Necessidade da oração mental

Desolatione desolata est omnis terra; quia nullus est qui rerogitet corde – “Toda a terra está inteiramente desolada, porque não há nenhum que considere no seu coração” (Jer 12, 11)

Sumário. Afeiçoemo-nos à oração mental e nunca a deixemos de fazer. É ela necessária, para que tenhamos luz na viagem que estamos fazendo para a eternidade e também para que conheçamos os nossos defeitos e os emendemos. Assim como sem a oração mental, não faremos bem a vocal, à qual estão ligadas as graças, assim igualmente nos faltará a força para vencer as tentações e praticar as virtudes. Infeliz, portanto, da alma que não faz oração mental; ela não precisa de demônios para lançá-la no inferno, visto que de si mesma nele se precipita.
Continue a ler

Meditação para 7º Domingo do Tempo Comum


Por Dom Henrique Soares da Costa
Caríssimos irmãos no Senhor, mais uma vez a liturgia sagrada nos reúne para a santa Eucaristia dominical, na qual encontramos o Ressuscitado, alimentamo-nos da Sua Palavra e nutrimo-nos do Seu Corpo sagrado. Com efeito, Ele está conosco, Ele nos fala, Ele se dá a nós, totalmente!

Ouvir o Senhor, alimentar-se Dele – pensai bem -, significa abrir-se para Ele porque Nele cremos. É isto crer, meus caros: viver abertos de verdade para o Senhor, deixando que Ele plasme a nossa vida, ilumine os nossos caminho, vá invadindo e transformando toda a nossa existência, em todos os seus aspectos!

Se pensarmos bem, é a uma atitude assim que a Palavra de Deus hoje nos convida. Continue a ler

Deus Justo – Deus Misericordioso

Meditação para Dia 20 de Fevereiro

1. A Santíssima Trindade resolveu sobre a sorte da humanidade merecedora da morte eterna. A infinita Justiça alegou a excepcional malícia que houve no pecado, ofensa da criatura ao Criador, feita sem o impulso das paixões; alegou a facilidade com que podia ser observado o mandamento, a dura pena previamente ameaçada e a sorte dos anjos caídos. O que teríamos para alegar em nossa defesa? Nada.

“Se olhardes, Senhor, para as nossas iniquidades, quem poderá, Senhor, subsistir em vossa presença?”

Teme o pecado e foge-o. Continue a ler

A parábola do fermento e os efeitos da graça santificante

6º Domingo depois da Epifania

Simile est regnum coelorum fermento – “O reino dos céus é semelhante ao fermento” (Mt 13, 33)

Sumário. Nesta parábola do fermento os santos Padres veem uma figura da caridade, isto é, da graça santificante. Assim como a levedura penetra toda a massa, levanta-a e lhe dá sabor; assim a graça divina tira da alma a friúra do pecado e, excitando nela santos afetos, torna-a digna de amizade de Deus. Mais: faz com que a alma seja a morada do Espírito Santo, sua filha, sua esposa. Lancemos um olhar sobre nossas almas: estão elas ornadas da graça santificante?
Continue a ler

Jesus, Manso e Humilde de Coração

Meditação para Dia 19 de Fevereiro

1. Em Nazaré Jesus dá o mais sublime exemplo de humildade. Embora fosse Deus, dispensou as honras que lhe eram devidas, não fez uso do poder de operar milagres, para não atrair os olhos humanos. Contentou-se em se ocupar com trabalhos manuais, rezar e sofrer por nossa salvação. Que contraste entre Ele e ti! Não desejas, muitas vezes, atrair para ti a atenção do mundo? Nunca te afliges, quando não te apreciam tanto quanto julgas merecê-lo? Continue a ler

Quanto os religiosos devem confiar no patrocínio de Maria

Ego diligentes me diligo: et qui mane vigilante ad me, invenient me – “Eu amo os que me amam: e os que vigiam desde a manhã por me buscarem, achar-me-ão” (Pr 8, 17)

Sumário. Se a divina Mãe ama todos os homens com tão grande afeto, que nenhum outro lhe seja superior, ou mesmo igual, quanto mais não amará os religiosos, que sacrificaram a liberdade, a vida e tudo ao amor de Jesus Cristo? Ponhamos, pois, toda a nossa confiança em tão boa Mãe. Provemos-lhe a nossa devoção, honrando-a fervorosamente e fazendo com que os outros também a honrem. Um religioso que não tem para com nossa Senhora uma devoção especial, perseverará dificilmente.
Continue a ler

Jesus Obedecendo

Meditação para Dia 18 de Fevereiro

1. a) “E lhes estava sujeito”. Em que obedeceu Jesus? Em tudo. A oficina dum pobre artista não tinha nada de grande, de extraordinário, de brilhante. Jesus obedeceu nas coisas mais pequeninas, ajudando a sua mãe no serviço doméstico e a seu pai em seus trabalhos de oficial.

b) Como obedeceu? Imediatamente, sem hesitar ou adiar, de boa vontade, humildemente e sujeitando o próprio juízo. A Sabedoria incarnada, infinita, sujeita-se a criaturas de inteligência ilimitada. E tu?
Continue a ler

Cristãos num mundo descrente


Por Dom Henrique Soares da Costa

A Igreja precisa sempre se converter, sim. Mas, não ao mundo pagão. A conversão da Igreja deverá ser sempre mais a Cristo, com todas as Suas exigências! Somente assim ela será sal e luz.

Não são uma doutrina e uma moral feitas sob medida para o mundo que prestarão um serviço à humanidade! Uma Igreja sob medida não serveria para mais nada a não ser para ser jogada fora e pisada pelos homens! A verdade é Cristo – e é o homem quem deve converter-se a Ele, não Ele ao homem. Continue a ler

A pena mais grave do Menino Jesus

Quae utilitas in saguine meo, dum descendo in corruptionem? – “Que proveito há no meu sangue, se desço à corrupção?” (Sl 29, 10)

Sumário. Quando Jesus estava ainda no seio de Maria Santíssima, já previa a dureza de coração dos homens, que pela maior parte havia de pisar o seu sangue aos pés e de desprezar a graça que com seu sangue lhes havia merecido. Foi esta a pena que mais O afligiu. Se nós também temos sido do número desses ingratos, não desesperemos, contanto que estejamos resolvidos a converter-nos; porque o divino Menino veio a oferecer a paz a todos os homens de boa vontade. Arrependamo-nos, pois, de nossos pecados e façamos o propósito de amar doravante o nosso bom Deus, e estejamos certos de que acharemos a paz, isso é, a amizade divina.
Continue a ler

Jesus em Nazaré

Meditação para Dia 17 de Fevereiro

1. a) “Desceu com eles e veio para Nazaré”. O Filho de Deus deixa a grande capital, para morar por longos anos em lugar tão modesto, que dEle se dizia:

“De Nazaré pode vir alguma coisa de bom?”

Que humildade! Compara o cuidado de Jesus, de fugir da glória humana, com teu procedimento, para não te confundires no último juízo, quando Deus fizer esta mesma comparação. Continue a ler

« Older posts

© 2017 Rumo à Santidade

Theme by Anders NorenUp ↑