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Meditação sobre o Fim do Homem

Garotinha rezando, por Roberto Ferruzzi

Garotinha rezando, por Roberto Ferruzzi

Capítulo X

PREPARAÇÃO

1. Põe-te na presença de Deus.
2. Pede a Deus que te inspire.

CONSIDERAÇÃO

1. Não foi por nenhum motivo de interesse que Deus nos criou, pois nós Lhe somos absolutamente inúteis; foi unicamente para nos fazer bem, em nos facultando, com Sua graça, participar de Sua glória; e foi por isso, Filotéia, que Ele te deu tudo o que tens: o entendimento, para O conheceres e adorares; a memória, para te lembrares dEle; a vontade, para O amares; a imaginação, para te representares os Seus benefícios; os olhos, para admirares as Suas obras; a língua, para O louvares, e assim as demais potências e faculdades. Continue reading

Vida Ativa

Meditação para o Dia 13 de Agosto

1. Trabalhar é esforça-se. Ocupar-se ainda não é trabalhar; há ocupações que mais se assemelham à ociosidade do que ao trabalho. Este pressupõe vencer dificuldades. A lei do trabalho todos estão sujeitos. Desde que Adão se rebelou, o homem foi condenado a trabalhar no suor do rosto. Em nenhum campo de ação, profano ou religioso, se faz algo de valor sem esforço, sem trabalho. Ainda que outros por ti trabalham, não tens o direito à ociosidade… Como gastas o teu tempo? Continue reading

Fazes bom uso do tempo?

Meditação para Dia 30 de Janeiro

1. Perde-se o tempo, não fazendo coisa alguma; perde-se-o, não fazendo como se o deve fazer. Sê solicito para pagares a Deus tuas dívidas enquanto Ele aceitar o pagamento. Cada momento pode ser o teu último. Em vão esperarás misericórdia na eternidade, se não a pedires na vida. Em vão chorarás na morte o tempo perdido, se agora o malbarateas.
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Valor do tempo

Meditação para Dia 29 de Janeiro

1. a) Aproxima-se de seu fim o primeiro mês do novo ano. Quanto nele ganhaste para a eterna vida? Tem valor só aquilo que é feito para a eternidade.

b) Aproveita bem o maior dom de Deus, o tempo. Repara que o tempo vale tanto quanto o céu e o próprio Deus; é a moeda com que podes adquirir a eternidade feliz. Dá tempo à alma do purgatório, e logo terá satisfeito por tudo; ao condenado, e fará penitência; ao santo, e elevar-se-á seu trono no céu por muitos graus.
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Fim do homem

Deum time, et mandata eius observa: hoc est enim omnis homo – “Teme a Deus e observa os seus mandamentos; porque isto é o tudo do homem” (Ecle 12, 13)

Sumário. Não temos nascido, nem devemos viver para gozarmos, para nos fazermos ricos e potentes, senão unicamente para amarmos a Deus e nos salvarmos para sempre. Todavia, este grande fim da nossa existência é o mais descuidado pelos homens, que em tudo pensam exceto na salvação da alma. Nós ao menos não sejamos tão insensatos e consideremos seriamente que tudo que se faz, se diz ou se pensa contra a vontade de Deus, é perdido e perdido para sempre.
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Nossa vida: um tempo feito de tempos…

Por Dom Henrique Soares da Costa

Assim diz o Eclesiastes (cf. 3,1-11):

“Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo o que acontece debaixo do céu. Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de separar. Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. As coisas que Ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, Ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza”.

Que significam estas palavras?

O Autor sagrado, de coração apertado, procurando o sentido das coisas e da própria vida… Ele observa que nossa existência é feita de tempos: nascimento e morte, sorriso e pranto, paz e conflito, chegada e partida, princípio e fim… Tudo tão passageiro, tão vaidade… Continue reading

Vaidade do Mundo

Vaidade do Mundo

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CONSIDERAÇÃO XIII

Quid prodest homini si mundum universum lucretur, animae vero suae detrimentum patiatur? – “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder sua alma?” (Mt 16,26)

PONTO I

Numa viagem marítima, um filósofo antigo, de nome Aristipo, naufragou com o navio em que ia, perdendo todos os bens. Pôde, entretanto, chegar salvo à terra, e os habitantes do país a que arribou, entre os quais Aristipo gozava de grande fama por seu saber, o indenizaram de tudo que havia perdido. Admirado, escreveu logo a seus amigos e patrícios incitando-os a que aproveitassem o seu exemplo, e que somente se premunissem das riquezas que nem com os naufrágios se podem perder. É isto exatamente o que nos recomendam nossos parentes e amigos que já chegaram à eternidade. Advertem-nos para que este mundo procuremos adquirir antes de tudo os bens que nem a morte nos faz perder. O dia da morte é chamado o dia da perda, porque nele perdemos as honras, as riquezas e os prazeres, enfim, todos os bens terrenos. Por esta razão diz Santo Ambrósio que não podemos chamar nossos a esses bens, porque os não podemos levar conosco para o outro mundo; somente as virtudes nos acompanham para a eternidade.

“De que serve, pois — diz Jesus Cristo (Mt 16,26) — ganhar o mundo inteiro, se à hora da morte, perdendo a alma, tudo perde?”…

Oh! quantos jovens, penetrados desta grande máxima, resolveram entrar na clausura! Quantos anacoretas conduziu ao deserto! A quantos mártires moveu a dar a vida por Cristo! Por meio destas máximas soube Santo Inácio de Loiola chamar para Deus inúmeras almas, entre elas a alma formosíssima de São Francisco Xavier, que, residindo em Paris, ali se ocupava em pensamentos mundanos.

“Pensa, Francisco — lhe disse um dia o Santo, — pensa que o mundo é traidor, que promete e não cumpre; mas, ainda que cumprisse o que promete, jamais poderia satisfazer teu coração. E supondo que o satisfizesse, quanto tempo poderá durar essa felicidade? Mais que tua vida? E no fim dela, levarás tua dita para a eternidade? Existe, porventura, algum poderoso que tenha levado para o outro mundo uma moeda sequer ou um criado para seu serviço? Há algum rei que tenha levado consigo um pedaço de púrpura em sinal de dignidade?…”

Movido por estas considerações, São Francisco Xavier renunciou ao mundo, seguiu a Santo Inácio de Loiola e se tornou um grande Santo. Continue reading

Valor do Tempo

Tempo passa

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CONSIDERAÇÃO XI

Fili, conserva tempus – “Filho, aproveita o tempo” (Sr 4, 23)

PONTO I

Diligencia, meu filho, — diz o Espírito Santo, — em empregar bem o tempo, porque é a coisa mais preciosa, riquíssimo dom que Deus concede ao homem mortal. Até os próprios gentios tinham conhecimento de seu valor. Sêneca dizia que nada pode equivaler ao valor do tempo. Com maior estimação ainda o apreciaram os Santos. Afirma São Bernardino de Sena que um só momento vale tanto como Deus, porque nesse instante, com um ato de contrição ou de amor perfeito, pode o homem adquirir a graça divina e a glória eterna.

O tempo é um tesouro que só se acha nesta vida, mas não na outra, nem no céu, nem no inferno. É este o grito dos condenados: Oh! se tivéssemos uma hora!”… Por todo o preço comprariam uma hora a fim de reparar sua ruína; porém, esta hora jamais lhes será dada. No céu não há pranto; mas se os bemaventurados pudessem sofrer, chorariam o tempo perdido na sua vida mortal, o qual lhes poderia ter servido para alcançar grau mais elevado na glória; porém, já se passou a época de merecer. Uma religiosa beneditina, depois da morte, apareceu radiante de glória a uma pessoa e lhe revelou que gozava plena felicidade, mas, se algo pudesse desejar, seria unicamente voltar ao mundo para sofrer mais e assim alcançar maior mérito. Acrescentou que de boa vontade sofreria até ao dia do juízo a dolorosa enfermidade que a levou à morte, contanto que conseguisse a glória que corresponde ao mérito de uma só Ave Maria. Continue reading

Morte contínua do inferno

Inferno, por Giovanni da Modena. Pintura de 1410, presente na Basílica de São Petrônio

Inferno, por Giovanni da Modena. Pintura de 1410, presente na Basílica de São Petrônio

Sicut oves in inferno positi sunt; mors depascet eos – “Como ovelhas são postos no inferno; e eles serão pasto na morte” (Sl 48, 15)

Sumário. O que os pecadores mais receiam na terra é a morte, mas no inferno será a morte o que mais desejarão e nunca obterão. Ali a morte fará seu repasto nos condenados; mata-os a todos os instantes, mas deixa-lhes a vida para continuar eternamente a infligir-lhes o mesmo tormento. Se quisermos evitar tamanha desgraça, lembremo-nos frequentes vezes da eternidade no tempo de vida que nos resta, e meditemos nestas duas palavras: Sempre! Nunca! Quantos grandes pecadores se converteram por meio desta meditação e são agora grandes Santos no céu! Continue reading

Certeza da morte

Fui o que és; serás o que sou

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CONSIDERAÇÃO IV

Statutum est hominibus semel mori – “Foi estabelecido aos homens morrer uma só vez” (Hb 9, 27)

PONTO I

A sentença de morte foi escrita para todo o gênero humano: É homem, deves morrer. Dizia Santo Agostinho:

“Só a morte é certa; os demais bens e males nossos são incertos”

É incerto se o recém-nascido será rico ou pobre, se terá boa ou má saúde, se morrerá moço ou velho. Tudo isto é incerto, mas é indubitavelmente certo que deve morrer.

Magnatas e reis também serão ceifados pela morte, a cujo poder não há força que resista. Resiste-se ao fogo, à água, ao ferro, ao poder dos príncipes, mas não se pode resistir à morte! Conta Vicente de Beauvais que um rei da França, achando-se no termo da vida, exclamava:

“Com todo o meu poder, não posso conseguir que a morte espere mais uma hora!”

Quando chega esse momento, não podemos retardá-lo nem por um instante sequer. Continue reading

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