Tag: sofrimentos

Minha Coroa de Espinhos

Meditação para o Dia 16 de Abril

Há pessoas que são vítimas de um mal intolerável: a dor de cabeça. Dor como a do martírio de uma coroa de espinhos. Outras, esgotadas pelo trabalho intelectual ou por preocupações e desgostos sérios, sentem-se enlouquecer de dor. Oh! Como é preciso ter paciência! A agitação aumenta o sofrimento. Para se poder suportá-lo, é mister que se encha a cabeça de pensamentos bons e consoladores!

“Não nos admiremos – dizia o mártir Santo Agapito – se a cabeça que deve ser coroada no Céu, sofra aqui na terra”

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Bom Sinal

Meditação para o Dia 11 de Março

Bom sinal nas obras de Deus é o sinal da Cruz. Basta dizer que é este o sinal do cristão. Não o aprendemos na primeira lição do catecismo? Para se conhecer se uma obra é verdadeiramente de Deus, é mister verificar se traz o selo da contradição, das perseguições, dos reveses. Carta sem selo não segue ou chega com multa ao destino. Nossa alma também não chegará ao seu destino, à Bem-aventurança, à posse de Deus sem que esteja selada pela penitência ou pela inocência. Continue reading

Até Quando?…

Meditação para o Dia 08 de Março

Sabeis o que é uma Eternidade? Imaginai um pouco. Se um beija-flor viesse, de cem em cem anos, beijar uma flor e só voltar um século depois. E assim de século em século. Quantos milhões de séculos seriam necessários para que beijasse todas as flores que há na face da terra e as que hão de sorrir, em todos os jardins e montanhas e vales deste mundo, até a consumação dos séculos? É possível calculá-lo? Continue reading

O Sofrimento vem de Deus

Meditação para o Dia 12 de Fevereiro

Sim, vem de Deus o sofrimento. Será possível?!… Tudo o que existe no mundo, exceto o pecado, é verdade certa que vem de Deus, Criador de todas as coisas. As trevas e o mal não se produzem por criação divina, mas por subtração da luz e do bem. Diz a Sagrada Escritura:

Ego Dominus formans lucem et creans tenebras, factens pacem et creans malum – O Senhor, na sua munificência, nos dá a luz. Retirando-se esta, vêm as trevas. O Senhor nos dá a paz, a sua graça

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Que Mal fiz Eu?

Meditação para o Dia 22 de Janeiro

Exprimem estas palavras, queixa injusta e irrefletida de muitas pessoas, quando sentem o golpe das adversidades:

“Que mal fiz eu para sofrer tanto?”

O sofrimento é consequência do pecado, e todo filho de Adão está sujeito à lei divina que o decretou. Quando Jesus veio à terra para nos remir, tomou a cruz e nela morreu, num oceano de dores. Teria feito algum mal Aquele que é a própria Justiça, o Santo por excelência? Maria, concebida sem pecado, não teve, em amarguras e cruéis angústias, toda a sua vida? Continue reading

Que Boa Companhia!

Meditação para o Dia 21 de Janeiro

Quando somos caluniados, nosso amor-próprio se revolta, porque nos sentimos rebaixados e humilhados pelos que anteriormente nos admiravam e não seriam capazes, sequer, de uma suspeita sobre o que se nos atribuem, com injustiça, numa calúnia. Tenhamos paciência! Caluniado, perseguido, foi Nosso Divino Redentor, e se calou. E os santos? O que sofreram! Santo Atanásio, perseguido, caluniado, viveu longos anos escondido e tratado como feiticeiro. Continue reading

Picadas de Abelha

Meditação para o Dia 19 de Janeiro

Sofrermos da parte dos maus, sermos perseguidos, maltratados pelos inimigos, por quem odeia a nossa fé, é doloroso, na verdade, mas suportável, e o pensamento de que nada podemos esperar deles senão isso mesmo, leva-nos facilmente à resignação. Nosso Senhor não foi saciado de opróbios pelos seus inimigos? E pode o discípulo ser melhor que o Mestre? Há, porém, uma cruz que, por ser mais pesada que muitas outras, é inevitável: o sofrimento que nos vem da parte dos bons. Continue reading

A Doença

Meditação para o Dia 18 de Janeiro

A doença, olhada pelo prisma da fé, não é um mal. Deus a permite para nosso bem, para a salvação de nossa alma. Fere o corpo para que não morra a alma. Ela nos oferece grandes vantagens. Separa-nos dos loucos e pecaminosos prazeres do mundo. Abate o corpo, que é sempre instrumento do pecado. Afasta-nos das criaturas, da dissipação e de muitas faltas graves. Faz-nos pensar na eternidade e na loucura das vaidades humanas. Continue reading

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