A Modéstia – Grande Meio de Aperfeiçoamento

Meditação para o Dia 28 de Junho

1. A modéstia é uma escada que conduz à perfeição. Por ela expiam-se os pecados, pois, sem recorrer a graves penitências, ela serve de mortificação universal que afeta todos os sentidos, a vista, a língua, o gosto, o andar, as inclinações. É uma mortificação possível a todos, inofensiva para saúde, e que não esgota as forças, mortificação praticável em todos os lugares, particulares ou públicos, sagrados ou profanos; em todo o tempo, de dia e de noite, ao estar-se só ou em companhia; mortificação sempre prudente, em que os excessos não são para temer; mortificação que leva a passos largos ao desprezo das comodidades. Continue a ler

Sê Modesto… Por Deus

Meditação para o Dia 27 de Junho

1. A modéstia cristã não consiste numa simples compostura do rosto, dos gestos, das maneiras. Isso só seria apenas uma virtude farisaica, que poderia encobrir um interior bem diferente. A verdadeira virtude tem sua origem no coração, e as aparências não devem ser senão o reflexo da piedade interior. Tal modéstia é a consequência do respeito da presença de Deus, que inspira grave decoro. Em toda parte está Deus, logo em toda parte deves respeitar quem faz tremer céu e terra, quem enche os próprios anjos de santo temor e quem, um dia, pedirá contas de tudo que houveres feito. Continue a ler

Deus te Vê… Sempre!

Meditação para o Dia 26 de Junho

1. O pensamento perseverante na presença de Deus regulará os movimentos do coração, moderará as paixões e purificará as intenções. Não há tentação que a fé viva nesta continua presença divina não vença; fragilidade que ela não ampare, e, depois da queda, não há pecado do qual não inspire contrição. Ela, na boa ação, faz ponderar:

“Deus me vê, Deus me ouve, observa tudo o que faço, digo, penso, sinto e deixo de fazer”

Tendo Deus perante os olhos, a oração torna-se agradável, a mortificação, fácil, todas as virtudes serão mais a teu alcance. Continue a ler

Deus te Vê

Meditação para o Dia 25 de Junho

1. O exercício de te pores na presença de Deus consiste numa fé viva e habitual nesta verdade que “Deus enche o céu e a terra”; que te vê nas trevas como em plena luz; que conhece os teus mais secretos pensamentos; que penetra teu ser, como a água à esponja, de modo que em Deus vives, te moves e existe. Esta fé viva deve ser acompanhada de profunda veneração das grandezas de Deus, de uma amorosa aquiescência à Sua adorável vontade, a Seus desejos e Suas graças, e de completo desapego dos prazeres sensuais. Madalena, junto ao sepulcro do Salvador, nem pelos anjos se deixa distrair de pensar em Jesus. Eis teu modelo! Continue a ler

Festa de São João Batista

Meditação para o Dia 24 de Junho

1. Não vulgar é a santidade de João Batista. Um anjo anuncia o seu nascimento; a criança é santificada já no seio da mãe; os parentes e vizinhos perguntam pasmados:

“Quem julgais vós que virá a ser este menino?”

30 anos depois Jesus responde a esta pergunta, proclamando João Batista o maior dos homens, profeta e mais que profeta, outro Elias, lâmpada que arde e alumia. Que bom intercessor junto a Deus não será este intrépido pregador da verdade e mártir da pureza! Continue a ler

Coração de Cristo, coração do mundo

Dom Henrique Soares da Costa
Por Dom Henrique Soares da Costa

Hoje, a Igreja celebra a Solenidade do Coração do Cristo Jesus.
Trata-se de uma belíssima devoção, bíblica, profunda, de forte sentido para a vida cristã. Para não ficarmos numa devoção magra, anêmica, meramente individualista e sentimental, vejamos alguns aspectos mais teológicos desta invocação.

Na antropologia bíblica “coração” indica o interior do homem, a sede de seu caráter, de sua personalidade, ali onde nascem os pensamentos e sentimentos mais profundos. O coração é a sede das decisões do homem, é o núcleo mesmo da sua personalidade.

Dizer “coração” é referir-se ao homem como ser que reflete e toma decisões com conhecimento de causa. Em outras palavras: enquanto nas línguas modernas o coração é, sobretudo, o órgão dos afetos, na linguagem bíblica, o coração é, principalmente, o órgão do pensamento, da opção, da decisão, dos afetos medidos e comedidos: dizer que alguém não tem coração é dizer que não tem juízo, que não conhece os próprios pensamentos!

No salmo 85/86,11 o autor sagrado suplica:

“Senhor, mostra-me Teu caminho e eu me conduzirei segundo a Tua vontade. Unifica meu coração para que ele tema o Teu Nome!”

Sendo o coração órgão da decisão e da vontade, o salmista pede que ele seja unificado para Deus.

O sentido seria mais ou menos este:

“Unifica-me a mim para Ti: que meus pensamentos estejam em Ti. Estando em Ti, como o eixo de minha vida, que eu seja inteiro, íntegro, senhor de mim. Assim, com um coração unificado, que eu possa estar todo inteiro diante de Ti, o Deus Um, todo inteiro dado a mim”

Resumindo tudo isto: na antropologia bíblica, dizer coração é dizer “eu”: o meu coração é o meu eu!

Se assim é o coração humano, como se manifesta o Coração de Cristo?

Seu coração humano – Ele amou com um coração humano! – é imagem do Coração do Pai, de modo que podemos afirmar que o Coração de Deus se manifesta no Coração de Cristo:

“Como o Pai Me amou, Eu também vos amei!”

Ora, em toda a Sua existência humana – no Seu ministério, nas Suas palavras, nos Seus milagres, nos Seus encontros com tantas pessoas diversas, nas Suas caminhadas pela Terra Santa -, Jesus revela o Coração do Pai… Basta pensar na parábola do filho pródigo, na qual Jesus procura explicar aos Seus adversários que age com amor e misericórdia porque o Pai faz o mesmo…

Portanto, no Coração compassivo, manso e sereno do Senhor Jesus, podemos entrever o quanto Deus é para nós ternura e carinho, acolhimento e perdão!

A Igreja compreendeu isto tão bem que coloca a seguinte antífona de entrada para a Missa do Coração de Jesus:

“Eis os pensamentos do Seu Coração, que permanecem ao longo das gerações: libertar da morte todos os homens e conservar-lhes a vida em tempo de penúria” (Sl 31/32,11.19)

É este o pensamento, o projeto do Coração do Pai Eterno, manifestado no Coração de Jesus: libertar e dar a Vida!

Contemplar o Coração de Cristo, manso e humilde, aberto na cruz para que recebamos a água que nos vivifica e o sangue que nos lava, significa experimentar, crer e anunciar que Deus, o Pai de Jesus, é amor e fonte de amor.

Este anúncio é tanto mais urgente e necessário quanto mais vemos um mundo, o nosso, ferido de coração. Ou não é um mundo machucado pela incredulidade, pela banalização de todos os valores, pela destruição platina e sistemática de tudo quanto é sagrado, pela solidão, pela violência, a fome e a pobreza, este mundo nosso? Como é pobre, como é miserável um mundo que pensa que a maconha plenifica a vida, que a libertinagem sexual é expressão de liberdade e maturidade, que a destruição da família é um bem! Como é triste um mundo que esvaziou o sentido profundo e comprometido da palavra amor…

Por mais que muitos psicólogos tentem, não são eles quem salvarão a humanidade: somente o amor verdadeiro dá sentido a todas as coisas! E é precisamente isto que o Coração de Jesus revela: que Deus é Amor e fonte de amor, do amor que se dá, se entrega e, dando-se é pleno; o Coração do Cristo revela que a paternidade do Pai do Céu é cheia de compaixão e misericórdia e abraça todas as criaturas. Do Seu amor ninguém é excluído (a não ser que se exclua a si mesmo, fugindo de Deus), do Seu carinho ninguém é esquecido!

Quem dera que este mundo, que corre o risco de se tornar sem coração, mundo cão, encontre no Coração de Cristo o descanso, a inspiração e a paz! Quem dera que aceitasse o convite de Jesus, sempre atual e desafiador:

“Vinde a Mim, vós todos os que estais cansados sob o peso o vosso farto e Eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração… E encontrareis descanso…” (Mt 11,28ss)

Sê Casto

Meditação para o Dia 23 de Junho

1. Puro é quem sujeita a carne ao espírito, subtraindo ao serviço das baixas inclinações a imaginação, a memória, o pensar, querer e sentir, olhos, ouvidos, boca e mãos. Virtude tão estimável é um vaso precioso, mas muito quebradiço. Não há nada para onde a natureza corrupta se incline, sem cessar, com tanta veemência, como para o lado dos prazeres sensuais. Talvez passem anos sem graves combates; de repente, desencadeia-se verdadeiro furacão. Além disto outros perigos ameaçam a santa pureza: o impetuoso combate do mundo, as más companhias, o próprio anjo impuro. Quantos cuidados por isso são precisos! Continue a ler

Felizes e Castos

Meditação para o Dia 22 de Junho

1. Ó quão formosa é a casta geração com claridade, pois imortal é a sua memória, porquanto é honrada diante de Deus e dos homens“. Sublime elogio, dado pelo Espírito Santo! O casto assemelha-se a Deus e aos anjos, adquirindo em longo, árduo e perigoso combate, o que estes possuem por sua natureza. Ainda aqueles que não tem a coragem de seguir a vereda luminosa da castidade, olham-na com admiração. Na terra, indizível paz de consciência, e veneração por todos; no céu, a palma da vitória e prerrogativas dados só aos castos, – eis quanta recompensa! Continue a ler

Festa de São Luiz Gonzaga

São Luís Gonzaga

Inspice et fac secundum exemplar, quod tibi in monte monstratum est – “Olha e faze segundo o modelo que te foi mostrado no monte” (Ex 25, 40)

Sumário. Felizes daqueles que estão ainda em tempo de poderem imitar São Luís na sua inocência! Se não somos deste número, procuremos ao menos imitá-lo na sua penitência. Depois de recuperada a graça divina pela confissão sacramental, conservemo-la pelos mesmos meios de que usou o jovem angélico para nunca a perder. Frequentemos sobretudo os sacramentos, sejamos devotos à Santíssima Virgem e recomendemo-nos cada dia a São Luís. Continue a ler

Festa de São Luís Gonzaga

Meditação para o Dia 21 de Junho

1. Ó! Quão formosa é a casta geração” riza São Luís de Gonzaga. A própria aparência do pecado o assustava; uma palavra pouco decente, proferida na infância, sem compreender-lhe o sentido, causou-lhe tão viva dor, que na primeira acusação sacramental caiu desfalecido, e que nunca, durante toda a vida, falava a este respeito, sem chorar amargamente. Cada semana se confessava com tão viva contrição, que julgavam muitas vezes que ia expirar. Sufocava os primeiros ímpetos. Tomava tanto a peito seus exercícios de piedade, que até com intensa febre não os omitia… Compara-te a ele, antes que o Eterno Juiz o faça! Continue a ler

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