo pecado original. O homem ficou com a inclinação para o mal e sujeito ao erro:

O homem encontra-se, pois, dividido em si mesmo. E assim, toda a vida humana, quer singular quer coletiva, apresenta-se como uma luta, e quão dramática, entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas» (II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 13: AAS 58 (1966) 1035).

1708. Pela sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado e mereceu-nos a vida nova no Espírito Santo. A sua graça restaura o que o pecado tinha deteriorado em nós.

1709. Quem crê em Cristo torna-se filho de Deus. Esta adopção filial transforma-o, dando-lhe a possibilidade de seguir o exemplo de Cristo. Torna-o capaz de agir com retidão e de praticar o bem. Na união com o seu Salvador, o discípulo atinge a perfeição da caridade, que é a santidade. Amadurecida na graça, a vida moral culmina na vida eterna, na glória do céu.

As bem-aventuranças (1716-1717)

Quarta-feira

1716. As bem-aventuranças estão no coração da pregação de Jesus. O seu anúncio retorna as promessas feitas ao povo eleito, desde Abraão. A pregação de Jesus completa-as, ordenando-as, não já somente à felicidade resultante da posse duma tema, mas ao Reino dos céus:

«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a tema.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz. porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal de vós. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa» (Mt 5, 3-12).

1717. As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos.

O desejo de felicidade (1718-1719)

Quinta-feira

1718. As bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade. Este desejo é de origem divina; Deus pô-lo no coração do homem para o atrair a Si, o único que o pode satisfazer:

«Todos nós, sem dúvida, queremos viver felizes, e não há entre os homens quem não dê o seu assentimento a esta afirmação, mesmo antes de ela ser plenamente enunciada» (Santo Agostinho, De moribus Ecclesiae catholicae 1. 3, 4: CSEL 90, 6 (PL 32, 1312))

«Como é então, Senhor, que eu Te procuro? De facto, quando Te procuro, ó meu Deus, é a vida feliz que eu procuro. Faz com que Te procure, para que a minha alma viva! Porque tal como o meu corpo vive da minha alma, assim a minha alma vive de Ti» (Santo Agostinho, Confissões, 10, 20, 29: CCL 27, 170 (PL 32, 791)).

«Só Deus sacia» (São Tomás de Aquino, In Symbolum Apostolarum scilicet «Credo in Deum», expositio, c. 15: Opera omnia, v. 27 (Parisiis 1875) p. 228).

1719. As bem-aventuranças descobrem a meta da existência humana, o fim último dos atos humanos: Deus chama-nos à sua própria felicidade. Esta vocação dirige-se a cada um, pessoalmente, mas também ao conjunto da Igreja, povo novo constituído por aqueles que acolheram a promessa e dela vivem na fé.

A bem-aventurança cristã (1720-1724)

Sexta-feira

1720. O Novo Testamento emprega muitas expressões para caracterizar a bem-aventurança a que Deus chama o homem: a chegada do Reino de Deus (Cf. Mt 4, 17); a visão de Deus: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8) (Cf. 1 Jo 3, 2; 1 Cor 13); a entrada na alegria do Senhor (Cf. Mt 25, 21. 23) a entrada no repouso de Deus (Cf. Heb 4, 7-11):

«Lá, descansaremos e veremos: veremos e amaremos; amaremos e louvaremos. Eis o que acontecerá no fim sem fim. E que outro fim temos nós, sendo chegar ao Reino que lido tem fim ?» (Santo Agostinho, De civitate Dei, 22, 30 CSEL 40/2, 670 (PL 41, 80