Meditação para o Dia 13 de Setembro

Quando a alma chega à perfeição do abandono, desse abandono filial e heroico da via da infância espiritual, não há mais desânimo possível, ainda que as provações cheguem ao extremo do martírio mais cruel. Santa Teresinha, no meio dos horrorosos sofrimentos dos seus últimos dias, pedia às suas irmãzinhas:

“Rezai por mim… Quando suplico ao Céu que venha em meu auxílio, é que me sinto mais desamparada”. E como faz para não desanimar nesse desamparo? Perguntaram-lhe. Volto-me para o bom Deus e todos os santos e ainda lhe agradeço. Creio que eles querem ver até onde vai chegar minha esperança”

Oh! Não foi em vão que me entraram no coração estas palavras de Jó, 13,15:

“Mesmo que o Senhor me matasse, eu esperaria ainda Nele”.

Confiança heroica! Não desanimemos quando, após tantos sofrimentos, promessas e penitências, parece fechado o Céu às nossas súplicas e sentimos, cada vez mais, a impressão do desamparo. A provação é dura… Faça Nosso Senhor de nós o que quiser! Ele sabe o que faz! Nossa esperança, nossa confiança, a exemplo de Santa Teresinha,devem conservar-se sempre firmes e inabaláveis. Devemos ter certeza de que oque nos vem do Céu é bom e vem por misericórdia. O abandono confiante nas mãos da Providência é a atitude mais consoladora e racional! Se pecamos, choremos e batamos à porta do Coração de Jesus, Seja depois… O que Ele quiser! Pereça tudo, menos a confiança! A confiança faz milagres. Só é desgraçado quem não confia em Vós, ó doce e misericordioso Coração de Jesus!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 276)