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Perdoa a todos e sê Fiel

Meditação para o Dia 23 de Abril

1. Na verdade, o Senhor ressuscitou, e apareceu a Simão. Ao primeiro dos apóstolos Jesus apareceu, não para censurá-lo da tríplice negação, mas para confirmá-lo na fé e assegurar-lhe o perdão completo. Como Jesus perdoou plenamente, assim exige de ti, sob pena grave, perdoar aos que te ofenderem.

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”

Tem todo o cuidado, para que, com estas palavras, não te condenes a ti mesmo. Jesus acrescenta:

“Se não perdoardes aos homens tão pouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados”

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O Sacramento do amor

Meditação para a Quinta-feira Santa

1. À medida que se aproximava a morte de Jesus, Ele manifestou mais e mais seu incompreensível amor. Instituiu o Santíssimo Sacramento para poder ficar no meio de nós por todos os tempos; quis abaixar-se ao ponto de servir-nos de alimento. Que excesso de amor! Previu tantos ultrajes feitos a Ele no Tabernáculo e na Santa Comunhão e nada o deteve de fazer a maior obra de sua Onipotência, Sabedoria e Bondade.

2. a) Escolheu para o momento da instituição exatamente aquele tempo em que os homens mais odiavam e se apresentavam para o atormentar e crucificar. A noite anterior à Paixão é a noite da instituição do Santíssimo Sacramento! Que excesso de bondade!

b) Quão diferente é a disposição dos primeiros neo-comungantes, os apóstolos. Entre eles há um indigno, que em seguida se tornou obstinado. Preserve-te Deus do mais triste dos ultrajes: a indigna comunhão! Como te preparas para a Santa Comunhão e como fazes a ação de graças? Mostras, por todo o teu proceder, que é Deus quem te visita?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 119)

Meditação para a Procissão de Ramos e Paixão de Nosso Senhor

Dom Henrique Soares da Costa
Por Dom Henrique Soares da Costa

Meditação para a Procissão dos Ramos

“Dizei à filha de Sião: ‘Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta!”

– Assim, caríssimos irmãos, o nosso Jesus entra hoje em Jerusalém para sofrer Sua paixão e fazer Sua Páscoa deste mundo para o Pai.

Jerusalém é a cidade do Messias; aí deveria manifestar-se o Reino de Deus.

O Senhor Jesus, ao entrar nela de modo solene, realiza a esperança de Israel. Por isso o povo grita: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em Nome do Senhor! Hosana no mais alto dos Céus!” Hoje, com nossos ramos levados em procissão, fazemos solene memória desse acontecimento e proclamamos com nossos cânticos que Jesus é o Messias prometido! Também nós cantaremos daqui a pouco: Hosana ao Filho de Davi! Continue reading

Via-Sacra 2016 com Papa Francisco

Via Sacra 2016 com Papa Francisco

SEXTA-FEIRA SANTA: PAIXÃO DO SENHOR

COLISEU. ROMA, 25 DE MARÇO DE 2016

DEUS É MISERICÓRDIA

Meditações de sua Eminência Reverendíssima Cardeal D. Gualtiero Bassetti, Arcebispo de Perugia – Città della Pieve Continue reading

Roteiro de leituras bíblicas para o Tríduo Pascal

Tríduo Pascal
Eis algumas sugestões para que você possa rezar com Cristo Jesus durante todo este Tríduo Pascal!

Reflexão para a Quinta-feira Santa

Neste dia, toda a atenção da Igreja se volta para o Cristo que, na Ceia, celebrou ritualmente a Páscoa com Seus discípulos:

“Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer…” (Lc 22,15).

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Judas sou eu!

Serei eu, Senhor?
No Evangelho de hoje escutamos a traição de Judas

Evangelho (Mt 26,14-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’ Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?’ 18Jesus respondeu: ‘Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’.’

19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: ‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’ 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: ‘Senhor, será que sou eu?’

23Jesus respondeu: ‘Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!’ 25Então Judas, o traidor, perguntou: ‘Mestre, serei eu?’ Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O que o terá levado a entregar o Mestre?

Jesus o tinha escolhido com amor, tinha-o chamado entre tantos para ser um dos Doze, daqueles aos quais chamou pelo nome depois de uma noite em oração a Deus; desceu do monte e chamou os que Ele quis para que ficassem com Ele… (cf. Mc 3,13)

Que ninguém pense que Jesus chamou Judas para que O entregasse! Nunca! O Senhor não prepara armadilhas para ninguém! Aliás, o Concílio de Trento é claro:

“Se alguém disser que Deus agiu na traição de Judas como agiu na conversão de Paulo, seja anátema”.

Mas, em todo caso, é fato, tão misterioso quanto o é o coração humano, quanto o é a vida: Judas entregou o Mestre, Judas foi alcunhado como o Traidor…

O que o levou a isso?

Jamais saberemos ao certo. Permitam-me os meus pacientes e benévolos amigos uma hipótese de quem há anos estuda as Escrituras, ensina teologia e mexe com as hipóteses dos exegetas.

Os judeus e também os apóstolos esperavam o Messias. Mas, cada um, cada grupo tinha sua própria ideia sobre o papel do Messias e a missão que Ele desenvolveria.

Para os fariseus, Ele seria aquele que faria Israel observar com perfeição as prescrições da Torah de Moisés;

Para os zelotas, seria um revolucionário nos moldes da Teologia da Libertação: expulsaria os romanos e implantaria um sistema político justo, tendo Israel como cabeça;

Para os essênios, seriam dois messias, um sacerdote e um rei, que purificariam o povo e restabeleceria o culto do Templo numa estrita pureza ritual…

Até João Batista tinha sua imagem de Messias: seria justo, severo, viria para peneirar e arrancar a árvore que não desse fruto…

Os apóstolos, até o fim, esperaram um Messias glorioso, que viesse destruir o poder romano e restaurar a realeza dos tempos de Davi, com toda a sua glória. Por isso discutiam sobre quem era o maior, por isso pediam os primeiros lugares…

Mas Jesus não se enquadrava nesses modelos! A João Batista Ele mandara dizer: “Feliz de quem não se escandalizar por Minha causa”, e aos apóstolos Ele foi corrigindo o tempo todo, anunciando, pouco a pouco, um Messias Servo Sofredor – algo impensável para os judeus!

Aos trancos e barrancos os apóstolos foram aceitando as correções que Jesus faz na sua expectativa messiânica e, ainda que com muita dificuldade, vão começando a compreender que Jesus é um Messias diferente…

Mas, parece que Judas não foi capaz de dar esse passo. Talvez tenha se sentido enganado, desiludido, traído na sua esperança… Esse Jesus manso, misericordioso, não ia a lugar algum, não instauraria o Reino esperado, não expulsaria os romanos, não corresponderia às expectativas de Israel… Jesus parecia a Judas um alienado, um sonhador, fora da realidade… E a decepção foi se tornando raiva, a raiva tornou-se amargura e a amargura fechamento de coração e o fechamento de coração conduziu à sede de vingança contra aquele falso Messias, aquele que fizera o discípulo perder seu tempo e seu sonho…

Não penso que Judas tenha traído Jesus por simples maldade ou ganância – trinta moedas era dinheiro de menos para um ato tão vil assim… É verdade que os evangelhos dizem que Judas era ladrão. Talvez tenha começado a tirar algo da bolsa comum não pelo gosto de roubar, mas como uma amargurada vingança contra aquele bando de tolos que o tinham feito perder o tempo… Talvez fizesse isso quase como a cobrança de um pagamento pelo tempo perdido…

Jesus sabia… Preveniu indiretamente a Judas, aproveitando que alguns discípulos O tinham deixado:

“Muitos de Seus discípulos, ouvindo-O, disseram: ‘Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?’ Jesus lhes disse: ‘Isto vos escandaliza? Alguns de vós não creem!’ Jesus sabia, desde o princípio, quais os que não criam e quem era aquele que O entregaria. A partir daí, muitos dos Seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com Ele. Então, disse Jesus aos Doze: ‘Não quereis também vós partir? Não vos escolhi, Eu, aos Doze? No entanto, um de vós é um diabo!’ Falava de Judas, filho de Simão Iscariotes. Este, um dos Doze, O haveria de entregar!” (Jo 6,60-71)

Sim! Judas já não mais amava o Mestre, já não mais cria realmente Nele! Deveria ter sido honesto, corajoso; deveria ter deixado Jesus naquela hora! Não se pode ficar, ser discípulo sem amar o Senhor de coração sincero!

A verdade é que o que aconteceu com Judas pode acontecer com todos nós. É grande o perigo de nos decepcionarmos com Jesus porque Ele não é como nós gostaríamos que fosse, porque não faz os milagres que esperávamos ou não resolve as coisas do nosso jeito… É tão fácil desiludir-se com o Senhor que exige de nós conversão, mudança no nosso modo de ser e viver! Há o perigo de sermos cristãs frios, que já não creem de verdade… Há o perigo, também para nós, de trair o Mestre, de entregá-Lo!

Judas errou, Judas pecou! “Melhor seria que não tivesse nascido!” – Palavras duríssimas. Mas, que ninguém julgue Judas! Um pouco dele está em cada um de nós… O perigo tremendo de fazer o que ele fez nos ronda! Vigiemos! “Que não tiver pecado, atire a primeira pedra…”

Como ganhar indulgências no Tríduo Pascal?

Tríduo Pascal
Neste Ano da Misericórdia, muitos fiéis aproveitam a ocasião proporcionada pelo Papa Francisco para obter indulgências. Mas, além dos jubileus e suas Portas Santas, há outras formas ordinárias para ganhar indulgência plenária e uma delas ocorre durante o Tríduo Pascal. Continue reading

Meditação para a Procissão do Encontro na Semana Santa

Procissões da Semana Santa

“Ó vós todos, que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor igual à minha dor!” (Lm 1,12)

Queridos irmãos e irmãs,

Esta procissão do Encontro nos prepara para começarmos o santo Tríduo Pascal, que nos faz celebrar na graça de Deus o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor.

Agora, olhemos para estas imagens, que nos recordam o Senhor Jesus e Sua Mãe santíssima, Maria, a Virgem.
Duas imagens, duas lições, duas emoções! Continue reading

Jesus é condenado e vai ao Calvário

Cristo carregando a Cruz

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos
para se fazer a Oração Mental proposta por Santo Afonso!

Segunda Meditação para a Terça-feira Santa

Tunc ergo tradidit eis illum ut crucifigerunt – “Então entregou-lhes Jesus, para ser crucificado” (Jo 19, 16)

Sumário. Imaginemos ver Jesus Cristo que escuta a injusta sentença de morte, aceita-a por nosso amor, e abraçando a cruz, se encaminha para o Calvário. Os judeus temendo que a cada momento expire, e desejosos de O ver morrer crucificado, obrigam a Simão Cirineu a levar a cruz atrás de Jesus. Unamo-nos ao ditoso Simão, e abraçando com resignação a nossa cruz, carreguemo-la atrás de Jesus, que no-la manda para nosso bem. Continue reading

Jesus é coroado de espinhos e apresentado ao povo

Coroação de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos
para se fazer a Oração Mental proposta por Santo Afonso!

Primeira Meditação para a Terça-feira Santa

Et plectentes coronam de spinis, posuerunt super caput eius – “E entrançando uma coroa de espinhos Lha puseram na cabeça” (Jo 19, 1)

Sumário. Depois de terem açoitado a Jesus, os algozes, tratando-O como rei de comédia, atiram-Lhe sobre os ombros um manto de púrpura, colocam-Lhe um caniço na mão, e põem-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos, na qual batem fortemente com o caniço, a fim de que penetre mais. O Senhor ficou reduzido a tão triste estado, que Pilatos julgou que comoveria de compaixão os próprios inimigos, só com apresentá-Lo. Contemplemo-Lo também, e pensando que foi tão maltratado por nosso amor, não tenhamos a crueldade de dizer com os judeus: Crucifigatur — “Seja crucificado”. Continue reading

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