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Você tem realmente confiado no Senhor?

Dom Henrique Soares da Costa
Reze o Salmo 119/118,113-120
Agora, medite, pensando em Jesus, em Is 50,4-11

4«O Senhor Deus ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os dis­cípulos. 5O Senhor Deus abriu-me os ou­vidos, e eu não resisti, nem recusei. 6Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. 7Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria enver­gonhado. 😯 meu defensor está junto de mim. Quem ousará levantar-me um pro­­­­­cesso? Compareçamos juntos diante do juiz! Apresente-se quem tiver qualquer coisa contra mim. 9O Senhor Deus vem em meu au­xílio; quem ousará condenar-me? Cairão todos esfrangalhados, como roupa velha, roída pela traça.»

10Quem de entre vós teme o Se­nhor e escuta a voz do seu servo? Mesmo que caminhe nas trevas, privado de luz, confie no nome do Senhor e firme-se sobre o seu Deus. 11Mas quanto a vós, que ateais o fogo, que preparais setas incendiárias, caireis nas chamas do vosso pró­prio fogo, por entre as setas que inflamas­tes. Assim vos tratará a minha mão, e haveis de jazer nos vossos tor­mentos.

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Ele é o Salvador de todos, o Redentor do mundo!

Dom Henrique Soares da Costa
Reze o Salmo 119/118,105-112
Agora, medite, pensando em Jesus, em Is 49,1-9

1«Ouvi-me, habitantes das ilhas, prestai atenção, povos de longe. Quando ainda estava no ventre materno, o Senhor chamou-me, quando ainda estava no seio da minha mãe, pronunciou o meu nome. 2Fez da minha palavra uma es­pada afiada, escondeu-me na concha da sua mão. Fez da minha mensagem uma seta penetrante, guardou-me na sua aljava. 3Disse-me: «Israel, tu és o meu servo, em ti serei glorificado.» 4Eu dizia a mim mesmo: «Em vão me cansei, em vento e em nada gastei as mi­nhas forças.» Porém, o meu direito está nas mãos do Senhor, e no meu Deus a minha recom­pensa. 5E agora o Senhor declara-me que me formou desde o ventre ma­­terno, para ser o seu servo, para lhe reconduzir Jacob e para lhe congregar Israel. Assim me honrou o Senhor. O meu Deus tornou-se a minha força. 6Disse-me: «Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de Jacob e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação che­gue até aos confins da terra.»

7Eis o que diz o Senhor, o redentor e Deus santo de Is­rael, ao desprezado e abandonado pe­las gentes, ao escravo dos tiranos: «Os reis hão-de levantar-se ao ver-te, os príncipes se prostrarão, porque o Senhor é fiel, porque o Santo de Israel te esco­lheu.» 8Eis o que diz o Senhor: «Eu respondi-te no tempo da graça e socorri-te no dia da salvação. Defendi-te e designei-te como aliança do povo, para restaurares o país e repartires as heranças devas­tadas, 9para dizeres aos prisioneiros: ‘Saí da prisão!’ E aos que estão nas trevas: ‘Vin­de à luz!’ Ao longo dos caminhos encon­tra­rão que comer, e em todas as dunas arranjarão alimento.

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Jesus, o Servo Sofredor!

Dom Henrique Soares da Costa
Reze o Salmo 119/118,97-104
Agora, medite, pensando em Jesus, em Is 42,1-9

1«Eis o meu servo, que Eu amparo, o meu eleito, que Eu preferi. Fiz repousar sobre ele o meu es­pírito, para que leve às nações a verdadeira justiça. 2Ele não gritará, não levantará a voz, não clamará nas ruas. 3Não quebrará a cana rachada, não apagará a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a fidelidade a verdadeira justiça. 4Não desanimará, nem desfalecerá, até estabelecer na terra o direito, as leis que os povos das ilhas esperam dele. 5Eis o que diz o Senhor Deus, que criou os céus e os estendeu, que consolidou a terra com a sua vegetação, que deu vida aos seus habitantes, e o alento aos que andam por ela. 6Eu, o Senhor, chamei-te por causa da justiça, segurei-te pela mão; formei-te e designei-te como aliança de um povo e luz das nações; 7para abrires os olhos aos cegos, para tirares do cárcere os prisioneiros, e da prisão, os que vivem nas trevas. 8Eu sou o Senhor, este é o meu nome, a ninguém cedo a minha glória, nem aos ídolos a honra que me é devida. 9Os primeiros acontecimentos já se cumpriram. Agora anuncio algo de novo e comunico-o a vós antes que aconteça.»

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Meditação para o Domingo de Ramos e da Paixão

Dom Henrique Soares da Costa

Meditação para a Procissão dos Ramos

Este Domingo sagrado celebra dois mistérios: (1) a Entrada solene do Senhor Jesus em Jerusalém para viver Sua Passagem do mundo para o Pai e (2) o Mistério de Sua Paixão, Morte e Sepultura. Daí o título deste dia: Domingo de Ramos e da Paixão. A procissão é de ramos; a missa é da paixão.

Que significa a entrada de Jesus em Jerusalém hoje?

Ele é o descendente de Davi, o Filho de Davi e, portanto, o Messias prometido por Deus e esperado por Israel. Por isso o povo grita:

“Bendito o Rei, que vem em Nome do Senhor!”

Jesus é saudado como o Rei de Israel, novo Davi, Messias que chega à Cidade de Davi! E Jesus, de fato, é Rei, é Messias! Continue reading

Perdoa a todos e sê Fiel

Meditação para o Dia 23 de Abril

1. Na verdade, o Senhor ressuscitou, e apareceu a Simão. Ao primeiro dos apóstolos Jesus apareceu, não para censurá-lo da tríplice negação, mas para confirmá-lo na fé e assegurar-lhe o perdão completo. Como Jesus perdoou plenamente, assim exige de ti, sob pena grave, perdoar aos que te ofenderem.

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”

Tem todo o cuidado, para que, com estas palavras, não te condenes a ti mesmo. Jesus acrescenta:

“Se não perdoardes aos homens tão pouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados”

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O Sacramento do amor

Meditação para a Quinta-feira Santa

1. À medida que se aproximava a morte de Jesus, Ele manifestou mais e mais seu incompreensível amor. Instituiu o Santíssimo Sacramento para poder ficar no meio de nós por todos os tempos; quis abaixar-se ao ponto de servir-nos de alimento. Que excesso de amor! Previu tantos ultrajes feitos a Ele no Tabernáculo e na Santa Comunhão e nada o deteve de fazer a maior obra de sua Onipotência, Sabedoria e Bondade.

2. a) Escolheu para o momento da instituição exatamente aquele tempo em que os homens mais odiavam e se apresentavam para o atormentar e crucificar. A noite anterior à Paixão é a noite da instituição do Santíssimo Sacramento! Que excesso de bondade!

b) Quão diferente é a disposição dos primeiros neo-comungantes, os apóstolos. Entre eles há um indigno, que em seguida se tornou obstinado. Preserve-te Deus do mais triste dos ultrajes: a indigna comunhão! Como te preparas para a Santa Comunhão e como fazes a ação de graças? Mostras, por todo o teu proceder, que é Deus quem te visita?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 119)

Meditação para a Procissão de Ramos e Paixão de Nosso Senhor

Dom Henrique Soares da Costa
Por Dom Henrique Soares da Costa

Meditação para a Procissão dos Ramos

“Dizei à filha de Sião: ‘Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta!”

– Assim, caríssimos irmãos, o nosso Jesus entra hoje em Jerusalém para sofrer Sua paixão e fazer Sua Páscoa deste mundo para o Pai.

Jerusalém é a cidade do Messias; aí deveria manifestar-se o Reino de Deus.

O Senhor Jesus, ao entrar nela de modo solene, realiza a esperança de Israel. Por isso o povo grita: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em Nome do Senhor! Hosana no mais alto dos Céus!” Hoje, com nossos ramos levados em procissão, fazemos solene memória desse acontecimento e proclamamos com nossos cânticos que Jesus é o Messias prometido! Também nós cantaremos daqui a pouco: Hosana ao Filho de Davi! Continue reading

Via-Sacra 2016 com Papa Francisco

Via Sacra 2016 com Papa Francisco

SEXTA-FEIRA SANTA: PAIXÃO DO SENHOR

COLISEU. ROMA, 25 DE MARÇO DE 2016

DEUS É MISERICÓRDIA

Meditações de sua Eminência Reverendíssima Cardeal D. Gualtiero Bassetti, Arcebispo de Perugia – Città della Pieve Continue reading

Roteiro de leituras bíblicas para o Tríduo Pascal

Tríduo Pascal

 

Por Dom Henrique Soares

Caro Irmão e Amigo, ofereço-lhe aqui, no âmbito deste Retiro Quaresmal, um esquema de leituras da Sagrada Escritura para os dias do Santo Tríduo Pascal. Seguindo-o, você estará unido ao Cristo na celebração solene dos mistérios de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. A proposta que faço é exigente; requer fôlego, perseverança e amor ao Senhor! Mas, a recompensa será imensa: com as Escrituras nas mãos, você entrará no Coração do Cristo, naquilo que Ele sentiu e viveu nesses dias e, assim, poderá trazer os mesmos sentimentos do Cristo Jesus (cf. Fl 2,5). Coragem e bom proveito!

Lembre: este esquema é a continuação do Retiro Quaresmal… Vou colocá-lo por dia do Tríduo!

Uma observação: Os números dos salmos depois da barra são da Vulgata (e da Ave Maria). Os números antes da barra são da Bíblia hebraica (e da Bíblia da CNBB, de Jerusalém e da TEB).

Reflexão para a Quinta-feira Santa

Neste dia, toda a atenção da Igreja se volta para o Cristo que, na Ceia, celebrou ritualmente a Páscoa com Seus discípulos:

“Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer…” (Lc 22,15).

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Judas sou eu!

Serei eu, Senhor?
No Evangelho de hoje escutamos a traição de Judas

Evangelho (Mt 26,14-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’ Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?’ 18Jesus respondeu: ‘Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’.’

19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: ‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’ 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: ‘Senhor, será que sou eu?’

23Jesus respondeu: ‘Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!’ 25Então Judas, o traidor, perguntou: ‘Mestre, serei eu?’ Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O que o terá levado a entregar o Mestre?

Jesus o tinha escolhido com amor, tinha-o chamado entre tantos para ser um dos Doze, daqueles aos quais chamou pelo nome depois de uma noite em oração a Deus; desceu do monte e chamou os que Ele quis para que ficassem com Ele… (cf. Mc 3,13)

Que ninguém pense que Jesus chamou Judas para que O entregasse! Nunca! O Senhor não prepara armadilhas para ninguém! Aliás, o Concílio de Trento é claro:

“Se alguém disser que Deus agiu na traição de Judas como agiu na conversão de Paulo, seja anátema”.

Mas, em todo caso, é fato, tão misterioso quanto o é o coração humano, quanto o é a vida: Judas entregou o Mestre, Judas foi alcunhado como o Traidor…

O que o levou a isso?

Jamais saberemos ao certo. Permitam-me os meus pacientes e benévolos amigos uma hipótese de quem há anos estuda as Escrituras, ensina teologia e mexe com as hipóteses dos exegetas.

Os judeus e também os apóstolos esperavam o Messias. Mas, cada um, cada grupo tinha sua própria ideia sobre o papel do Messias e a missão que Ele desenvolveria.

Para os fariseus, Ele seria aquele que faria Israel observar com perfeição as prescrições da Torah de Moisés;

Para os zelotas, seria um revolucionário nos moldes da Teologia da Libertação: expulsaria os romanos e implantaria um sistema político justo, tendo Israel como cabeça;

Para os essênios, seriam dois messias, um sacerdote e um rei, que purificariam o povo e restabeleceria o culto do Templo numa estrita pureza ritual…

Até João Batista tinha sua imagem de Messias: seria justo, severo, viria para peneirar e arrancar a árvore que não desse fruto…

Os apóstolos, até o fim, esperaram um Messias glorioso, que viesse destruir o poder romano e restaurar a realeza dos tempos de Davi, com toda a sua glória. Por isso discutiam sobre quem era o maior, por isso pediam os primeiros lugares…

Mas Jesus não se enquadrava nesses modelos! A João Batista Ele mandara dizer: “Feliz de quem não se escandalizar por Minha causa”, e aos apóstolos Ele foi corrigindo o tempo todo, anunciando, pouco a pouco, um Messias Servo Sofredor – algo impensável para os judeus!

Aos trancos e barrancos os apóstolos foram aceitando as correções que Jesus faz na sua expectativa messiânica e, ainda que com muita dificuldade, vão começando a compreender que Jesus é um Messias diferente…

Mas, parece que Judas não foi capaz de dar esse passo. Talvez tenha se sentido enganado, desiludido, traído na sua esperança… Esse Jesus manso, misericordioso, não ia a lugar algum, não instauraria o Reino esperado, não expulsaria os romanos, não corresponderia às expectativas de Israel… Jesus parecia a Judas um alienado, um sonhador, fora da realidade… E a decepção foi se tornando raiva, a raiva tornou-se amargura e a amargura fechamento de coração e o fechamento de coração conduziu à sede de vingança contra aquele falso Messias, aquele que fizera o discípulo perder seu tempo e seu sonho…

Não penso que Judas tenha traído Jesus por simples maldade ou ganância – trinta moedas era dinheiro de menos para um ato tão vil assim… É verdade que os evangelhos dizem que Judas era ladrão. Talvez tenha começado a tirar algo da bolsa comum não pelo gosto de roubar, mas como uma amargurada vingança contra aquele bando de tolos que o tinham feito perder o tempo… Talvez fizesse isso quase como a cobrança de um pagamento pelo tempo perdido…

Jesus sabia… Preveniu indiretamente a Judas, aproveitando que alguns discípulos O tinham deixado:

“Muitos de Seus discípulos, ouvindo-O, disseram: ‘Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?’ Jesus lhes disse: ‘Isto vos escandaliza? Alguns de vós não creem!’ Jesus sabia, desde o princípio, quais os que não criam e quem era aquele que O entregaria. A partir daí, muitos dos Seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com Ele. Então, disse Jesus aos Doze: ‘Não quereis também vós partir? Não vos escolhi, Eu, aos Doze? No entanto, um de vós é um diabo!’ Falava de Judas, filho de Simão Iscariotes. Este, um dos Doze, O haveria de entregar!” (Jo 6,60-71)

Sim! Judas já não mais amava o Mestre, já não mais cria realmente Nele! Deveria ter sido honesto, corajoso; deveria ter deixado Jesus naquela hora! Não se pode ficar, ser discípulo sem amar o Senhor de coração sincero!

A verdade é que o que aconteceu com Judas pode acontecer com todos nós. É grande o perigo de nos decepcionarmos com Jesus porque Ele não é como nós gostaríamos que fosse, porque não faz os milagres que esperávamos ou não resolve as coisas do nosso jeito… É tão fácil desiludir-se com o Senhor que exige de nós conversão, mudança no nosso modo de ser e viver! Há o perigo de sermos cristãs frios, que já não creem de verdade… Há o perigo, também para nós, de trair o Mestre, de entregá-Lo!

Judas errou, Judas pecou! “Melhor seria que não tivesse nascido!” – Palavras duríssimas. Mas, que ninguém julgue Judas! Um pouco dele está em cada um de nós… O perigo tremendo de fazer o que ele fez nos ronda! Vigiemos! “Que não tiver pecado, atire a primeira pedra…”

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